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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-08-10
Completed:
2026-08-10
Words:
8,960
Chapters:
3/3
Comments:
2
Kudos:
34
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5
Hits:
289

Mini kaiju

Chapter 3: Voto de confiança

Summary:

Hoshina piscou, o sorriso sarcástico sumindo de seu rosto por um breve segundo de genuína surpresa. Sem pensar, a constatação escapou por entre seus lábios em um tom alto demais para ser um pensamento interno— Então... o seu cabelo não é pintado?—O quarto mergulhou em um silêncio repentino e terrivelmente constrangedor.

Chapter Text

A atmosfera dentro da sala de reuniões do alto comando estava tão densa que parecia prestes a causar um curto-circuito nos painéis digitais. O Comandante Isao Shinomiya bateu as mãos espalmadas contra a mesa de metal, os olhos faiscando uma rigidez militar absoluta. Ele havia se negado fortemente no primeiro segundo em que a proposta foi colocada à mesa— Isso é um absurdo intolerável, Narumi — A voz de Isao ecoou, como um trovão — Você está sugerindo que a Força de Defesa abrigue uma brecha biológica ativa nos alojamentos residenciais? É um Kaiju! O laboratório é o único lugar seguro para aquela coisa!

Mas Gen Narumi era tão cabeça dura quanto o próprio comandante. Ele não vacilou um único centímetro, com os braços cruzados e a postura petulante de sempre, ele sustentou o olhar do homem mais temido da base, usando uma mistura de argumentos táticos e pura teimosia para não se render— Com todo o respeito, Comandante, mas aquela gosma nojenta vai morrer em menos de duas horas na mão dos idiotas de jaleco branco— Gen rebateu, a voz arrastada subindo de tom de propósito— Eles não sabem o que estão fazendo! Se continuarem enfiando agulhas e estressando o bicho, a estrutura celular dele vai colapsar de vez e aí? Nós vamos perder a chance de estudar uma criatura anormal que talvez nunca mais apareça de novo. É uma chance em um milhão de entender a biologia passiva dos kaijus antes que os colossais usem isso contra nós. Você quer mesmo jogar isso no lixo por causa de protocolo?

Ao redor da mesa redonda, os outros comandantes cochichavam, divididos. A ideia de manter um monstro solto na ala residencial parecia uma loucura completa.

Foi quando os olhos de todos se voltaram para a Capitã Mina Ashiro, que liderava a Terceira Divisão e assistia ao debate em silêncio.

Mina olhou para o canto da sala. Lá estava Soshiro Hoshina, em pé de forma disciplinada, segurando o pequeno Kaiju firmemente em seu colo. A criaturinha, usando uma pequena coleira de contenção magnética desativada, tentava se camuflar contra o tecido escuro da farda do vice-capitão.

Mina conhecia Hoshina há anos. Ela confiava no julgamento de seu braço direito de olhos fechados, sabia perfeitamente bem que, se o cauteloso e estratégico Hoshina estava apoiando aquela loucura do Narumi - e se aceitava assinar como o único responsável por qualquer desastre - havia um motivo genuíno por trás.

— Eu dou o meu voto a favor da custódia provisória — a voz calma e imponente de Mina cortou o falatório.

Isao franziu o cenho, encarando-a— Tem consciência do risco? — questionou o Comandante com uma postura rígida.

— Tenho, Comandante Isao, mas confio no monitoramento do Vice-Capitão Hoshina — Mina respondeu, mantendo a postura impecável — E o Capitão Narumi tem razão em um ponto, se o espécime morrer no laboratório devido ao estresse, nosso progresso científico sobre essa nova mutação será zero. Vale a pena o teste sob vigilância estrita.

A insistência de Gen, somada ao peso do voto de Mina, continuou a pressionar Isao por longos e tensos minutos. O fogo cruzado de argumentos parecia não ter fim, até que o velho comandante, percebendo que Narumi simplesmente não calaria a boca ou cederia, soltou um suspiro pesado, sendo vencido pelo cansaço e pela pura insistência. Ele não tinha outra escolha a não ser aceitar aquele absurdo.

— Que seja! — Isao decretou, apontando o dedo rigidamente na direção de Gen e depois de Hoshina — A autorização está concedida, mas sob termos implacáveis. Se essa coisa tossir sem permissão, se um único circuito da base for danificado ou se ele mostrar qualquer sinal de expansão de massa corporal... a punição será severa. Destituição de cargo e corte marcial imediato. Fui claro?

No colo de Hoshina, como se compreendesse perfeitamente a ameaça de morte implícita naquela voz severa, a criaturinha estremeceu violentamente. Suas fendas dos olhos se apertaram e ela enterrou o focinho acinzentado por baixo do braço do vice-capitão, soltando um ganido quase inaudível de pavor: “...kyu”.

— Além disso — Isao continuou, ajeitando os papéis na mesa —as regras são rígidas. O espécime passará por um acompanhamento científico obrigatório a cada semana. Se os dados mostrarem qualquer instabilidade, ela volta para a mesa cirúrgica na mesma hora. Agora sumam da minha frente antes que eu mude de ideia.

 

Fazia exatamente dois dias que Hoshina havia levado a coisa nojenta consigo após a tensa reunião com o alto comando. Gen honestamente achou que teria um tempo de paz. Ele não esperava que o espadachim fosse ter a audácia de voltar ao seu santuário de descanso - vulgo quarto - para incomodá-lo outra vez.

Clack.

A porta deslizou aberta sem qualquer aviso. Gen, que estava sentado na beira do futon recuperando o fôlego, sentiu a irritação subir instantaneamente à cabeça. Ele estava sem camisa. Seu corpo exibia uma leve camada de suor que brilhava sob a iluminação do quarto, reflexo de um treino físico intenso que havia terminado há apenas alguns minutos.

— Mas que porra, Hoshina! — Gen esbravejou, jogando os cabelos pretos e rosados para trás com a mão— Eu já disse para bater! O que você quer aqui no meu quarto de novo?

Hoshina ignorou completamente o chilique e a irritação do capitão. Entrou calmamente, fechando a porta atrás de si com o pé. Em seus braços, a criaturinha esticou o pescoço assim que cruzou o batente. Suas fendas dos olhos se arregalaram, ela olhou para o chão cheio de caixas, para o monitor do PC e finalmente, focou em Gen.
Um brilho de reconhecimento cruzou o rosto do pequeno Kaiju. Ele começou a agitar as patinhas curtas, soltando estalos ansiosos com a boca.

Aquilo comprovava o que os cientistas suspeitavam, o bicho possuía uma excelente memória a longo prazo - como a maioria dos kaijus- Ele lembrava perfeitamente daquele quarto escuro e do humano barulhento de duas noites atrás.

Ao ser colocado no chão por Hoshina, o filhote nem hesitou. Ele arrastou o corpinho fino pelo tatame direto para os pés de Gen, farejando o ar de forma frenética à procura de comida.

— Ah, nem pensar! — Narumi apontou o dedo para o focinho do monstro, xingando o bicho sem dó — Pode parar de farejar, seu parasita gosmento! Eu acabei de treinar e não vou dividir a minha janta com você de novo. Some daqui!

Hoshina soltou uma risadinha nasalada, caminhando até a mesa do computador. Sem pedir permissão e ignorando os xingamentos de Gen, o vice-capitão pegou o prato recheado de bife malpassado que Narumi havia deixado ali para comer após o treino.

— Deixa de ser pão-duro, Capitão Narumi, você tem músculos de sobra, ela precisa mais do que você — provocou Hoshina, sentando-se elegantemente no chão.
Com a maior calma do mundo, usou os dedos para esmagar as fibras da carne malpassada, transformando-a em pequenos pedacinhos fáceis de digerir.

O pequeno Kaiju deu dois saltinhos alegres e começou a comer contente diretamente da mão do espadachim, soltando seu clássico “Muuu... kyuuu!” enquanto lambia os dedos dele.

Hoshina olhou de lado para Gen, sustentando aquele sorriso de raposa terrivelmente debochado, sabendo exatamente que roubar a janta do capitão e alimentar o bicho no meio do quarto dele era a melhor forma de testar os limites da paciência de Gen Narumi.

— Você perdeu a porcaria do juízo, Hoshina?! — Gen berrou, a voz ecoando pelas paredes do quarto enquanto ele dava um passo à frente, os punhos cerrados — Esse bife era o meu pós-treino! Minhas proteínas! Você invade o meu quarto, rouba a minha janta e ainda alimenta esse chiclete mastigado na minha frente?!

O pequeno Kaiju, totalmente alheio à fúria do capitão, continuava mastigando o pedaço de carne esmagado. Suas bochechas estavam comicamente infladas, movendo-se de um lado para o outro enquanto ele engolia tudo com pressa, soltando estalos abafados de satisfação.

Hoshina nem sequer piscou diante do chilique. Na verdade, o sorriso de raposa em seu rosto se alargou, com uma audácia sem limites, o vice-capitão usou os dedos para pegar um bife inteiro e intacto do prato, levou à boca e deu uma mordida limpa, mastigando com uma calma provocativa em seguida, esticou o resto do pedaço na direção de Narumi.

— Pronto. Metade para cada um, não precisa chorar, Capitão — Hoshina debochou, os olhos semicerrados brilhando de pura diversão.

Gen praticamente rosnou, o som vindo do fundo da garganta. Com um movimento brusco e violento, ele arrancou o bife da mão de Hoshina, mordendo a carne com raiva, descontando sua frustração na mastigação enquanto encarava o rival com um olhar que prometia assassinato.

No chão, o filhote de Kaiju engoliu o que estava na boca e ergueu os olhos em fenda. Ao ver Gen com os braços cruzados, mastigando furiosamente e encarando Hoshina, o pequeno monstro estufou o peito minúsculo. Ele tentou mimetizar exatamente a mesma postura rígida e emburrada de Narumi, inflando as bochechas e inclinando a cabeça com um ar de falso deboche.

Hoshina não aguentou. Ele soltou uma gargalhada alta e limpa, apontando para o chão— Olha só isso! Ele realmente adotou você como modelo comportamental, Capitão Narumi. Até a cara de criança mimada ele já sabe fazer perfeitamente.

O clima de implicância mútua, no entanto, começou a mudar de forma sutil nos minutos seguintes. O filhote, logo após terminar de comer, começou a demonstrar uma exaustão profunda.

O esforço biológico de manter a forma sólida e o peso dos traumas sofridos no laboratório pesavam sobre seu corpinho. Piscando as fendas dos olhos com lentidão, o pequeno Kaiju arrastou-se desajeitadamente pelo tatame e, mais uma vez, ignorou Hoshina, ele caminhou direto até o vão das pernas cruzadas de Gen e se aninhou ali, soltando um suspiro pesado e colando a pele macia contra a coxa do capitão.

Gen travou a mastigação, soltando um suspiro irritado, mas não afastou o bicho, apenas deixou os braços caírem para os lados, apoiando as mãos no chão atrás do corpo.
O movimento de Gen, no entanto, acabou atraindo inevitavelmente a atenção de Hoshina. Pela primeira vez desde que entrara no quarto, o vice-capitão realmente reparou no estado do rival. Sob a fraca iluminação azulada do monitor do PC, o corpo de Narumi estava completamente tonificado, os músculos do abdômen perfeitamente definidos e destacados pela leve camada de suor do treino.

Os olhos de Hoshina desceram um pouco mais, focando em um detalhe que nunca tinha visto antes devido às fardas pesadas da Força de Defesa. Logo abaixo do umbigo de Gen, uma linha fina de pelos em um tom rosado começava a se desenhar, descendo de forma linear até sumir completamente por baixo do cós da calça de moletom que ele usava.

Hoshina piscou, o sorriso sarcástico sumindo de seu rosto por um breve segundo de genuína surpresa. Sem pensar, a constatação escapou por entre seus lábios em um tom alto demais para ser um pensamento interno— Então... o seu cabelo não é pintado?—O quarto mergulhou em um silêncio repentino e terrivelmente constrangedor.

O cérebro de Gen Narumi simplesmente parou de funcionar por um milissegundo inteiro. As palavras de Hoshina ecoaram pelo quarto escuro, flutuando no ar como uma bomba que acabara de detonar. No segundo seguinte, o rosto do capitão da Primeira Divisão inflou em um tom de vermelho tão violento que rivalizava com a cor de um tomate.

— MAS QUE PORRA VOCÊ TÁ OLHANDO, SEU PERVERTIDO DE MERDA?! — Gen berrou, a voz falhando em um tom agudo de puro desespero e vergonha.

Em um reflexo puramente defensivo, Gen agarrou o primeiro travesseiro que encontrou no futon e o arremessou com a força de um projétil militar direto contra a cara de Hoshina. O impacto estofado atingiu o vice-capitão em cheio, ecoando um fump abafado pelo cômodo.

— Sai do meu quarto! Suma da minha frente! Quem te deu permissão para ficar olhando para a minha barriga, seu maldito olhos de raposa desgraçado?! — Gen continuou metralhando xingamentos, os braços agitando-se no ar enquanto ele tentava desesperadamente puxar o cós da calça de moletom para cima, cobrindo a linha de pelos rosa que havia causado todo o estrago.

Hoshina afastou o travesseiro do rosto, as bochechas subitamente tingidas por um leve e raro rubor de constrangimento. Ele pigarreou, tentando recuperar a compostura e consertar o desastre que sua própria língua havia provocado, mas a emenda saiu muito pior que o soneto.

— Calma, Capitão Narumi! Não precisa entrar em surto, eu só comentei porque... bem, eu achei curioso! — Hoshina tentou se defender, gesticulando com as mãos em uma rara perda de controle — Todo mundo na base jura que você gasta horas pintando esse cabelo de rosa para parecer um personagem de jogo. Eu só não... não imaginava que os seus pelos corporais fossem daquela cor natural também, É uma constatação genética, só isso!

— CONSTATÇÃO GENÉTICA O CACETE! CORTA ESSA CONVERSA! — Gen gritou de volta, cobrindo o próprio rosto com uma das mãos, sentindo as orelhas queimarem de tanta humilhação, ele queria que o chão de tatame se abrisse e o engolisse inteiro.

Toda aquela agitação caótica e os gritos repentinos quebraram completamente o descanso do pequeno Kaiju. Sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo entre os dois humanos, o filhote acordou em um solavanco de puro pavor. Suas fendas dos olhos se dilataram, e o corpinho pequeno começou a tremer outra vez, assustado com a energia hostil e barulhenta que emanava de Gen.

— Muuu?! Kyuuu! Kyuuuuuu! — o bichinho começou a choramingar alto, encolhendo-se e tentando cavar um buraco por baixo das pernas de Gen para se esconder da "batalha".

O quarto mergulhou em um silêncio pesado e terrivelmente constrangedor. Hoshina travou com a boca meio aberta, percebendo que cada palavra que dizia só cavava o buraco ainda mais fundo. Gen continuava estático, o peito subindo e descendo pesadamente devido ao curto-circuito mental, enquanto a criaturinha soluçava baixinho entre eles, funcionando como o único som num ambiente onde nenhum dos dois guerreiros de elite tinha coragem de olhar nos olhos do outro.

Naquela mesma madrugada, Soshiro Hoshina havia saído do quarto de Gen Narumi praticamente às pressas, fechando a porta blindada com um baque seco.
Seus passos pelo corredor deserto da ala residencial foram rápidos, mas sua mente corria ainda mais depressa. Ele simplesmente não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido. A imagem do abdômen tonificado de Gen, a reação de curto-circuito do capitão e, principalmente, aquela linha de pelos rosados pareciam ter se gravado sob suas pálpebras de um jeito irritante.

 

Na manhã seguinte, no escritório da Terceira Divisão, a Capitã Mina Ashiro chegou para checar como estavam as coisas e analisar o relatório de comportamento da criatura Hoshina fez o máximo para manter sua postura estritamente profissional.

— Ela exibe uma capacidade de mimetismo comportamental impressionante, Capitã — Hoshina explicou, apontando para os dados na prancheta digital, a voz firme e controlada de sempre— Ele tenta imitar expressões faciais, especificamente os resmungos do Narumi-capitão. Além disso, confirmamos que ela possui memória a longo prazo, ele reconheceu o quarto dele e buscou refúgio no mesmo lugar de antes, e parece quase entender o que conversamos.

Mina escutava tudo em silêncio, cruzando os braços com sua habitual imponência. Ela assentiu levemente com a cabeça, satisfeita com o progresso científico, mas então mudou o foco da conversa— Entendo. E como o Capitão Narumi está lidando com a presença da criaturinha? — Mina perguntou, o olhar firme fixando-se no vice-capitão.
No mesmo instante, o rosto de Hoshina ficou levemente vermelho. Suas fendas dos olhos vacilaram por uma fração de segundo, e ele desviou o olhar para o chão, a reação sutil não passou despercebida por Mina Ashiro. Ela o conhecia há anos e identificou de imediato que algo estava muito errado ali.

— Soshiro? — Mina semicerrou os olhos, a voz carregada de uma desconfiança silenciosa. Sentindo-se terrivelmente envergonhado por colocar aquilo em palavras, mas estranhamente necessitado de compartilhar o peso daquele segredo absurdo, Hoshina cedeu. Ele pigarreou, cobrindo a boca com a mão antes de começar a falar em um tom de voz muito mais baixo.

— Bem... ontem à noite eu fui levar o espécime para alimentar no quarto dele — Hoshina começou, sentindo as orelhas queimarem— O Narumi estava sem camisa devido ao treino... e eu acabei fazendo um comentário altamente indiscreto. É que... Capitã, todo mundo na base achava que as mechas rosadas do cabelo dele era artificial. Mas eu descobri que é natural. Os pelos do corpo dele, logo abaixo do umbigo, são rosados e a prova estava bem ali. Eu acabei falando isso em voz alta para ele.

Mina Ashiro escutou o relato inteiro sem mover um único músculo do rosto. O silêncio que se seguiu na sala de comando foi quase tão denso quanto o do quarto de Gen. Ela piscou devagar, processando a fofoca militar mais bizarra que já havia ouvido em toda a sua carreira na Força de Defesa.

Lentamente, Mina descruzou os braços e suspirou, encarando o seu vice-capitão com uma expressão de puro julgamento tedioso— Soshiro... você está prestando atenção demais no corpo do Capitão Narumi — Mina alegou, a voz completamente plana e desprovida de qualquer emoção— Essa é uma descoberta biológica totalmente desnecessária que não vai acrescentar absolutamente nada às táticas de combate da nossa Divisão, e certamente não ajuda em nada no relatório que temos que entregar ao Comandante Isao.

Hoshina sentiu o rosto corar de forma ainda mais intensa, o sorriso de raposa sumindo completamente de suas feições enquanto ele endireitava a postura, segurando a prancheta contra o peito como se pudesse se proteger do julgamento implacável de sua capitã— Sim, Capitã... Peço desculpas pela distração — Hoshina murmurou, desejando sumir dali tanto quanto Gen desejou na noite anterior.

Notes:

Ideia totalmente diferente e sem sentido que resolvi tentar executar aqui e apenas o primeiro capítulo de 5?