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Para dizer a verdade não sei bem quando nossa história começou. Temos que admitir que foi difícil chegar aonde estamos hoje. Nossa trajetória foi cheia de desafios, problemas, angústia e medo. Mas, juntos, superamos tudo o que a vida colocou em nossa caminho...
Era 1972 quando entrei para a melhor escola do mundo, Hogwarts, foi nesse ano também que conheci o amor da minha vida. Me lembro deste momento como se ele ocorrera hoje pela manhã.
- Dorcas Meadowes – Minerva fala para a aluna sentar no famoso banquinho que decidira sua casa na Escola.
- LUFA-LUFA – o Chapéu Seletor grita e a menina salta do banco sorrindo e vai correndo para a mesa de sua mais nova casa.
De longe, mais precisamente da mesa da Sonserina, um menino a observava atenciosamente. Ele não entendeu o que nela tinha o feito ficar tão hipnotizado, talvez tenha sido o sorriso ou os olhos, que mesmo de onde estava percebia-se que brilhavam lindamente, ou a alegria contagiante que ela passava.
Aquela foi a primeira vez que ele a viu. A primeira vez que ela o viu, foi diferente.
Era aula de poções e nesse ano a Lufa-Lufa fazia aula com a Sonserina. Eles se trombaram na hora da saída e os livros que Dorcas carregava caíram no chão. Regulus fica corado, junta os livros e pede desculpas para a menina, que estava igualmente rosada.
Naquele momento, ambos souberam que iam ser importantes um para o outro, mesmo que tenham percebidos anos mais tarde.
Pouco a pouco, Regulus parou de ser o menino inocente que era e começou a se tornar um homem frio, sem coração e o pior de tudo para Dorcas, ele foi para o outro lado da história.
Doeu ver ele se afundando na escuridão sem poder fazer nada, somente olhar. Seu coração parecia ser esfaqueado cada vez que via ele com aquelas pessoas.
- Sua mestiça podre, como ousa encostar em mim? – Bellatriz Lestrange cuspiu para Dorcas, segundos depois de, sem querer, Dorcas trombar com ela. Ao ouvir a voz Dorcas tremeu. E andou para trás até trombar com outro corpo.
-Deixe-a Bella – Regulus disse firme. – Vejo que foi sem querer.
Ele a colocou atrás dela e encarou Bella, que bufou, revirou os olhos, mas foi embora batendo os pés.
O menino puxou Dorcas até uma sala vazia, que foi ainda assustada e tremendo.
- Você está bem? – perguntou com uma preocupação que parecia ser verdadeira. Ele colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
-Estou – ela disse com um mínimo sorriso. – Obrigada, você não precisava enfrentar sua prima por mim.
- Na verdade, eu precisava – Régulo afirma.
Dorcas olha para ele em dúvida.
- Eu precisava de provar que não sou a favor do que eles fazem, mas eu não tenho saída, preciso fazer o que eles mandam – ele explicou.
Dorcas começou a andar de um lado para o outro.
- Mas por quê??
- Porque ameaçaram a pessoa que eu mais amo e não posso deixar que algo aconteça com ela.
- Deixa eu te ajudar, eu sei que a gente não se fala faz um tempo, mas deixa eu tentar te ajudar – Dorcas implorou.
- Não posso deixar você se envolver – ele negou na mesma hora. – Não quando a pessoa ameaçada é você.
Dorcas estava tão incrédula que nem escutou a última parte direito.
- EU JÁ ESTOU ENVOLVIDA NISSO – ela gritou chorando, mas logo parou em choque. – Como assim eu sou a pessoa ameaçada?
- Você, Dorcas Meadowes, é a pessoa que eu mais amo desde o dia em que trombei com você na aula de poções no primeiro ano. Depois de que me proibiram de falar com você, pareceu que meu mundo havia saído do eixo. Foi ai que eu percebi que te amava, mas seria mais seguro não te dizer, porque assim, você ficaria mais segura – Régulo confessou, deixando uma lágrima cair, ele nunca tinha chorado na frente de alguém que não fosse Sirius.
- Tarde demais – Dorcas falou chorando.
- Eu sei que é tarde demais para eu te dizer que te amo – o menino lamentou.
- Não, é tarde demais para querer me deixar segura sendo que eu já te amo – a menina disse sorrindo pequeno, mas ainda deixando as poucas lagrimas que caiam fluir em seu rosto.
Regulus olhou para ela e sorriu feliz. Ele sabia que faria de tudo para mantê-la a salvo. Ela era seu porto seguro, se ele não surtou em todo esse tempo que estava em meio de pessoas más e nojentas foi porque sempre pensava nela. Ele a puxou para seu peito e a beijou, tentando transmitir tudo o que sentia por ela e naquele momento soube que, realmente, era recíproco.
Após um tempo, eles se separam.
- Vou te ajudar, vamos sair dessa! Juntos. – Dorcas disse confiante e a partir desse momento eles enfrentariam tudo juntos e assim foi. Namoraram em segredo pelos anos que seguiram em Hogwarts, até ter sua primeira grande dificuldade.
- Vou precisar ir em um lugar com Voldemort – Régulo disse a namorada.
– Preciso que você esteja segura, por favor.
Dorcas olhou para ele preocupada.
- Eu não vou te pedir para negar, porque sei que isso, infelizmente, não é possível – ela disse. – Mas posso te pedir para tomar cuidado. Então, por favor, por mim. Tome cuidado.
Régulo assentiu sabendo que nada pode ser prometido.
- Preciso de seu sangue – Voldemort falou a Régulo, com uma faca na mão.
Após depositarem o sangue na pedra, uma passagem se abriu e eles foram até uma canoa e dali chegam a pequena montanha de pedras. Voldemort joga um medalhão ali dentro e os dois vão embora.
- Você sabe o que acontece se contar a alguém – Voldemort fala perto de seu ouvido.
Ao chegar em casa, Régulo sobe direto para seu quarto sabendo o que tinha que fazer. Ele senta em sua mesa de estudos, tira um pergaminho e começa a escrever.
Querida Dorcas,
eu sei que esse momento deve estar sendo difícil para você e, acredite, é difícil para mim também. Saber que nunca mais vou te ver me dói profundamente, porém o que tenho que fazer vai manter você segura e vai te proporcionar um mundo melhor para se viver.
Tenho que te contar uma coisa, descobri recentemente e fiquei receoso do que ELE faria se descobrisse que você sabia e eu não suportaria que morresse por um descuido meu. Voldemort é imortal, não importa o que vocês façam nem o tanto que vocês lutem. Isso é fruto de uma magia negra muito poderosa e que poucos tem coragem para fazer, o preço a se pagar é caro. Destrua aquilo que ele mais adora e vais conseguir destruí-lo.
Preciso que me prometa uma coisa, meu amor, aconteça o que acontecer, viva, ame, lute, e, acima de tudo, nunca desista. Eu nunca te deixarei só, babe. Estarei cuidando de você, estarei sempre ao seu lado, não se esqueça disso. E quando quiser uma confirmação, olhe para dentro de você e lembre-se de tudo o que passamos juntos, todas nossas conversas, risadas, beijos e toques.
Eu te amo Dorcas Meadowes, você foi a melhor coisa que já me aconteceu.
De sempre e para sempre,
Seu,
Regulus.
Ao terminar a carta, dobrou-a e foi dormir, o dia seguinte seria doloroso mas, infelizmente, necessário.
Ele acordou decidido, chamou Monstro e lhe contou exatamente o que o elfo devia fazer.
- E queria que você entregasse essa carta para Dorcas Meadowes, sem chama-la de nada ofensivo. – Régulo disse para monstro serio.
O tempo passou e a hora da tão esperada missão chegou. Monstro deve que ver seu tão querido mestre morrer, aos poucos, dolorosamente. Para Régulo sua última visão, foi ela, o amor de sua vida, aquela que o tirou da escuridão e lhe deu forças para fazer o certo.
Quando Monstro entregou a carta a Dorcas, ela não podia acreditar... ele se fora, ela nunca mais iria vê-lo. Dorcas sentiu uma parte sua se quebrando enquanto lia a carta, pouco a pouco, seu coração ia se despedaçando.
No exato momento que ela terminou a carta, escutou a porta da sua casa sendo arrombada, naquele momento ela sabia o que estava por vir, mas também sabia quem a esperaria no outro lado.
- AVADA KEDAVRA!
Ela viu a luz verde ao mesmo tempo que viu Régulo estendendo a mão para ela.
- Eu te amo.
