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Penelope acordou e seguiu seu ritual matinal: um banho revigorante, um café da manhã rápido e a esperada chegada de Eloise, que, como de costume, estava atrasada. Geralmente, as duas iam para a escola sozinhas, mas hoje era um daqueles dias em que os irmãos e irmãs de Eloise se juntavam a elas. Quando Eloise finalmente chegou, trouxe Daphne e Colin, todos bem atrasados.
— Bom dia, El! Já estava achando que você não ia conseguir ir para a escola hoje — comentou Penelope com um sorriso alegre.
— A culpa é desses dois! O Colin levou uma eternidade para comer e a Daphne não para de se arrumar! — Eloise reclamou, tentando se desculpar pelo atraso.
Penelope sorriu para Daphne, enquanto Colin se aproximava e lhe desejava um bom dia. Ela sempre teve uma queda por Colin desde a festa de aniversário de Eloise, anos atrás. Desde então, a timidez dela e a natureza amigável de Colin ajudaram a construir uma amizade sólida. Apesar de seus sentimentos secretos, ela conseguiu escondê-los bem. Durante o caminho para a escola, Colin andou ao lado de Penelope, conversando e rindo, o que deixou Eloise um pouco frustrada por não conseguir falar com sua amiga. Penelope não conseguia deixar de sorrir; era impossível não se derreter com o sorriso brilhante de Colin. Quando chegaram à escola, cada um seguiu para sua sala de aula.
Penelope observou Colin entrar na sala, notando como todas as meninas o observavam e lançavam sorrisos discretos. Ele sempre foi popular entre as garotas, e Penelope temia que, por isso, ele nunca notasse ela, mesmo que ela sempre tenha estado ao seu lado enquanto ele namorava outras.
— E aí, você já falou com ela? — perguntou Michael assim que Colin se sentou.
— Não, Michael, ainda não tive a chance.
— Como não? Vocês moram perto, vão juntos para a escola e ela sempre está na sua casa. Como ainda não teve a chance?
— É complicado. Se eu disser que gosto dela e ela não sentir o mesmo, nossa amizade pode ser afetada.
— Você é o único que não percebe que a Penelope é louca por você. Se eu fosse você, a chamaria para sair antes que alguém faça isso.
Durante o intervalo, Colin viu Penelope sentada com suas irmãs e decidiu se aproximar.
— Pen, você vai para a noite de cinema na minha casa hoje, né?
— Não sei, Colin. Tenho muito o que estudar e...
Antes que ela pudesse terminar, Eloise a interrompeu:
— Eu já tentei convencê-la a ir e até prometi que não vai ter filme de terror.
— Pen! Você tem que ir. Eu prometo que você não vai se arrepender.
— Tá bom, eu vou.
Assim que Penelope se afastou, Colin contou a Daphne sobre seu plano para a noite.
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Na noite de cinema na casa de Colin, Penelope estava nervosa. Ela tentou se concentrar no filme, mas sua mente estava ocupada com o que poderia acontecer depois. Quando o filme acabou, Colin se aproximou dela.
— Hey, Penelope, vamos dar uma volta lá fora? — sugeriu Colin com um sorriso convidativo.
Penelope concordou, e eles caminharam pelo jardim iluminado pelas estrelas. Cada passo parecia ecoar a expectativa crescente dentro dela.
Finalmente, Colin parou e a olhou nos olhos.
— Sabe, Penelope, tem algo que eu queria te dizer...
Penelope prendeu a respiração, seus olhos encontrando os dele.
— Eu... gosto muito de você. Sempre gostei. Sei que não sou muito bom em expressar meus sentimentos, mas você é especial para mim. Admiro sua companhia, sua inteligência, sua gentileza. Gostaria de saber se você aceitaria sair comigo, não apenas como amigos, mas como algo mais.
O coração de Penelope disparou. Era como se todo o mundo ao redor desaparecesse, deixando apenas ela e Colin. Ela finalmente encontrou coragem para falar.
— Colin, eu... eu também gosto muito de você. Mais do que como um amigo. Desde o primeiro dia em que te conheci, sempre senti algo especial por você. Eu adoraria sair com você.
Um sorriso radiante se espalhou pelo rosto de Colin, iluminando sua expressão. Ele estendeu a mão e segurou a dela com ternura.
— Então é um encontro?
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O momento estava carregado de expectativa e desejo. Penelope e Colin estavam sentados no terraço, seus corações batendo em uníssono. O ar parecia vibrar com a eletricidade de sua conexão, e cada respiração estava carregada de antecipação.
Colin inclinou-se um pouco mais perto, seus olhos fixos nos lábios de Penelope. Ela sentiu o calor de sua proximidade, o cheiro familiar de seu perfume envolvendo-a, fazendo-a tremer levemente de nervosismo e excitação.
— Penelope... — sussurrou Colin, sua voz carregada de emoção.
Ela levantou os olhos para encontrar os dele, perdendo-se na profundidade do seu olhar. Não havia necessidade de palavras; seus corações falavam a mesma língua, ecoando um desejo compartilhado.
Sem mais hesitação, Colin aproximou-se lentamente, sua respiração misturando-se com a dela. Penelope sentiu o calor de seus lábios se aproximando, tão perto que ela podia sentir sua respiração na pele. Seus lábios se encontraram em um beijo suave, um momento de pura magia e paixão.
Foi um beijo delicado, cheio de ternura e promessas. Eles se entregaram ao momento, perdendo-se um no outro enquanto o tempo parecia desacelerar ao seu redor. Era como se o mundo inteiro desaparecesse, deixando apenas eles dois, unidos pelo laço indissolúvel do amor.
Quando finalmente se separaram, os olhos de Penelope brilhavam com felicidade, e um sorriso tímido brincava nos lábios de Colin.
— Penelope, eu nunca me senti tão feliz como me sinto agora — murmurou Colin, sua voz suave no silêncio da noite.
Penelope olhou para ele, seus olhos brilhando com ternura. — Eu também, Colin. Estar com você é como um sonho realizado.
Eles permaneceram ali, absorvendo a tranquilidade da noite e a magia do momento, sabendo que algo especial havia começado entre eles. O amor estava no ar, envolvendo-os em seu calor reconfortante e prometendo um futuro cheio de aventuras, risos e, acima de tudo, amor.
Enquanto caminhavam de volta para casa, mãos dadas e sorrisos radiantes, Penelope percebeu que, finalmente, sua espera tinha acabado. E o que começou como uma simples amizade floresceu em algo muito mais bonito.
