Work Text:
Quando criança, Hinata, mesmo ficando na ponta dos pés, não conseguia alcançar o pote de doces na prateleira, também não conseguia alcançar a pia da cozinha para encher seu soprador de bolhas e, pior ainda, não conseguia alcançar o rosto do valentão da escola para quebrar-lhe os dentes.
“Quando eu crescer não vou mais ter esse problema!”
E Hinata cresceu…
...mas não cresceu tanto assim.
A genética ás vezes tem dessas.
Não alcançava os companheiros do time, na hora do abraço em grupo desaparecia no meio de caras de quase dois metros, quatro centímetros a mais na plataforma dos tênis não adiantava de nada — Paciência!
O mundo sempre fora-lhe grande demais para seu tamanho físico, demorou um pouco para Hinata perceber que, no entanto, o mundo era demasiado pequeno comparado à grandeza de seu espírito.
Não precisava ficar na ponta dos pés para jogar vôlei, saltava.
Seria como o Pequeno Gigante.
Mesmo que Kageyama não concordasse. E por falar em Kageyama…
Tão mal-humorado, tão rabugento, mas era só Hinata ficar na ponta dos pés para alcançar seus lábios e dar-lhe um beijo molhado que Kageyama mudava logo de figura.
É, Hinata alcançava coisas incríveis quando ficava na ponta dos pés.
