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Ele era a balança. Significava o equilíbrio, buscava visar sempre isso. Era ele quem as pessoas procuravam para pesar suas ações, falar sobre as tristezas que sentiam, pedir conselhos e tudo mais o que sua mente poderia se lembrar.
Mas às vezes, quando sozinho, o rapaz de cabelos loiros se pegava pensando: Como é que ele ficava nessa história? Quem seria a sua balança? Quem pesaria as suas ações e daria sábios conselhos quando ele precisasse? Com quem poderia desabafar sobre as tristezas que o afligiam? E os sentimentos conflitantes que, por vezes, assim como tantos outros, também sentia?
Sentia o peso de ser quem era. Sempre sentiu. Mas ele sempre teve em mente: As vezes um dom, pode muito bem se transformar num fardo.
Mas ele aguentaria o peso desse fardo alegremente, sempre com um sorriso no rosto. Se isso significasse que, ele poderia ver todos a sua volta, felizes.
Passando a mão na cabeça, bagunçava os longos fios dourados do seu cabelo. Remexia-se na cadeira de madeira onde estava sentado, os olhos azuis intensos fitavam o copo repleto de whisky e gelo, intacto na mesa.
Com um sorriso, disse num sussurro quase inaudível. "Sim. Feliz, aguento esse fardo..."
