Chapter Text
Os dias se passaram como uma lesma; completamente devagar — ao ver de Sonny. Faltava só três dias para o mês acabar e claro, Son estava super mega feliz com isso — Richarlison iria chegar em alguns dias.
Durante todo esse tempo, Son tentou se manter ocupado para não ficar pensando muito em Richarlison — o que era difícil, já que eles conversavam todos os dias. Mas até que ele se saiu bem em sua "tentativa."
Hoje fazia frio e chovia muito em Londres, Son aproveitou que o tempo estava do jeitinho que ele amava e resolveu preparar biscoitinhos e chocolate quente. Gostava de passar os dias de frio debaixo das cobertas junto com seu namorado e se enchendo de guloseimas que Richarlison fazia questão de comprar para ambos.
Hoje não teria Richarlison consigo, iria passar o dia sozinho. Para suprir a carência, colocou um colchão de casal de ar na sala junto com alguns travesseiros e almofadas. Pegou seu lençol quentinho e peludinho, deixando-o sobre o colchão enquanto corria para cozinha preparar seu pequeno lanche.
Os biscoitos já estavam assando no forno, então só precisava preparar o chocolate quente agora. Pegou o achocolatado e o leite, colocando tudo dentro de uma leiteira e levando até o microondas — já que seria mais rápido do que no fogão.
Quando estava tudo pronto, Son suspirou satisfeito com o ótimo trabalho que fez. Os biscoitinhos em formato de bichinhos e com algumas gotas de chocolate ficaram tão fofinhos que Son havia ficado com pena de come-los.
Não querendo perder mais tempo na cozinha, Son colocou tudo em uma bandeja e com muito cuidado, levou para a sala, prestando bastante atenção para não tropeçar em nenhum obstáculo pelo caminho.
Deixou a bandeja em cima da mesinha de centro e saiu a procura do controle da televisão pela sala. Como arrumou a sala mais cedo, trocando tudo de lugar, era provável que iria perder o controle. Mas ao procurar direitinho, conseguiu achar o bendito controle no meio das almofadas que estavam pelo chão.
— Eu fiz uma zona na sala, até perdi o controle no meio da bagunça. — falou consigo mesmo e acabou soltando uma risada fraca.
Son se acomodou debaixo do lençol quentinho, apenas deixando seus braços para fora do lençol para que pudesse pegar seu lanche e comer.
Caçando algo no aplicativo de streaming para assistir, Son optou por assistir um filme de comédia romântica. Era o gênero de filme que costumava assistir com o namorado nas temporadas de frio em Londres. Então mesmo que ele não estivesse ali agora consigo, teria que assistir sozinho mesmo.
Son sentiu o calor do chocolate percorrer pelo seu corpo por um momento, mas ainda sim, não foi o suficiente para lhe aquecer completamente. Mesmo tendo o aquecedor ligado e estar devidamente agasalhado, a casa ainda parecia gelada. Talvez fosse o calor de um certo brasileiro que fazia falta?
Foi pensando nisso que Son soltou um suspiro entristecido. Levou novamente a porcelana até seus lábios, assoprou até que pudesse ingerir o líquido novamente. Os biscoitinhos estavam uma delícia, Son teve que se controlar o máximo para que não comesse tudo de uma vez.
Richarlison sempre diziam que ele não tinha limites quando inventava de fazer os biscoitos para comerem no lanche. O coreano sempre comia mais do que o brasileiro, quase deixava ele sem nada. Mas Richy não reclamava pois sabia que o namorado tinha um certo vício em seus próprios biscoitos.
Son estava tão distraído olhando para o filme na televisão que nem ouviu o barulho de chave na porta. Richarlison havia acabado de chegar em casa, estranhou a casa estar toda escura, mas logo relaxou ao se lembrar o motivo.
Andando na pontinha dos pés apenas de meia, Richarlison parou ao lado do sofá sem ser notado por Son e chamou sua atenção.
— Será que tem lugar para mais um em meio a esse lençol quentinho?
Son quase pulou de susto com a voz de Richarlison perto de si. Não sabia se sorria ou se ficava zangado com o namorado por quase ter feito ele derramar seu chocolate no lençol.
Bem, era impossível ficar zangado com o namorado quando se estar com saudades dele. Então sem pensar muito, deixou a xícara na mesa e pulou para os braços de seu amado, que foi muito bem recebido pelo o platinado.
Son enterrou seu nariz no pescoço de Richarlison, inalando profundamente o cheiro de seu perfume. O brasileiro deixava um carinho em suas costas e o apertava em seus braços enquanto sorria com a manha do namorado em seu colo parecendo um gatinho querendo carinho.
Richarlison estaria mentindo se dissesse que não estava sentindo saudades de seu garoto. Contava os dias para que pudesse voltar novamente para casa e ficar nos braços de seu amado. Foi por conta da saudade que o fez voltar mais cedo.
Seus pais e irmãos o zoaram dizendo que ele era muito "clichê", um bobão apaixonado, e Richarlison apenas riu e concordou porque era verdade. Ele era um bobo apaixonado mesmo, apenas por Son Heung Min, o coreano mais fofo que já conheceu.
Richarlison se sentou no colchão com um coreano manhoso ainda em seus braços. Segurou o rosto de Son com suas duas mãos e o puxou para deixar beijinhos pelo seu rosto. Son sorria tanto que suas bochechas começaram a doer e ele teve que fazer um biquinho para Richy beija-lo.
Richarlison deixou alguns selares em seu biquinho até que finalmente o beijou em um beijo completamente apaixonado e cheio de saudades.
Depois de se separarem por conta da falta de ar, Richarlison encostou sua testa junto com a do namorado e sorriu, Son fez o mesmo.
— Você finalmente voltou ou é só imaginação minha? — Son perguntou tocando em seu rosto.
Richarlison pegou suas mãos e deixou beijinhos em ambas.
— Oxi, eu sou cem por cento real, bebê. Pode até me beliscar para ter certeza.
Son sorriu travesso e pegou o namorado desprevenido com uma mordida em seu ombro. Richarlison gemeu de dor, o que causou risadas no coreano.
— Eu falei para beliscar, não me morder, Sonny. — resmungou massageando o ombro.
— Agora tenho total certeza que você está aqui. — apertou suas bochechas só para irrita-lo. — Por que voltou cedo? Não que eu esteje reclamando.
— Estava com muitaaaa saudade de você, não iria aguentar até final do mês. — rodeou seus braços tatuados por sua cintura.
— Ainda bem que voltou. Eu estava quase indo te buscar no Brasil. — ambos riram.
— Se eu soubesse tinha ficado lá então. Ai, não me bate, seu mané. — reclamou com o soco que recebeu no braço.
Son abraçou novamente o namorado, apenas para garantir que a imagem do mesmo não fosse coisa da sua cabeça. Ele finalmente voltou Son, apenas aproveite todos os dias em que ele esteve fora.
— Quer se juntar a mim em uma sessão de biscoitos, chocolate quente, filmes e beijinhos?
Richarlison assentiu risonho e deixou que o baixinho saísse de seu colo para que fosse até a cozinha. Logo depois Son voltou com uma xícara e entregou para o brasileiro, que o agradeceu.
Son se acomodou no meio das pernas do brasileiro com sua xícara — agora com o chocolate não tão quente — e o pratinho com os biscoitinhos. Deixou que Richarlison comesse tudo dessa vez, já que havia comido demais antes da sua chegada.
Enquanto assistiam o filme, que já estava no finalzinho, Richarlison fazia carinhos em qualquer parte do corpo de Son e deixava beijinhos em sua nuca ou bochecha. A cada toque ou beijo fazia com que o coreano se sentisse finalmente aquecido, tanto por fora quanto por dentro.
Apenas com Richarlison ele conseguia se sentir aquecido. O frio e o vazio que sentia por dentro, foi-se embora no momento em que Richarlison o apertou em seus braços. Porque estar nos braços do seu brasileiro preferido, fazia com que tudo ficasse bem novamente.
Son Heung Min tinha a sorte danada de ter Richarlison de Andrade como seu namorado. O amor da sua vida. Com toda certeza, ele era o cara mais sortudo desse mundo.
— Eu te amo tanto, Richy.
— Eu também te amo muito, Minnie. — usou o apelido pouco usado do coreano, mas que deixava Son completamente corado.
Ambos sorriram bobos um para o outro e com isso, se beijaram novamente. Aquele momento agora era só deles.
A chuva que caía do lado de fora foi a cereja no topo do bolo para deixar o clima ainda mais leve para o casal, que preferiram mil vezes explorar a boca um do outro, do que prestar atenção na chuva lá fora.
Agora Son tinha novamente Richarlison consigo. Nada o impedirá de dar atenção para o brasileiro. Tudo ao seu redor era como se não existisse nesse momento, apenas Richarlison existia ali.
