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Equilíbrio

Summary:

Erik amava Charles o suficiente para começar uma guerra, bem como, renunciar uma por ele, contudo, Erik não foi feito para amar.

Notes:

Como já foi mencionado: isso é uma tradução. Se quiser deixar um comentário para o(a) autor(a) pode escrever que eu traduzo ou vá diretamente na fanfic e envie uma mensagem por lá. Espero que goste!

  • Pedaço retirado da obra original:

Nota da autora: “Isso é mais como um fragmento de um poema do que uma narrativa, na verdade. Ele está escondido na minha área de trabalho há anos porque eu era muito reprimida para admitir que tudo é poesia. Especialmente as coisas que nos machucam [...].”

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Charles era um homem de diplomacia, crescido de um filho de amor e paz. Leve como o vento, flutuando pela vida como as estações colorindo o tempo e o espaço. Erik, em contrapartida, com a sua persistência como a sua única companhia de longa data, era a construção de guerra, raiva e discórdia.

Suas almas poderiam ter a mesma idade para alguém olhando de longe, tão velha quanto a própria existência. Contudo, enquanto a de Charles renascia a cada passo, como uma fênix; a de Erik estava se deteriorando com o passar dos anos, como um carvalho que era majoritariamente crosta, morto há muito tempo por dentro.

Forças opostas juntadas pelas entidades harmônicas do universo, as quais estavam destinadas a explodir em ondas caóticas de energia. Chocando, queimando e girando-se em torno uma da outra devido à demanda do cosmos por equilíbrio. Um buraco negro dado que nenhum deles podia ser contido pelo outro.

“Nós queremos a mesma coisa”, Erik disse ao homem deitado em seus braços, aquele que possuía o rosto sujo de lágrimas mais bonito que já existiu, quando seus próprios ossos caíram na areia sob todos os seus traumas. Charles sabia que era uma mentira antes mesmo que as palavras tivessem cruzado sua língua, mesmo que os olhos metálicos de Erik quisessem tanto acreditar nisso.

Enquanto Charles fosse criação, Erik sempre seria destruição.

Não é que Erik não o amasse o suficiente para abdicar sua raiva, vingança e o seu passado tortuoso. Para Erik, os tais eram tão parte dele quanto o mar aberto nos olhos de Charles. Ele não poderia estar com alguém tão verdadeiro, o qual era luz na forma mais pura, quando tudo o que ele conhecia era dor.

Quando a memória de amor dentro dele foi enterrada há muito tempo.

“Há muito mais em você do que você imagina. Não apenas dor e raiva. Existe bondade também, eu senti. ” Charles lhe disse uma vez, com aquele toque calejado que poderia consertar qualquer coisa quebrada, até mesmo ele.

Porém, Erik não queria ser consertado, independente do quanto ele quisesse Charles.

Ou o desejava-se. Como um inseto atraído pela luz de uma lâmpada desviando do seu caminho, o qual acabaria por eventualmente queimá-lo.

Se alguma vez existiu algo como almas gêmeas, ele agora tem certeza de que Charles sempre será a dele, enquanto o mundo continuar virando e as memórias estiverem gravadas em seu cérebro. Nenhum outro sorriso poderia aquecer as partes de seu coração que ele nem mesmo sequer lembrava que existiam. Ninguém mais o levaria ao limite (da paciência, da grandeza, do abismo que o separava do resto do mundo) da melhor maneira como Charles fez.

Todavia, a história foi escrita além e muito antes deles. Seria ingênuo de sua parte acreditar que duas pessoas como eles poderiam ficar juntas. Talvez se fosse outra época, quando o conceito de humanidade fosse mais fácil de entender. Se eles fossem outras pessoas, as quais não tivessem perdido tanto.

Erik amava Charles o suficiente para começar uma guerra, bem como, renunciar uma por ele, contudo, Erik não foi feito para amar. 

Ele estava muito além disso, passado o tempo que aquelas mãos macias e aquela presença calorosa em sua mente o tiraram da água.

Notes:

(✿◠‿◠) Caso note qualquer erro, me avise, por favor.