Work Text:
"Haru, cheguei!" Akihiko chamou o namorado assim que entrou no apartamento de Nakayama e estranhou o silêncio. Eles não conseguiram se encontrar na faculdade e trocaram mensagens antes de Akihiko ir para sua última aula de violino do dia.
Ele colocou a pizza que trouxera na bancada antes de ir investigar o local.
Kaji encontrou seu namorado mergulhado na banheira, a cabeça apoiada na borda enquanto fumava. Seus olhos estavam fechados e os fones de ouvido cor-de-rosa e sem fio estavam em seus ouvidos, seu celular na bancada da pia perto. As luzes estavam reduzidas e o ambiente era muito agradável.
Ele realmente parecia estar se divertindo e Aki sorriu. Ele se aproximou e se agachou, tocando gentilmente os cabelos dourados e molhados de Haru.
Os olhos âmbar se abriram e ele sorriu para Kaji.
"Olá."
"Olá para você também." seu rosto se aproximou para um beijo. "Dia puxado hoje?"
"Sim." ele acariciou a bochecha de Aki com a mão livre. "Passei três horas editando um vídeo para um projeto. Achei que meu cérebro fosse derreter."
Akihiko beijou sua testa.
"Eu trouxe pizza. Pepperoni."
"Oh, Aki, você é o melhor." outro pequeno beijo compartilhado. "Vá tomar uma chuveirada e venha ficar comigo um pouco aqui. A água ainda está quente."
"OK." ele disse gentilmente.
As costas de Haruki estavam encostadas no peito nu e molhado de Aki.
Seus olhos estavam fechados enquanto os dedos de seu namorado acariciavam preguiçosamente seu abdômen.
"Ficar assim é tão gostoso." Haruki disse e Akihiko beijou sua bochecha.
"É mesmo."
"Então, como foi o seu dia? Você começou a praticar a peça para a nova apresentação no mês que vem?"
"Sim. Será uma sonata de Beethoven. Número 9."
"É rápido ou lento?"
"É super rápido." ele beijou o ombro esquerdo de Haruki. "Eu não quero mais tocar coisas tristes."
"Mas existem peças lentas muito tradicionais para concertos, certo?"
"Eu adoro quando você fala de violino comigo." ele o abraçou com força e Haruki riu um pouco.
"Quero que as pessoas se sintam super animadas quando me ouvirem tocar, que voltem para casa felizes." ele fechou os olhos e cheirou o cabelo do namorado. "Porque eu não sou nada além de feliz agora." ele completou em sua mente.
As mãos de Haruki cobriram as de Aki e ele sorriu.
"Por que você não toca aquele que está sempre ensaiando? Elgar, certo?"
"Aquele eu só toco quando você está por perto." havia um leve rubor nas bochechas de Akihiko.
"Oh." Haruki olhou para ele com uma expressão interessada. "É sério?"
"Sim." O coração de Nakayama estremeceu com sua expressão fofa.
"Obrigado por ter uma música só para mim." ele beijou sua mandíbula.
"Você ... tem uma música para mim também?" sua voz era tão tímida.
"Claro que sim." Ele trouxe sua mão direita para ele e beijou sua palma. Ele adorava muito aquelas mãos grandes. "Todas as músicas românticas que ouço ou toco são suas, Akihiko."
Mesmo que Haruki estivesse de costas, seu namorado sabia por sua voz que ele tinha a expressão mais doce e terna do mundo.
Kaji o abraçou tão repentinamente e com força que a banheira transbordou.
"Não fala assim!" ele disse com os dentes cerrados, tentando ao máximo permanecer calmo. "O meu pau vai ficar duro e esta banheira é pequena demais!"
A risada de Haruki ecoou nos azulejos do banheiro. Ele nunca iria se acostumar com o quanto Aki ainda poderia ficar tão envergonhado e excitado ao mesmo tempo.
"Sinto muito pela banheira ser pequena." ele beijou seu rosto.
O queixo de Akihiko estava em seu ombro, continuando a abraçá-lo com força.
"Não precisa se desculpar." ele se aconchegou na curva de seu pescoço.
"Você sabe, eu estava realmente pensando em arrumar um novo lugar." ele sorriu para si mesmo, observando seu reflexo ondulado na água. "O contrato aqui vai terminar algumas semanas depois da minha formatura. Talvez eu possa conseguir um novo apartamento com uma banheira maior para nós dois."
Akihiko olhou para ele e ele se sentiu oprimido por suas palavras. Ser realmente incluído nos planos importantes de seu namorado para o futuro era demais para alguém que costumeiramente era esquecido e desvalorizado.
"Não apenas uma banheira maior para dois." sua voz estava séria. "Um lugar para dois."
"Eh?" Haruki tentou se virar, mas Kaji o abraçou com mais força. "Aki, o quê ...?"
"Desculpa! Você pode simplesmente... não olhar para mim agora ?!" ele podia sentir como se cavalos selvagens estivessem correndo dentro do seu peito e todo o seu rosto estava queimando de vergonha. "É que..." Haruki reconheceu aquele gemido suave e estranho em sua garganta. "Em vez de... um lugar com apenas uma banheira maior, você... consideraria um lugar grande o suficiente para nós dois?!"
Nakayama tinha certeza de que seu coração havia caído do peito e afundado na água.
"Eu sei... que ainda tenho muito o que melhorar. Mas vou me formar também e vou trabalhar pra caramba para conseguir um emprego decente em uma orquestra. Ou até mesmo ser bom o bastante para conseguir solos e ser cheio de grana como meu pai. " suas palavras foram apressadas, mas cada uma delas foi repleta de extrema ternura. "Então... quando chegar a hora de nos formarmos, eu... eu queria morar junto com você."
Suas mãos tocaram os braços de Kaji ao redor dele.
"As coisas que você acabou de dizer... soam como uma proposta de casamento, sabia?
"Mas não são. Ainda não, pelo menos."
Ele finalmente soltou Haruki e deixou seu namorado se virar e encará-lo. Mesmo que todo o seu sangue estivesse agora em seu rosto, os olhos verdes não tinham nada além de determinação por dentro.
"Definitivamente vou pedir você em casamento no futuro, de papel passado e tudo. Mas... Eu quero que você saiba desde já que quero estar com você para sempre. Quero sempre tocar Elgar só para você e ainda tem muitas peças de violino que eu quero mostrar pra você. Músicas felizes pois... foi você quem me mostrou o que é felicidade, Haru. "
"Aki..." Haruki se sentiu tão amado que demorou um pouco para responder.
Akihiko ficou todo nervoso novamente.
"Aaaah, droga! Desculpe! Você provavelmente acha que eu sou um tosco! Porcaria..."
Os braços de Haruki estavam em volta de seu pescoço e sua boca parou a de Aki.
Seu corpo molhado foi pressionado contra ele, fazendo seu namorado finalmente relaxar um pouco.
Nakayama não teve pressa, como se quisesse agradecê-lo por cada uma de suas palavras com os toques lentos de seus lábios e língua.
Akihiko realmente suspirou quando suas bocas finalmente se separaram e Haru sorriu para ele.
"Não me faça esperar muito, ok?"
