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Beastuck

Chapter 15

Notes:

Eai, Akutagawa confuso aqui, que nome top esse meu viu? Mas enfim, esse vai o último cap que estava pronto até agora, então... não sei o que vai acontecer, triste, mas é a vida.

Fiquem com o cap de hoje.

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

A queima de fogos começou em volta de oito e meia da noite, as quatro estavam sentadas em dois bancos no parque, era a primeira queima de fogos que Vriska viu, tanto que ela ficou bem impressionada, Terezi e Kanaya notaram a surpresa dela, e ambas sorriram. 

- Vamos comer um pouco? - Nepeta pergunta levantando a mão, chamando a atenção das três. 

- É claro! - Terezi responde passando um braço nos ombros de Vriska, a tirando do transe e a olhar. - E quem vai pagar vai ser a aranha. 

Vriska encolhe os ombros, mas sorriu, está tarde, mas nada pode impedir das três jantarem e lancharem. 

Com o festival terminado, a estação do verão se aproxima do fim. E assim as aulas de verão.

 


 

Terezi acordou com um ronco bem alto, isso a fez se levantar de mau-humor, mas relaxou indo comprar algo para o seu café. Ela observa enquanto comia algumas batatinhas Vriska adormecida, abraçando o travesseiro, com a boca aberta. É a primeira vez que a Pyrope mais nova ouve ela roncar, e até dá para ver os outros dentes afiados dela. 

Terezi viu uma poeira cair na testa de Vriska, ela passou os dedos, tirando-a, de repente a boca da Serket mais nova abocanhou o pulso dela. A Pyrope mais nova se assustou com a mordida não forte dela. 

- Ei! Eu estava tirando uma poeira da sua testa! - ela exclama soltando a sacola e batendo o punho na cabeça de Vriska. 

O pulso é soltou, e a Serket mais nova abre os olhos se sentando, esfregando o lugar que Terezi tinha socado com um gemido. 

- Bom... dia... eu tô sentindo um cheiro bom... - ela diz farejando algo. 

- É disso aqui. - Terezi disse pegando a sacola e dando para Vriska, que o pegou. - Pode comer tudo, e depois se arruma, já vai começar nossas aulas. 

Vriska resmungou internamente começando a comer as batatinhas, ela não gosta de ser obrigada a ter que passar por duas semanas de aulas durante o recesso. Antes de entrar no banheiro, Terezi a observou, parece que Vriska se recuperou da luta que teve com muito rapidez, aparentemente acostumada com isso, nem está ficando chateada ou algo do tipo. 

Okay, as vezes Terezi a vê se lamentar por ter feito pontos no braço esquerdo, e tentando evitar os grupos que a perguntam como foi lá no mercado negro, mas tirando isso... a cada dia que passa com a troll aranha, Terezi fica mais acostumada com o jeito estranho dela. Ao terminar de comer, Vriska entrou no banheiro, ficou ao lado de Terezi que estava escovando os dentes. 

- A Kanya mau se foi e eu já tô sentindo falta dela... - a Serket mais nova diz pegando sua escova. 

- Isso foi anteontem. - Terezi disse, depois de cuspir na pia e ligar a torneira. 

- Eu sei... por que, você não saiu? 

- Não ia lhe deixar sozinha. - a Pyrope mais nova responde depois de limpar a boca. - E também minha irmã retomou o caso do seu amigo. 

Vriska cuspiu a espuma e a olhou, chocada e surpresa, assustando a Pyrope mais nova. Ela se indireta, coloca a escova na pia e se vira para Terezi. 

- Eu agradeço com meus sinceros obrigados por sua irmã ter retomado a investigação-! 

- Okay okay, agradece depois de escova seus dentes! Está cuspindo em mim sua idiota! - Terezi exclama se afastando. 

Vriska obedeceu, ao colocar a escova no copo que estava com seu nome, as duas saem do banheiro. 

- Como eu devo... - a Serket mais nova começou, esfregando o braço direito timidamente. - Agradecer sua irmã...? 

- Não precisa, ela está bem concentrada no caso, então não vai nos notar tão facilmente. A menos que ela nos chame. - Terezi respondeu pegando sua bolsa e colocando a alsa no ombro. - E mais, por que não visita suas outras irmã? 

Vriska encolheu os ombros, faz quase três varreduras que ela não vê Dolores, e o fato de sua irmã não estar lá tirou a vontade de vê-la. 

- Bem que eu queria... mas minha irmã sumiu... 

Terezi suspira colocando seu óculos vermelho, um presente por ter passado em todas as matérias de sua irmã mais velha, e também, seu olho roxo e semi-cerrado estava lá. 

- Mas, por que eles, retomaram? - Vriska perguntou vestindo o casaco. 

- Foi pressão dos dois starblood, minha irmã, e o oitavo. - a Pyrope mais nova respondeu abrindo a porta. - Vamos, daqui a pouco vai começar. 

As duas caminharam em silêncio, Vriska notou que Terezi não tirou o óculos vermelho desde daquele dia em voltaram para a escola, ela está começando a suspeitar que a Pyrope mais nova não quer mais deixá-lo. 

No meio do caminho, as duas encontraram Nepeta, que as olhou confusa, mas se aproximou rapidamente com um sorriso grande. 

- Vocês também tem aulas de verão? Que legal! - a Leijon mais nova exclama alegremente. 

- Mais alguém do nosso grupo? - Terezi pergunta ajeitando a alça. 

- Sim! A Aradia e Sollux! - Nepeta respondeu alegremente. 

Ao ouvir o nome da Megido mais nova, Vriska encolheu os ombros, não de preocupação e nem algo do tipo, a Serket mais nova está começando a pensar que Aradia esteja ficando pálida ou vermelha por ela.

 


 

Vriska suspirou guardando os livros na bolsa, a sala estava com metade dos alunos, e ela queria ser essa metade que não precisava de aulas no recesso. Intstaneamente, Vriska virou seu rosto para o lado direito, vendo o lugar de Kanaya vazio, isso fez ela suspirar. 

- Você não sente calor Vriska? - de repente Aradia surgi em sua frente, fazendo Vriska se assustar, mas logo se acalmou. 

- Na verdade, não. A escola toda é fria pra mim. - a Serket mais nova respondeu simplesmente. 

- Sério? A escola toda é assim? Pra mim não. E para vocês? 

- Sempre achei assim desde que entrei. - Terezi respondeu ajeitando o óculos. 

- Nunca senti frio aqui, sério mesmo. - Sollux responde dando de ombros. 

- O mesmo pra mim! - Nepeta responde levantando uma mão. 

- Então é alguma coisa esquisita pra mim... - Vriska disse mexendo os ombros. - O clube tá de recesso né? 

- Até dia trinta de agosto... esse calendário dos Outros é até fácil de entender não é? - Sollux respondeu. 

- Sim, bem fácil. - Terezi disse.

 


 

"Agora o que fazer? Nunca fiz nada nesses intervalos... 

Vriska observou seus pés enquanto andava em um corredor, ela geralmente ficaria no dormitório, sentada na cama ou dormindo, mas como Kanaya não estava para caso ela tenha caído no sono, a opção é de andar por aí até dar o horário das aulas. 

De repente a Serket mais nova sente uma presença em sua frente, uma presença forte, fazendo ela levantar seu olhar, vendo uma adulta, com as roupas dos antigos legisladores, vermelho e azulado, e cabelos e chifres iguais as de Terezi. Vriska arregalou os olhos, era a irmã mais velha dela, Neófita Redglare, a sétima starblood. 

Mas logo o olhar arregalado se foi, e os ombros se encolheram, as palavras de Terezi ecoaram na mente de Vriska, então tentar chamar atenção pode ser um ato suspeito para a legisladora. 

Vriska voltou a olhar para seus sapatos, notando os de Redglare perto, fazendo-a parar e a olhar, ela não pode ver o olhar que Regina estava lhe dando, mas um arrepio correu em suas costas. 

A semelhança de Terezi com sua irmã fez Vriska a encarar, se a legisladora fosse da mesma altura da Pyrope mais nova, com certeza a Serket mais nova ia se confundir e muito. 

- A-ah desculpa, eu tô te encarando! - Vriska diz desviando o olhar. 

- Sem, problemas... - ela disse, com um rosnado bem baixo ao se afastar. 

Vriska a olha, soltando o ar que tinha prendido por algum motivo. Nem mesmo vendo o olhar que Regina estava lhe dando, ela se sentiu ameaçada. 

"Caramba... ela é intimidadora... mas do aquele troll, e do Eridan... 

Respirando fundo, Vriska começou a andar, tentando lembrar do que estava pensando antes de não ver o olhar de Regina. Até que, seu ombro é pego, Vriska engole a seco, e se deixa levar pela a legisladora.

 


 

- Eu avisei... - Terezi cruza os braços na mesa. - Se preparou? 

- Ah, n-não muito... 

A sala em que estavam era escura, somente com uma luz iluminando a mesa. Do outro lado, somente dois estavam lá, Redglare e Unalaq. Vriska notou que Terezi estava sem os óculos vermelhos. 

- Onde está o oitavo? - a Pyrope mais nova perguntou olhando para a cadeira do meio. 

- Está em uma missão privada. - Redglare responde fechando um pouco a cara. - Agora, eu gostaria que falasse seu nome. - e olha para Vriska, fazendo-a se ajeitar. 

- Ah, claro. Eu me chamo Vriska Serket. 

- Hm? Você é aquela jovem troll que conheci nos preparativos do festival. - Unalaq diz a olhando. 

Ah, ele se lembra dela, que, belo... 

- Soubemos que vocês duas foram ao mercado negro. Digam o motivo. - a legisladora diz cruzando os braços 

- Fui eu... eu comecei isso. - Vriska começa. - Eu fui atrás de uma amiga minha... 

- E eu a acompanhei. - Terezi complementa. 

Com apenas uma inspirada, Redglare as olhou, o olhar era sério e irritado por cima dos ombros, Vriska sentiu uma gota descer de sua testa, enquanto Terezi prendeu a respiração. 

- Vocês duas tem noção de quantas leis quebraram? Ir a um lugar completamente perigoso para resgatar uma amiga e... - Regina começou com raiva, mas respirou fundo. - Terezi, você e Vriska desobedeceram muitas ordens, na próxima, iremos prendê-las. Entenderam? - e a encarou. 

Engolindo a seco pelo o olhar que Regina estava dando, Terezi assentiu. O olhar mudou para Vriska, que começou a suar e a tremer. Unalaq suspira coloca uma mão no ombro da legisladora, que suspirou se ajeitando. 

- Você é a sétima starblood, mas ainda continua com o título de "neófita". Não desrespeite o antigo título de sua avó... 

Ao ouvir isso, Regina o olhou com uma fúria no olhar, mas suspirou irritada desviando o olhar. 

- Eu, posso pedir uma coisa? - Vriska pergunta. 

- Somos os starbloods, faremos o possível para ajudar todos. - Redglare responde. 

- ... minha irmã mais velha sumiu, e eu gostaria que fossem, atrás dela... 

- Qual o nome dela? 

- Minerva Serket. 

O olhar neutro de Regina se transformou em um irritado, cerrando seus punhos, Vriska sentiu um suor escorre de sua testa, ela notou que a legisladora se irritou ao responder a pergunta. 

- ... certo. - Redglare suspira se acalmando. - Mas estamos em uma investigação agora, consegue esperar, não é? 

- C-claro! Eu agradeço! Agradeço também por ter retornado a investigação! Muito obrigada! 

A legisladora desviou o olhar, se não fosse uma starblood, ela ia recusar com todas as forças, mas como era... Terezi piscou confusa com o jeito de sua irmã.

 


 


No refeitório, Vriska abocanhou um vegetal, enquanto Terezi estava limpando seu óculos vermelho. Nenhuma quis dizer nada, afinal, estar numa sala escura com dois adultos starbloods fez com que eles ficassem em silêncio. 

Ela pareceu, ficar irritada quando eu falei o nome da minha irmã... será que, elas se conhecem? 

- Ei. - Terezi a chama. - É provável que minha irmã te odeie agora... 

- Ah? - Vriska solta confusa. - P-por que? 

- Eu já lhe disse... avó preconceituosa, transmitiu isso para mim e para Regina... - Terezi suspira colocando o óculos. - Já terminou seu almoço? - e se levantou. 

- Pode ir na frente... - Vriska responde. - Eu vou demorar um pouco... eu vou visitar o Xefros depois daqui 

Ah... a Pyrope mais nova suspirou assentindo dando um joinha pegando a bolsa, a Serket mais nova a observou se afastar mastigando outro vegetal.

 


 

Os dias se passaram normalmente, com Vriska sem o que fazer. Ela sempre foi de fazer nada sozinha, nem conversa, ou até mesmo sair do quarto, alguns trolls diriam que ela era antisocial, mas Terezi diz que só é um jeito de tentar encontrar algo para fazer. 

Vriska suspirou, até que ficar na cama sem muito o que fazer sem Kanaya por perto ficou entediante. Se sentando na cama, ela decidiu andar por aí, como fazia, tirar sua mente dos acontecimentos recentes. Ela se levantou e andou até a porta, Terezi notou e se sentou na cama. 

- Eu vou sair... - Vriska sussurra abrindo a porta. 

- Eu vou com você. - Terezi se levantou e pegou o colarinho da camisa dela. - Nem pense que você irá fugir de mim. 

- Mas eu não tava-! 

- Eu sei, idiota. 

As duas se encontram na entrada da escola, sentadas nas escadas, o sol estava se pondo, o céu estava avermelhado, e já tinha poucos trolls lá. Ambas ficaram em silêncio, Vriska abraçou as pernas e apoiou o queixo nos joelhos, isso é um encontro? Parece ter cara de ser um, Terezi a olhou com os olhos, segurando um riso com o quão engraçado Vriska parece estar. 

- Vamos. - Terezi diz de repente, assustando Vriska. - Pergunte algo, o silêncio é de matar as vezes sabe disso, não? 

- A-ah, é, é sim... o que você quer ser quando completar a faculdade? 

- Você quer saber? - Terezi pergunta, Vriska assente. - Eu quero ser, uma integrante das forças de ruas. - e se levantou fechando um punho, determinada. - E você? 

A troll aranha a olha, o que ser quando completar a faculdade? Ela não sabe, nunca pensou nisso desde da infância. Ajudar suas irmãs é uma possibilidade, então... 

- Eu não sei bem, mas, eu vou querer ajudar minhas irmãs... 

- Até que isso pode resolver... 

- É, elas são minha única família... - Vriska responde se levantando. - E também... eu queria comer uma fruta. 

- Eh? - Terezi solta surpresa. 

- Talvez uma maçã? Uma uva? Eu não sei dizer, quer me ajudar? 

- A-ah, pode ser...

 


 

"Se passou cinco dias desde que Eridan sumiu... e por quê eu tô me preocupando muito...? 

Ultimamente Vriska vem se preocupando com o violeta, não ter o achado, e ainda ver que ele sumiu nas capas dos jornais da escola a fizeram ficar desconfortável. Ela para na porta do banheiro dos sangue altos, Vriska queira jogar um pouco de água no rosto e suspirar para esquecer dessa situação. 

Antes de colocar uma mão nela, ela se abre, e os olhos da Serket mais nova se arregalam, era Eridan. Ele a olhou, um pouco surpreso, mas logo se desviou dela, andando para seu objetivo. 

- E-espera Eridan! - Vriska exclama o alcançado. 

- Já faz cinco dias que não lhe vejo, não é Vris? - ele pergunta, bem despreocupado. 

- Onde você tava!? - ela pergunta, mais grita do que pergunta. 

- Você não vai gosta, então eu não direi nada quando a isso. Só vim fazer uma coisa. 

Quando o Ampora mais novo entrou no clube, todos se aproximaram preocupados e perguntando onde diabos ele estava durante esses cinco dias. 

- Mil desculpas pessoal... mas, diretora Damara. - Eridan se aproxima da diretora e entrega um envelope. 

Quando todos olharam, eles ficaram chocados, era uma declaração de saída. O olhar que Damara estava dando era assustada e completamente confusa com suas tremendo, juntamente com os outros membros. 

- O tempo que passamos juntos, foi divertido. Mas estou saindo, infelizmente. Espero que entendam. 

Sem mais o que dizer, Eridan se vira e anda até a saída, com Vriska o olhando, notando o olhar, ele para antes de sair e a olha por cima do ombro. 

"Parece que o jogou virou, não é Vris?" Ao ouvir seu nome, Vriska arregala os olhos. "Agora sobreviva na luz fraca... não estarei por perto para te ofuscar" e finamente sai. 

Indo até a saída da escola, Eridan cruzou os braços para trás, mas logo os desfez, ele já está saindo do troll perfeito que seu pai queria tanto, finalmente ele irá ser, o que tanto sonhava, ser livre. 

Saindo da escola, Eridan andou até um scuttlebuggy, onde um troll roxo notou sua presença e abriu a porta. 

- Eu disse que não ia demorar. Também não precisa fazer isso Kurloz. - o Ampora mais novo disse. 

O troll assentiu dando um sorriso gentil, Eridan entrou no banco de trás, se sentando ao lado do troll adulto, que passou um braço nos ombros dele. 

- Então? Como que foi lá? 

- Foi, um pouco inesperado. Eu me reencontrei com a troll que bateu em vocês. 

- Ah então ela fica aqui é!? Mas eu vou matar ela-! 

- Não, você não vai. Se fizer isso, terá consequências, Grantt. 

Agora essa era a nova vida de Eridan, ele se tornou líder dos ex-subjugglators.

 


 

Vriska começou a sentir que estava sendo observada por alguém pelas costas, quando ela se virava, não via ninguém. O primeiro pensamento era que sua lusus tinha a encontrado, e agora queria matá-lá, mas logo se provou falso, afinal, por que caralhos aquela aranha ia sair de seu habitat? 

O segundo era de que Regina a colocou como suspeita de assassinar Xefros. Bom, a starblood possuía muitos motivos para suspeitar da cerúleo, ter a encarada por alguns segundos faria suspeitas grandes não? Mas Vriska não sentia aquela presença que Redglare tinha por perto, e não, ela está focada nisso, ela até conversou com a troll aranha! 

Então... era aqueles roxos novamente? Não, se fosse, qualquer troll sentiria os cheiros deles, e Vriska não sentia nenhum cheiro por perto. 

Quem quer que fosse, estava se escondendo muito bem nas sombras. 

Nesse meio tempo, Kanaya voltou para a escola, sendo recebida pelos braços de Vriska quando ela entrou no quarto. 

- Perdi muita coisa? - a Maryam mais nova pergunta se separando do abraço. 

- Não, só os mesmo assuntos. - Terezi responde desanimada. - E retomaram a investigação do amigo de Vriska. 

- Oh! Isso é ótimo! - Kanaya exclama alegremente. 

"Igualmente..." Vriska diz mentalmente se sentando na cama. 

A Maryam mais nova se sentou na cama da troll aranha, com ela colocando o cotovelo esquerdo na escrivaninha, apoiando a cabeça na mão, se distraindo um pouco. Talvez se contar que está sendo observada, vai adiantar de algo? Talvez sim, ou talvez não. E mais, nem está a incomodando muito afinal de contas, só está trazendo desconforto, mas nada demais. 

De repente, ela sente a presença de algo trás dela, rapidamente Vriska se vira e soca a parede, isso fez Terezi e Kanaya a olharem assustadas, o soco fez danos nela, e também machucando os dedos. Afastando o soco, Vriska piscou impressionado com o resultado, depois gemeu olhando para a mão. 

- O que deu em você? - Terezi pergunta. 

- Sinceramente... eu não sei, au... - Vriska responde balançando a mão. 

Depois desse, "incidente" estranho, Kanaya enfaixou a mão direita da troll aranha, com ela agradecendo com os ombros encolhidos, e Terezi suspirando com a situação da parede. 

- Eu que não vou pagar isso... - ela sussurra. - Enfim, Vriska, é a sua vez de pegar nossas roupas. 

Sem protestar (só Kanaya protestou por causa da mão dela) Vriska assentiu se levantando, Terezi ficou surpresa, mas resolveu não questionar.

 


 

Vriska se sentou na frente de uma máquina de lavar roupa, observando as roupas girarem, tentando se distrair de seus pensamentos. Com a máquina parando, a Serket mais nova puxou a cesta e abriu a tampa, ela não se deu o trabalho de separar as roupas e as jogou na cesta. 

Ao se levantar, a presença voltou de repente, Vriska sentiu alguém atrás dela, lentamente, ela olha por cima do ombro, e desvia rapidamente de um golpe de espada. 

Ela conseguiu se salvar de ser dividida em dois, mas o chão e a cesta com as roupas não. Vriska olha para o troll que a atacou, ele tinha cabelo curto e bagunçado, seus chifres são em formato de asas de um pegasus, suas roupas são como as de legisladores, porém negro e cerúleo, ele estava segurando uma espada negra com uma linha cobalto. 

- Ótimos reflexos. - ele diz sorrindo de lado. 

- ... quem é você? - ela pergunta assumindo uma posição de luta. 

O troll guardou sua espada se ajeitando ao olhar para o punho direito coberto por ataduras. 

- Sou um aliado importante, por isso peço que me siga. - ele diz se virando para a saída. 

Com hesitação, Vriska o seguiu, com todos os instintos de perigo disparando loucamente ficando ao lado dele. 

- Chegamos. - ele anuncia parando. 

Os olhos de Vriska se arregalaram, era o lugar que Xefros foi... fechando um pouco o rosto, ela andou até o retrato, onde tinha mais algumas flores, talvez algumas sejam de Eridan. 

- ... você ainda não me respondeu, quem é você? - Vriska pergunta se virando o encarando. 

- Me chamo Zagreu Mukeba. - ele cruza os braços. - O oitavo starblood. 

Oitavo? Vriska o olhou chocada, lembrando do que Regina disse. Então, a missão privada era espioná-la? Piscando, ela olha para a porta ainda lacrada. 

- Você foi bem corajosa de ir com a irmã da Regina ao mercado negro. Não teme a morte? 

- Do que está falando? Eu só fui resgatar uma amiga porque ninguém ia fazer isso. - Vriska responde fechando os punhos e franzido a testa. 

- Ah, entendo seus sentimentos. Não, eu não tô vendo seus sentimentos. 

Isso foi pra fazer graça? Vriska se suavizou um pouco, até que para ela foi engraçado. 

- Bem, Regina mencionou o fato de eu estar em uma missão privada não foi? 

- Sim, ela até fechou a cara... 

- É típico dela... enfim, eu estava te observando desde daquele incidente no palco. 

Como é!? Vriska se vira para o encara chocada, como que ela não o sentiu desde lá!? Que troll é esse na sua frente!? 

- Eu estava em uma investigação, por conta própria, tenho uma habilidade que me deixa invisível a olhos nus, mas não para os especiais. - e aponta para o próprio olho esquerdo. 

"Ah... meu olho... 

- Fico surpreso que tenha me visto agora... voltando ao assunto. Eu estava naquele dia, eu vi sua força, sua determinação em enfrentar aquele violeta. - Zagreu diz segurando o queixo, impressionado. 

- Eu só fiz aquilo... porque eu fiquei irritada... - Vriska disse fechando os punhos de novo. - Eu odeio aquele troll... 

- Quem não o odeia... eu quero te pedir uma coisinha de nada... quero que capture o assassino do seu amigo. 

É o que!? Vriska o olhou chocada. Que troll adulto mais irresponsável! Pedindo para um quase adulto fazer isso!? Que loucura é essa!? 

- Só tenho uma coisa para dizer... até os baixos, tem instintos para devorar... 

Vriska engoliu a seco, ela acabou de lembrar que suas colegas de quarto estam a esperando, Zagreu notou, mas cruzou os braços suspirando. 

- Pode ir, mas as roupas foram cortadas... pense se você quer trazer justiça para seu amigo, okay? 

Ah claro... Vriska passa por ele, ele não tinha uma presença tão forte assim como Redglare, isso significa, que ele é, mais fraco? Não, ele é forte, pra caramba.

 


 

Ao voltar, Vriska criou uma mentira do porque voltou sem as roupas, e Terezi a encarou de um jeito que poderia dar pesadelos, mas acabou que as duas acreditaram, Vriska suspirou se deitando na cama. 

"Fazer justiça... mas os starbloods já não fazem isso? Então... por que? 

A troll aranha suspirou se virando para encarar a parede, ela não é nada demais, é só mais uma troll comum, sem muito o que fazer depois de sair da escola. 

Bom, se não fosse suas lutas para sobreviver, e ela sobreviveu nas duas. Levantando a manga esquerda, Vriska focou seu olhar nos pontos da mordida, segurando um gemido tristonho, mais cicatrizes para a coletânea de cicatriz feias, não que ela esteja acostumada.

 


 

O clube de teatro ficou mais silencioso, sem Eridan por lá para quase enlouquecer todos, praticamente todos estavam quietos, incluindo Nepeta. Todos os membros estavam sentados no chão, ainda em silêncio, Vriska abraçou suas pernas, deitando seu queixo nos joelhos com um suspiro triste, para logo sentir uma mão em suas costas, ela olha para seu lado, vendo Kanaya sorri um pouco. 

- Como todos sabem... - Damara começou, um pouco cabisbaixa. - Nosso líder nos deixou, e agora quem vai assumir é Cronus... sintam-se triste por isso... 

"Que maravilha... se tava ruim antes... agora que piorou..." Sollux suspirou. 

"Nem me fale... 

- E também, temos um novo membro, sejam gentis com ele... Kankri, venha se apresentar! 

O troll mencionado ficou na frente dos membros, que arregalaram os olhos, ele estava vestindo um suéter vermelho brilhante, com os mesmo chifres de Karkat, deixando Vriska o encarar. 

- Me chamo Kankri Vantas. Eu sou de uma casta desconhecida como podem ver... já gostaria de dizer, que os trolls de casta alta precisam saber a aprender como conviver... 

Todos o olharam com um sobrancelha tremendo, Vriska suspirou, ele é igualzinho a Aranea... talvez até pior do que ela. 

- Muito bem Kankri, chega. - Damara o interrompe. - Se conheçam e façam amizade... quero a ajuda de um troll para carregar as caixas, quem se oferece? 

Uma mão é levantada, Kanaya olha confusa para Vriska. Recentemente ela não vem fazendo mais nada no clube, então qualquer pedido dos membros ela vai fazer. 

- Você tem certeza? - Kanaya pergunta. 

- Claro, por que, eu não teria? - Vriska se levanta andando até a diretora. 

Eram as mesmas caixas do festival, primeiramente ela começou com as caixas pesadas, segurando um gemido pelo peso de uma. A colocando no corredor do "canto" secreto, Vriska suspira ajeitando as costas, falta mais oito... 

- Sem ajuda? - Damara pergunta. 

- N-não, tá tudo bem! - a troll aranha responde colocando a segunda caixa. 

- Certo... não vou questionar... 

Vriska a olhou, a mesma aura de Aradia também estava na diretora, só que, tinha um ar de mistério, uma coisa mantida em segredo... e pelo visto, a diretora percebeu. 

- Damara não é meu verdadeiro nome de batismo... - ela sussurra, chocando Vriska. - Eu me chamo Hannah, só uso o nome de minha segunda irmã, para não envergonha o nome Megido. 

- A-ah sério...? Desculpa, eu não vou pergunta se não quiser responder, e-eu vou continuar a-! 

- Ela está no mercado negro, não sei aonde, mas aparentemente ela mora lá agora... 

- Oh? Okay então... 

- Volte a move as caixas, daqui a pouco terei que liberar vocês. - a diretora diz se afastando. 

A troll aranha a observa se afastar com um olhar de pena e curiosidade, mas resolveu deixar isso de lado para voltar a carregar as caixas, com uma pergunta na cabeça, como ela sabia dessas questões? Ela sabia ler mentes também, não... isso é impossível, né? 

- Deixa eu te ajudar também! - Nepeta exclama se aproximando, tentando levantar uma caixa, e falhando miseravelmente. 

Vriska suspira se aproximando e a pegando com um pouco de dificuldade, a Leijon mais nova deu beicinho cruzando os braços, fazendo a Serket mais nova rir um pouco. 

- Se você comer mais vegetais você poderá ajudar sua amiga. - Kankri diz se aproximando. 

- Mas eu como todos os vegetais que me dão! - Nepeta diz o olhando. - Né Vriskers que você me vê comendo todos eles? 

- É sim... mas você não treina... se bem que, eu também não treino. 

A resposta fez Nepeta a olha chocada, para começar a dar socos leves na troll aranha, dizendo que "eu vou ficar mais forte que nem você", fazendo-a rir enquanto caminha para deixar a quarta caixa, Kankri observou segurando um riso. 

Colocando a última caixa, Vriska suspira aliviada esticando as costas mais uma vez, finalmente descanso! 

- Com licença Vriska. - Kankri a chama, ela o olha. - Você é uma novata também não é? 

- Ah? Estou aqui faz... quanto mesmo? Nem sei, mas acho, que não sou mais novata. - Vriska responde coçando a nuca. 

- Interessante... estamos no verão, por que ainda usa seu casaco? 

- Ah? Isso eu não sei na verdade... pra mim, tudo é frio e... hmm, é, acho que é isso... 

- Então... poderia mostrar seu braço esquerdo? 

A pergunta fez Vriska o olhar piscando confusa. Sem perceber, seu braço esquerdo já estava nas mãos de Kankri, que levantou a manga, revelando as cicatrizes. 

- São cicatrizes feias essas aqui... pontos? Teve uma batalha selvagem foi? 

Vriska instantaneamente afastar seu braço com um olhar raivoso, quem era ele para tocar e pergunta daquilo? 

- Perdoe meus modos, muitos sangues altos agem assim quando eu pergunto sobre isso. 

Vriska tentou controlar seus lábios, que queriam se abrir e mostrar suas presas, mas se conteve fechando e abrindo os dedos das mãos, e dos pés. 

- Eu tô atrapalhando algo aqui? - Sollux pergunta se aproximando. 

"Não, me tira daqui! 

- Oh Vriska, você tá disponível pra jantar com a gente? - ele pergunta. 

- Claro! Enfim, tenho que ir... - Vriska responde se afastando, com o Captor logo a seguindo. 

O sangue mutante os acompanhou com um olhar sério, mas logo suspirou balançando a cabeça negativamente. 

"O que foi aquilo? 

"Eu não sei... vamos mesmo jantar? 

"Sim sim! Depois temos que subir pro terraço, e não leva a Kanya pra lá. 

"Se for assunto que eu não gosto, nem vou... 

"Ah vai ser legal, eu prometo!" E da um joinha. 

Vriska o olha com um olhar desconfiado, mesmo fugindo de entrar no mercado negro, ela ainda está um pouco irritada com o Captor ao seu lado. 

Os dois não pouparam esforços para encontrar uma mesa, Terezi já estava esperando todos, quando viu Sollux e Vriska entrarem, ela levantou uma mão, fazendo os dois irem até ela. 

- Nunca conheci um sangue mutante. - Sollux deixa solta enquanto terminava de se alimentar. - Bom, até hoje. 

- Ouvi dizer que eles lêem mentes. - Aradia diz, fazendo Vriska a olhar. - Ah bem, os sangues de castas baixas possuem habilidades de telepatia. 

- Vai até os dourados, pelo que sei. - O Captor mais novo fala, olhando para Nepeta e Kanaya. - Nepeta, Kanaya, vocês sabem ler mentes? 

- Não, seria legal ler mentes né? - Nepeta responde sorrindo. 

Vriska a olha, tentando não responder que era bem desconfortante, ler mentes sem querer era algo que ela odiava muito, mesmo tentando ignorar. 

- Os verde-azulado possuem uma habilidade que impedem os cerúleos de lerem seus pensamentos. - Terezi explica. 

"Mas eu tô conversando e lendo-! 

"Eu não pedi a sua resposta! 

- O assunto de falar dos mutantes mudou para trolls que lêem mentes. Que interessante. - Kanaya disse. 

Terminando seu prato, Vriska suspira limpando sua boca com a manga, recebendo um olhar desaprovado de Kanaya com isso, fazendo a troll aranha se assustar e afastar o braço do rosto rapidamente. 

Todos da mesa começaram a rir com a ação da troll aranha, essa, que deu um sorriso fraco. 

Todos estam tão felizes agora... eu também queria ficar feliz assim quando eu ainda tinha umas quatro varreduras...

 

 


 

 


- Sollux. 

O Captor mais novo a olha, ambos parando de subir as escadas para o terraço. 

- Eu já falei, mas vou repetir, se for um assunto que eu-! 

- Sei sei, mas eu garanto que vai ser legal - Sollux diz sorrindo. 

Encolhendo os ombros suspirando, os dois voltam a andar, provavemente mais tarde, Vriska irá se arrepender ter aceitado ir. 

- Ah! Vocês chegaram! - Cronus diz se aproximando e colocando os braços nos ombros dos dois. 

A expressão dos rostos de Vriska e Sollux foi de desconforto com seus ombros encolhendo. 

O céu estava escuro, com nuvens acinzentada, Vriska se sentou perto da porta abraçando as pernas, o assunto do grupo era algo desinteressante para ela, era sobre relacionamento. 

Que coisa... eu não quero falar disso... 

Deitando a testa nos joelhos, a troll aranha suspirou, tentando ao máximo não querer ouvir o que os outros estavam falando. 

- Vriska, não é? 

A pergunta fez a troll aranha levantar a cabeça, era Dammek. Ele é um troll que não possui seu segundo nome, o que era estranho para a sociedade em geral. 

- Você também era amigo do Xefros? 

- A-ah? Sim! 

- Que bom... ele falava muito de uma cerúleo gentil que conversava. 

- Agora que você falou... ele também falava de um bronze que fazia parte dos raps dele... 

- Hahaha, esse sou! Hehehe... é uma pena que ele tenha ido embora... 

- Nem fala... 

O assunto morreu quando Dammek se despidiu para se sentar perto de Cronus, Vriska suspirou deitando a testa novamente nos joelhos. 

- Até os baixos tem instintos para devorar... 

O que ele disse, é verdade? Nunca vi um baixo querer devorar outro... 

Era uma realidade que Vriska nunca viu... nem mesmo no mercado negro, ou se viu, decidiu não acreditar naquilo. Era um absurdo, não por eles serem fracos, mas é algo que não é comum de ver e ouvir. 

Eu devo... me preocupar com isso? 

- Mas enfim, eu fui pro mercado negro hoje cedo. - Cronus comentou, fazendo Vriska arregalar os olhos e levantar a cabeça. - Ah é, esqueci que tu tá aqui... 

A troll aranha respirou fundo, não, ela não vai discutir com esse ignorante... relaxando, ela deita a testa nos joelhos mais uma vez. 

- Aí, você também foi pra lá. - ele diz, de forma provocativa. - Não me diga que gostou tanto de lá, que decidiu voltar pra lá. 

A única coisa que Vriska fez foi franzir a testa, um sorriso surgiu no rosto de Cronus, decidindo provocar mais ainda. 

- Me fala aí, como é lá dentro? Foi divertido? Eu vou dizer que-! 

Um rosnado saiu da boca de Vriska, era um irritado, Sollux sentiu uma raiva fervente emanar dela, tanto que ele engoliu a seco começando a suar de nervoso. 

- Cala... a boca... 

- Agora que lembrei... você bebeu o sangue de uma amiga sua, não foi? 

Os olhos dela se arregalaram, como ele sabe disso? Seus punhos se fecharam com força, seus dentes se cerraram ao olhar para Cronus, esse que se levantou de onde estava sentado e ficou na frente dela. 

- Agora eu te pergunto: foi bom, beber o sangue dela? 

Vriska se levantou rapidamente, pronto para socar o rosto do peixe na sua frente, quem ele pensa que é para provocá-lá desse jeito!? Antes mesmo de preparar um soco, Cronus recebeu um soco de Dammek, o derrubando no chão, deixando Vriska e o resto dos trolls chocados. 

- Você não deveria provocar alguém que passou por muitas coisas... - ele diz limpando o soco. 

- P-por que...? - Vriska sussurrou. 

- Sua mão direita... 

Mão? Ao olhar, se assustou, as ataduras ficaram sujas de sangue, fazendo-a abaixar a manga, como ela não percebeu isso? 

- ... se você continuasse com isso, eu ia te socar... - Vriska disse pegando sua bolsa e andando até a porta. - Agora, eu tô achando que você é um suspeito da morte do meu amigo... 

- Você realmente gosta de fazer acusações né? - Cronus perguntou se levantando. 

Vriska franziu o rosto, se segurando para não xingá-lo de vários nomes enquanto descia as escadas. O restante que ficou piscaram, Sollux se recompôs limpando o suor de seu rosto.

 


 

Vriska se sentou em um banco fora do prédio da escola, analisando sua mão direita. Será que, ter apertado muito, abriu os ferimentos? Seja como for, Kanaya irá matá-la... ou não. 

Jogando a cabeça para trás soltando um suspiro, Vriska cerrou os dentes, nunca mais, ela volta para aquele terraço... 

Minha cabeça não para de doer... aquele cara de peixe... se bem que, não vou poder ouvir os pensamentos dos outros... 

Mas suporta a dor até semana que vem vai ser um desafio... Vriska esfregou a palma da mão na testa com um resmungo, sem notar passos atrás dela. 

Assim que parou de esfregar a testa, ela notou a presença, e antes de se virar, ela recebe uma cabeçada forte, seu corpo caiu no chão soltando um gemido de dor. 

Q-que!? Quem-! 

Seus pensamentos foram interrompidos quando sentiu sua cabeça ser pisada com força, a imobilizando e nocauteando. 

Assim que Vriska recupera a consciência, seus olhos estavam vendados, e seu corpo estava sendo arrastado por uma perna. Ela enfia as garras no chão, mas não impediu, a troll aranha tentou resistir chutando fracamente o pulso do sequestrador. Até dá uma pisada nos dedos, ouvindo um leve gemido de dor.

Ele para e a solta, Vriska se ajoelhou devagar, para receber uma joelhada na boca, a jogando no chão mais uma vez. Um rastro de sangue se formou no canto do lábio, fazendo ela o cuspir, sua gola é pega, e começa a sentir vários socos no rosto. 

Quem... tá, fazendo isso comigo? Por que? 

Com um rosnado, Vriska segura o braço do agressor com suas garras, mas o agressor conseguiu o soltar, mesmo se machucando, assustando a troll aranha. 

Ele, prefere se machucar? Merda... me resta agora...

Vriska levantou a cabeça, tentando farejar, mas o cheiro que sentiu, foi o de seu próprio sangue. 

Que? Droga! Por que eu não farejei antes!? 

"Já disse que eu gosto de ver você sofrer em uma briga? 

Cala... a boca-!

Seu corpo é jogado para uma parede com força, fazendo fraturas nas costas da troll aranha, ela tentou ficar de pé, mas acabou se encostando na parede. 

Que força... é um sangue alto? Não quero acreditar... 

- Eu não sei quem é... mas eu vou acabar com você! 

Sem visão e olfato é um pouco complicado... mas ela consegue sentir o chão e ouvir muito bem. Vriska desvia de um provável soco, ouvindo a parede em que foi jogada ser atiginda, aproveitando, ela soca algo, provavelmente o rosto, ouvindo um rosnado com seu pulso sendo pego. 

Ah droga-! 

Seu pulso é torcido, e o braço é quebrado por uma joelhada, Vriska não gritou, porque o agressor tinha batido a cabeça da troll aranha na parede a tempo, não a nocauteado, só imobilizando. 

Quem quer que seja... sabia da minha dor de cabeça... agora eu não vou poder ler pensamentos por quatro semanas! 

Com o seu pescoço sendo agarrando, Vriska engasga, logo seu corpo é carregado. O que esse troll, vai fazer com ela? 

Eu tenho que... sair daqui... mas como?

Sua mão esquerda começa a tremer, Vriska enfia as garras no rosto do troll, a arranhando. O agressor grita a jogando no chão, parece que a morte vai buscá-la agora. 

Suas mãos estavam quente, muito quente, era um sangue baixo, talvez um bronze ou borgonha? Mas com essa força? De repente suas mãos são pegas, e água cai, droga, a única prova estava se esvaziando. 

Os passos se afastaram, eram leves, era um troll relativamente magro e, fraco... 

Levei uma surra daquelas... ai... já não bastava... deixa quieto... 

Com as últimas forças, a troll aranha enfiou a mão esquerda no bolso da calça, tirando seu celular, o colocando perto do rosto e tirando a venda do rosto. 

Agarrando o celular, ela colocou nos contatos, ligando para o primeiro contato.

 


 


- Ela está demorando muito... - Terezi soltou observando a cidade. 

Kanaya interrompeu sua costura e olha para a Pyrope mais nova, que estava na janela, com os braços cruzados, ela tem razão, Vriska está demorando muito, se bem que, algumas vezes ela demorava um pouco. Seu celular toca, a Maryam mais nova o pega, a chamada era de Vriska, que o atendeu. 

- Vriska! Onde você-! 

- Ah... desculpa... é que... eu... queria... hmm... eu tô... fora do prédio... - e desliga. 

A única coisa que Kanaya fez foi piscar confusa, mas logo suspirou deixando de lado a costura se levantando, fora do prédio? Que estranho, mas quem era ela para questionar isso. 

- Tenho que ir. - Kanaya diz andando para a porta. 

- Se alimentar? - Terezi perguntou a olhando por cima do ombro. 

- Não... provavelmente Vriska adoeceu. 

- Como você sabe disso só de ouvir a voz dela? 

- Costume. - ela respondeu simplesmente saindo. 

- ... costume é? Caramba...

 


 

O corredor estava silencioso, um cenário perfeito para acontecer um devoramento, não que Kanaya esteja com medo, talvez seja ela que devore quem quer que tente. 

De repente, o cheiro de mirlito invade as narinas dela, fazendo a correr para a fonte, assustada com os olhos arregalados. Ao chegar na fonte do cheiro, Kanaya ficou horrorizada, Vriska se virou na direção de sua irmã antes de fechar os olhos. 

Água é jogada no rosto ensanguentado de Vriska, fazendo-a abrir os olhos devagar, gemendo ao sentir a dor de seu braço torcido. 

- Vriska o que aconteceu!? - a voz desesperada de Kanaya fez a troll aranha se desperta por completo e se sentar. 

- E-eu não sei! Eu tava sentada e, de repente eu recebi uma cabeçada e-! 

Seus olhos foram para as mãos, as levando perto do rosto, para descobrir que estavam limpas. Vriska as fechou em punhos, franzido a testa e os lábios, a única prova que tinha foi apagada. 

E também, ela não foi forte, tudo o que fez foi arranhar o rosto do troll... Vriska abaixou os punhos, merda, droga! Ela vai ter que fazer uma visitinha... 

- Eu, tenho que ir... - ela se levanta com dificuldade. - Pro mercado-! 

- Como é!? - Kanaya exclama se levantando também. - Veja sua condição! Qualquer um vai sentir o cheiro do seu sangue a quilômetros e-! 

- Eu sei... pega minhas coisas e... vai pro quarto... 

- Não! Não vou deixar! - a Maryam mais nova fica na frente dela. - Enlouqueceu de vez!? 

- Eu acho que sim... 

A resposta fez Kanaya arregalar os olhos chocada, ela realmente quer morrer? 

- Ainda não-! 

- Kanaya... eu só quero, viver... eu sempre fiquei no meu canto, lembra né? Era por minha escolha... 

Ela dúvida disso. Uma vez, Kanaya viu Vriska parar um soco, para retribuir de forma não violenta, então não, não é escolha. É praticamente para se manter no seu lugar. 

- Eu não acredito nisso... você é teimosa, nunca quis nos ouvir quando sempre corria para a floresta. 

- Porque eu queria ficar sozinha... eu queria passar o tempo comigo mesma... pensar no que aconteceu... você sabe que ficar sozinha, não é ficar triste. 

- Então por que bateu no Cronus? Você bateu nele com bastante violência naquele dia! Se você sempre dizia que ficava no seu canto, responda! 

- Ele bebeu sangue... - Vriska sussurrou escurecendo o rosto. 

Um arrepio passou pela espinha da Maryam mais nova enquanto ficava com os olhos arregalados de puro choque e espanto. Choque e espanto por ouvir um troll, que nem é um bebedor de arco-íris, tomar sangue de outro. Respirando fundo, Vriska suavizou seu rosto passando as costas de uma mão em seu rosto, limpando um rastro de seu nariz. 

- Desculpa... - ela estende a mão. - Pode lamber... 

- Ah obrigada, não quero... - Kanaya diz se afastando um pouco. - Por favor... pensa bem, no que vai fazer agora... 

A troll aranha limpou a mão e começou a se afastar, Kanaya observou sua irmã em silêncio, ela tinha muitas coisas para impedí-la de ir, mas essa troll que estava indo era teimosa, ela mudou de lá para cá, o que aconteceu para ter essa mudança?

 


 

Meu braço já tá podendo se mover... 

Mexendo o braço, um gemido saiu dos lábios de Vriska, ela já estava a caminho do mercado negro, e graças a mudança de clima, um chuvisco, seu sangue começou a sair de suas roupas, ninguém estava olhando torto ou assustado para ela. 

Mais uma vez pondo os pés no lugar maldito que a fez vomitar e lamber o sangue de Nepeta, parece que esse lugar quer mostrar algo. 

Vriska ignorou todos os vendedores a chamado para provar diferentes tipos de carne. Tantos para chamar a atenção, justamente ela, ser alta estava trazendo malefícios, e também ser jovem demais. Até uma barraca lhe chamar atenção. Era de algumas plantas e pomadas, parando na frente, a troll vendedora se aproximou com um simpático sorriso. 

- Ah, essas pomadas, elas, ajudam nas dores? - Vriska perguntou. 

- Sim ajudam! Elas também possuem um cheiro muito agradável! 

- S-sério? 

Mas logo o entusiasmo se foi, provavemente aquilo tudo era ilegal, e também estava sem sua carteira, Vriska encolheu os ombros, sem notar a aproximação de uma certa troll. 

- Eu gostaria dessas duas aqui. 

Ao olhar para o lado, Vriska arregalou os olhos, era Nihkee, usando um casaco azul escuro com um capuz. De primeira a troll aranha não conseguiu identificá-la, mas ao ver os chifres, soube que era ela. 

- A-ah Nihkee-! 

- O que foi? Ah? Que merda aconteceu com você? 

- Será que a gente podia ir pro seu... 

Suspirando e pagando a compra, as duas caminharam até o apartamento de Nihkee. Ainda continuava a mesma sala do primeiro "encontro", não que a troll aranha se incomode. 

- Agora fala aí: o que aconteceu com você? - Nihkee perguntou tirando o casaco. 

- Bem... um troll de casta baixa me atacou... 

A resposta fez Nihkee parar de abrir as portas dos armários um pouco surpresa, Vriska piscou com a reação e coçou uma bochecha um pouco confusa. 

- Isso é novo... você viu? - e tirou uns saquinhos. 

- A-ah não, ele cobriu meus olhos e, eu tô com uma dor de cabeça, e meu nariz foi quebrado... - e cutucou o nariz, soltando um pequeno gemido de dor. 

- Eu nem vou pergunta o por quê... 

A troll aranha se sentou no sofá e tentou relaxar, para que seus ferimentos se regenerassem. Jogando a cabeça para trás, um suspiro saiu de seus lábios, Nihkee balançou a cabeça negativamente para essa atitude. 

- Seu nariz já deve estar melhorando, então relaxe mesmo, e depois você vai beber isso aqui. - ela disse levantando e apontando para uma xícara. 

E assim se fez, passando alguns minutos, Vriska se ajeitou, limpando alguns rastros de sangue de seu rosto, ela se levantou e andou até a mesa, pegando a xícara. Ela encarou o líquido estranhamente azul-claro, achando muito estranho, Vriska olhou para a pia, mas seu plano de jogar fora foi interrompido pelo olhar de Nihkee em suas costas. 

Tomando coragem, Vriska respirou fundo e deu um gole, e fez uma expressão confusa. Não tinha gosto... que estranho. Ela coloca a xícara na mesa e olha para Nihkee. 

- É um chá caro, ele cura quase tudo. Agradece depois. 

Cura quase tudo? De repente a dor de cabeça passou, e seu braço parou de doer, Vriska o mexeu chocada, não acreditando no que ocorreu. 

- Ah, muito obrigada... 

- Agradece depois... 

- Nihkee... - Vriska se inclina para baixo. - Eu, quero que me treine... 

Era um pedido honesto, mas então, por que ela está suando e seu corpo tremendo? 

- Tem um motivo não é? 

Vriska se ajeitou e assentiu fechando suas mãos. Ela não foi forte em proteger seus amigos, e teve que beber o sangue de Nepeta... 

- Já ouvir esse caso, os três starblood voltaram na sua escola. 

A chuva tinha piorado, e, para Vriska, ela já se molhou bastante por água e de seu próprio sangue. Ela olhou para a janela, observando o vidro fechado com as gotas escorrendo. 

- Ele... deve ser o suspeito. - diz fechando as mãos. - Ele me atacou justamente quando eu não podia ler mentes... 

- Ele foi bem esperto. 

- Por isso, eu peço, que me treine... 

Nihkee a olhou, naquele dia em que a prendeu, ela viu que essa troll tinha força para bater em qualquer um quando ficava com raiva, provocá-la foi um teste, mesmo não pensando em fazê-lo... 

- Fazia tempo que não recebia um pedido... mas saiba, que meu treinamento é rigoroso pra caramba. 

Até que foi rápida em aceitar... 

- Mas, os ex-subjugglators estam rondando pelo mercado negro, e com certeza, eles vão te reconhecer. E quando te verem, vão te cozinhar. 

Um arrepio passou pelo corpo de Vriska, cozinhada? Até que eles têm um bom gosto para comer... 

- M-mas eu não ficar com medo! - a Serket mais nova diz se levantando. - Se eu derrotei o-! 

- Eles até agradecem por isso... - Nihkee a interrompe se levantando. - Mas você invadiu o território e roubou a janta deles, então eles vão te atacar sem hesitação. 

- Então, eu posso morar aqui por algum tempo? 

A xícara que estava na mão de Nihkee explodiu, o chá que estava pingando da mão fez Vriska se afastar por medo. 

- D-desculpa-! 

- E a sua escola sua idiota!? - Nihkee exclama. - Hoje em dia achar emprego está difícil pra caralho! E posso ver que você não tem uma educação muito boa pra arranjar um emprego!! 

Por um momento Vriska pensou que ia morrer, mas relaxou um pouco. Ela suspirou, pensar em arranjar emprego nessa hora? Quantas vezes ela mesma já disse que não ia achar um emprego, só ajudar sua família... 

- Ainda não pensei nisso... então, foda-se isso... 

É assim que os trolls de seis varreduras pensam hoje em dia? Nihkee suspirou andando para a pia, não era hora de pensar nisso, afinal era só um tópico que ela não gostaria de discutir. 

- Você vai ficar nos finais de semana, mas por enquanto, se sente. 

Piscando bem confusa, Vriska se sentou no sofá em que Nihkee estava sentanda. Ao encostar as costas, algemas prende os pulsos e a cintura da troll. A troll aranha se assustou tentando se afastar, ouvindo uma risada da cozinha ao lado. 

- Não acredito que obedeceu. - Nihkee se aproxima com um controle de um botão. - Sentou no sofá dos trolls furiosos. 

- O-o que v-você vai fazer!? - Vriska perguntou. 

Sua pergunta foi respondida com um brilho. Ela começou a suar tentando se afastar enquanto Nihkee se aproximava com uma tesoura.

 


 

- O que você quer dizer com "ela foi para o mercado negro"? - Terezi perguntou esfregando as têmporas com o polegar e indicador. 

Kanaya engoliu a seco respirando fundo, não teve como esconder que Vriska não tinha chegado com ela. 

- Ela não disse o motivo, só falou que ia e... pronto... 

Terezi suspirou dramaticamente passando uma mão no rosto, essa informação não deve sair daquele quarto a qualquer custo... se não... 

- Só... vamos dormir e esperar ela aparecer amanhã sim? Estou cansada... - Terezi comentou se deitando. 

Kanaya concordou subindo as escadas do beliche.

 


 

Como prometido, Vriska estava lá, porém... com uma coisinha mudada. Fazendo suas rotinas, Terezi e Kanaya colocaram as alças nos braços e quando uma delas ia abrir a porta, ela já é aberta. As duas piscaram confusas. 

- Ah... bom dia... ainda, tem tempo de eu tomar banho? 

- Claro, só faltam algumas horas, vai logo... - Terezi respondeu. 

- Obrigada... 

Assim que a porta do banheiro é fechada, Kanaya solta o ar que tinha prendido sem notar. Aquela troll na sua frente, era realmente Vriska? 

- É a Vriska mesmo... - Terezi sussurrou. - É o mesmo cheiro dela... e bem, aqueles chifres são dela, não dá para tirar os chifres... 

- Eu notei... 

Durante o caminho para o clube de teatro, vários olhares foram para a cerúleo, olhares muito confusos, Kanaya sentiu desconforto com tantos olhos nas duas. 

- Bem já temos outra peça para... ela dormiu bem por acaso? 

Uma gota de suor escorreu na testa de Kanaya ao olhar para Vriska, com a cabeça deitada encima do roteiro. Damara, ou Hannah, deu uns toques com sua caneta na cabeça dela, resultando em um gemido com a troll aranha levantando um pouco. 

- Hora de acordar dorminhoca. Levanta a cabeça por favor. 

Obedecendo, a diretora piscou. Vriska cortou o cabelo? 

- Me desculpa... - ela se desculpou após um bocejo.

- ... se arrumar seu cabelo, você vai ficar igulzinha a Aranea. 

- Ah, ela é minha irmã... desculpe pelo incômodo eu... 

- Já entendi, é melhor, você descansar. Pelo, resto da semana... - Hannah informou se afastando. 

Ela piscou e assentiu esfregando os olhos. Pelo resto da semana? De novo Hannah leu suas expressões? Certo, sem discussões... Vriska se levantou e saiu do clube cedo. 

Mentalmente, Vriska organizou seus pensamentos, ela irá ter que fazer uma caminhada da escola até o apartamento de Nihkee, e era uma caminhada longa... 

E depois, teria que ter uma luta corpo a corpo com a troll musculosa... ela vai ter vários dentes quebrados nesse processo... só de pensar nisso, seu corpo começa a suar. 

Abrindo a porta do quarto, Vriska parou por completo ao sentir aquela presença. Ela olha por cima do ombro, e é jogada no chão com um de seu braço quase pronto para torcer, ela olhou para trás, suando com o olhar mortal que a sétima starblood estava dando. 

- A-ah... o-oi. - e dá um sorriso nervoso.

 

 


 

 

Vriska se remexeu um pouco na cadeira. Estranhamente, a sala em que foi interrogada estava mais assustadora com Redglare de braços cruzados, a olhando com um olhar de raiva, dava até para ver os olhos alaranjados da neófita por cima do óculos. 

- O que eu pedi? Me responda. 

- Não ir, para o mercado negro... - a troll aranha respondeu se encolhendo. 

Redglare puxou o máximo de ar, Vriska piscou, pensando que só ia ganhar um belo sermão, mas o bater dos punhos na mesa, vindo com um rosnado fez a troll aranha ficar branca de medo. A troll adulta parou de rosnar se endireitando e ajeitou seu óculos. Por breves minutos, a troll aranha pensou que ia morrer pela encarada da neófita, ela até prendeu a respiração. 

- Eu... peço uma coisa, não diga a mais ninguém o que aconteceu aqui. - Regina suspirou esfregando o rosto. - Você é muito desobediente e parece não pensar direito, mas eu não vou lhe impedi, você me faz lembrar dela... pode, sair. 

Dela...? Vriska a olhou por alguns segundos, depois desviou o olhar se levantando, agora não era hora de perguntas. 

A troll aranha se retirou da sala enxugando o suor da pressão da legisladora.

 

 


 


Voltando ao dormitório, Vriska abriu a porta devagar e caminhou até sua cama, ela se joga de cara no travesseiro, soltando um gemido frustrante. Faltava dois dias para o final de semana, e Vriska não tinha começado a se preparar. 

Bem, já é tarde demais, a troll aranha já tinha se deitado e não queria mais sair. 

O final de semana chegou, Vriska ajeitou suas coisas colocando-as na mochila. Kanaya e Terezi piscaram impressionadas com a nova atitude da troll aranha. 

- Eu vou, correr um pouco. - Vriska disse colocando a alça da bolsa em seu ombro. - Não se, preocupem comigo... 

"Você diz isso toda hora..." Kanaya disse mentalmente. 

"Tudo bem dessa vez, eu juro... 

Pondo os pés fora da entrada da escola, Vriska respirou fundo, chegou a hora de fazer uma corrida. A troll aranha relaxou e começou a correr. Vai ser rápido chegar no apartamento de Nihkee, afinal ela já estava na metade do caminho. 

Ela não parou em nenhum segundo, até chegar na entrada do apartamento, ofegante, apoiando as mãos nos joelhos. 

- Nossa... você tá acabada. - Nihkee comentou de braços cruzados. 

- Ah! Eu, cheguei! - Vriska se ajeitou. - Eu, fiz o que pediu, eu corri da escola e-! 

- Eu sei, está preparada, por inferno que está por vir? - a troll perguntou descruzando os braços. 

A troll aranha respirou fundo enxugando o rosto, ela já passou pelo inferno, um treino que pode ser parecido não vai impedi-la, Vriska assentiu.

Notes:

E é isso... talvez, só talvez, eu poste alguma fic de bsd, mas nada confirmado, tenham um ótimo mês.

Notes:

E é isso aí