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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2020-07-24
Words:
371
Chapters:
1/1
Kudos:
6
Bookmarks:
1
Hits:
30

Sem Título

Summary:

Não havia título que resumisse o que Haru queria em seu futuro com Rin.

Notes:

Fanfic de 2018

Work Text:

“Escreva algo para alguém especial para a cápsula do tempo que será aberta daqui a cinquenta anos.”

A professora havia dito e Haru, mesmo com toda a dificuldade em se expressar, o fez:

Sem Título

Para: Matsuoka Rin

De: Nanase Haruka

Não sei escrever poemas, não sei combinar versos e nem tampouco sei fazer rimar as palavras bonitas.

Por isso deixo claro, isso não é um poema.

Esperavam que eu escrevesse sobre a água — o meu alguém especial — e de fato eu pretendia, mas quando peguei papel e caneta, quando vasculhei minha mente em busca de inspiração não encontrei nada — nada além de uma vastidão azul, onde eu e você nos encarávamos em silêncio, sorrindo um para o outro de maneira curiosa.

“Por que você estava ali?” perguntei a mim mesmo.

A resposta era tão clara quanto a transparência do oceano que dividíamos em minha cabeça.

Porque é você, Rin.

Porque é com você que eu quero passar o resto da minha vida, é com você que eu quero me casar e ter filhos, é com você que eu quero adotar um gato ou cachorro ou uma cavalinha de estimação.

E eu espero que daqui a cinquenta anos estejamos admirando o mar na praia de Iwatobi com nossos cabelos grisalhos e nossas rugas — a não ser que você queira manter seu cabelo vermelho-vinho, é claro, seria um idoso muito sexy, admito.

E de todos os títulos idiotas que passaram pela minha cabeça: “Rin”, “Eu e Rin”, “Rin e Eu”, “Nosso Felizes Para Sempre”, “Te Vejo Daqui a Cinquenta Anos, Rin”, “Rin, o Idoso Sexy”, “Nossa Cavalinha Marta”, “Nossa Cavalinha Marta que Nosso Gato Mario Comeu”, “Admirando o Mar Com um Olhar Cheio de Rugas”, e etc., eu decidi manter o “Sem Título”.

Por que?

Porque não sei o que vai acontecer no futuro, não sei se teremos uma cavalinha chamada Marta ou se nosso gato irá comê-la, só posso esperar (não pela morte da pobre Marta), mas sei que hoje amo você — no hoje deste dia e no hoje do dia em que você lerá isso daqui a cinquenta anos.

Eu o amo, Rin, e, se por acaso estivermos casados, case-se comigo outra vez.

Eternamente seu, o Haru de dezessete anos.