Chapter Text
A noite estava silenciosa, mas pesada, como se o próprio castelo estivesse ciente do que estava prestes a acontecer. Marcos, que mantinha uma conexão profunda com Callum, sentia um incômodo crescente desde o pôr do sol. Algo estava errado, terrivelmente errado. Ele estava andando pelos corredores do castelo, incapaz de se acalmar, enquanto a inquietação em seu peito crescia. Seu lobo interior rosnava de preocupação, arranhando suas emoções e intensificando o mal-estar.
Quando finalmente se aproximou da porta do quarto de Callum, sentiu um arrepio percorrer sua espinha. A porta estava entreaberta, e um cheiro metálico invadia o ar. O coração de Marcos disparou, e ele correu para dentro.
O que viu fez seu mundo desabar. Callum estava mergulhado na banheira, a água manchada de vermelho. Ele estava imóvel, com os pulsos ainda sangrando, e uma camiseta ensopada de sangue estava jogada ao lado.
— Não, Callum, não! — gritou Marcos, desesperado, correndo para a banheira.
Sem hesitar, ele tirou Callum da água, seus braços fortes envolvendo o corpo frágil do príncipe. Seus olhos ficaram dourados, uma manifestação de sua fúria, dor e conexão mágica. Ele pressionou as feridas de Callum com as mãos trêmulas e concentrou-se, canalizando sua magia para estancar o sangramento. A luz dourada irradiava de suas mãos, selando parcialmente os cortes, embora o trabalho estivesse longe de ser perfeito.
— Fique comigo, Callum, por favor — Marcos sussurrou, sua voz embargada pelo choro. Ele pressionou o príncipe contra o peito, abraçando-o com cuidado, enquanto lágrimas silenciosas escorriam por seu rosto. — Eu sinto muito. Eu devia ter percebido. Eu devia ter te protegido... Eu estou falhando miseravelmente... Eu não consigo manter essas belas esmeraldas felizes.
Enquanto ele segurava Callum em seus braços, sentindo sua respiração fraca, o lobo interior de Marcos começou a arranhar dentro dele, clamando para agir. Ele murmurou um pedido de desculpas baixinho e focou em estabilizar Callum. Certo de que cada segundo era vital, Marcos o levantou e saiu em disparada para a Ala hospitalar.
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Ezran ao sair de uma reunião com outros conselheiros, eu estava exausto, mas senti uma necessidade crescente de ver Callum. Havia algo no ar, uma sensação inquietante que eu não conseguia ignorar. Caminhei rapidamente pelos corredores até o quarto dele. Quando me aproximei da porta, percebi que ela estava entreaberta. Um calafrio percorreu meu corpo.
— Callum? irmão — chamei, empurrando a porta lentamente e isca brilhou francamente e empurrou o resto da porta
O que vi paralisou meu coração. A banheira estava tingida de vermelho, o ar carregado com o cheiro metálico de sangue. Havia uma camiseta ensopada ao lado, e o caderno de desenhos de Callum estava abandonado, como se ele tivesse desistido de tudo. Eu caí de joelhos no chão do quarto. Meu corpo tremia, e a visão era um pesadelo materializado.
— Callum... não... — sussurrei, com a voz falhando. As lágrimas começaram a escorrer antes mesmo de eu perceber que estava chorando.
Levantei-me apressadamente e corri em direção à Ala hospitalar. Quando cheguei, encontrei Marcos carregando Callum. A visão dele, pálido e inconsciente, me fez sentir como se o chão tivesse sido arrancado debaixo de mim. Fui até meu irmão e segurei sua mão, sentindo-a fria como gelo.
— irmão, fique comigo... por favor... — minha voz falhou, quebrada pela dor. Caí ao lado de sua cama, ainda segurando sua mão, e chorei. A ideia de perder meu irmão era insuportável.
Não demorou para que Lady Martha e Gregório chegassem à Ala hospitalar. O olhar de Lady Martha estava cheio de desespero, mas ela manteve a compostura. Com sua experiência, rapidamente orientou os curandeiros a começarem os procedimentos.
— Ele vai sobreviver. Eu não permitirei que meu neto nos deixe — disse Martha, sua voz firme apesar das lágrimas nos olhos.
Gregório, por outro lado, estava tomado pela fúria. Seu rosto estava vermelho, e seus punhos estavam cerrados. Ele olhava para Callum com uma mistura de dor e raiva, como se estivesse lutando contra a ideia de que algo assim pudesse ter acontecido embaixo do próprio teto.
— Isso não vai mais acontecer! Quem quer que tenha contribuído para o estado de Callum vai sofrer as consequências. Vou garantir que nunca mais ele seja atacado de nenhuma forma — declarou Gregório, sua voz carregada de determinação.
Amaya chegou logo depois, visivelmente perturbada. Seus passos eram firmes, mas seus olhos carregavam um peso de preocupação que eu nunca tinha visto antes. Ela se aproximou de Callum, observando-o com cuidado antes de se virar para nós.
— Vou ficar no castelo. Não vou sair até ter certeza de que Callum está bem e seguro — disse ela, com sinais firmes em suas mãos. Sua presença imponente trouxe um sentimento de proteção, ainda que a situação fosse difícil de suportar.
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Marcos, com o sangue de Callum ainda manchando suas roupas, permaneceu em silêncio, mas sua expressão dizia tudo. Ele se sentia culpado, devastado por ter deixado algo assim acontecer. Mesmo assim, não saiu de perto de Callum, determinado a proteger o príncipe de qualquer ameaça e quando corvus se ofereceu para ocupar seu lugar para descansar durante as seis da manhã e ele balançou a cabeça em concordância e saiu, ele caminhou até sua casa com a varanda e sua mãe ficou apavorada com o sangue e ele abraçou e chorou e ele deu um soco na mesa quebrando ela no meio devido a força, ele ouviu alguns comentários e ele deu um soco em soren tão forte que quebrou o nariz na hora e ele foi impedido por general amaya em usar a espada em tirar a vida contra um dos soldados e foi suspenso e ela conversou com ele.
General Amaya: "Marcos, eu sei o que você está sentindo. Acredite, eu também me sinto culpada pelo que aconteceu com Callum. Ele é meu sobrinho, e a ideia de quase perdê-lo é insuportável. Mas a raiva não vai consertar o que aconteceu, e Callum jamais aprovaria nos ver agindo assim.
Marcos: General, é difícil controlar isso. Eu me sinto tão impotente... Eu falhei"
General Amaya: Todos nós sentimos isso, Marcos, mas se deixar dominar pela culpa e pela raiva só vai enfraquecer você. Callum precisa de você forte e focado. É por isso que estou suspendendo você. Você precisa de tempo para descansar e recompor sua mente.
Marcos: (hesitante) Suspenso? General, eu—
General Amaya: Não é um castigo, Marcos. É uma oportunidade para você recuperar o controle. Estou liberando você para visitar Callum. Ele vai querer te ver, e talvez isso ajude ambos. Use esse tempo com sabedoria. Quando estiver pronto, volte mais forte do que nunca.
Marcos (respirando fundo) Talvez você esteja certa... Obrigado por acreditar em mim, General.
General Amaya "Sempre, Marcos. E lembre-se: força verdadeira vem de quem sabe reconhecer seus próprios limites e superá-los."
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Marcos deixou a Ala hospitalar silenciosamente após garantir que Callum estava em segurança, ao menos fisicamente. Antes de sair, ele se aproximou da cama onde o príncipe repousava, ainda inconsciente, com os pulsos enfaixados e o rosto pálido. Ele abaixou-se, ajeitando gentilmente o cabelo desarrumado de Callum, em um gesto carregado de ternura e arrependimento. A partir do canto da sala, Amaya observava a cena com atenção, suas sobrancelhas franzidas demonstrando preocupação, mas também respeito pelo cuidado que Marcos demonstrava.
Sem trocar uma palavra, Marcos saiu do castelo e caminhou pelas ruas em direção à sua casa na cidade. A cada passo, ele sentia o peso esmagador da culpa. Ele podia sentir a dor de Callum pulsando dentro de si, como se fosse sua própria ferida. Quando finalmente alcançou sua casa, ele entrou em seu quarto e, sem acender as luzes, fechou a porta com força. O som ecoou pelo pequeno espaço.
Marcos apoiou as mãos na parede, tentando controlar sua respiração, mas a raiva e a frustração o consumiam. Em um surto de emoção, ele socou a parede com tanta força que a madeira se partiu, deixando um buraco considerável. Seus punhos doíam, mas ele não se importava. Seu lobo interior rugia de fúria, como se estivesse exigindo que algo fosse feito, algo definitivo.
— Eu falhei com ele... — murmurou Marcos para si mesmo, sua voz carregada de dor. — Eu devia ter visto os sinais. Devia ter protegido ele antes que chegasse a esse ponto.
Ele deslizou até o chão, sentindo-se impotente, mas a raiva logo começou a tomar conta novamente. Ele se ajoelhou, puxando uma tábua solta do assoalho. Abaixo dela, uma mala marrom estava escondida. Ele a pegou, abriu com mãos trêmulas e começou a remover os panos que envolviam cuidadosamente uma arma antiga. Ele segurou o objeto nas mãos por um momento, o peso físico correspondendo ao peso da decisão que estava prestes a tomar. Seus olhos fixaram-se na arma. Ele sentia a pressão do que precisava fazer.
— Eles não vão machucar Callum de novo. Nunca mais — ele murmurou, com uma determinação sombria.
Mas ele sabia que o objetivo não era tirar vidas, mas garantir que aqueles que estavam espalhando rumores e atacando Callum entendessem que haveria consequências. Com cuidado, ele escondeu a arma sob suas roupas e saiu, deixando a casa em silêncio.
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Ao entrar na floresta, ele respirou profundamente o ar fresco, permitindo que seu lobo interior assumisse o controle. A transformação foi rápida, e em questão de segundos, ele se tornou um imenso lobo de pelos castanhos escuros e olhos dourados brilhantes. Correndo com velocidade e graça pelas trilhas cobertas por folhas secas, ele rumou direto para a mansão de um nobre que sabia estar por trás de algumas das ações mais cruéis contra Callum.
Ao chegar na mansão, Marcos atacou rapidamente. Ele se moveu com precisão, ferindo gravemente os guardas que tentaram detê-lo. Com o nobre encurralado, Marcos usou sua força para causar danos suficientes para garantir que a mensagem fosse clara: Callum não estava sozinho, e qualquer um que ousasse atacá-lo novamente enfrentaria consequências severas. A presença de Marcos como lobo, com sua postura poderosa e olhos dourados que pareciam atravessar a alma, foi o suficiente para espalhar o pânico entre os habitantes da mansão.
Antes de sair, ele deixou marcas profundas nas paredes da mansão com suas garras, um lembrete intimidador. A mensagem estava clara, e Marcos sabia que nenhum dos sobreviventes daquela noite ousaria desafiar Callum novamente.
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Quando Marcos retornou à cidade, ainda com as roupas manchadas de sangue e poeira, ele sentia um peso diferente em seu coração. Ele sabia que havia cruzado uma linha perigosa, mas também sabia que era necessário proteger Callum de qualquer maneira. O lobo dentro dele estava em silêncio agora, satisfeito com as ações tomadas. Ele caminhou de volta ao castelo, mas ficou do lado de fora por um longo momento, olhando para a luz da enfermaria onde Callum estava. Seus olhos se fecharam por um instante, enquanto murmurava para si mesmo:
— Eu nunca vou deixar você sofrer de novo.
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Fim de capítulo!!
Até o próximo!!😘😘
