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Rating:
Archive Warning:
Category:
Fandom:
Relationship:
Characters:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2023-01-11
Completed:
2023-01-11
Words:
32,987
Chapters:
10/10
Kudos:
4
Bookmarks:
1
Hits:
219

Reflection: A Piece Of Me

Chapter 10: Capítulo X

Chapter Text

Hyunjin estava sentado no chão do quarto na frente de seu espelho, encarando o próprio reflexo enquanto pensava no que faria no dia. Era Sábado e Steven tinha dado o final do mês de Dezembro e o mês de Janeiro para ele descansar do trabalho no museu, mas ele não tinha muita ideia do que fazer durante o mês e meio que teria pela frente.

O loiro se levantou e decidiu ir se deitar, estava com a cabeça agitada pensando em coisas para matar o tempo livre, mas nada parecia o agradar. Hyunjin se deitou e abraçou seu travesseiro, respirando fundo e relaxando por alguns minutos.

“Hyunjin, olhe aqui.” O loiro ouviu alguém o chamar e abriu os olhos, procurando pela voz ao redor. “Aqui, Hyunjin, na frente.” A voz falou outra vez e ele finalmente encontrou a dona da voz. Uma moça de cabelos ruivos estava no canto do que parecia ser um enorme quarto vazio. “Me acompanhe, tenho algumas coisas para te contar.” A moça disse e Hyunjin começou a seguí-la, se assustando quando o quarto virou um pequeno parque com alguns animais correndo.

A garota se sentou numa toalha quadriculada sobre a grama, convidando o loiro a fazer o mesmo, o estendendo um pequeno pote de doces. Hyunjin estava confuso do que era aquilo, estava acordado ou dormindo? Era um sonho ou estava maluco de vez?

— Isso é um sonho, Hyunjin. – A garota falou rindo fraco e o loiro a olhou envergonhado.
— Como sabe o que eu estava pensando. – Hyunjin perguntou.
— Essa é a sua mente, eu vivo aqui e seus pensamentos são como sussurros aos meus ouvidos. – A ruiva falou e Hyunjin continuou a olhando. – Bom, é confuso eu sei, mas vim com propósitos. Me chamo Talia e eu vim te dar respostas pelas quais tem se perguntado a muito tempo.
— Que respostas? – O loiro perguntou e a garota sorriu.
— Sobre o garoto que viu no reflexo do seu espelho. – Talia falou e o coração de Hyunjin saltitou dentro do peito. – Antes, preciso que saiba que ao acordar você não se lembrará do nome ou do porquê o via para o bem de vocês dois. Agora irei lhe contar o que está por trás de tudo isso. – Talia falou e colocou os dois braços para trás, apoiando o peso do corpo neles, olhando para Hyunjin

“O nome do garoto que via é Jeongin, vocês são amores de outras vidas e essa é a oitava vida de vocês, e a primeira em que não têm nenhuma conexão. Vocês se apaixonaram profundamente em todas as vidas antes dessa, em algumas não tiveram finais felizes, em outras, sim, mesmo com dificuldades. Eu estou com você desde a sua primeira vida, vi cada um de seus passos e cada vez que você se apaixonou pelo Jeongin, era realmente um amor lindo e puro. Em todas as vidas, você prometeu o encontrar e o amar profundamente, foi a promessa mais pura e verdadeira que eu já vi em toda a minha existência, e é por causa dela que você viu o Jeongin nos seus reflexos, mesmo não o conhecendo, sua alma jamais se esqueceu dele e da promessa que fez, e isso fez com que o visse.” Talia falou calmamente, Hyunjin observava o horizonte enquanto ouvia cada palavra atentamente. Isso explicava a sensação de familiridade e saudade que sentia toda vez que via o garoto.

— Por que eu não o vejo mais? – Ele perguntou e a ruiva sorriu. Talia amava a curiosidade de Hyunjin.
— Porque deixaram de sentir necessidade. Você foi leal e o encontrou, cumpriu sua promessa mais uma vez, como o bom amante que é. – Talia falou e Hyunjin o olhou.
— Eu... Eu ainda vou ter vidas com ele? – O loiro perguntou, sentiu uma mínima necessidade de lembrar dele numa próxima vida para dizer que ainda o ama como da primeira vez.
— Eu não sei, essa resposta eu não posso te dar, e é um pensamento nobre querer dizer que ainda o ama como na primeira vez. – Talia falou e Hyunjin sorriu envergonhado.
— Ignore meus pensamentos, Talia. – Ele disse e a garota riu.
— Irei, agora, olhe ali, são vocês na terceira vida. Eram tão pequenos e se amaram intensamente desde o primeiro momento. Você tinha acabado de completar dezoito anos e ele estava te visitando. – Talia falou e Hyunjin olhou na direção que ela olhava, vendo dois garotos conversando de mãos dadas.

A ruiva fez um breve sinal para que ele fosse até onde eles estavam e ele o fez de imediato, se levantando e caminhando até o lugar em que estavam.

“Você não precisava ter me trazido nada, Jeongin.” O jovem disse sorrindo, segurando um pequeno colar em sua mão.
“Precisava sim, você já fez tanto por mim, não queria parecer ingrato.” Jeongin disse também sorrindo, acariciando a mão de Hyunjin entrelaçada a sua.
“Minha tia está vindo me buscar, nós podemos ir para outro país longe daqui e vivermos juntos.” Hyunjin falou baixo, olhando para Jeongin.
“Você tem certeza de que ela aceitaria? Você viu como seu pai reagiu quando descobriram sobre o Sooyoung.” Jeongin disse preocupado.
“Ela já sabe. Ela nos viu uma vez fugindo de noite, me deu sermão por sair escondido e disse que estava chateada por eu ter escondido dela.” O pequeno Hyunjin disse e o loiro riu fraco ao ver a expressão do garoto ao lado de sua outra versão. Ele sempre era pego quando fugia de casa na adolescência pela irmã mais nova de seu pai e ela sempre dizia que ele poderia contar tudo para ela.
“E você me conta isso com essa calma?” Jeongin pergunta alto, fazendo o mais velho rir.
“Eu não queria que pensasse que seria algo ruim caso contasse mais sério.” Hyunjin fala ainda rindo.

Jeongin solta a mão do mais velho e cruza os braços. O loiro vê seu “outro eu” pegar o menor no colo e o beijar diversas vezes pedindo desculpas, fazendo-o rir enquanto era beijado.

— Vocês fugiram para a França duas semanas depois, cuidaram de duas garotinhas órfãs e depois de alguns anos, com a ajuda da sua tia, abriram um pequeno orfanato e cuidaram das crianças que eram abandonadas ou perdiam seus pais até ficarem velhinhos. Morreram juntos, dormindo de mãos dadas. As duas garotinhas que vocês criaram cuidaram do orfanato, se casaram e os filhos delas cuidam do orfanato até hoje. – Talia diz surgindo do lado do loiro, que sorri ao ouvir o que lhe foi contado.
— Eu sempre fui de dar ideias assim? – Hyunjin pergunta e Talia ri assentindo.
— E ele sempre foi de aceitar suas ideias malucas. Vocês são duas peças do mesmo quebra-cabeça, pensavam igual, a diferença é que você agia enquanto ele era contido, mantinha os pensamentos entre você e ele. – Talia fala e o loiro ri.
— Ele era o equilíbrio que aparentemente me faltava. – Ele diz e a ruiva ri mais uma vez.
— Vocês estão destinados a serem assim, e eu acho isso lindo. Eu poderia passar horas falando de como vocês eram, mas você precisa voltar. Ao acordar, compre violetas roxas, elas vão te lembrar que foi leal a sua promessa. – A ruiva fala e tudo ao redor do loiro começa a sumir lentamente.

Hyunjin acordou assustado, olhando para o relógio ao lado da cama, eram duas da manhã. Como poderia ter dormido tão rápido e ter passado tanto tempo fora quando seu “sonho” pareceu tão curto?

O loiro sacudiu a cabeça e se levantou para beber um copo d’água, voltando pra cama e pegando no sono mais uma vez. Na manhã seguinte, Hyunjin se levantou cedo e saiu em busca de suas violetas roxas, passando por diversas floriculturas e não as achando em lugar nenhum.

Yeonjun o ligou perguntando onde ele estava e ao ouvir da busca do amigo, contou que havia uma floricultura não muito longe dali e que provavelmente teria. Hwang dirigiu de volta para casa e pegou o amigo, seguindo para a floricultura que ele havia comentado.

Os dois entraram no local e o cheiro das flores inundaram suas narinas. Uma jovem de cabelos ruivos se aproximou dos dois e sorriu brevemente.

— Bom dia, no que posso ajudar? – A jovem perguntou e a voz dela fez Hyunjin prestar mais atenção nela. Ela o lembrava alguém, mas não sabia exatamente quem.
— Bom dia, meu amigo está procurando por violetas roxas. – Yeonjun disse quando percebeu Hyunjin fora de órbita.
— Certo, me acompanhem por favor. – A ruiva disse e seguiu para um outro lugar da floricultura. – É presente ou para você mesmo? – Ela perguntou a Hyunjin, que piscou algumas vezes antes de responder.
— É pra mim. – Ele respondeu aéreo.
— Vai ser um buquê? – A jovem perguntou e o loiro assentiu. – Quantas flores você quer?
— Dez, por favor. – Hyunjin falou e a jovem começou a preparar o buquê.
— Por que você decidiu comprar um buquê de flores tão do nada? – Yeonjun perguntou enquanto saíam da floricultura.
— Também não sei, mas elas são bonitas e cheirosas. – Hwang falou e o Choi riu meneando a cabeça.

Hyunjin passou em casa e colocou as flores num pequeno vaso bege ao lado da cama, sobre a cômoda, colocando um bilhete em cima escrito “Você foi leal em todas as vidas até aqui.”, mesmo que não soubesse exatamente o motivo de ter escrito aquilo, seu interior se encheu de alegria.

O loiro saiu de casa outra vez com Yeonjun, mantendo seu pensamento nas flores e no bilhete, sorrindo feliz. Tinha cumprido sua promessa mais uma vez mesmo sem se lembrar dela e da história por trás.

Notes:

Obrigado por lerem e até semana que vem!