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Da primeira vez uma tragédia, da segunda uma farsa

Chapter 4: Autoridade e Influência

Summary:

O primo de Shikamaru era um problema. E os amigos dele também.

Chapter Text

Primo Hayato era… problemático. Todo o clã concordava plenamente com isso. Shikamaru pessoalmente tinha profundas suspeitas que ele era um demônio esperto disfarçado de criança para criar caos e destruição no clã. Era como se ele tivesse declarado uma guerra contra a paz e tranquilidade nas terras dos Nara. Shikamaru começou a se esconder na casa de Chouji quando ele queria dormir decentemente, o que era exaustivo.

Se eles não soubessem, teriam suspeitado que Hayato não era realmente um Nara. Porém eles tinham feito um teste de DNA quando eles trouxeram o garoto de 3 anos para o clã. Havia tido um pouco de confusão, pelo menos entre os adultos. Shikamaru no auge dos seus 4 anos não tinha se incomodado em prestar atenção. Era algo a ver com o primo Shikaren estar encrencado com o clã em geral e especificamente com a sua esposa. Em todo o caso, o ponto era que estavam muito, muito certos que Hayato era um Nara. E se ele era humano ou não era debatível, mas ele era parte da família.

Ele não parecia muito com a família para ser honesto. Cabelo prateado, olhos verdes e o semblante mais irritado que ele já havia visto em uma criança de 3 anos. Não era a aparência clássica de um Nara. O clã havia deixado para lá e dito que ele era parecido com a mãe. Contudo, o problema não era sua aparência e sim sua personalidade.

Não levou muito tempo para eles descobrirem que ele não tinha herdado a personalidade dos Nara também. Hayato era possivelmente a criança mais revoltada no mundo todo. Shikamaru nunca tinha conhecido uma que fosse mais revoltada e ele estava na mesma turma que Uchiha Sasuke e Haruno Sakura. Era uma pena, já que Hayato seria uma criança bonitinha se ele parasse de tentar morder as pessoas por mais de 5 minutos. Shikamaru tinha ficado aliviado que tinha 4 anos e que Hayato não era problema dele. Até que ele se deu conta que já que ele era o futuro chefe do clã, Hayato seria eventualmente problema dele. Ele deveria tentar algum jutsu de imortalidade em Shikaku. Para o bem da humanidade.

Contudo, ele tinha a inteligência Nara. E não um pouco dela. Ele era uma das únicas crianças da idade dele que podia dar um desafio a Shikamaru em shougi. Qualquer que sejam seus defeitos, Hayato era um gênio. Shikamaru honestamente suspeitava que isso fazia tudo ficar pior. Hayato era vingativo e violento o suficiente para causar problemas e inteligente o suficiente para ser muito bom nisso. Era a pior combinação possível.

Hayato havia feito o clã passar por um ano de comportamento verdadeiramente apavorante antes que os adultos, na sua infinita sabedoria, o despacharam para a academia. Onde ele tornou-se um problema para Shikamaru muito antes do que ele antecipava. A ideia era, de acordo com o que Shikamaru tinha deduzido, era que a escola iria ensinar Hayato como:
a) se portar onde todas as outras tentativas falharam
b) talvez o treinamento físico o cansasse o suficiente para que ele fosse menos terrorista
c) pelo menos ele estaria fora do complexo por algumas horas enquanto ele está na academia.

Na realidade, não era um plano terrível, apesar das preferências pessoais de Shikamaru, porém foi um tiro pela culatra espetacular.
A maior parte do clã achou que a fixação com explosivos era a pior coisa que poderia acontecer. Certamente era o problema mais imediato, já que nenhum deles estava feliz em ter suas sonecas interrompidas pelo som de danos estruturais. E Hayato era muito bom em selos explosivos. Bom o suficiente para escrever os seus próprios uma semana depois de aprender a usá-los. O clã estaria impressionado se não fosse um pesadelo. O garoto praticava todas as horas do dia e da noite, sem a necessidade de parar para dormir. Os explosivos eram terríveis, isso Shikamaru podia concordar. Contudo, Shikamaru ia a escola com o primo e ele podia ver um problema muito maior se formando a frente. Não que ninguém acreditasse nele.

Sawada Tsunayoshi era aparentemente um garoto simpático e educado. Ele não criava problema na sala, era gentil com todos ao redor e até havia conseguido parar as tendências explosivas de Hayato para um nível aceitável. Até onde os adultos sabiam, Sawada Tsunayoshi era um anjo, alguém que não poderia fazer nada de errado. E eles encorajavam a associação entre ele e Hayato. O problema era que Shikamaru via coisas que os adultos não percebiam. Pequenos detalhes como o fato que seu primo, o incontrolável demônio raivoso, se tornava um adorador excessivamente entusiástico quando estava em volta de Sawada. Ou também o fato que no final do primeiro ano de Hayato na academia, um garoto civil com descendência de samurai se transferiu para a turma dele para aparentemente seguir Sawada onde quer que ele fosse. Também havia o perturbador expert de genjutsu que dava medo até nos professores, e ninguém sabia da onde havia saído, mas escutava a Sawada por alguma razão.

Haviam outros. Vários outros. Todos eles violentos, instáveis ou perturbadores de alguma maneira, porém todos eles obedeciam a Sawada. Na verdade, toda a sala escutava Sawada, porém parecia que os mais estranhos, Hayato incluso, que eram parte do que Shikamaru chamava de “Círculo Íntimo”. Ele tinha essa horrível impressão de que Hayato havia se juntado a um culto.

Ele havia escutado Hayato se referir a Sawada como “Décimo” uma vez. Eles tinham encontros secretos. E códigos. E títulos (aparentemente Hayato era “Tempestade”). Eles ficavam recrutando pessoas e parecia que cada vez que Shikamaru se virava, a rede tinha crescido cada vez mais fazendo com que até mesmo ninjas adultos parecessem ligados. Ninguém estava seguro.

Eles haviam pego um dos dois Uchihas sobreviventes logo após ao massacre e também ficavam encarando a irmã mais velha de Hayato, Bianchi. Era preocupante. Shikamaru estava preocupado. E ele sabia que em alguns isso ia ser problema dele. Ele conseguia sentir nos seus ossos.

Notes:

Os capítulos alternam pontos de vista de cada personagem.

Muito obrigada a Dissenter por ter autorizado a tradução!