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Português brasileiro
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Published:
2023-01-05
Updated:
2023-01-05
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Mudando o Futuro: O Ladrão De Raios — Livro 1

Chapter 3: Capítulo Dois; Três velhas senhoras tricotam as meias da morte.

Chapter Text

 

Capítulo Dois; Três velhas senhoras tricotam as meias da morte. 


Ao ler o título muitos ficaram tensos. Poseidon esperava ansiosamente que não fossem quem ele esperava que fosse.

A maioria que já entendeu quem eram as velhas senhoras olharam para Percy como se ele estivesse com o pé na cova.

— Como você sobreviveu? — Katie pergunta.

— Estou tentando descobrir até agora — Percy responde com cara de cansado, tinham acabado de começar o segundo capitulo, e ele não estava gostando nem um pouco de ter seus pensamentos lidos em voz alta para todos.

— Este é um título interessante, Percy. — Rachel ri, quebrando o leve clima tenso. — "Três velhas tricotam as meias da morte." Tipo, como você inventou isso? — Enquanto falava e fazia aspas com as mãos, rindo do rosto vermelho de Percy.

— Apenas leia, por favor. — Percy geme, cobrindo o rosto. Hera voltou a ler, lábios levemente levantados em um sorriso suave escondido pelo livro, mas Zeus percebeu.

Eu estava acostumado a uma ou outra experiência esquisita, mas normalmente elas passavam depressa.

Acredite, sem tem uma coisa que elas não fazem é "passar depressa" — Luke murmurou com um certo pesar na voz.

Todos os semideuses foram obrigados a concordar, afinal a vida deles era resumida em experiências esquisitas.

Aquela alucinação 24 horas por dia e sete dias por semana era mais do que podia encarar.

— Você poderia ter me contado sobre isso, Percy. — Sally suspira, bagunçado seus cabelos.

— Não queria te preocupar, mãe. — Percy apenas sorriu tristemente.

Algumas deusas que eram mães oberservavam a interação mãe-filho, Poseidon sorriu suavemente.

Durante o resto do ano escolar o campus inteiro parecia me pregando algum tipo de peça.

— Muito provável — Clarisse comentou em um tom sarcástico.

Os alunos agiam como se estivessem completa e totalmente convencidos de que a sra. Kerr - uma loira alegre que eu nunca tinha visto na vida até o momento em que ela entrou no nosso ônibus no fim da excursão - era nossa professora de iniciação à álgebra desde o Natal.
  De vez em quando eu soltava uma referência à sra. Dodds para cima de alguém, só para ver se conseguia fazê-los titubear, mas eles me olhavam como se eu fosse louco.

— Na verdade eles estavam convencidos. Esse é um dos efeitos na Névoa. — comentou Ártemis.

—  Inteligente. — Ariadne falou com um pequenosorriso olhando Percy.

— Obrigado, Lady Ariadne! — Percy agradeceu contente.

Era bom ver algumas pessoas elogiando sua inteligência. Você quase podia ver flores ao seu redor, se alguém notou, então decidiram não falar nada.

— O garoto não é burro, só é lerdo. — Morfeu comentou.

Percy tentou não se sentir ofendido.

— Isso é horrível, se sentir dessa maneira. —  Exclamou Bianca.

— Você se acostuma. — Foi a resposta de Percy.

Alguns olhares foram lançados, Percy apenas deu de ombros para eles.

Nico quase chorou ao ouvir a voz da irmã, porém antes de qualquer um questionar, Nico rapidamente voltou com o semblante frio.

Acabei quase acreditando neles: a sra. Dodds nunca tinha existido.

— A qual é! — Travis exclamou

— Ele falou quase irmãozinho, quase. — Connor respondeu .

Quase.

— Viu? — Ele disse sorrindo largo.

— Foi Grover, não foi? — Luke e Annabeth olharam para Grover e Percy com carinho.

Grover ficou vermelho soltando um balido e Annabeth, Luke e Percy riram.

— Achei que fui bem convincente. — Grover cruzou os braços sobre o peito.

— Claro, Grover, o que você disser. — Thalia riu.

— Totalmente culpa de Grover. Ele não pode mentir para salvar sua vida. — Annabeth diz com uma risada.

 

Grover cora. Poseidon faz uma careta.

 

M as Grover não conseguiu me enganar. Quando eu mencionava o nor nome Dodds ele hesitava, depois alegava que ela não existia. Mas eu sabia que ele estava mentindo.


— Grover. Você é um péssimo mentiroso. — Chris resmunga.

— Sim, devemos ajudar a ensiná-lo, garotos. — Hermes diz.

— Meus deuses, Grover, você mente muito mal! — Thalia disse, fazendo uma careta.

— Ei!! Eu melhorei — falou ele levantando as mãos. Percy riu baixinho, deixando o Sátiro emburrado.

Alguma coisa estava acontecendo. Alguma coisa havia acontecido no museu.

— Jura? Parece que temos um gênio entre nós! — zombou Clarisse.

Poseidon cerrou os punhos. Estava começando a ficar irritado com as pessoas falando desse gesto de Percy. 'Ninguém falaria assim do seu filho!' Era o que o deus pensava. Estava tentando se controlar, mas se as pessoas prestassem atenção poderiam ver que o lado começava a borbulhar. Anfitrite apertou sua mão em consolo.

Eu não tinha muito tempo para pensar no assunto durante o dia, mas, à noite, visões da Sra. Dodds com garras e asas de couro me faziam acordar suando frio.

— Uau, foi tão ruim Percy? — Íris perguntou, sobrancelha levantada em questão.

— Sim, eu estava muito assustado. Eu pensei que estava louco. — Percy choraminga com um beicinho.

Sally continua a fazer carinho em sua cabeça, Poseidon coloca um braço em seus ombros. Alguns olhares de inveja foram enviados.

O tempo maluco continuou, o que não ajudava meu humor.

— O seu humor, é baseado em como anda o tempo? — Deméter perguntou, curiosa.

— Tipo isso. — Percy deu de ombros.

Certa noite, uma tempestade de raios arrebentou a janela do meu dormitório.

Atena lançou um olhar de descrença pro seu pai, não conseguia acreditar na falta de maturidade, que aqueles dois carregavam.

Todos lançaram um olhar pra Zeus, que o mesmo olhou pro lado, fingindo que não era com ele.

Alguns dias depois, o maior tornado jamais visto no vale do Hudson tocou o chão a apenas trinta quilômetros da Academia Yancy. Um doseventos correntes que aprendemos na aula de estudos sociais era o número inusitado de pequenos aviões que caíram em subimos vendavais no Atlântico naquele ano.

— Zeus, Poseidon, por que vocês estão agindo assim? Esses pobres mortais não fizeram nada para merecer sua raiva. — Hestia repreende, decepção em seu rosto.

Poseidon olha para baixo, culpa em seus olhos. Mas Zeus, nem sente vergonha. 

Comecei a me sentir mal-humorado e irritado a maior parte do tempo. Minhas notas caíram de D para F.

Todos arregalaram os olhos, principalmente Atena e Annabeth.

— Ah, entendi. — Hécate falou, atraindo olhares. — Você não conseguia ir bem, por conta do seu humor, através do tempo, isso te deixava... sobrecarregado?

O moreno apenas concordou com a cabeça, naquela época era mais difícil, do que muitos imaginava.

— Ah sim!! — Grover exclamou, arregalando os olhos, Percy apenas olhou ele estranho. — Percy uma vez explodiu os canos do nosso quarto. — Explicou, muitos arregalaram os olhos. — Como eu não percebi antes? — Ele murmurou, balançando a cabeça em descrença. Os campistas se perguntavam o mesmo.

Entrei em mais atritos com Nancy Bobofit e suas amigas. Era posto para fora da sala e tinha de ficar no corredor em quase todas as aulas.

— Uau, você realmente é muito parecido com seu pai, Percy. — Anfitrite diz a ele, com um sorriso no rosto, decidindo dar uma chance para o filho de seu marido.

Percy cora e afunda em sua cadeira quando todos se voltam para olhar para ele.

— Sim, ele é, eu nunca fiquei tão irritada quando meu pai estava com raiva. — Rhode pisca para Percy.

Finalmente, quando nosso professor de inglês, o Sr. Nicoll, me perguntou pela milionésima vez por que eu tinha tanta preguiça de estudar para as provas de ortografia, eu explodi Chamei-o de velho dipsomaníaco.

— Isso é absolutamente brilhante, Percy. — Dakota ri.

— Mas o que isso significa? — Alex questiona.

— Significa velho bêbado. — Morfeu responde a ele.

— Oh deuses Percy, você é hilário. — Kym diz, enxugando as lágrimas dos olhos de tanto rir.

— Então, basicamente, Sr. D. — Travis brinca, ganhando um olhar do deus. Ariadne bufa divertida.

— Você chamou o seu professor, de Bêbado? —  Eros perguntou, arregalando os olhos.

Os campistas de ambos os Acampamentos riram, deixando o moreno envergonhado.

Não sabia direito o que aquilo queria dizer, mas soou bem.

Mais risadas foram escutadas.

— Com certeza, se soou bem — Disse Hermes com concordância dos demais.

O diretor mandou uma carta para minha mãe na semana seguinte, tornando oficial: eu não seria convidado a voltar para a Academia Yancy no ano seguinte.

— Você é muito negativo, cabeça de algas — Comentou Annabeth, fazendo o mesmo sorrir de canto.

— Sou apenas realista, menina sábia. — Ele deu de ombros. Annabeth levantou uma sobrancelha.

— Não seria convidado a voltar, o que é igual a não te queremos aqui amigo. — ironizou Connor arrancando várias risadas.

Ótimo, disse a mim mesmo. Simplesmente ótimo. Eu estava com saudades de casa. Queria ficar com minha mãe no nosso pequeno apartamento no Upper East Side.

— Aww, isso é tão fofo. — Afrodite grita, abanando o rosto com as mãos e quicando no trono. Hera concordou rapidamente.

Ares e Hefesto compartilham um olhar. Todos os outros apenas se encolhem com o tom alto.

— Obrigado, Lady Afrodite, Rainha Hera. — Percy sorriu adoravelmente para elas, fazendo Hera sorrir mais, Sally também agradeceu lentamente.

Os outros presentes apenas olharam a interação com diversas emoções.

— Quando Percy se tornou tão... — Dakota começou a falar, parando quando não encontrou a palavra certa.

— Educado? — Leo forneceu, igualmente confuso.

— Quem é você e o que você fez com o nosso Percy? — Rachel fala com olhos assustados.

— Oh, vocês sabem... — Annabeth atraiu a atenção. — Depois que ele começou a sair com algumas... pessoas ele ficou muito bem comportado! — Ela falou dando ênfase em 'pessoas'. Ela se virou para ambas as deusas. — Eu diria que é apenas Percy sendo um idiota romântico. — Annabeth riu ainda mais com o rosto corado de Percy.

— ANNABETH!! — Percy gritou, corando tanto quanto os cabelos de Rachel. — Você pode dar a impressão de que eu dou em cima de gente comprometida! — Percy guinchou, sentiu-se derreter em seu lugar com tantos olhares para si, escondendo o rosto no ombro de sua mãe.

Sally começou a rir junto com Annabeth, Thalia e alguns outros se juntaram logo após Sally.

— Eu não sabia desse seu lado Percy... — Os irmãos Stoll cantaram juntos.

— Embora, eu me pergunto quem são essas pessoas. — Gwen falou.

Percy, que espiou do ombro de sua mãe,  viu Annabeth sorrindo maliciosamente.

— Annabeth, não. — Ele súplica, atiçando a curiosidade alheia.

— Annabeth, sim!! — Thalia, Afrodite e Eros cantaram, sorrindo diabolicamente

— Oh... A única coisa que eu posso dizer é: — Annabeth sorriu, ela deu um olhar divertido para Percy.  — Eles estão aqui nesta sala. — Após dizer isso, muitos se entreolharam.

Afrodite começou a sorrir loucamente quando sentiu alguns sentimentos, tanto de Percy quanto de outros, floresceram mais rápido.

Antes de mais alguém falar Hera voltou a ler, um pouco surpresa com  a discussão que viu.

mesmo que tivesse de freqüentar uma escola pública e aturar meu padrasto detestável e seus jogos de pôquer estúpidos.

O clima caiu um pouco.

Percy, Sally e Poseidon rangeram os dentes, ambos os adultos fechando os punhos, quando o padrasto foi mencionado.

Muitos que viram a atitude do rapaz, não entenderam o motivo, mas isso atiçou mais ainda a curiosidade deles.

— Mas Paul não joga pôquer. — Nico diz, confuso.

— Sim, meu  ex-padrasto antes dele. — Percy responde, a raiva enchendo seus olhos. — Ah, ele não é mais meu padrasto também. — Se virou para Sally, que levantou uma sobrancelha, Annabeth fez um sinal de depois.

Thalia troca um olhar com Nico, também precisando falar com ele sobre isso. Algo tinha que ter acontecido se ele estava tão bravo com isso.

E no entanto... havia coisas em Yancy de que eu sentiria falta. A vista da minha janela para osbosques, o rio Hudson a distância, o cheiro dos pinheiros. Sentiria falta de Grover, que tinha sido bom amigo, mesmo com seu jeito meio estranho. Fiquei pensando como ele iria sobreviver ao próximo ano sem mim.

— Poxa, obrigado? — Grover perguntou, fazendo todos rirem. — A sua confiança em mim é reconfortante! — Grover comentou com sarcasmo.

—  Ah para! Você sabe que não vive sem mim. — Percy disse brincalhão.

Os amigos riram.

Também sentiria falta da aula de latim - os dias malucos de torneio do sr. Brunner e sua confiança em que eu poderia me sair bem. Quando a semana de exames foi se aproximando, latim era a única prova para a qual eu estudava. Não tinha me esquecido que o sr. Brunner falara, sobre essa matéria ser questão de vida ou morte para mim. Não sabia muito bem por quê, mas acreditar nele

Quiron deu um sorriso pra Percy, que logo foi retribuído pelo moreno.

— Bom Percy, você deveria. — Triton acena com a cabeça para ele.

 

Os olhos de Percy se arregalam, não esperando que ele diga algo remotamente bom para ele.

 

Claro, ele e Tritão se dão remotamente bem em seu tempo, mas ver esse Tritão falando bom para ele era surpreendente.


— Você realmente queria impressioná-lo com o cérebro de alga. Mesmo eu nunca poderia ter tanta fé em você enquanto o ensinava. — Annabeth diz com um sorriso.

— Bem, garota sábia, você meio que me odiou por um tempo. — Percy responde com uma piscadela. Ela revirou os olhos com carinho.

Na noite anterior ao meu exame final, fiquei tão frustrado que joguei o Guia Cambridge de mitologia grega do outro lado do dormitório.

Atena olhou com descrença pro rapaz, como ele pode jogar assim? Ainda mais um livro de mitologia grega? Isso não se faz com um artefato que serve pra fazer ele aprender.

Annabeth fez uma careta.

— Não me olhe assim, Annie, dislexia lembra? — Percy revirou os olhos, Annabeth assentiu facilmente.

As palavras tinham começado a flutuar para fora da página, dando voltas na minha cabeça, as letras fazendo manobras radicais como estivessem andando de skate.

— Eu odeio quando isso acontece. — um dos semideuses disse.

— Pior coisa quando se tem TDAH, isso me dá nos nervos. — Will concordou.

Não havia jeito de eu me lembrar da diferença entre Quíron e Caronte, ou Polidectes e Polideuces. E conjugar aqueles verbos latinos? Nem pensar.

— Caronte odeia ser confundido. — Hades diz, o que assustou todos, já que esqueceram que ele estava ali.

— O mesmo vale pra mim. — Quíron diz. — E Percy, Polidectes, é o rei da região da Séfiros, já Polideuces é outro nome de Polux, irmão de Castor, que originou a constelação de Gêmeos. — Quiron fez uma careta ao se lembrar de como Percy podia diferenciá-los.

— Bem, eu definitivamente posso agora. Não a parte da ortografia, mas eu sei a diferença entre eles. — Percy menciona em voz alta.

— O que você quer dizer? — Thanatos pergunta a ele, os olhos estreitados.

— Oh, hum, spoilers. — Percy responde com uma piscadela.

Mas isso não impede ninguém de se preocupar com o filho de Poseidon. Hades estreita os olhos para o sobrinho desconfiado, Perséfone apenas lançou-lhe um olhar preocupado e divertido. Nico soltou um bufo ao se lembrar das várias vezes que Percy entrou no Submundo, atraindo olhares de Thanatos e Hades.

— Bom, você aprendeu da pior forma, quem é quem. — Nico comentou, fazendo o mesmo soltar um gemido de frustração.

Os que não sabiam que o rapaz, apenas com 12 anos, já visitará o inferno, ficaram intrigados, com as palavras de Nico.

Fiquei indo de um lado para outro no quarto, com a sensação de que havia formigas andando por dentro da minha camisa.

— Como você sabe dessas sensações? — Apolo perguntou. Percy deu de ombros impotente.

Lembrei a expressão séria do sr. Brunner, de seus olhos de mil anos. De você, aceitarei apenas o melhor, Percy Jackson. Respirei fundo. Peguei o livro de mitologia. Eu nunca havia pedido ajuda a um professor antes. Se falasse com o sr. Brunner, quem sabe ele me daria algumas dicas.

Quíron e Poseidon sorriram orgulhosamente para Percy. Quíron então estremeceu ao perceber quando isso era e o que Percy provavelmente ouviu.

Poderia, pelo menos, pedir desculpas pelo grande F que ia tirar na prova. Não queria sair da Academia Yancy deixando-o pensar que eu não tinha me esforçado.

— Eu sabia que você deu o seu melhor. — Quíron o assegurou. Percy assentiu, parecendo um pouco mais feliz.

— Isso é tão gentil da sua parte. Você era tão fofo aos doze anos. — Hazel diz com olhos grandes.

Percy cobre o rosto no ombro de sua mãe e se encolhe em seu assento, o rosto queimando.

— Cara você é muito pessimista! — Luke disse.

— Eu sou realista. — Percy corrigiu.

Desci a escada para os gabinetes dos professores. A maioria estava vazia e escura, mas a porta do sr. Brunner estava entreaberta e a luz que vinha da sua janela se estendia ao longo do piso do corredor.
Eu estava a três passos da maçaneta da porta quando ouvi vozes dentro da sala.. O sr. Brunner tinha feito uma pergunta. Uma voz que, sem sombra de dúvida, era a de Grover disse:
"...preocupado, senhor."
Eu gelei.

— Prissy vai escutar conserva de quem não lhe respeita? — Clarisse perguntou, deboche em seu tom.

— Oh, isso vai ser bom. Percy totalmente vai bisbilhotar, aposto vinte dracmas que ele vai ouvir Travis. — Connor sorri.

— De jeito nenhum, Connor. Essa é uma aposta de perdedores. — Travis diz, balançando a cabeça.

—  Você ouviu?! — Quíron questionou alarmado.

— Só uma pertezinha! E foi sem querer... — Ele fez beicinho.

— É muito feio ouvir as conversas dos outros, mesmo se o assunto trate de você. — Hera repreendeu.

— Sim! É muito feio! — Atena concordou rapidamente.

Poseidon já estava ficando bem irritado com essa perseguição ao seu filho. O garoto não fez nada! Mas antes de falar ou fazer algo, Percy se adiantou:

— Sinto muito, Quíron, Lady Atena, Rainha Hera. — Ele abaixou a cabeça levemente, como uma criança sendo pega pelos pais ao fazer algo errado, uma visão um pouco adorável.

Os três mencionados apenas assentiram facilmente, embora Quíron tivesse um olhar assombrado para Percy. Os semideuses não estavam muito diferentes que Quíron.

Normalmente não sou bisbilhoteiro, mas desafio alguém a não tentar ouvir quando seu melhor amigo está falando sobre você com um adulto.

Eu ouviria! — Hermes admitiu ganhando o apoio de seus filhos, Apolo, alguns semideuses e deuses.

Cheguei um pouquinho mais perto.
- ...sozinho nesse verão - Grover estava dizendo. - Quer dizer, uma benevolente na escola!
Agora que sabemos com certeza, e eles também sabem...

— Você realmente ouviu toda a conversa? — Grover geme. Percy sorriu e encolheu os ombros.

— Você nos faz parecer um culto. — Hécate diz, sorrindo.

Só vamos piorar as coisas se o apressarmos — disse o sr. Brunner. — Precisamos que o menino
amadureça mais.
— Mas ele pode não ter tempo. O prazo final do solstício de verão...

— Terá de ser resolvido sem ele, Grover. Deixe-o desfrutar sua ignorância enquanto ainda pode.

Grover começou a rir, fazendo os demais olharem confuso pra ele.

— Se nós esperarmos Percy Jackson amadurecer, todos aqui estaríamos mortos. — Ele disse limpando uma lágrima imaginária, em seu rosto.

— E ainda estamos esperando por isso. — Thalia acrescenta, rindo.

De repente ela está encharcada de água e Percy finge não notar. 

Os Deuses se entreolharam, enquanto Percy olhava para os dois, pensando se ficava ofendido ou agradecido pela fala de Grover.

— O que você quer dizer com o prazo final do solstício de verão? — Atena questiona.

— Desculpe, mas é spoiler senhora Athena. — Annabeth diz a ela respeitosamente. 

— Senhor, ele a viu...
— Imaginação dele — insistiu o sr. Brunner. — A Névoa sobre os alunos e a equipe será suficiente para convencê-lo disso.

 


— Claro que sim. Percy pode ser bastante observador quando quer. — Nico aponta.


— Eu concordo com isso. Eu pude ver coisas que Percy viu que outros não verão — Thalia diz, balançando a cabeça.

— Senhor, eu... eu não posso fracassar nas minhas tarefas de novo. — A voz de Grover estava embargada de emoção. — Sabe o que isso significaria.

— Você não fracassou, Grover — Annabeth e Luke falam tentando confortar Grover — Aquilo foi escolha dela, ela não iria querer que você ficasse se culpando por isso.

— Eles estão certos, Grover, foi minha escolha. — Thalia diz a ele, dando-lhe um olhar aguçado.

Grover fica vermelho, mas não menciona nada.

Poseidon franziu a testa. Este Sátiro não o impressionou muito até agora e ele já havia falhado em uma missão? Ele se perguntou se deveria 'convencer' Quíron a designar outra pessoa para Percy nesta linha do tempo.

Você não fracassou, Grover — disse o sr. Brunner gentilmente. — Eu deveria tê-la visto como ela era.

Agora vamos apenas nos preocupar em manter Percy vivo até o próximo outono...

O livro de mitologia caiu da minha mão e bateu no chão com um ruído surdo.

— Definitivamente não é meu filho. — Hermes disse com um sorriso divertido.

— Precisamos te dar umas aulas de como bisbilhotar! — Chris disse balançando a cabeça.

— Percy! — Os gêmeos Vinters gritam.

— O quê? Fiquei surpreso porque eles precisavam me manter vivo! — Percy diz com um beicinho: — Isso é injusto.

— Desculpe irmão, acho que provavelmente você está com azar. — Rhode menciona a ele.

— PUTA QUE PARIU, nunca, em hipótese alguma, revela que você está escutando — Os Stoll gritam.

Percy lança um olhar mortal para eles, que fecham a boca rapidamente, parecia que a temperatura tinha caído alguns graus, todos apenas oberservavam. Annabeth os olha como se fossem homens mortos e balança a cabeça, como se estivesse lamentando.

— Travis e Connor Stoll... — Percy começa calmamente, não ajuda nos nervos de ambos, ainda mais com o olhar dele. — Nunca em hipótese alguma digam algum palavrão porra, há crianças aqui. — Ele rosnou, fazendo muitos se encolherem. Travis abriu a boca para, provavelmente apontar o palavrão de Percy, mas antes mesmo de falar, Percy continuou: — Nunca repitam isso crianças, é muito feio. — Seu olhar e tom ficaram mais suaves ao se direcionar para as quatro crianças, que prontamente assentiram.

— HÁ! Mamãe Percy ataca! — Annabeth e as crianças gritam risonhos, fazendo alguns rirem surpresos.

Percy revira os olhos e coloca a língua para fora para Annabeth.

Hera voltou a ler, dessa vez com um sorriso visível, olhares foram enviados.

O sr. Brunner silenciou.

Com o coração disparado, peguei o livro e voltei pelo corredor.

— Pelo menos isso ele fez direito. — Travis murmurou para seus irmãos e pai, mas com o olhar de Percy ele o ouviu, ele ficou calado na hora.

Uma sombra deslizou pelo vidro iluminado da porta da porta de Brunner, a sombra de algo muito mais alto do que meu professor de cadeira de rodas, segurando alguma coisa suspeitamente parecida com o arco de um arqueiro.
Abri a porta mais próxima e me esgueirei para dentro.

— Agora você está estragando seu disfarce? — Poseidon perguntou a Quíron.

— Tínhamos uma fúria na escola, não queria correr riscos. — Quíron explicou.

— Certamente pelo menos um de vocês deveria sentir se houvesse um segundo monstro? — Ártemis perguntou. Quíron deu de ombros e não respondeu. Ele simplesmente queria ser cuidadoso.

— Como você não sentiu Percy? — Beckendorf fez uma pausa para perguntar.

— Sim, só não queria assustá-lo em minha verdadeira forma. — Quíron afirmou. Alguns concordaram com isso.

— Um pouco tarde para isso. — Percy murmurou para si mesmo, embora perdoasse Quíron facilmente. 

Pelo menos seu professor tinha seus melhores interesses no coração, ao contrário de quase todos os outros que só queriam que ele fizesse algo por eles.

Uma gota de suor escorreu por meu pescoço.
Em algum lugar no corredor, o sr. Brunner falou.
- Nada - murmurou ele. - Meus nervos não andam to bons desde o solstício de inverno.

— O que aconteceu no solstício de inverno? — Atena perguntou novamente, impaciente.

— Você descobrirá, Lady Athena. — Percy disse a ela.

Ela olhou para ele e gruniu, ela odiava não saber das coisas.

— Nem os meus — disse Grover. — Mas eu podia ter jurado...
— Volte para o dormitório - disselhe o sr. Brunner. — tem um longo dia de provas amanhã.
— Nem me lembre.

— Já não bastava ter que trabalhar de protetor, ainda tenho que fazer provas.  — Grover disse em um tom amargo, arrancando muitas risadas.

As luzes se apagaram na sala do sr. Brunner. Aguardei no escuro pelo que pareceu uma eternidade.
Por fim, me esgueirei para o corredor e subi de volta para o dormitório.
Grover estava deitado na cama, estudando as anotações para a prova de latim como se tivesse estado lá a noite inteira.

— Pelo menos você pode atuar bem. — Hermes e Apolo disseram, dando ao sátiro um olhar avaliador.

— Ei! — disse ele, com olhar de sono. — Vai estar preparado para a prova?
Não respondi.
— Está com uma cara horrível. — Ele franziu a testa. — Tudo bem?
— Só estou cansado.
Virei-me para que ele não pudesse perceber minha expressão e comecei a me preparar para dormir.

— Isso não vai funcionar. — Dionísio afirmou.

 — Sátiros podem ler emoções Percy. — Ariadne disse suavemente.

— Eu sei disso agora. — Percy suspirou.

— Que feio Jackson, mentindo para o amiguinho. — Dakota zombou.

Não entendi o que tinha ouvido lá embaixo. Queria acreditar que havia imaginado aquilo tudo.
Mas uma coisa estava clara: Grover e o sr. Brunner estavam falando de mim pelas costas. Achavam que eu corria algum tipo de perigo.

— Uau, você tem instintos muito bons. — Poseidon diz a seu filho.

— Uh, obrigado. — Percy sorri.

Na tarde seguinte, quando estava saindo da prova de latim de três horas,

— Três horas? — Chris perguntou incrédulo. Todos os semideuses estremeceram em solidariedade.

 — Foi terrível. — Grover reclamou.

— Não acha isso meio de mais não Quíron? — Apolo perguntou, erguendo uma sobrancelha.

Atordoado com todos os nomes gregos e romanos que tinha escrito errado, o sr. Brunner me chamou de volta.
Por um momento, fiquei preocupado achando que ele descobrira minha bisbilhotice na noite anterior, mas não parecia ser esse problema.

— Claro que não. — Kym geme, cobrindo o rosto.

— Sim, bem-vindo à minha vida. — Percy diz.

- Percy - disse ele. - Não fique desanimado por deixar Yancy. É... é para o seu bem.

— Vish, deu ruim — Luke fala. — Quíron é péssimo com as palavras.

O centauro ficou vermelho de vergonha.

Seu tom era gentil, mas ainda assim as palavras me deixaram sem graça. Embora ele estivesse falando baixo, os que terminavam a prova podiam ouvir.

— Oh deuses, por favor, não me diga que isso é o que é. — Annabeth diz com um gemido.

— Oh, definitivamente é. — Percy a assegura.

— Se estamos pensando a mesma coisa, isso vai ser ruim. — Thalia conta para todos.

Nancy Bobofit me lançou um sorriso
falso e, fez pequenos movimentos de beijo com os lábios.

— Uh, nojenta. — As filhas de Afrodite e a própria falaram.

— Não, como isso poderia ficar ainda pior. —  Annabeth balança a cabeça.

— Ugh, não ela de novo. Eu ainda posso bater nela. — Thalia rosna.

— NÃO! — Grover grita: — Não faça mal a ninguém.

Thalia geme e se recosta no sofá.

— A raiva que eu estou dessa garota, vocês não tem ideia! — Silena murmurou. Afrodite assentiu, segurando sua mão, para sua surpresa.

Eu murmurei:
- Está bem, senhor.
- Quer dizer... - O sr. Brunner andou com a cadeira para trás e para frente, como se não tivesse certeza do que falar. - Este não é o lugar certo para você. Era apenas uma questão de tempo.

Percy interiormente se encolheu. Quíron pode ser um professor incrível, mas ele não poderia dar palestras estimulantes para nada.

Agora o resto dos semideuses se encolheu.

Meus olhos ardiam.
Ali estava meu professor favorito, na frente da classe, me dizendo que eu não era capaz. Depois de falar o ano todo que acreditava em mim, agora me dizia que eu estava destinado a ser expulso.

— Ah, Percy. Isso não foi o que eu quis dizer. — Quíron disse a ele.

— Eu sei. — Percy o assegurou. — É exatamente o que parecia.

— Talvez fosse melhor não fazer isso na frente de toda a classe. — Silena apontou para o Centauro silenciosamente. Ele assentiu, parecendo pensativo.

— Ah, pobre garoto. — Afrodite diz, abanando o rosto.

— Você está bem Percy? — Will pergunta a ele, olhando em seus olhos.

— Sim, eu superei isso agora. Eu sei o que ele quis dizer. — Percy o assegura, mas evita olhar para Will.

Hazel dá uma cotovelada em Nico.

— Ai. — Nico reclama: — Para que foi isso?

Frank gesticula para Percy. Nico então assume que ele quer que ele diga alguma coisa.

— Sim, se você quiser falar conosco. Sempre podemos ajudá-lo. — Nico diz a ele.

— Uh sim, obrigado. — Percy diz a ele.

Sally murmura palavras reconfortantes em seu ouvido, Percy parecia mais relaxado após.

- Certo - disse eu, tremendo.
- Não, não - disse o sr. Brunner. - Ah, que droga. O que eu estava tentando dizer... é que você não é normal, Percy. Não é nada ser...
- Obrigado - soltei. - Muito obrigado, senhor, por me lembrar.
- Percy...
Mas eu já tinha ido

Poseidon olhou com raiva. Como alguém se atreve a dizer isso a seu filho. Ele tinha apenas doze anos. 

Triton olhou para Percy com um sorriso, ele era corajoso, não havia como negar isso. Suportando o tratamento duro dos outros e ainda saindo forte. Isso foi admirável. Ártemis e Anfitrite tinham os mesmos pensamentos.

— Desculpe, Percy. — Quíron suspirou.

— Quíron precisa de aulas de conversa estimulante. — Travis disse a Connor.

— Não de vocês dois. — Sally se inclinou para participar da conversa. — Você vai piorar as coisas. — Eles fizeram beicinho para ele.

Os outros garotos estavam fazendo piadas, falando sobre os planos para as férias. Um deles ia fazer trilha na Suíça. Outro faria um cruzeiro de um mês pelo Caribe. Eram delinqüentes juvenis como eu, mas delinqüentes juvenis ricos. Os papais eram executivos, embaixadores ou celebridades. Eu era um joão-ninguém, de uma família de joões-ninguém.

Todos os deuses pareciam altamente ofendidos enquanto os semideuses caíam na gargalhada.

— Como você ousa! Eu deveria bater em você bem onde você está sentado! — Zeus troveja, levantando-lhe um raio.

—  Você sabe bem o suficiente para abaixar seu relâmpago, irmão, ou deseja sentir meu tridente.  — Poseidon rosna, levantando seu tridente.

Zeus grunhe, mas abaixa o ferrolho. Percy fica chocado porque seu pai deste tempo parou Zeus. Ele podia ver Kym e Rhode dando um high-five.

— Além do mais, eu não sabia que era filho de um deus ou muito menos que eles existiam na época. — Apontou Percy, alguns deuses assentiram.

Eles me perguntaram o que eu estaria fazendo neste verão e eu disse a eles que voltaria para a cidade.

— Pelo menos eles foram gentis o suficiente para perguntar. — Héstia sorriu.

— Nem todas as crianças ricas são assim. — Rachel murmurou.

— Eu sei disso agora, mas até conhecer você, nunca tive uma boa experiência com crianças ricas. — Percy disse a ela e ela assentiu. 

Não é como se ela gostasse de passar o tempo com os filhos do amigo de seu pai também.

O que eu não disse a eles foi que teria que arrumar um emprego de verão passeando com cachorros ou vendendo assinaturas de revistas, 

— Por que você precisa fazer isso Percy? — Annabeth pergunta a ele com um olhar.

— Ha ha, sem motivo. — Percy responde, evitando contato visual.

— Tem certeza, eu conheci sua mãe e tenho certeza que ela nunca faria você fazer isso. — Nico questiona, lançando um olhar confuso para a mulher, que também olha confusa.

— Sim, definitivamente. Apenas a minha escolha. — Percy diz com uma risada falsa.

Hermes e Apollo semicerram os olhos em suspeita. Eles podiam sentir que algo está acontecendo.

E passar meu tempo livre me preocupando sobre onde eu iria para a escola no outono.

— Você tem doze anos. Isso não deveria ser sua responsabilidade. — Poseidon franziu a testa em preocupação.

— Eu estive com a maioria dos que realmente me aceitavam e minha mãe não podia se dar ao luxo de largar o trabalho para me educar em casa. — Percy relutantemente disse a seu pai. 

Ele não mencionou que provavelmente teria que ficar em casa com Gabe Fedorento o dia todo, todos os dias enquanto sua mãe ia trabalhar.

— Oh, querido... — Sally sussurrou, apertando o braço em volta de seus ombros. — Oh... — Sally então arregalou os olhos ao juntar as peças, atraindo olhares. — Era ele, não era, querido? — Seu tom se tornou sombrio. Percy assentiu. — Você não precisava Percy... — Sally suspira frustrada.

-Oh, - um dos caras disse. - Isso é legal. -  Eles voltaram à conversa como se eu nunca tivesse existido.

— Cara, eu odeio pessoas assim. — Rachel resmunga, dando uma olhada no livro.

— Grosseiro. — Annabeth bufa, sons de concordâncias foram ouvidos por toda sala.

A única pessoa de quem tinha medo de me despedir era Grover, mas do jeito como as coisas aconteceram, nem precisei. Ele havia eu comprado uma passagem para Manhattan no mesmo ônibus Greyhound que eu, então lá estávamos nós, juntos outra vez, indo para a cidade.

— Sim, isso é uma coincidência completa. — Beckendorf riu.

— Percy tem um perseguidor. — Travis riu.

— Eu não sou um perseguidor. — Grover protestou.

— Grover, era meio assustador. E você está piorando com sua inquietação. — Clarisse critica.

— Você sabe que não posso mudar nada do que aconteceu? — Grover pergunta, um rubor se formando em seu rosto.

— Sim. — Clarisse sorri.

Grover apenas geme e cobre o rosto.

Durante toda a viagem de ônibus, Grover olhava nervoso para o corredor, observando os outros passageiros. Ocorreu-me que ele sempre agia de modo nervoso e inquieto quando saíamos de Yancy, como se esperasse que algo ruim fosse acontecer. Antes, eu achava que ele tinha medo de que o provocassem. Mas não havia ninguém para fazer isso no Greyhound.
Finalmente, não pude mais aguentar.
- Procurando Benevolentes?

Todos começaram a rir.

— Como matar alguém do coração, por Percy Jackson  — Brinca Nico, gerando algumas risadas.

— Ele quase fez isso. — Grover reclamou.

— Maneira de assustar o pobre rapaz. — Jason repreende com um sorriso.

— Opa, desculpe G-Man. — Percy encolhe os ombros e sorri.

Grover quase pulou do assento.

- O que... o que você quer dizer?

Confessei ter ouvido a conversa dele com o sr. Brunner na noite anterior ao dia da prova.

— Nunca confesse! — Os Stolls, Chris, Luke, Hermes e Apollo gritaram.

— Isso foi há anos. —Percy apontou.

— Você ainda pode aprender. —Hermes disse a ele seriamente.

O olho de Grover estremeceu.
- Quanto você ouviu?

— Não muito, só a conversa toda. — Bianca brinca, gerando risos de todos.

"Ah... não muito. Qual é o prazo final do solstício de verão?"

— Não muito!? Você quase ouviu toda a conversa. — Grover bufa, cruzando os braços.

— Desculpe! Eu não queria te estressar. — Percy diz a ele, oferecendo um sorriso, que Grover retorna.

Ele estremeceu. "Olha, Percy... eu só estava preocupado com você, viu? Quer dizer, alucinando com professores de matemática demoníacos..."

— Você precisa de aulas de mentira, Grover. — Hermes diz a ele, fazendo Grover corar.

— Eu não acho que isso vai funcionar. — Piper riu. 

- Grover...
- E eu estava dizendo ao sr. Brunner que talvez você estivesse muito estressado, ou coisa assim, porque não havia uma pessoa chamada sra. Dodds e...
- Grover, você mente muito mal mesmo.
As orelhas dele ficaram cor-de-rosa.

— Percy tem momentos em que ele pode ver que as pessoas estão escondendo coisas. Ele é bom assim. — Rachel comenta com uma risada.

— E outras vezes ele fica completamente em branco, quando as pessoas gostam dele. — Annabeth diz.

— Ugh, pare. — Percy geme.

Do bolso da camisa, ele pescou um cartão de visitas encardido.
- Pegue isto, certo? Para o caso de você precisar de mim este verão.
O cartão tinha uma escrita floreada, que era um terror para os meus olhos disléxicos, mas por fim consegui identificar coisa como:
Grover Underwood
Guardião
Colina meio Sangue
Long Island, Nova York
(800) 009 -0009
- O que é Colina Meio...

— Por que está em um roteiro sofisticado? Eu sempre me perguntei isso? — Clarisse perguntou a Quíron.

— O Sr. D prefere assim. — Ele suspirou.

Poseidon se virou para encarar Dionísio, assim como os outros deuses com crianças no acampamento. O Deus do Vinho escorregou um pouco de seu trono, escondendo o rosto por completo atrás da revista.

— É melhor você trocá-los por Dionísio. — Poseidon rosna, que recebe um aceno de cabeça em troca.
 
— Não fale alto! — ganiu. — É meu, ah... endereço de verão.
Meu coração desabou. Grover tinha uma casa de veraneio. Eu nunca imaginara que a família dele poderia ser tão rica quanto as dos outros em Yancy.

— Não exatamente. — Nico disse.

— Sim, estamos muito melhores. — Apolo comemorou. Grover lançou um olhar de desculpas a Percy, que estava perdido em pensamentos. 

Ele não tinha considerado que Percy pensaria isso, o que ele deveria ter feito, já que sabia sobre a experiência de Percy com outras crianças ricas.

Grover foi abrir a boca para provavelmente se desculpar, porém Percy começou a falar:

— Oh, definitivamente sim! — Percy concordou entusiasmadamente animado.

— O que quer dizer Percy? — Rachel perguntou, erguendo uma sobrancelha.

— Ah, Percy anda saindo... — Foi tudo o que Annabeth falou antes de ser calada com um dos olhares de Percy.

Todos olharam para os dois jovens adultos confusos e curiosos.

— Espera... — Drew começou, seus olhos se arregalando em uma mistura de emoções. — Você está saindo com um deus!? — Sua voz saiu meio estrangulada e estridente, fazendo muitos se encolherem com o som.

Todos olharam Percy, que corou até o último fio de cabelo.

— Uau, muito obrigado Annabeth e Drew! — Percy falou sarcasticamente, enviando olhares furiosos para as duas.

— De nada! — Annabeth sorriu inabalavelmente.

— Em... em que sentindo você saiu com um deus, Perseus? — Poseidon perguntou, estranhamente calmo, suas feições eram estoicas.

— Oh, hum, uh... — Percy olhou todos os deuses e Deusas rapidamente, deixando muitos nervosos com os olhares que Poseidon dava a cada um.

Percy parou em alguns por alguns segundos, processando a pergunta, não vendo que tinha parado para olhar Zeus.

Poseidon e Hera olharam com raiva para Zeus, os outros apenas olhavam divididos entre  preocupados e raivosos para o Rei dos Deuses.

Zeus se encolheu minuciosamente quando recebeu o olhar de Hera e Poseidon, até mesmo Hestia estava enviando olhares!

— Alô, Percy? — Annabeth estalou os dedos em frente ao rosto de Percy. — Você vai acabar matando alguém. — Percy finalmente focou de volta para vida.

— Oh, hum, sim! — Percy guinchou,  atraindo os olhares de todos. — Desculpe por isso, pai. Você apenas me pegou de surpresa, estava processando. — Ele explicou, isso pareceu suavizar ambos os deuses raivosos. — Romanticante? Platonicamente? Os dois? — Ele ofereceu confuso, confundindo todos.

— Percy sai tanto romanticamente quanto platonicamente com os Deuses e Deusas. — Annabeth explica. Sons de "aah" e "oh" foram ouvidos, ela riu. — Ele é bem respeitoso com seus votos e fidelidades. — Ela olhou as três deusas virgens e Hera. Todos arregalaram os olhos, principalmente os semideuses.

Artemis estava surpresa. Ela estava saindo com um garoto!? Porque, quando e como? Essas perguntas passaram por sua cabeça, ela sabia que era Platônico, mas ainda sim era chocante!

Quando foi que isso aconteceu? Será que ele era igual Orion? — Ela pensou, um pouco amarga ao seu lembrar de Orion. Antigamente e bem raramente ela acaitava garotos, mas era quase impossível isso e ainda mais com o incidente de Orion... Ela balançou a cabeça, para se livrar desses pensamentos.

Héstia sorriu para o sobrinho, contente. Finalmente ela teria alguém para passar o tempo com ela!

Atena olhou Percy avaliando-o por completo, uma sobrancelha levantada e uma mão no queixo. Sua mente estava a mil por hora, ela não sabia como se sentir com essa revelação.

Hera não estava muito diferente de Atena, aparentemente ela gostava desse semideus no futuro, ou precisava dele ao seu lado. Fosse o que fosse, Hera não sabia o que fazer com a informação.

— Mas a questão é, com quem você anda saindo? — Afrodite sorriu diabolicamente, quebrando o choque dos demais, todos saíram de seu estupor e a olharam.

— Hmm, a pergunta é difícil... — Percy responde pensativamente. — Boa parte dos deuses? — Ele falou, soando mais como uma pergunta, olhando Annabeth.

— Uh, sim. Basicamente isso. — Ela assentiu.

Os semideuses olharam Percy enojados.

— Por favor, me diga que você não está saindo com o meu pai! — Os Stolls gritaram. Hermes não sabia se ficava ofendido com a fala de seus filhos ou assustado com o olhar de Poseidon.

— Talvez, talvez não. Quem sabe? — Percy deu de ombros, sorrindo inocentemente. — Nem mais uma palavra, Annabeth! — A garota fechou a boca. Ele olhou para Hera e sorriu educadamente. — Por favor, continue lendo, Rainha Hera.

Ela voltou a falar, ainda processando.

- Certo falei, mal-humorado. - Tá, se eu quiser uma visita à sua mansão.
Ele assentiu.
- Ou... ou se você precisar de mim.
Por que iria precisar de você?

— Percy! — todas as mulheres gritam.

— Muitas razões. — Percy disse a si mesmo.

— Isso foi meio rude. — Hera disse a ele. Ele encolheu os ombros.

— Que grosseiro! — Dionísio ralhou.

— Leia a próxima frase Rainha Hera . — Percy diz, apontando para o livro.

Saiu mais rude do que eu pretendia.

— Pelo menos você reconhece isso. — Nike disse.

— Ver. — Ele diz, dando-lhes um olhar. — Desculpe cara. — Percy diz, olhando Grover.

— Tudo bem cara. Você não sabia. — Ele deu de ombros, Percy sorriu.

Grover ficou com a cara toda vermelha.

- Olhe, Percy, a verdade é que eu... eu tenho, de certo modo, que proteger você.
Olhei fixamente para ele.
Durante o ano inteiro me meti em brigas para manter os valentões longe dele. Perdi o sono temendo que, sem mim, ele fosse apanhar no ano que vem.

— Você perdeu o sono por minha causa? — Grover pergunta, soltando um balido horrorizado.

— Sim, você é meu melhor amigo, eu sempre coloco meus amigos em primeiro lugar. — Percy diz, dando-lhe um sorriso. — Não importava de qualquer maneira. — Percy deu de ombros. 

Alguns dos Deuses estavam trocando olhares. Este semideus parecia extremamente gentil até agora. 

Ártemis deu ao menino um olhar avaliador. Talvez ele não fosse tão ruim quanto a maioria dos garotos, ela talvez estivesse entendendo sua versão futura ao deixar este garoto sair junto com ela.

E ali estava Grover agindo como se fosse ele a me defender.

— Chega a ser irônico. — Annabeth disse ironicamente, ela se lembrava de como Grover faz um titã virar árvore...

-Grover - disse eu -, do que exatamente você está me protegendo?

— Aparentemente tem muita gente te querendo morto garoto — Deméter disse.

— Monstros. — Clarisse disse.

— Morte. — Nico acrescentou.

— Tomar decisões estúpidas. — Annabeth declarou cansada. 

Thalia franziu a testa para ela por causa disso. Todos os deuses franziram a testa. 

— Suas vidas são realmente tão terríveis? — Apollo perguntou ansiosamente.

De repente, ninguém queria olhar para os deuses. Os olímpicos trocaram olhares preocupados. Eles teriam que falar com seus filhos quando fizessem uma pausa.

Houve um tremendo barulho de algo sendo triturado embaixo dos nossos pés. Uma fumaça preta saiu do painel e o ônibus inteiro foi tomado por um cheiro de ovo podre.

— Por que o ônibus está quebrando? — Jason pergunta, estreitando os olhos para Percy. Ele nunca disse a eles que algo assim estava acontecendo.

Os olhos de Percy se arregalam e ele se vira para Grover, ambos os rostos pálidos. Confundindo todos na sala. Percy praguejou baixinho, porém Sally e Poseidon ouviram.

Os dois não gostaram do som disso, em todos os sentidos.

O motorista praguejou e levou o ônibus com dificuldade até o acostamento.

— Isso é suspeito. — Beckendorf disse com uma carranca.

— Essa é a sorte de Percy. — Grover murmurou. 

Ele manteve sua palavra com Percy e nunca mencionou esse incidente a ninguém, apesar de querer desesperadamente contar a Quíron. 

Ele ainda temia por seu melhor amigo diariamente, imaginando quando ele seria levado pelos Destinos.

Tyche não pode deixar de olhar os dois garotos.

Depois de alguns minutos fazendo alguns sons metálicos no compartimento do motor, o motorista anunciou que teríamos de descer. Grover e eu saímos em fila com todos os outros.

Estávamos em um trecho de estrada rural – um lugar que a gente nem notaria se não tivesse enguiçado lá. Do nosso lado da estrada não havia nada além de bordos e lixo jogado pelos carros que passavam.

— Mortais estúpidos! — Ártemis ralhou, assustando algumas pessoas.

Grover, Percy, Hazel e Rachel abaixarm a cabeça chateados. Odiavam o jeito que as pessoas não davam a mínima para a natureza.

Do outro lado, depois de atravessar quatro pistas de asfalto que refletiam uma claridade trêmula com o calor da tarde, havia uma banca de frutas como as de antigamente.

As coisas à venda pareciam realmente boas: caixas transbordando de cerejas e maçãs vermelhas como sangue, nozes e damascos, jarros de sidra dentro de uma tina com pés em forma de patas, cheias de gelo.

— Tudo isso parece uma delícia! — Katie disse com os olhos brilhantes, ganhando o apoio de Deméter e Perséfone.

— Por que haveria uma barraca de frutas lá? — Tritão pergunta, olhando para Percy.

— Uuuh, apenas espere. — Ele responde de volta, sem revelar nada.

Não havia fregueses, só três velhas senhoras sentadas em cadeiras de balanço à sombra de um bordo, tricotando o maior par de meias que eu já tinha visto.

Suspiros horrorizados ecoaram pela grande sala quando vários deuses e alguns semideuses perceberam quem eram. Todos olharam preocupados para Percy. O semideus em questão estava olhando para o chão. Foi por isso que ele não contou a ninguém. Ele não queria que eles o olhassem constantemente como se estivesse em seu leito de morte. 

Poseindo ficou ainda mais preocupado com seu filho. Um encontro com as Parcas nunca era um bom sinal.

Era possível sentir um pequeno terremoto. Anfitrite apertou o braço do marido preocupada.

Hera forçou-se a continuar lendo.

Quer dizer, aquelas meias eram do tamanho de suéteres, mas eram obviamente meias. A senhora da direita tricotava uma delas. A da esquerda a outra. A do meio segurava uma enorme cesta de lã azul brilhante.

Poseidon engasgou ligeiramente. Então ele jogou um braço em volta dos ombros de seu filho, ignorando o olhar de desaprovação de Zeus. 

Sally fez a mesma coisa, com Bianca² no colo, que Poseidon. Ambos se entreolharam preocupados.

Anfitrite se ergueu sobre Poseidon para segurar o braço livre de Percy, igualmente preocupada.

Percy arriscou um olhar para cima e todos estavam olhando para ele como se ele fosse cair morto. 

A expressão de Quíron era incrivelmente triste com uma pitada de aborrecimento por Percy não ter contado isso a ele antes. 

As três mulheres pareciam muito velhas, com o rosto pálido e enrugado como fruta seca, cabelo prateado preso atrás com lenço branco, braços ossudos espetados para fora de vestidos de algodão pálido.

Todos os presentes prestavem muita  atenção na descrição das Parcas. Afinal era muito raro encontrar com elas em vida.

— Como você ousa não me contar sobre esse Perseus Jackson! — Annabeth suspira.

— Sinto muito! Não achei que fosse importante! — Percy grita.

— Quem são eles exatamente? Todos tão tensos. — Alex pergunta, precisando saber.

— Eles são os Destinos. — Hipnos diz a ele.

Todo mundo fica tenso com isso.

— Como você pode não pensar que isso era importante! — Thalia grita com ele enquanto o fuzila com os olhos.

— Ah! Pare! Me desculpe! — Percy grita. — Por favor, leia Rainha Hera.

A coisa mais esquisita era que elas pareciam olhar diretamente para mim. Encarei Grover para comentar isso e vi que seu rosto tinha ficado branco. O nariz tremia.
- Grover? - disse eu. - Ei, cara...
- Diga que elas não estão olhando para você. Estão, não é?
- Estão. Esquisito, não? Você acha que
aquelas meias serviriam em mim?

— Não é momento para piadas! Isso é muito sério. — Dionísio disse.

— Não é a hora, Percy. — Sally disse calmamente, embora estivesse surtando por dentro. 

— Droga Percy, não pensei que você fosse tão louco. — Frank ri. Percy apenas da um sorrisinho inocente.

-Não tem graça, Percy. Não tem graça nenhuma.

— Concordo. — Todos, menos Percy e Annabeth, falaram juntos.

— Ele está certo, não é engraçado. — Nico diz, rosto mais pálido do que o normal.

— Eu não sabia quem eles eram, me processe. — Percy geme, colocando o rosto nas mãos, sabendo o que estava por vir.

Annabeth apenas olha Percy avaliadora. Ele se encolhe com o olhar.

A velha do meio pegou uma tesoura imensa dourada e prateada, de lâminas longas, como uma tosquiadeira. Ouvi Grover tomar fôlego.

No salão era possível ouvir uma agulha caindo em uma pilha de algodões.

Ninguém nem piscava pelo nervosismo.

— Percy, por favor, vá embora. — Nico choramingou.

— Isso já aconteceu e eu estou bem aqui. — Percy o lembrou, surpreso com a preocupação do filho de Hades desse tempo.

 - Vamos entrar no ônibus - ele me disse. - Venha.

- O quê? - disse eu. - Lá dentro está fazendo quinhentos graus.

— Só entra no ônibus Percy! — Sally disse massageando as têmporas, visivelmente nervosa.

— Exatamente, apenas entre no ônibus! — Hazel grita com ele, lágrimas ameaçando cair de seus olhos.

— Você está bem Hazel? — Percy pergunta a ela preocupado.

— Eu só estou preocupado com você. — Hazel diz a ele, enxugando os olhos.

‐ Venha! Ele forçou a porta e subiu, mas eu fiquei embaixo.
Do outro lado da estrada, as velhas ainda olhavam para mim.

Todos que se preocupam com Percy prendem a respiração, sem acreditar no que ouvem. Sua vida não pode terminar tão cedo.

A do meio cortou o fio de lã,

Todos inspiraram profundamente. Até os deuses. Muitos deles já haviam gostado do jovem semideus bem-humorado e ficaram tristes por sua vida ter sido tão abreviada. 

Athena franziu a testa pensativamente. Normalmente, se o destino cortasse um fio, a morte era iminente. O menino não deveria estar vivo depois de anos.

— MEUS DEUSES! — Os campistas gritaram depois de alguns segundosde silêncio.

— Garoto até eu eu estou com pena de você — Ares admitiu.

Poseidon estava se segurando para não criar um terremoto ou ondas enormes no mundo mortal, mas estava difícil. Seu filho não podia morrer.

Todos olhavam com pena para o garoto, para as Parcas irem até ele cortar o fio significava que a coisa era muito séria.

A cabeça de Percy estava começando a latejar, ele já não aguentava mais as pessoas dizendo que ele iria morrer. E nem chegaram nas piores partes! Ele já estava ficando exausto.

Depois que os ânimos se acalmaram, Hera voltou a ler. Se sua voz estava um pouco trêmula, ninguém falou nada.

e posso jurar que ouvi aquele ruído cruzar as quatro pistas de trânsito.

Poseidon faz um barulho estrangulado e olha para o filho, ele deve ter no mínimo dezenove anos. Portanto, não há como isso ser para ele. Mas então por que ele precisa ver isso. 

Tritão, por outro lado, fica tenso. Ele pode não gostar de Percy porque ele é filho de seu pai, mas isso não significa que ele não tenha coração. 

Anfitrite sabia que seu marido e Percy eram idênticos. Ela vai esperar e ver como eles são parecidos e se ele é diferente dos arrogantes que produziu.

Kymopleia olha para esta cria de seu pai, apesar dela ser amigável com percy, ela pode ver que ele é quase uma réplica exata dele. Seus cabelos, a cor de seus olhos e apenas sua personalidade. Ela esperava que Percy não tivesse a parte ruim de seu pai.

Rhode olhava seu meio-irmão com preocupação visível, ela esperava muito que não fosse a sua morte.

Sally suspira tremendo, ela olhou o filho preocupada. Percy sorriu para ela. Sally se forçou a ficar calma,

As duas amigas dela enrolaram as meias azuis e me fizeram imaginar para quem seria aquilo o Pé Grande ou o Godzilla.

Leo riu alto. Hermes e Apolo deram risadas abafadas. Ambos aceitaram o filho de Poseidon rapidamente e ficaram tristes ao saber de sua morte, mas ainda não puderam deixar de achar o comentário engraçado.

Algumas risadas foram ouvidas, mas o clima ainda estava muito tenso.

Na traseira do ônibus, o motorista arrancou um grande pedaço de metal fumegante do compartimento do motor. O ônibus estremeceu e o motor voltou à vida, roncando.

— Tarde de mais. — Eros murmurou.

— Agora funciona. — Leo murmurou. Ele não tinha certeza do que havia acontecido, mas parecia sério.
 
— Foi deliberado. Percy deveria ver isso. — Beckendorf disse a ele em um tom triste.

— O que isso significa? Eram apenas três velhinhas. — Matty perguntou. O menino mais velho lançou-lhe um olhar incrédulo. — Eu só descobri que eu era um semideus recentemente. — Matty disse a ele. — Não sei como essa coisa funciona.

— Aqueles três eram os Destinos. Se você vê-los cortar sua linha de vida, isso significa que você vai morrer. — Beckendorf explicou gravemente. Léo e Matty olharam para Percy em estado de choque.

— Eles queriam que você visse isso. — Hera diz, olhando para cima do livro.

Os passageiros aplaudiram.
- Tudo em ordem! - gritou o motorista. Ele bateu no ônibus com o chapéu. - Todo mundo para dentro!
Quando já estávamos a caminho, comecei a me sentir como se tivesse pego uma gripe.

- Essa foi rápida- disse Zeus.

Poseidon e Sally apertaram ainda mais os ombros de Percy. 

Percy abriu a boca para dizer a seu pai para parar de se preocupar, mas era muito bom ter seu pai realmente se preocupando abertamente com ele. Ele evitou olhar para os outros semideuses, não querendo ver seus ciúmes. 

Ele desejou desesperadamente poder mudar as coisas para que os outros deuses fossem tão incríveis quanto seu pai.

Ele precisava para que o futuro fosse bem melhor do que já era.

Grover não parecia muito melhor. Estava tremendo e batendo os dentes.
- Grover?
- Sim?
-O que você não está me dizendo?

— Literalmente tudo. — Os gêmeos Vinters provocam Grover.

O rosto de Grover fica vermelho.

Ele enxugou a manga da camisa.
- Percy, o que você viu lá atrás, na banca de frutas?
- Você quer dizer, aquelas velhas? O que há com elas, cara? Elas não são como... a Sra. Dodds, são?

— São muito piores. — Hades disse com um tom sombrio, assustando alguns campistas.

— Muito perspicaz. — Quíron disse para si mesmo.

A expressão dele era difícil de interpretar, mas tive a sensação de que as velhas da banca de frutas eram algo muito, muito pior do que a Sra. Dodds. Grover disse:
-Só me diga o que você viu.
- A do meio pegou uma tesoura e cortou o fio.

Todos estremeceram ao ouvir Percy dizer isso tão casualmente.

 

Ele fechou os olhos e fez um gesto com os dedos parecido com o sinal-da-cruz, mas não era isso. Era outra coisa, algo um tanto... mais antigo.

 

— Ele está usando magia satyer, para afastar o mal. — Dionísio diz com um tom entediado.

 

— Ele está realmente ouvindo? — Thalia diz, chocada.

 

— Não, eu não estou Taylor. — Ele diz, virando uma página em sua revista.


Ele não é tão burro. — Atena pensou. — Definitivamente perspicaz. — Atena concordou com Quíron.

— Tão perspicaz e tão alheio ao mesmo tempo. — Thalia riu.

— O que posso dizer, sou uma contradição ambulante. — Percy sorriu.

Ele disse:
- Você a viu cortar o fio?
- Sim. E daí? - Mas mesmo enquanto dizia isso, já sabia que era algo importante.
Isso não está acontecendo - murmurou Grover. Ele começou a morder o dedão. - Não quero que seja como na última vez.
- Que última vez?
‐ Sempre na sexta série. Eles nunca passam da sexta.

Annabeth e Grover abaixaram a cabeças trsites ao se lembra de quem não passou da sexta série.

Já Luke parecia irritado.

— Não é nada disso. — Thalia protestou. 

— Sim, bem, nem mesmo você viu as Parcas. — Grover respondeu bruscamente. 

— Ainda assim, você não falhou comigo. — Ela assentiu severamente.

— Grover, você vai assustar o pobre garoto. — Hestia diz, cutucando as brasas na lareira.

— S-sinto muito, Lady Hestia. — Grover gagueja.

— Sim, não vai ser como da última vez. Pare de se arrastar para baixo por isso. Eu fiz minha escolha. — Thalia diz a ele

- Grover - disse eu - porque ele estava realmente começando a me assustar - do que você está falando?
- Deixe que eu vá com você da estação do ônibus até sua casa. Prometa.

— Ele não vai fazer isso. — Leo  disse.

— Por que não? — Silena perguntou.

— Porque Grover já o está assustando. Eu sei que o abandonaria o mais rápido possível. — Léo explicou.

— Você até prometeu. — Grover bufa.

— Sinto muito! Você estava me assustando. Olhando para mim como se eu fosse cair morto a qualquer momento. — Percy diz.

Aquilo me pareceu um pedido estranho, mas prometi.
- É uma superstição ou coisa assim? perguntei.
Nenhuma resposta.
- Grover... aquele corte no fio. Significa que alguém vai morrer?

— Você conseguiu isso rápido. — Will levantou uma sobrancelha.

— Dada a maneira como Grover estava agindo, foi a única coisa séria o suficiente em que consegui pensar. — Percy deu de ombros. Will assentiu.

Ele olhou para mim com tristeza, como se já estivesse escolhendo o tipo de flores que eu gostaria de ter em meu caixão.

— Azuis de preferência. — Percy falou, Sally da um tapinha em sua nuca.

— O capítulo acabou. —  Hera anunciou.

— Definitivamente não está ajudando, Grover. — Annabeth disse. — Mas eu entendo totalmente porque você está pirando também.

— Sim. — Grover assentiu.

— Desculpe, Grover. Eu realmente não pensei sobre como isso afetaria você.  — Percy se desculpou parecendo chateado consigo mesmo.

— Eu não culpo você por estar um pouco preocupado. — Grover o assegurou.

—  Você é realmente perspicaz quando quer ser. — Rachel ri.

— Eu realmente não posso acreditar que vocês não me contaram sobre isso. — Annabeth franze a testa, cruzando os braços sobre o peito.

— Bem, eu meio que esqueci. — Percy dá de ombros.

— Como você pode esquecer algo assim? — Jason pergunta, as sobrancelhas franzidas.

— Bem, se ajuda, não era meu. — Percy diz a todos, evitando a pergunta.

— O que você quer dizer? — Luke questiona.

— O barbante, não era meu. Eu descobri provavelmente no último livro, se eu estiver olhando os nomes dos títulos direito. — Percy os assegura.

Sally, Poseidon e o resto da tripulação do mar relaxam com isso, sabendo que seu filho/meio-irmão/enteado estavam bem por enquanto. Todos os outros começam a relaxar, mas alguns ainda ficam tensos com o pensamento.

— Bem, eu ainda estou com raiva. — Annabeth diz.

— Sinto muito. Mas quem vai ler a seguir? — Percy pergunta.

— Eu vou. — Nêmesis diz. 

Hera traz o livro para ela e volta para seu lugar.

Na verdade, estava pensando em vocês fizerem uma pausa para descansar , foi um dia muito agitado para todos. Gostaria de fazê-los reagir a outras coisas também .

 

Hanagaki fala de repente, assustando todos.

 

— Bem, uma pausa para comer certemente é desejada. — Héstia diz suavemente, parando de cutucar a lareira. — Sigam-me até a cozinha.

 

Sons de concordâncias foram ouvidos pela sala. Zeus grunhe a contragosto em concordância, então lentamente os semideuses vão saindo com seus pais.

Notes:

Deuses, isso foi exaustante! E ainda falta muito pra acabar, comentem e favoritem isso me ajudaria muitooo.

 

Agora que lembrei, não disse em que tempo eles são e estão né?

 

Os semideuses gregos e romanos são pós-gigantomaquia (guerra dos gigantes/Gaia e, obviamente, Cronos/Titãs), então todos já se conhecem e os caralho. Porém Annabeth e Percy são uns anos mais avançados que eles, reconstrução do acampamento e etc. Eles foram levados para 18 anos no passado, ou seja, as coisas vão ser evitadas sim, viva :D!

Adoro quando vocês fazem sugestões do que querem, então não tenham vergonha ou medo de comentar o que querem (por exemplo, numa das pausas tensas deles, eles podem reagir a algum cenário que vocês querem ver. Exemplo: Percy cuidando das crianças do acampamento, cozinhando seus biscoitos azuis, coisas assim.)

Sei que são muitos personagens, mas sinceramente? Foda-se, vou fazer algo cirativo, quero trabalhar com todos eles, quero fazer a reação dos deuses menores vendo o pedido do Percy, os pensamentos suicidas que ele teve, coisas assim. Provavelmente posso me esquecer de alguém? Sim, mas tudo bem, quem sabe consiga destaca-los em algum momento!?

Sobre o Percy x All, galera, isso é mitologia grega, tudo é possível e não a limites. Enfim, sobre isso, a Deuses que são casados, mas eu tô nem aí, como eu disse: mitologia grega não a limites pra bizarrices, então se verem um Hades/Perséfone/Percy ou Nico/Percy não estranhem.

Acho que o AO3 me contaminou... bem, não viu fazer o Percy ter relacionamentos abusivos ou coisas que EU me sinto desconfortável (como estupro), então tá joia, ces não precisam se preocupar com esse tipo de coisa!

Provavelmente só a parte do incesto, mas não é nada entre irmãos ou pais/filhos, é só primo/primo e tio/primo (eu não sei? Mitologia grega é confusa :p)

Ah sim, Ártemis e seus Caçadores, Deméter, Héstia e Atena não estão no Harém (ainda tenho respeito sobre seus votos de castidade, e Deméter, não sei se ela se encaixaria, talvez Hera até participe ou não do Harém, não sei. Na verdade, elas até podem participar, mas de uma forma meio platônica/não sexual?)

Apenas os deuses que eu citei estão no Harém, não adicionarei mais (como, sei lá, Cronos ou Rhea, vocês entenderam)

 

Percy e Annabeth tem 18 anos, por serem mais a frente do futuro, os outros tem suas idades cannon.

 

Provavelmente não à nada cannon aqui :D

 

Já me esqueci do que ia falar, mas, creio eu, que é só isso. Qualquer dúvida comentem!