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Onde os sonhos não alcançam

Summary:

Ele estava farto de todos o julgarem por um passado que não era seu.

Estava perdendo o controle sob os próprios sentimentos,o ódio e a vingança estavam começando a superar qualquer outro sentimento.

Mas uma luz sorriu para ele, um homem gentil que o fez questionar se valeria mesmo a pena, se destruir para cumprir um propósito.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

Ele era uma criança que havia crescido em um bordel, muitas vezes olhares de desejos eram dirigidos a ele, sua mãe é claro nunca permitiu que nada lhe acontecesse.

Mas sua mente às vezes entrava em um estado profundo de descanso onde lembranças o perturbavam, era horrível não poder ao menos deitar e descansar.

Enquanto acordado havia pouco momentos em que podia se sentir bem, sem que ninguém o estivesse julgando, quando não havia memórias nem pensamentos cruéis. Era o momento em que sua mente e sua alma estavam em paz.

Esses momentos raros eram proporcionados por uma única pessoa, Lan Xichen. Seu corpo aprendeu a reconhecer o conforto de estar com ele, a única coisa que desejava nesses momentos é que não tivessem se conhecido, enquanto desejava poder estar sempre ali.

Xichen o fazia questionar seus planos cuidadosamente planejados sem nem dizer uma palavra, um olhar da primeira jade Lan era o suficiente para o deixá-lo a ponto de desistir de tudo apenas para ter um pouco mais daquela paz.

Mas quando estava sozinho novamente, ele se lembrava de tudo o que o fizeram passar e acima de tudo, se lembrava do que fizeram a sua mãe.

Não era justo.

Ele se vingaria.

E nem o estranho sentimento que havia perpassado entre ele e seu irmão jurado seria o suficiente para o parar.

No entanto, certos pensamentos não deixavam sua cabeça. Ele queira ser melhor, queria uma vez na vida ser o suficiente para alguém além de sua mãe.

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Em uma noite que se permitiu sonhar com um futuro irreal, ele se imaginou cumprindo sua vingança. Não contra seus irmãos nem contra as pessoas que o chamavam por aquele título que ele tanto odiava.

Mas contra o único causador de tudo, seu pai, Jin Guangshan era o único que merecia sofrer, ele o mataria de forma esplêndida e faria com que ninguém descobrisse.

Ele é claro não teria o reconhecimento paterno que sua mãe tanto queria, mas o faria pagar, não era o suficiente para seu desejo de vingança, mas se por acaso fizesse isso, pessoas inocentes não morreriam.

Em que ele diferiria de seu pai caso fizesse as coisas que havia planejado?

Ele nunca se permitiu pensar a fundo nisso, mas naquela noite ele entrou tão profundamente nesse oceano de possibilidades que se sentiu sufocar.

Certas barreiras a mente demora para ultrapassar, mas uma vez que essas barreiras são demolidas é quase impossível parar o fluxo de coisas que saem dela.

Seu plano originalmente feito, começou a ruir, e outro plano foi construído para substitui-lo.

Ele se tornaria alguém digno de estar na presença de seus irmãos jurados, nada de culpa nem assassinatos em sua consciência.

Sabia que não se culparia pela morte de seu pai, aquela morte ele planejaria com cuidado.

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Era claro que o que sentia não era recíproco, não tinha esperanças em relação a isso, porém só o fato de poder estar na mesma sala que Lan Huan sem o medo constante de ser descoberto valeria a pena.

Sua mãe o havia criado para ser forte, era isso que faria. Ele seria melhor que todos imaginavam ser possível para o filho de uma prostituta.

Lutaria por seus méritos, usaria o que havia de melhor nele mesmo, sua inteligência.

"Mengyao". Ouviu ser chamado gentilmente.

Lá estava o detentor de seus pensamentos, caminhando em sua direção com um sorriso gentil, 'garoto luz' sua mãe o chamará uma vez, essa seria as palavras que ele usaria para descrever Lan Xichen.

Onde passava as coisas ganhavam um novo brilho, não uma luz forte e cegante que o poderia queimar, mas uma chama acolhedora que o dava vontade de abrir seu coração e entregar a ele.

Apenas olhar para ele o fazia se sentir bem, era como um antídoto que o acalmava e dava esperança.

Era o suficiente, tinha que ser.

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Desde aquele momento em questão, ele passou guardar ainda mais seus demônios para si mesmo, ele explodiria algum dia. Mas quando isso acontecesse não levaria ninguém com ele.

Notes:

Obrigado pela leitura!

Comentarios e/ou sugestões são sempre bem vindos!