Work Text:
Eles não sabiam o que esperar do primeiro encontro. Talvez Kirishima devesse comprar flores, talvez Bakugou devesse levar chocolates…
Ele não iria gostar das flores.
Acho que ele não vai gostar dos chocolates.
E assim os dois se aprontavam na frente de um espelho, um em cada canto da cidade, cada cabeça matutando diferentes tipos de situações hipotéticas, todos porém com o mesmo pensamento: Eu não tenho a mínima ideia do que estou fazendo.
A gravata azul de Bakugou não parecia bonita o suficiente.
Primeiro que nem precisava de tanta formalidade.
A jaqueta de Kirishima não combinava com sua camisa.
Primeiro que nem frio estava.
Era uma tal de insegurança que, antes de se declararem, nem sequer existia — eles trocavam entre si qualquer bobagem e se vestiam de qualquer jeito. Demorou um tempinho para cada um perceber que nada havia mudado além de seus sentimentos crescentes um pelo outro.
E quando a campainha tocou na casa de Kirishima, ele desceu correndo as escadas, Bakugou lá fora parado feito estátua esperando, a ansiedade a mil. A porta foi aberta, os dois se viram, vestiam-se como de costume, traziam nas mãos coisas simples — Bakugou com um baralho de poker, Kirishima com um pacote gigante de nachos.
O primeiro encontro seria como todos os outros momentos desde que eles haviam se conhecido, com a exceção de que agora existiam beijos, abraços apertados e carícias — coisas que Kirishima jamais imaginara que Bakugou poderia querer fazer.
E mal sabia ele que, na verdade, Bakugou sempre quis.
