Work Text:
Boneca, não de pano, não de plástico, mas de carne e osso.
Boneca, não de olhos que giravam, mas de olhos que brilhavam, que sonhavam.
Boneca, não chorava de mentirinha, mas sim de verdadinha.
Boneca, não esperando no fundo de uma prateleira de uma loja de brinquedos, mas no fundo de um tanque com seus clones — as outras bonecas.
Esperando suas ordens, esperando sofrer em silêncio, esperando conhecer o mundo para depois destrui-lo, esperando sentir o calor, o frio, esperando parar de sentir o nada, o vazio.
Esperando alguém pressionar a região de seu coração para que um “eu amo você” pudesse sair de seus lábios quase estáticos.
Boneca.
