Chapter Text
Choi SeungHyun acreditava que estava louco.
Sentado no sofá de couro da sala de estar, iluminada pelas luzes externas, ele ergueu a cabeça e suspirou. Soltou o nó da gravata e abriu os primeiros botões da camisa social que vestia. Também soltou as abotoaduras dos punhos e em seguida abriu o fecho do cinto. Nada disso bastou para melhorar a sensação sufocante que tomava seu corpo.
Tornou a suspirar, derrotado.
Apanhou a taça de vinho servida na mesa de vidro em frente ao sofá. Não sabia se beber o ajudaria, mas daria essa chance assim mesmo. Algo precisava aliviá-lo, algo que não fosse ele.
O vinho era suave, quase tão saboroso quanto os lábios que o beijaram antes de SeungHyun chegar em casa, quando ainda estava no estúdio fotográfico. O beijo aconteceu de surpresa, pressionado pela outra parte que murmurou sobre como ele era fofo.
Fofo.
SeungHyun nunca pensou que alguém atribuiria aquele adjetivo a ele. Parecia tão distante e tão irracional.
Os lábios que cobriram os seus vieram tímidos no começo, depois, a língua veio exigente e ousada. Os dedos que seguraram seu rosto durante todo o processo o mantiveram cativo, dócil e esperançoso.
O momento findou como começou, de supetão. SeungHyun abriu os olhos de forma lenta, ansioso por mais. A sua frente, Kang DaeSung sorriu de maneira sexy, com os lábios úmidos pelo beijo, fazendo o corpo todo de SeungHyun vibrar de antecipação.
— Você é delicioso, hyung.
O som da voz rouca era capaz de enlouquecê-lo. Seu corpo se moveu sozinho, dando um passo a frente e encurtando a distância. DaeSung colocou as duas mãos em seu peito, parando seu avanço. Sabia que se forcasse um pouco mais, ele teria o que queria, contudo o gesto o fez permanecer no lugar.
Sua mão segurou aquela que estava em seu peito, bem em cima do seu coração acelerado e ele a levou aos lábios, beijando a palma e mordicando a pele sensível. DaeSung puxou a mão com rapidez, ficando corado e deu outro passo para trás.
— Você devia parar de me tentar, hyung. Vai acabar me enlouquecendo assim.
O tom de protesto poderia ser reverberando por ele também. Abriu a boca para assegurar algo similar e não conseguiu falar nada. DaeSung virou-se, abrindo a cortina do vestiário, olhando para os lados e saiu depois do espaço confinado, deixando SeungHyun sozinho.
Uma vez solitário e desejoso por mais, o ambiente retornou a SeungHyun, o lembrando de onde estava, do estúdio, das pessoas, de tudo. Quando DaeSung roubava-lhe beijos assim, SeungHyun era capaz de esquecer de tudo, todo o seu ser se concentrava no outro homem.
Encostou-se na parede, soltando um suspiro agoniado. Tinha quase certeza que DaeSung fazia isso de forma a deixá-lo desnorteado, para testar o quanto de concentração ele tinha. Trabalhar exigiu um grande esforço porque o que mais queria era arrastar o causador de todo aquele transtorno para um canto e roubar-lhe o ar com muitos beijos.
SeungHyun tornou a suspirar, agora sozinho em sua casa. Bebeu todo o conteúdo da taça em um único gole. As imagens do ocorrido no vestiário vinham a sua mente a todo instante. Ele precisaria de mais bebida se não quisesse enlouquecer de verdade.
