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Uma Surpresa Inesperada

Chapter 3: Confusão Esperada

Summary:

“...— Não é da conta de vocês, herbívoros — grunhiu Kyōya, irritado com o alvoroço em torno de seu onívoro.

— Na verdade, Hibari… eles precisam saber — interrompeu uma voz repentina.

Reborn.

A aparição do arcobaleno fez todos se virarem, enquanto um coro de saudações soava pelo ambiente.
...”

“...E se antes já era protetor do jovem Céu, agora que este carregava uma criança em seu ventre, esse instinto protetor só aumentaria. Para Gokudera, aquela criança também seria digna de todo o amor que ele sentia por seu precioso Décimo.

— Se o Juudaime está feliz, então eu também estou — afirmou Gokudera com convicção.

— Obrigado, Gokudera-kun — agradeceu Tsuna, visivelmente emocionado
...”

“...Quando Tsuna voltou, Hibari pegou sua bolsa sem dizer nada, com a intenção de carregá-la. Foi então que o moreno percebeu o amante colocar dois bentos dentro da mochila, levantando uma sobrancelha com curiosidade.

— Vamos, Kyōya — disse Tsuna, seus olhos castanhos brilhando com um toque de animação. — Mamãe, estamos indo.
...”

Notes:

E por fim, chegamos ao último capítulo dessa fanfic que amei escrever. Como eu disse, vou fazer outras pra essa essa série, mas vai demorar um pouco mais, já que estou a muito tempo sem escrever nada kkkk, quem quiser que algo seja escrito, alguma cena ou situação é só deixarem nos comentários ou me mandarem no PV que eu anoto e posso acrescentar as minhas ideias, claro que darei os créditos a quem deu a ideia.

Enfim, quero agradecer a @uselessnonbinery pela betagem. Quero agradecer a quem me acompanhou até aqui, espero que nos vejamos nas próximas histórias que estão por vir.

Tenham uma boa leitura 😘!

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

 

A notícia de seu retorno se revelou mais rápida do que fogo em palha. Com o fim das aulas, seus amigos e guardiões bateram à sua porta. Gokudera, com sua atitude servil, apelidada por alguns como "atitude de cachorrinho"; Yamamoto, com seu sorriso amigável e constante; Ryohei, com seu jeito extremo; Chrome, com sua timidez e preocupação com seu chefe; Kyoko, sempre amiga, acompanhada de seu “cão de guarda”, Hana; e Haru, com seu jeito meio maluco, ficaram sentados na sala de estar, aguardando que Tsunayoshi descesse. O que aconteceu alguns minutos depois, mas não de forma esperada: Tsuna estava acompanhado de uma certa cotovia logo atrás, que observava o adolescente descer a escada com olhos de falcão, já sabendo das quedas frequentes do amante no penúltimo degrau da escada.

 

Gokudera, assim que viu o presidente do Comitê Disciplinar, começou a xingar o guardião da Nuvem.

 

— O que você estava fazendo com o Décimo, bastardo?! — irritado a Tempestade, fazendo apenas sua chama primária.

 

— Não é da sua conta, herbívoro — respondeu Kyōya, indiferente, afastando-se um pouco da aglomeração dos ditos herbívoros.

 

— Claro que é da minha conta, seu bastardo — resumidamente o prateado, preparando suas dinamites.

 

— Maa, maa, calma, Hayato — falou Yamamoto Takeshi, guardião da Chuva, segurando a Tempestade pela cintura.

 

— Não me chame tão intimamente, sua idiota do base — específico Hayato.

 

— CALA A BOCA, CABEÇA DE POLVO! — referiu Ryohei, guardião do Sol.

 

No fim, uma confusão generalizada se instalou. Gokudera e Ryohei discutiram, enquanto Takeshi tentou rir dos ânimos. Chrome, Kyoko, Hana e Haru ficaram o mais longe possível para não se envolverem na discussão. Kyoko, há muito, decidiu não gastar saliva com seu irmão; ele já estava bem grandinho e raramente a escutava.

 

— Tks, herbívoros irritantes — grunhiu Hibari, sentindo os olhos tremerem de ricos.

 

— Pessoal, calma! — tentei falar com Tsuna.

 

Mas nem mesmo seu pedido foi capaz de acabar com a confusão. Ele olhou com seus famosos olhos de cachorrinho para sua amante, sinalizando que não sabia mais o que fazer, já que prometera não se metro mais no meio de uma luta (para ele, a ação de mais cedo, quando ficou entre o moreno e sua figura paterna, não foi considerada uma quebra de promessa, pois eles ainda não tiveram começado a lutar). Kyōya, cansado dos herbívoros e tentando ajudar seu onívoro, soltou uma grande quantidade de aura assassina e falou com suas tonfas nas mãos:

 

— Se não ficarem quietos, vou morder todos até a morte.

 

Só assim todos se calaram, não querendo atiçar a sede de sangue da cotovia. Nem mesmo Ryohei, o mais cabeça-oca de todos, ousou desobedecê-lo.

 

— Obrigado, Kyōya — agradeceu o acastanhado, deixando todos ali surpresos, inclusive um certo guardião com cabelo de abacaxi que via tudo através da mente de Dokuro, pela falta de formalidade entre os dois.

 

— Desculpe-me, Décimo, não devia ter começado uma confusão na sua casa — falou o garoto multi-chamas, entrando em posição de dogeza e batendo a cabeça no chão.

 

— Gokudera-kun, por favor, pare com isso! — se desesperou Tsuna, ajudando o prateado a se pôr de pé. — Está tudo bem, não precisa se machucar assim.

 

— Se é assim que o Décimo quer... — disse Hayato.

 

— Onde você estava, Tsuna-san? — Haru fez a pergunta que todos gostariam de fazer.

 

— O Décimo não te deve explicações, mulher estúpida! — gritou Gokudera.

 

— Haru não é estúpida, desu! — protestou a acastanhada.

 

— Gente, por favor, parem de brigar! — pediu novamente Tsuna.

 

— Desculpe, Juudaime/Tsuna-san — falou Hayato, e Miura.

 

— Tudo bem — disse Sawada, sorrindo. — E respondendo sua pergunta, Haru, eu estava na Itália.

 

— Porque você foi para lá, Tsuna? Você ficou na mansão Vongola? — Yamamoto questionou.

 

— Be-bem, eu precisava de um tempo para pôr as ideias em ordem — falou o Céu, coçando a cabeça, envergonhado. — E não, fiquei na sede da Varia. Na verdade, o Nono nem sabe que eu estava na Itália.

 

— Aqueles bastardos não fizeram nada com Juudaime, não é? Porque se fizeram, eu vou até lá explodi-los! — esbravejou o prateado.

 

— Não, Xanxus que organizou toda a minha viagem — Tsuna tranquilizou sua Tempestade, achando tocante a preocupação que ele sentia com seu bem-estar, não só com o dele, mas também de todos os seus amigos.

 

— Kufufufu — a risada de Rokudo Mukuro se fez presente, alertando Kyōya, que se colocou na frente de seu Céu com suas tonfas em punho.

 

— Oya, oya, cotovia-kun, não sabia que virou guarda-costas de Tsunayoshi-kun — ironizou o guardião da Névoa.

 

— Herbívoro abacaxi — rosnou Hibari.

 

— Bastardo, o que está fazendo aqui? — perguntou Hayato, com algumas dinamites preparadas.

 

— Oya, oya, cachorrinho — disse em tom sarcástico a Névoa. — Eu também sou guardião de Tsunayoshi-kun e estava preocupado.

 

Hana, que estava ali o tempo todo se perguntando porque ainda estava no meio de vários macacos malucos, olhou para sua direita até que viu seu motivo ali.

 

Quando Tsuna sumiu, Kyoko ficou preocupada. Não tinha total conhecimento do mundo em que seu amigo estava envolvido, mas sabia que era perigoso, afinal, estava presente quando foram para o futuro. Por isso, ficou preocupada, e essa preocupação foi aliviada assim que soube do retorno do acastanhado.

 

— Mas o que eu quero entender, Tsunayoshi-kun — começou Mukuro, fitando os enormes orbes castanhos — é o que o pássaro-kun está fazendo aqui? E desde quando você chama a cotovia pelo nome?

 

Aquelas palavras pararam toda e qualquer discussão, pois todos tinham essa questão em mente. Tsuna, ruborizado, murmurava baixinho algumas respostas que ninguém conseguia compreender.

 

— Oya, não consegui entender, Tsunayoshi-kun — comentou Rokudo, franzindo o cenho.

 

— Eu também não, Tsuna — complementou Takeshi.

 

— Não é da conta de vocês, herbívoros — grunhiu Kyōya, irritado com o alvoroço em torno de seu onívoro.

 

— Na verdade, Hibari… eles precisam saber — interrompeu uma voz repentina.

 

Reborn.

 

A aparição do arcobaleno fez todos se virarem, enquanto um coro de saudações soava pelo ambiente.

 

— Vamos, Dame-Tsuna, conte as novidades aos seus amigos — ordenou o tutor, transformando Leon em uma pistola e apontando para o Sawada, que soltou seu famoso “hiee”, voltando a se esconder atrás de Hibari.

 

— Bebê — rosnou em ameaça a Nuvem.

 

Reborn transformou Leon de volta com um sorriso. Era maravilhoso mexer com seu Dame-aluno, e irritar a cotovia era um bônus. A atitude do trio não passou despercebida, assim como as palavras do Arcobaleno.

 

— Quais novidades, Tsuna-kun? — indagou Kyoko, com os olhos brilhando.

 

— Be-bem, eu e Kyōya estamos juntos — iniciou o jovem Décimo, sentindo o rosto deveras quente. Ao ouvir isso, um certo prateado começou a esbravejar. — E eu estou... estou...

 

Sentindo a dificuldade do amante em contar a última parte e ignorando completamente as ameaças da Tempestade, Hibari resolveu ele mesmo contar.

 

— Tsunayoshi está grávido.

 

A notícia caiu como uma bomba. As reações foram diversificadas. Gokudera desmaiou assim que ouviu; Yamamoto se encontrava em uma mistura de felicidade e confusão; Ryohei gritava “EXTREMO, SAWADA”; Haru balbuciava incoerências; Kyoko via ali seu desejo yaoi sendo realizado; Mukuro ficou tão desconcertado que voltou para o fundo da mente de Chrome, que estava feliz pelo seu chefe; a única que externou sua descrença foi Hana:

 

— O quê? Mas isso é impossível.

 

— Não, não é. É completamente possível para uma pequena porcentagem da população masculina — explicou Reborn, com uma xícara de expresso nas mãos. — Só que essa informação não é muito conhecida, e poucas pessoas sabem dela.

 

A incredulidade de Hana só foi desfeita quando analisou os documentos e exames da gravidez de Tsuna. Com suas dúvidas sanadas, o que restou foi a surpresa. Surpresa por saber que o monitor demônio e o aluno Dame estavam em um relacionamento e que esse relacionamento gerou um fruto. Era surpreendente, principalmente porque ninguém sequer imaginou que Tsunayoshi, com sua carinha inocente, teria uma vida sexual ativa e que seria “mãe” na adolescência, e que o pai seria logo o líder disciplinar.

 

— Pensei que o Sawada não tinha como me impressionar, mas vejo que estava totalmente enganada — murmurou chocada a Kurokawa, olhando fixamente para o gestante, que, desconfortável com toda a atenção, se escondeu novamente atrás da cotovia.

 

— Kya, estou tão feliz por você, Tsuna-kun. Parabéns pelo bebê.

 

Kyoko foi a primeira a realmente parabenizar os pais de primeira viagem, seguida pela guardiã da Névoa.

 

— Parabéns, chefe. Parabéns, Nuvem-san — felicitou Chrome timidamente.

 

Logo, uma enxurrada de felicitações foi feita. Algumas mais energéticas do que outras, como as de Ryohei; outras mais contidas, como as de Haru (que ainda tinha o sonho infantil de ser a noiva de Sawada); uma resignada, de Hana; outra sorridente, de Yamamoto. Enquanto isso, o guardião da Tempestade continuava desmaiado no sofá.

— Obrigado, pessoal — Tsuna agradeceu as felicitações recebidas de seus amigos e olhou preocupado para sua Tempestade. — Será que o Gokudera-kun vai ficar bem?

— Não se preocupe, Dame-Tsuna. O Gokudera só está chocado por seu amado Juudaime ter tido sua inocência roubada — afirmou Reborn, e Yamamoto confirmou com um aceno.

— Espero — murmurou o acastanhado.

— Ara, vejo que temos visita — disse Nana, entrando na casa com algumas sacolas nas mãos e sendo cumprimentada pelos adolescentes. — O Tsu-kun já contou a novidade?

— Sim, Nana-san — confirmou Sasagawa com um sorriso.

— Confesso que é difícil de acreditar — murmurou Hana.

— Bem, não é tão surpreendente assim. Na minha família, houve alguns casos parecidos, só não imaginava que Tsu-kun teria a mesma condição — confessou Sawada, com um semblante pensativo. — Não vejo a hora de ver a barriguinha de grávida do meu Tsu-kun — comentou sonhadoramente a matriarca, recebendo um aceno positivo de Sasagawa e Dokuro.

 

Gokudera, que já estava retornando, desmaiou novamente ao ouvir a fala da mãe de seu amado Juudaime.

— Gokudera-kun — alarmou-se Tsuna ao ver sua Tempestade desmaiar mais uma vez.

— Ara, o que aconteceu com Haya-kun? — perguntou Nana, preocupada.

— Não foi nada, mamãe, só o choque de saber da gravidez do Dame-Tsuna — tranquilizou Reborn.

— Oh, coitadinho — compadeceu-se a dona de casa. — Bem, vou preparar o jantar. Vocês vão ficar?

— Obrigada, Sawada-san, mas viemos apenas para saber as notícias do Tsuna-kun — Kyoko se desculpou, sendo acompanhada por seu irmão, Hana, Haru e Chrome.

— Infelizmente terei que recusar também, Sawada-san, meu pai deve ficar preocupado se demorar muito — Takeshi também declinou o convite.

 

Depois de se despedirem, os adolescentes foram embora.

— Vou fazer a patrulha de Namimori, Tsunayoshi — comunicou Kyōya, algum tempo depois.

— Você vai vir aqui de novo? — indagou o acastanhado, voltando seus enormes olhos castanhos para o amante.

— Antes de me recolher — confirmou o guardião, dando um beijo na testa do mais baixo, seguido de um carinho em sua barriga. — Até mais tarde.

 

Por fim, ficaram somente Tsuna, Reborn e Gokudera (que permanecia desmaiado) na sala de estar. Nana foi para a cozinha há algum tempo, e as crianças logo chegariam do parque.

— Reborn, onde está a Bianchi? — perguntou o Céu.

— A Bianchi está fora a trabalho, Dame-Tsuna, com previsão de retorno entre hoje e amanhã — informou o hitman.

— Entendo.

— Tsuna, agora você não pode deixar seus valentões te agredirem — comentou em tom sério o arcobaleno. — Qualquer trauma e você pode perder essa criança, então não hesite em incapacitá-los antes que isso aconteça. E, se não quiser arriscar, chame Hibari ou seus guardiões.

— Eu sei, Reborn, não vou arriscar a vida do meu filho — confirmou Tsuna, com semblante sério.

 

Sawada não mediria esforços quando o assunto fosse a segurança de seu filho ainda não nascido, nem que para isso precisasse ser uma pessoa cruel, diferente de seu eu atual.

 

Um gemido tirou ambos de suas contemplações, e os dois direcionaram os olhares para o prateado, que começava a se sentar corretamente no sofá. Sua expressão oscilava entre confusão e aflição. Gokudera ainda não conseguia acreditar que o bastardo sanguinário havia tocado em seu precioso Décimo e, pior, o engravidado. Não sabia como aquilo era possível, mas, em sua mente, nada parecia impossível para seu amado Juudaime.

 

— Gokudera-kun? — chamou Tsuna, sentado ao lado da Tempestade.

 

— Juudaime, você está bem? — perguntou Hayato, preocupado. — Aquele bastardo não te machucou, nem te forçou, não é?

 

— Não, Gokudera-kun. Kyōya pode ser violento, mas nunca me machucaria ou me forçaria a nada — respondeu o jovem Céu, tocando a barriga com um sorriso tranquilo. — Eu me apaixonei por Kyōya há algum tempo, acho que sempre o amei. Ele me deu seu amor... e um filho.

 

Gokudera observava a felicidade evidente no rosto de seu chefe. Apesar de não suportar o presidente do Comitê Disciplinar — e, na sua opinião, achar que ele não merecia o amor de Tsunayoshi —, não poderia negar a alegria de seu Juudaime. Por mais difícil que fosse aceitar o relacionamento dos dois, a lealdade de Hayato sempre estaria acima de suas opiniões pessoais.

 

E se antes já era protetor do jovem Céu, agora que este carregava uma criança em seu ventre, esse instinto protetor só aumentaria. Para Gokudera, aquela criança também seria digna de todo o amor que ele sentia por seu precioso Décimo.

 

— Se o Juudaime está feliz, então eu também estou — afirmou Gokudera com convicção.

 

— Obrigado, Gokudera-kun — agradeceu Tsuna, visivelmente emocionado.

 

***

 

A manhã seguinte chegou, e mais uma vez o acastanhado se encontrava ajoelhado diante do vaso sanitário. Parecia que, quanto mais o tempo passava, mais intensos ficavam os enjoos matinais. Dessa vez, no entanto, Tsuna não tinha Hibari para acariciar suas costas e lhe oferecer apoio. Em seu lugar, um certo Arcobaleno estava ali, replicando o gesto e observando seu aluno com uma preocupação rara.

 

— Isso acontece sempre, Dame-Tsuna? — perguntou Reborn, analisando o adolescente com a cabeça apoiada na tampa do vaso.

 

— Desde que descobri que estava grávido — resmungou Tsuna, a voz fraca.

 

— Tem alguma coisa que ajude a melhorar?

 

— Chá de capim-limão e torradas... ou bolachas.

 

— Vou pedir para sua mãe preparar. Tome um banho e se arrume para a escola — instruiu Reborn, saindo do banheiro e indo até a cozinha.

 

Tsunayoshi apresenta mais alguns minutos no chão frio do banheiro antes de se levantar para tomar banho. Cuidava-se com atenção redobrada, evitando qualquer escorregão.

 

 

***

 

O café da manhã foi, como sempre, caótico. Reborn, dessa vez, não tocou em seu café, e Lambo, aproveitando-se da situação, decidiu “assumir” uma tarefa, o que rapidamente realizado em gritos e desentendimentos entre os membros mais jovens da casa. Enquanto observava a confusão, Tsuna lembrou-se de que precisaria contar às crianças que, em poucos meses, teriam um bebê em casa. Além disso, peço avisar Bianchi, assim que ela retornar de sua missão, para evitar qualquer acidente envolvendo suas comidas envenenadas.

 

O toque da campainha interrompeu seus pensamentos. Suspeitando de quem poderia ser, Tsuna gritou-se e foi atendida à porta.

 

— Bom dia, Kyōya — cumprimentou com seu sorriso radiante, abrindo espaço para que o visitante entre.

 

— Bom dia, Tsunayoshi — respondeu Hibari, confirmando a presença dos outros na sala com um leve aceno de cabeça.

 

— Vou pegar minha bolsa e já podemos ir — anunciou o jovem Céu, deixando o moreno à vontade na sala enquanto subia as escadas com cuidado. Ele prestou atenção especial ao penúltimo degrau, responsável por várias quedas passadas.

 

Havia ficado decidido que Hibari buscaria Tsuna todos os dias para acompanhá-lo até a escola. Caso ele não pudesse, Kusakabe assumiria uma tarefa. Embora relutante, o líder Disciplinar confiava nos outros guardiões para cuidarem de Tsunayoshi. No fundo, sabia que cada um deles faria qualquer coisa pelo seu Céu — até mesmo o abacaxi herbívoro, por mais que negasse.

 

Quando Tsuna voltou, Hibari pegou sua bolsa sem dizer nada, com a intenção de carregá-la. Foi então que o moreno viu a amante colocar dois bentos dentro da mochila, levantando uma sobrancelha com curiosidade.

 

— Vamos, Kyōya — disse Tsuna, seus olhos castanhos brilhando com um toque de animação. — Mamãe, vamos indo.

 

—Tchau, Tsu-kun. Tchau, Kyō-kun. Cuidado!

 

- OK! — respondeu Tsuna com um sorriso, achando divertida a expressão do namorado ao ouvir a nova maneira que sua mãe tinha inventado de chamá-lo.

 

Do lado de fora, eles resgataram Gokudera esperando na frente da casa.

 

— Bom dia, Gokudera-kun — saudou Tsuna, segurando a mão de Hibari.

 

Os três seguiram juntos até a primeira encruzilhada, onde Yamamoto os aguardava. De lá, seguimos rumo à Namimori High School, prontos para iniciar o ensino médio.

 

 

 

Notes:

Mais uma vez obrigada a quem me acompanhou até aqui. Espero que tenham gostado da minha história tanto quanto eu amei escrevê-la.

Nos vemos no meu próximo trabalho.

~Beijinhos 😘😘😘!!!

Notes:

É isso, meu povo! Espero que tenham gostado dessa história tanto quanto eu gostei de escrevê-la. Os próximos dois capítulos saem assim que conseguir um tempinho extra para arrumar a betagem.

Até lá 🤗🤩 !!!

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