Actions

Work Header

Rating:
Archive Warning:
Category:
Fandom:
Relationship:
Characters:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2021-10-04
Completed:
2021-10-04
Words:
7,202
Chapters:
2/2
Comments:
1
Kudos:
22
Bookmarks:
1
Hits:
186

Pedrinhas ao vento

Summary:

E se você perdesse tudo, menos sua memória?
Luffy é o famoso capitão dos chapéus de palha, quando num momento aleatório, ele é transportado ao passado.
Agora ele não tem sua cicatriz, nem seus poderes de boracha e muito menos conhece Shanks ou usa seu chapéu.
Ele é um marinheiro criado por Garp e junto com um Ace e um Sabo que parecem outras pessoas, ele começa suas atividades na QG da marinha.
Agora ele precisa erguer-se e conseguir arrumar um jeito de voltar para sua realidade ou seja lá o que for preciso pra ele voltar pra onde pertence.
Ao chegar em Marine Ford ele descobre que nem tudo são flores e não será fácil voltar. Então ele deixa um cartão da vida com Sabo e Ace e planeja sua fuga dali.
Pra então começar a reunir seu banho e garantir que eles estão bem.
E é no meio dessa bagunça toda, que Law é preso e será executado por ser uma ameaça ao mundo.
Luffy precisa salvar ele, mas o que fazer com tanto pra fazer ao mesmo tempo?

Universo alternativo onde Luffy é marinheiro | Dois capítulos 2/2

Chapter 1: Tudo um sonho ou não

Chapter Text

Luffy do Chapéu de palha está de volta! Após dois anos longe da pirataria, os chapéus de palha voltam e o mundo inteiro está abalado com isso.

Com recompensa de 500 milhões por sua cabeça, Monkey D. Luffy almejava ser o Rei dos Piratas e encontrar o maior dos tesouros, o one piece, junto de seus companheiros.

Nami, sua navegadora, Sanji seu cozinheiro, Zoro seu espadachim e imediato, Usopp seu bravo guerreiro do mar, Brook seu músico, Robin sua arqueóloga, Chopper seu médico e Franky seu carpinteiro e Super Robô. E claro, Jinbei que entraria e seria seu lutador e timoneiro.

Luffy queria poder se aventurar ao lado deles, queria poder também agradecer as pessoas que o ajudaram além deles, Hancock, Rayleigh, Trafalgar Law, Shanks, Ivankov, Bon clay, entre outros.

Queria lembrar a memória do seu irmão Ace com orgulho, do que ele tinha sido e não somente de tristezas por sua perda.

Naquele dia, saíram da Grand Line e finalmente haviam entrado nas águas do Novo Mundo. Seu próximo objetivo ainda era desconhecido, não sabiam em que ilha iriam parar, que tipo de pessoas encontrariam ou os perigos.

Enquanto o mar enlouquecia, Zoro dormia num canto da cozinha enquanto Sanji cozinhava e Chopper escrevia algo sentado na mesa do local. Luffy estava sentado esperando a janta.

Nami deveria estar comandando pra onde o navio iria, junto com Franky, Brook e Usopp, e Robin deveria estar na biblioteca do navio, lendo.

Na verdade, Luffy estava se sentindo meio sonolento e até pensou em ir deitar ao lado de Zoro pra tirar uma boa soneca, mas o cheiro da comida lhe impedia disso.

— Que fome, — disse o capitão, pela sei lá quantas vezes — Sanji, comida!

Não ouviu o que o loiro disse, sua mente pareceu apagar e a última coisa que viu foram as costas de Sanji, antes de tudo ficar totalmente escuro.

Sendo afetados pelos raios solares, os olhos redondos de Luffy se abriram lentamente, mas ele não enxergava nada, só um clarão.

— Merda — ouviu uma voz conhecida, parecia Ace? — Vovô deixou a janela aberta de novo, aquele velho desgraçado.

Ouviu passos e quando finalmente enxergou tudo a sua frente direitinho, viu Ace fechando as cortinas com uma cara de ódio puro.

Foi falar e engasgou, tentou se levantar mas caiu, da cama pro chão como uma fruta podre caindo da árvore.

— ACEEEEE! — gritou e tudo que ganhou em troca foi um Ace o encarando.

— O que foi, seu bobo? — o de sardas se aproximou e levantou o corpo de Luffy, o colocando sentado na cama de onde tinha caído, e sentando ali na pontinha do colchão. — Teve um pesadelo de novo? — perguntava sorrindo.

Luffy o abraçou e chorou, não estava preparado para um sonho tão real, tão palpável. Ele chamou por Ace, chorou como um bebezinho e dormiu novamente, nos braços de seu irmão mais velho.

Ace, super confuso e totalmente acordado, foi azucrinar Sabo por comida.

Caminhou pela casa simples onde moravam os três, os quatro quando Garp aparecia. Eram futuros marinheiros, menos Sabo, que queria ser cozinheiro e conhecer o All Blue.

Garp tinha criado eles num ambiente bom, foram treinados desde crianças e ensinados por Tzuru e Sengoku que deveriam ser bons oficiais quando crescessem.

Todos conheciam os netos de Garp, o herói da marinha, o homem que prendeu o Rei dos Piratas.

Ace achava Garp o seu herói pessoal, não falava nada é claro, mas detestava Gold Roger, mesmo sem saber o motivo. Talvez só fosse por ele ser um pirata, ou ter sido.

Sabo era o único que tinha se livrado de ser um marinheiro, mas ainda seria cozinheiro da marinha, pois Sengoku, o atual comandante, amava sua comida.

Luffy acordou sentindo o cheiro de queijo, seguiu o aroma gostoso sem nem prestar atenção na casa. Os porta-retratos com a família reunida, as fotos deles crianças e adolescentes, o sorriso orgulhoso de Garp.

Chegou na cozinha e se sentou na mesa, via um moço loiro mas nem queria saber quem era, só queria comer.

— Bom dia, Luffy — a voz era diferente, não parecia ser a de Ace, então só podia ser do loiro no fogão.

— Hoje ele acordou todo estranho — Ace comentou rindo — Me abraçou e chorou como se eu tivesse morrido.

— Pare de rir dele, deve ter sido um pesadelo — desligou o fogo e foi abraçar Luffy, que não entendia nada da situação.

— Sabo! Minha comida! — Ace chamou o loiro de Sabo? Luffy estava confuso, era Sabo? Mas Sabo não estava morto?

— SABOOOOOOOO!

Começou a chorar freneticamente, abraçando o loiro, não conseguia acreditar no tipo de sonho que ele estava tendo. Era perfeito, não queria acordar.

— Valha, começou a chorar de novo — Ace soltou com a boca cheia de pão com queijo.

 

[...]

 

Okay, talvez Luffy quisesse muito acordar daquele sonho. Já tinha dado o que tinha pra dar.

Oh deus, o que era aquela manchete?

Trafalgar Law, o braço direito de Doflamingo, está fazendo bagunça pelo Novo Mundo.

Trafalgar não era o cara que tinha lhe tirado da guerra e salvo sua vida. Pelo nome, só podia ser aquele cara.

— Esse cara é uma praga — comentou Sabo, enquanto bebia seu café.

— Quando formos pro QG da marinha, vamos capturar ele, né Luffy? — Ace disse animado, dando uma cotovelada no ombro do irmão mais novo.

Luffy tinha preferido ficar calado do que explicar toda a situação de que era um pirata e aquilo tudo era só um sonho.

Então só sorriu e concordou com a cabeça.

Queria aproveitar o sonho mas, estava tudo real demais. E bizarro demais.

 

[...]

 

Mais tarde naquele dia, a noite quase tomava conta total do céu quando uma figura não muito agradável apareceu. O que caralhos Sakazuki Akainu estava fazendo ali?

Luffy saia do banho e viu com seus próprios olhos quando Ace correu pra abraçar o almirante usuário da fruta da lava, todo animado e sendo segurado por ele.

Sabo o cumprimentava sorridente também, enquanto Akainu tinha uma expressão séria no rosto, mas não parecia estar de mau humor.

— Luffy, — Ace disse quando Akainu o colocou no chão — Vai trocar de roupa, hoje o tio Saka vai nos levar pra sair.

Luffy sorriu e evitando encarar o homem citado, que os levaria pra sair, praticamente correu até o quarto onde havia acordado, que aparentava ser o seu.

Sabo entrou segurando algumas roupas muito bem dobradas e as colocou sobre a escrivaninha em frente à janela, abrindo as cortinas que Ace tinha fechado.

Luffy colocou a cueca e se encarou no espelho, não tinha cicatriz, nenhuma marca no peito, encarou seu rosto e tocando sua bochecha viu que também não havia nada em seu rosto, nenhuma cicatriz de prova de coragem.

Nenhum chapéu de palha também. Nenhuma marca de que era quem ele sabia ser. Tentou se esticar, sem sucesso.

Sabo veio por trás dele o abraçando.

— Que tipo de sonho você teve, Luffy? — perguntou colocando a cabeça no ombro do irmão — Parece tão mais avoado que o comum.

— Sabo, — chamou, mas desistiu de falar sobre logo em seguida — Pode me ajudar a escolher minha roupa?

Normalmente colocaria qualquer roupa e passaria dias com as mesmas peças, mas tinha sido obrigado a tomar banho e não tinha conseguido pegar a roupa que usava antes.

— Claro — o loiro respondeu sorrindo.

 

[...]

 

Estavam no centro de uma cidade portuária, conseguia ver o mar ao longe, o céu se fundindo a ele numa mistura de azul perfeito.

A cidade parecia muito iluminada e Akainu lhe encarava confuso. Luffy não queria saber dele, também estava confuso.

Ace se aproximou do seu ouvido e sussurrou: "Você não vai abraçar o tio Saka?", ora que pergunta era aquela? Por que diabos abraçaria aquele homem?

— Amanhã vai ser um ótimo dia — Ace disse pra tentar descontrair aquele clima pesado que tinha ficado durante a caminhada que faziam.

— Não diga isso, Ace — Akainu disse com um sorriso simples — Hoje é o dia do nosso Luffy, hoje é um ótimo dia — a enorme mão dele veio e bagunçou seus cabelos.

Luffy pensou, de cabeça baixa, dia dele? Como assim?

— VAMOS BEBER!

 

A primeira coisa que ouviu quando passaram na frente de um bar foi um coro de homens gritando e rindo, e pelas caretas de Ace, Sabo e Akainu, aqueles homens eram Piratas.

— Bebam, bebam — um homem de chapéu de palha gritava a frente, sentado no bar do lugar. Shanks, Luffy disse alto em pensamentos, sorrindo feliz por vê-lo bem e de alguma forma, igual ao que se lembrava dele. Um grande pinguço.

— É o ruivo do chapéu de palha — Ace falava baixinho e Luffy passou a prestar atenção no irmão — Um dia, vou prender ele!

Sabo e Akainu riram, mas antes que pudessem falar qualquer coisa, Luffy tomou a frente.

— Vai sonhando, — disse com um sorriso zombeteiro — Você é muito fraco pra peitar ele.

— Isso mesmo, Luffy tem total razão — Sabo o abraçou de lado e Luffy foi obrigado a sair do lugar e continuar caminhando pra sei lá onde estavam indo.

 

[...]

 

Na comemoração de seu aniversário, Luffy viu mais gente da marinha do que pensou que veria. Na verdade, todos eram da marinha, Luffy se sentia meio sufocado.

Um loiro calado e sorridente caiu do lado dele. Sengoku se matou de rir na mesa onde estavam ele, Garp e todos os almirantes, Aokiji, Kizaru e um futuro almirante, Fujitora. Esse Luffy não conhecia.

Ofereceu a mão para o moço que tinha caído, ajudando ele a se levantar com uma força que nem ele lembrava de ter.

— Muito obrigado, — disse o loiro, que era muito alto — Sou Rocinante.

— Monkey D. Luffy — o futuro rei dos piratas, quis falar mas deixou pra lá.

— Eu sei, é seu aniversário afinal — perguntou enquanto caminhavam até o bar do lugar — Ter 18 anos e ir pra marinha deve ser um porre, a maioria dos jovens hoje em dia querem ser piratas.

— Pois é — Luffy respondeu quando se sentaram no bar e Rosinante pediu bebidas para ambos.

— Desse jeito parece que você também quer ser um pirata — brincou dando um gole em sua cerveja.

Luffy riu e não ajudou a brincadeira a continuar. Logo Ace tomou toda a atenção do lugar, ele estava cantando e acabou dormindo no meio de uma nota alta.

Uma moça que dançava com ele, entrou em desespero e foi consolada por Sabo. Era bom conviver mais com seus irmãos, mas aquele sonho estava caminhando de um jeito deveras estranho.

 

[...]

 

Luffy ainda acha que era tudo um sonho, mesmo que estivessem num navio da marinha, mesmo que Ace comentasse a cada cinco minutos com Kizaru como queria uma fruta logia pra si também, por que a Pika Pika no mi era super maneira.

Estava indo pro QG da marinha. Se tornaria um marinheiro, e não um pirata. Queria se jogar na água e morrer afogado por não conseguir nada. Só aí lembrou que agora podia nadar.

Nem comer direito ele estava conseguindo e ainda que quisesse falar algo como "Eu sou um pirata", que provas teria que realmente era um? Sem cicatrizes, sem chapéu e sem poderes de borracha. Ele não era ninguém.

Passaram por Ennies Lobby e Imperdown no caminho, e quando chegaram às dependências principais da marinha, em Marine Ford, e Luffy queria se jogar numa piscina de lava. Será que Akainu fazia encomendas?

Deixou seus pensamentos de lado, comeu e dormiu.

 

[...]

 

Dormir era uma merda ali, então Luffy saiu pela madrugada explorando o lugar.

Escutou uma conversa na ponta de um dos corredores perto da cozinha.

— Ficou sabendo do Crocodile? — uma voz feminina falava baixinho — Ele virou um revolucionário.

— Era de se esperar, — a voz que ouviu era reconhecível, só podia ser Smokey, o fumacento — Ele sempre teve conexões com o Ivankov, pra ficar mudando de sexo e os escambal.

Luffy teve que meter o pé dali quando Smokey percebeu alguém no corredor com seu Hack.

Saiu correndo por sua vida e pensando em Crocodile. Se ele agora era um revolucionário, então Alabasta estava bem? Crocodile era amigo de seu pai? E onde estaria Robin?

Subiu para onde dormia e encontrou pelo caminho uma figura conhecida, vestida com um vestido bonito, com sua cobra Salomé, a mulher seguia um bando de homens fardados, aquela era Boa Hancock.

Ela o encarou com desdém e Luffy se lembrou de que ela era uma corsária. A única corsária mulher. Ela parecia o desprezar e ele pensou que era melhor assim, do que ela gritando seu nome a cada minuto.

Pelo menos, ela parecia bem.

Voltou a seu quarto e dormiu na cama do meio, entre a de Ace e a de Sabo.

Queria acordar daquele pesadelo e comer a comida de Sanji.

 

[...]

 

Superando tudo que acontecia, a mente de Luffy trabalhava a mil por hora. Quando aquele maldito sonho acabaria?

Ele acabaria um dia? Voltaria a ser um pirata e ter sua amada tripulação ou continuava vivendo o inferno de ser da marinha? Ou será que teria que comer sua fruta e iniciar sua jornada toda de novo?

Espera! Só pode ser isso! A mente dele deu um estalo, uma lâmpada se acendeu.

Era isso! Pegaria sua fruta, de maneira bem fácil pois estava na marinha e eles deviam ter uma sala só pra essas coisas, e daria o fora num dos navios de guerra. Sabia onde encontrar cada um de seus companheiros, então seria fácil.

Na teoria, pelo menos era fácil.

 

[...]

 

Luffy comia animado enquanto sua cabeça repetia seu plano, pra que ele não esquecesse e também pra que o colocasse em prática logo.

A comida de Sabo era uma delícia. Mas a conversa que ouviu a seguir lhe tirou a apetite por completo.

Um dos homens sentados conversava animado com Ace, falando sobre uma captura recente.

— Não acredito que vocês pegaram um dos homens do Barba Branca?! — Ace comentou animado, tinha acabado de acordar de uma soneca repentina.

— Pois é — o ruivo falava tão animado quanto seu irmão — Foi tão fácil pegar ele que até duvidei que era o cara certo — riu convencido.

A Marinha tinha capturado Marco, a fenix. Aokiji tinha conseguido congela-lo e agora ele seria usado como isca para uma guerra, assim como Ace foi usado, pensou Luffy.

A notícia sairia no jornal do dia seguinte: Comandante da primeira divisão do Barba Branca é capturado. Em dois dias, Marco a Fênix, será executado.

Seria um inferno, o Barba Branca viria e toda aquela guerra aconteceria de novo.

Luffy se levantou e levou sua bandeja até o local de descarte. Entrou na cozinha e chamou Sabo pra conversar.

— Sabo, — já estavam longe de tudo e de todos quando começou a falar — Se tivesse algo que você sentisse que precisava fazer, você faria mesmo que fosse errado? — Luffy nem sabia direito o que estava perguntando, só precisava de um pouco de apoio que sabia que encontraria no irmão do meio.

Sabo sempre foi mais compreensível, pensou Luffy.

— Bem, se você acha que é o certo — disse sorrindo — Então faça! — deu apoio colocando a mão no ombro alheio.

Luffy se separou de Sabo, com a certeza de que deveria ajudar Marco. Saiu da cantina e disse baixando, só pra colocar a lei da atração em funcionamento:

— Eu vou te ajudar, abacaxi.

 

[...]

 

Onze e quarenta e faltava muito pouco para a meia noite. Uma cabeleira morena caminhava sorrateira pelos corredores do QG. Agradeceria a Aokiji por tê-lo trago pra cá por preguiça, ao invés de ter mandando o outro pra imperdown.

O homem que vigiava as portas das celas foi o último a ser desacordado, Luffy tinha deixado pelo menos mais vinte homens desacordados pra ficar cara a cara com o loiro.

Se aproximou da grade, vendo Marco sentado com as costas rentes a parede, não parecia machucado mas ele era uma Fênix e Fênix se curam, pensou Luffy.

— Hey, abacaxi — chamou com o rosto no meio das grades da cela. Marco ergueu o olhar, estava quase dormindo quando um garoto começou a chamá-lo?

— O que você quer? — o loiro foi rude, se aquele garoto estava ali então deveria ser um futuro marinheiro. E se tivesse escutado direito, tinha sido chamado de abacaxi?

— Olha abacaxi, eles vão te executar se você ficar aqui — disse enquanto guardava a chave no bolso do guarda novamente, agora que não tinha poderes de borracha, abrir celas de oceanite era fácil e rápido.

— E o você quer que eu faça, hein espertinho? — sua voz saiu amarga, já estava com raiva dos guardas lhe incomodando e agora mais essa.

— Que tal se levantar dai pra eu tirar suas algemas? — Luffy disse abrindo a porta da cela e erguendo as outras chaves, que com certeza abririam qualquer algema de oceanite. Afinal, eram chaves mestras, e ele já tinha testado libertando outros presos Piratas das celas vizinhas.

— Como você? — Marco se levantou de supetão e saiu da cela, ficou de costas pra Luffy que lhe soltou rapidamente se livrando das algemas — Por que estava fazendo isso? Quem é você?

— Sou o futuro Rei dos Piratas! — disse sorrindo — Só vamos logo, o cara das câmeras vai acordar e vão me descobrir!

Marco concordou e Luffy o guiou até o porto, onde os outros piratas que Luffy tinha soltado iam pegar um dos navios da marinha e com o portão da justiça, que Luffy tinha aberto, sairiam em segurança e sem que ninguém percebesse.

— Você vai junto com esses caras — Luffy apontou pro navio e Marco sorriu quando os piratas, antes prisioneiros, vieram se despedir do garoto, dizendo que nunca se esqueceriam dele. Já Luffy, nem lembrava mais os nomes deles.

— Garoto, qual seu nome? — Marco perguntou antes de subir no navio.

— Monkey D. Luffy — disse sorrindo.

— Vou me lembrar dele.

Então quando o navio partiu, Luffy tinha corrido pra subir até seu quarto e ver eles indo embora.

A confusão que acontecia quando acordou foi imensa. As fitas das gravações das últimas semanas tinham sido destruídas, os prisioneiros tinham fugido, o pirata trunfo dos barba branca tinha fugido. Era uma completa desgraça para a marinha.

Já Luffy comia seu café da manhã, tranquilamente como se não tivesse sido ele a fazer todas aquelas coisas na noite passada.

 

[...]

 

Meses se passaram e Luffy tinha conseguido descobrir onde ficavam as frutas do diabo que a marinha conseguia. Mas de algum jeito, a fruta da borracha tinha sido encontrada por Shanks.

Era improvável que estivesse ali. Mas ele não queria outra, queria a sua fruta. Queria voltar a ser o homem borracha outra vez.

Então, com algumas frutas escondidas embaixo de sua cama, as que mais achou familiares de seus amigos, ele seguia esperando pelas próximas que chegariam.

Talvez a marinha fizesse um acordo com o ruivo do chapéu de palha e comprasse a fruta da borracha.

 

[...]

 

Quis bater a cabeça na parede quando viu o novo carregamento de frutas do diabo, a fruta das sombras estava ali, e adivinhem só? A da borracha também!

A fruta de Buggy, o palhaço também estava ali. Além da fruta das molas, que era de Bellamy.

Agora Luffy precisava fazer Ace e Sabo comerem suas frutas, Ace a das chamas e Sabo a da sombras, pra que pudesse comer a sua fruta da borracha e partir na sua aventura.

Fazer eles comerem as frutas lhe daria segurança, e também faria com que o Barba negra nunca tocasse na fruta das sombras.

Pensou e pensou, e a solução mais simples pra fazer eles comerem, era enganando eles.

No outro dia de manhã, pegou a Fruta das sombras e chamou Sabo.

— Sabo, eu fiz um doce só pra você!

— Que legal, Luffy e cadê?

Sabia que Sabo cairia nessa, então deu sequência ao seu plano.

— Fecha os olhos e abre a boca que eu vou colocar ele aí! — disse animado.

De olhos fechados e boca aberta, Sabo não imaginava que o gosto daquele doce fosse tão ruim, era nojento mas engoliu e sentiu uma tontura inexplicável.

Quando abriu seus olhos, Luffy sorria e estendia um papel em sua direção. Ele segurou firme o papel e abriu pra ler, enquanto Luffy corria pra longe.

"Sabo, você é meu melhor irmão do mundo! Por isso eu te dei pra comer a fruta das sombras, não tem o gosto muito bom mas vai te deixar bem forte, eu acho. Esse papel no seu bolso é meu cartão da vida, use ele pra poder sempre se encontrar comigo.

Eu te amo, Luffy."

 

[...]

 

Luffy chamou Ace com a desculpa de que não estava se sentindo bem, e entraram no quarto de ambos. Onde sua mochila de fuga estava escondida no chão ao lado da cama que Ace não conseguiria ver.

— Ace, eu tenho um doce pra você! – disse animado com um sorriso sapeca.

— Mas você não estava passando mal? — Perguntou com as mãos na cintura.

— Já melhorei, olha eu dei um doce pro Sabo essa manhã, agora é a vez de te dar o seu! — se levantou num pulo — Feche os olhos e abra a boca!

— Só não vai cuspir, hein? — Ace disse fechando os olhos e abrindo a boca.

Luffy meteu a fruta goela abaixo e segurou Ace pra que ele comesse e não cuspisse. Ace sentia um gosto de ferro como se estivesse comendo sangue, mas era muito quente. Sua garganta queimou quando engoliu aquilo.

— Que merda acabou de acontecer? — Perguntou abrindo os olhos e não achou ninguém à sua frente. Luffy já estava longe, longe, era hora do almoço.

Mas a sua frente na cama, um papel tinha seu nome escrito bem grande, na letra do caçula. Ele abriu e leu o conteúdo.

"Ace, desculpa pelo doce ser tão ruim! Mas você comeu a fruta das chamas e agora vai soltar fogo pelo cuKkkkkk

Seu irmãozinho te ama, é nois que voa mlk

ps. tem um cartão da vida debaixo do teu travesseiro, pra quando quiser me encontrar.

Luffy."

— Mas que merda?

 

[...]

 

Decidiu que esperaria mais um ou dois dias pra ir embora dali, pegaria sua mochila e partiria escondido num navio de mantimentos.

Encontraria seu amigos e formaria sua tripulação, não teria o chapéu de palha mas isso era o de menos se tivesse sua tripulação.

Foi quando o pior aconteceu. Trafalgar foi capturado e estava nas celas do QG, seria mandado pra Enies Lobby em algumas horas.

Luffy precisava ajudar o cara que tinha o ajudado. E no fundo, sentia que tinha algo mais no motivo de querer tirá-lo dali a qualquer custo.

Seria muito mais arriscado do que foi com Marco, mas ele conseguiria. Se não, não poderia ser o Rei dos Piratas!