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I'll bring your coffee

Summary:

Aquela em que Louis, o professor de matemática, e Harry, o professor de inglês, fazem brincadeiras insinuando que são um casal durante as aulas. Obviamente, todos os alunos sabem que não é nada sério.

Até que os falsos flertes passam dos limites.

Chapter 1: ♡ capítulo um ♡

Chapter Text

Louis estava atrasado.

Muito atrasado. Mesmo.

Ele tinha apenas 15 minutos para percorrer até a Westminster Academy, onde dava aulas de matemática. Se fosse o mais rápido permitido dentro das leis de trânsito e desrespeitase mais da metade dos sinais vermelhos, ainda se atrasaria cinco e se estes fossem somados aos outros minutos da semana, totalizariam 32 minutos. Ainda era manhã de terça-feira.

Por mais que faça, a culpa não é professor. Na manhã de segunda-feira, perdeu o horário porque desregula o sono durante o final da semana e na tarde ele mesmo dia se atrasou porque um senhorinha pediu sua ajuda para carregar as compras enquanto as compras estavam saindo do mercado. Qual é, ele não poderia simplesmente ignorar-la, sua mãe lhe deu educação. Louis era um ímã para essas senhorinhas quando estava atrasado.

Foi por isso que ele saiu de casa sem comer nada, carregando uma mochila pendurada em apenas um dos ombros e no outro braço de cerca de cinco com provas e trabalhos corrigidos dos seus alunos. Provavelmente parte do seu bolso ficará para fora quando a sua roupa chegar, mas ele não chegará para alguma possibilidade essa possibilidade e fez o que já que ponto era impossível não conseguir no teletransportar. 

Quando estacionou ao estacionamento da escola, estacionou na primeira vaga do carro que chegou mais rápido e de que viu. Para sua salvação, onde seus melhores alunos encontraram Zayn, um dos amigos que cursava artes na mesma universidade na entrada da escola Louis cursava. Sabia que ele não dava aula no primeiro período, mas precisava estar ali para cumprir carga horária. 

— Ainda bem que você tá aqui, sério. — Louis, beijando a curtas do mais alto, logo dele massas para os braços. — Larga isso aqui no meu armário, por favor? 

— Levo sim, nem esquenta. Aqui a chave da sala da sua primeira turma, segundo ano A. Boa sorte! — E sai acenando com a mão livre.

Caminhando um pouco mais calmo (mas não tanto), o de olhos azuis sobe duas lanças de escada até chegar ao corredor da sala de aula onde daria sua primeira aula. Como se não bastasse toda a confusão que foi a ida até o trabalho, dois alunos estavam brigando. Ele respirou antes de se aproximar, revirando os olhos quando que era por causa de um jogo online.

— Ei, podem ir parando os dois! O que vocês pensam que estão fazendo? — Parou em frente a eles. — Ainda não é nem oito horas da manhã, esperem a hora do intervalo para se socarem, de preferência longe da sala dos professores.

Eles se afastaram ainda se encarando com certa raiva Louis destrancava a porta. Todos os alunos entraram e se sentaram em suas aulas, a maioria com cara de sono, antes do professor começar a fazer a chamada e perceber que tentarão mudar a outros amigos não em falta. Pobres crianças, Louis pensou, eu fazia melhor na idade de vocês.

Quando o aluno ouviu, acreditando que era um conteúdo informado, ouviu batidinhas na porta e revirou os olhos do aluno (ainda que era um aluno informado mais do que ele). Largou o livro que segurava na sua mesa e foi em direção a porta, abrindo-a e desfazendo a cara feia quando se deparou com um sorriso de covinhas e cabelos cacheados. Harry estava segurando uma xícara de café que Louis tinha de caneta permanente na letra apressada do professor de mesmo nome.

— Oi, razão do meu viver! O que ele beija e uma marca disse a mão do trabalho na sala e a xícara do seu gloss lab. — Oi, pragas! — você cumprimenta a turma recebendo risadas e acenos de volta. Se dirigiu a terceira classe da segunda fila e no ombro do alunomecido ali. — Acorde, James! Essa aula é desconfortável para dormir.

— Eu vou você entrar, Styles? 'Tá achando que isso aqui é a casa da mãe Joana? — Foi o que Louis disse após tomar um longo gole de café.

— Desde que eu traga café para o senhor atrasado todo santo dia, eu tenho direito de entrar na sua sala, amor. Adorei seu novo corte de cabelo, ficou sexy. Vocês não acham, gente? — Se dirigido à turma na última frase e pôde ouvir risadas. Passou a mão na direção do carinho e abraçando sua cintura.

— Obrigada, sabia que você ia gostar. Vem cá, você não deveria estar em aula agora? — Respondeu uma pequena falha no gloss do mais alto, que arregalou os olhos e separou o abraço enquanto dava um sorriso cobrado.

— Eu tenho uma lista de atividades para eles fazerem e quem não estou lá? Existem provas? Acredito que não. — Ele mesmo se respondeu. — 'Tô indo, beijinhos. Até o último período lindos! — Acena para a turma e sai da sala.

Louis voltou a pegar o livro e começou a passar um texto sobre matrizes, fazendo algumas pausas para explicar o que havia escrito. Quando estava na metade do último parágrafo, algo estava atingindo em suas costas. Virou-se e olhou para o chão, onde estava uma bolinha de papel, que logo foi pega pelo professor, que olhou para a cara fechada e uma sobrancelha arqueada para a turma. Três alunos, o menino, estavam com as procuradoras e uma menina da folha de papel. Esta, quando aberta, faz o mais velho ali ter que segurar o riso. Em diferentes núcleos de caneta (respectivamente azul, vermelho e verde), havia três frases com uma linha separando cada uma.

o sor Louis é muito bottom. eu tô dizendo pra vocês. OLHA A BUNDA DELE!!!!!!

para de ser surtada, Megan. o sor Harry tem muito mais jeito de baixo, qualquer pessoa com o mínimo de senso percebe isso

eu aposto um salgado que eles revezam. ninguém aguenta dar sempre, falo por experiência própria

— Eu não vou falar nada sobre esse bilhete, mas não faz isso de novo. Vocês pariu algum mais chato que eu dai dar mer... — Ele assim pode pegar que pode pegar o professor que eu falo — problema que vai pegar todo o mundo. — Joga o bilhete, agora novamente em forma de bolinha, em cima de sua mesa e virou-se novamente para o quadro. Lembrei de algo que falou e voltou. — E não tem nada de absurdo na minha abundância, ela é totalmente... — É encerrada por alguns risinhos e estar bravo. — Eu vou tirar nota de vocês!

Louis adorava ser professor.

Harry subia o lance de escadas que levava ao andar de sua turma, viu Liam (um amigo que parecia ali mesmo, logo que começou a trabalhar como professor há dois anos naquela escola – ele é o atual namorado de Zayn) abrir a porta da sala onde estava com cara de quem não aguentava mais e só precisava dormir. Eles trocaram palavras rápidas e os olhos foram mencionados sobre o que fez alguma turma e não falaram muito sobre a Revolução Francesa por causa disso. Não demorou dez segundos até perceber que era turma de que o cacheado deveria estar dando aula, já não conseguiu disfarçar a cara de nervos e culpa.

Por causa disso, o professor de inglês estava correndo até a própria sala e ficou parado na porta, que estava aberto, esperando os estudantes perceberem que ele já estava de volta para o grito e bagunçar a sala. Foi até rápido, geralmente demorava mais tempo. 

Durante o tempo que seus alunos terminavam uma lista de exercícios, agora em um ambiente muito mais calmo, ele não havia alguma mensagem ou ligação importante em seu celular. Respondeu rapidamente apenas algumas mensagens no grupo de seus amigos e também a mensagem do coordenador no grupo dos professores avisando que a quinzenal seria na próxima quinta-feira.

No dia seguinte, Harry estava exausto. Era o último período antes do intervalo da tarde de um dia em que dava aula em todos os dez períodos e sua cabeça começou a latejar ainda na aula anterior. Não tinha nenhum analgésico consigo e a turma do sétimo ano era, simplesmente, impossível de lidar. Todas elas. Ele sempre estava fazendo brincadeiras em sala de aula e talvez por isso algumas turmas extrapolam os limites, como estava acontecendo naquele momento.

Ele estava a ponto de surtar.

Havia, depois de explicar novamente o conteúdo da última aula, pedido para que fizessem alguns dos exercícios do livro. Já haviam se passado 20 minutos e nem uma mísera alma havia ao menos tentado fazer um exercício, apenas uma menina na classe em frente a sua mesa. Olívia é uma garota mais baixa que a maioria dos colegas, um pouco mais gordinha e que usava óculos e aparelho. O professor suspirou passando as mãos pelo rosto e a menina à sua frente o olhou levemente confusa antes de levantar-se e parar ao seu lado.

— Professor, desculpa incomodar, mas eu não tô conseguindo entender esse exercício aqui. — Apontou para a atividade número cinco.

— Não incomoda, Liv. — Lembrou do apelido que a mãe da menina chamou-lhe na entrega de boletins. Ela sorriu e Harry ficou feliz com isso. — Fica bem mais simples depois que entender, ok? Você precisa Indicar as orações, frases e períodos do texto, eu passei a diferença na última aula e expliquei no começo da aula, mas se precisar eu posso explicar de novo. — O exercício em si era simples, mas o enunciado estava complexo para pré-adolescentes. Lembraria de falar sobre isso quando fossem escolher os livros para o próximo ano letivo.

— Não precisa, eu consegui entender. Obrigada! — Saiu assim que terminou de falar e quando se sentou, o sinal indicando o intervalo tocou e vários alunos quiseram sair da sala. Harry parou-os e avisou para todos que as atividades deveriam estar prontas na aula seguinte, caso não estivessem iam perder nota.

Assim que todos saíram, Harry não levou nem dois minutos para juntar todas as suas coisas e sair da sala de aula. Desceu um andar cumprimentando alguns alunos que passavam e lhe desejavam boa tarde e chegou ao térreo, lugar onde estava a sala dos professores. Entrou no cômodo que antigamente eram duas salas de aula e largou sua bolsa em cima da mesa comprida que havia ali, logo indo em direção à térmica de água quente eu estava ao lado da de café. Alcançou a xícara com seu nome escrito e despejou água, procurando algum sachê de chá com sabor que o agradasse. Por fim, decidiu-se pelo chá de frutas vermelhas e esperou tempo suficiente para que o chá estivesse pronto antes de se sentar no sofá fofinho que estava completamente disponível. Se desse sorte, poderia até dormir um pouquinho...

O que, é claro, não aconteceu.

Harry sempre foi uma pessoa muito desastrada. Não é sua culpa, só é o que é.

Sendo assim, é claro que ao tentar se sentar no sofá ele esqueceu da xícara com o líquido rosa avermelhado quente em suas mãos. Também é claro que todo o conteúdo dessa xícara foi parar em sua camisa branca. Sua pobre camisa branca que agora já grudava em sua pele por conta do chá quente.

Aquele dia não podia piorar, foi a frase que se passou na cabeça do homem de cachos. Deixou a xícara, agora quase vazia, em cima de qualquer lugar que ela parasse em pé e foi para o banheiro dos professores, que ficava ali mesmo. Caso não estivesse enganado, tinha uma camisa sobrando em seu armário e ao se lembrar disso até teve um pouco de esperança.

E é claro que não deu certo. De novo.

Ao abrir o armário de número 22, que lhe pertencia, enxergou apenas algumas barrinhas de cereais, as chaves do seu carro, o carregador do seu celular e um kit básico de higiene. Nada da maldita camisa extra. Tentou lembrar onde havia deixado a peça de roupa e após alguns segundos lembrou que havia levado para casa para lavar e deixou-a lá. Em cima da tábua de passar roupas. Agora, só um milagre para salvá-lo.

Louis estava tendo um dia razoável. Teve que dar aula apenas no período da tarde e conseguiu não se atrasar, o que é um verdadeiro milagre. Achou dinheiro perdido dentro do bolso da calça que escolheu para usar e aproveitou para gastá-lo na hora do intervalo. Foi até a cantina e pediu um salgado e uma latinha de refrigerante, mesmo que soubesse que sua mãe iria lhe dar um tapa se visse que continuava comendo besteiras. O que os olhos não veem o coração não sente, tentou aliviar sua própria consciência.

Ao chegar na sala dos professores, terminou de comer e foi lavar as mãos que ficaram engorduradas. Assim que entrou no banheiro, viu Harry encostado na parede ao lado dos armários, com a camisa arruinada. Ele estava com os olhos fechados e parecia prestes a dormir.

— Camisa diferente, Hazz. Tem estilo. — Louis comentou, tirando Styles do seu quase sono.

— A obra foi toda feita pelo meu chá, eu fui apenas o manequim. — Ele riu. — E quando eu achei que não dava pro meu dia piorar, ‘tô sem a camisa que sempre deixo no armário. Eu vou morrer! — Dramatizou, colocando o antebraço na testa e jogando a cabeça levemente para trás.

— Para a sua sorte, meu caro amigo, eu acho que tenho um moletom no armário que talvez te sirva. — Foi até o armário 28 e mexeu dentro dele, quase colocando a cabeça ali. — Pronto, achei! Aqui, pode pegar. — Estendeu um moletom amarelo que parecia caber dois Louis dentro.

— Obrigado, vai realmente salvar a minha vida! Prometo que devolvo até sexta ele lavado e... — É interrompido pelo toque de seu celular, que indicava que Liam estava ligando-o. — Se importa se eu atender? Acho que não vai demorar.

— Sem problemas, vou tentar arrumar a bagunça que ‘tá naquele cubículo que chamam de armário.

— Oi, Li. Fala. – Harry atende a ligação enquanto termina de ajeitar o moletom que ficou um pouco curto em seus braços. — Vocês o quê? — Faz uma pausa para escutar a resposta. — Eu não acredito, não é porque dão aula para adolescentes que podem agir como eles! — Ele parecia estar segurando a risada. Já estou indo, esperem aí. Não é como se pudessem fazer outra coisa mesmo.

O cacheado encerra a chamada e olha para Louis, que ainda estava tentando arrumar seu armário. Na verdade, o mais velho parou de olhar para si quando percebeu que Harry havia visto que ele estava observando.

— Era alguma coisa muito urgente? — Foi isso que Louis disse para tentar fingir que não estava tentando ouvir a conversa. Harry deu uma risada quando percebeu a tentativa falha.

— Um pouco. Liam e Zayn foram se agarrar na sala de produtos de limpeza e a porta trancou sozinha, Liam me ligou pedindo ajuda para abrir. — Louis negou com a cabeça enquanto soltava uma pequena risada e saía do banheiro, sendo seguido por Harry, que pegou um molho de chaves antes de sair da sala dos professores.

Depois de dobrar em dois corredores e passarem pelo refeitório, que estava cheio e barulhento por causa dos inúmero alunos ali presentes, só precisaram caminhar mais alguns metros para chegarem a área restrita para alunos e pararem em frente a porta que leva até a pequena sala de produtos de limpeza. Enquanto Louis tentava destrancar a porta com as dezenas de chaves disponíveis, Harry fazia piadas com o casal preso ali dentro. 

Depois de exatas 23 chaves testadas, a porta foi aberta e mostrou um Liam de camisa amassada e para fora da calça e um Zayn com cabelo completamente bagunçado, ambos com a boca inchada. Os dois que estavam do lado de fora trocaram um rápido olhar antes de começarem a rir.

— Vocês estão rindo de quê? Estamos com cara de palhaços agora? — Zayn pergunta, apoiando as mãos na cintura e arqueando uma sobrancelha.

— De palhaços eu não sei, mas parece que passaram por um furacão. Ajeita esse cabelo, animal! — Louis fala e tenta arrumar o cabelo do amigo passando as mãos por ele, recebendo um tapa fraco e uma cara indignada em resposta.

— Arruma essa camisa, Liam! Parece que ‘tá de ressaca. — Harry apontou para o tronco do professor de história, que sentiu as bochechas esquentarem antes de tentar deixar a camisa de um jeito que ficasse, pelo menos, apresentável.

— Espera aí... Eu liguei só para o Harry, por que o Louis veio junto? — Liam percebe quando um lado da camisa para dentro da calça e o outro para fora. Seu rosto tinha uma expressão de dúvida, que se tornou surpresa e depois levemente maliciosa. — Eu nunca vi você com esse moletom, Hazza. É novo? — Zayn entendeu o que o namorado queria fazer e tentou conter a risada.

— Novo nada, é o moletom favorito do Louis. Sei porque uma vez ele deu chilique quando esqueceu lá em casa. — Zayn disse e fez Louis ficar automaticamente com as bochechas vermelhas.

— Podem ir parando, o Harry derrubou chá na blusa dele e eu emprestei o moletom, não foi nada de mais! — Louis tentou se defender, mas sabia que não iria adiantar muito. Conhecia Zayn o suficiente para saber que ele não pararia até tirar todo o foco de si.

— Você deu um chilique porque ele só estava lá em casa, mesmo sem ninguém usando. Acha mesmo que eu caí nesse papinho furado, Tomlinson? — O professor de artes retrucou, cruzando os braços.

Para a sorte de Louis, o sinal indicando o final do intervalo toca e acaba com a conversa. Harry, sem perceber o nervosismo do outro, agradece o moletom e deixa um beijo em sua na bochecha, logo saindo enquanto avisa que devolveria assim que lavasse. Liam e Zayn se olham pelo canto do olho, quase como se estivessem conversando por telepatia. Os dois concordavam que Louis havia ficado muito nervoso para não ser “nada de mais”, mas não falariam nada antes do de olhos azuis perceber por si próprio.

O resto da tarde de Harry foi um pouco mais tranquila, mesmo que sua cabeça ainda doesse um pouco. A última turma do dia, que tinha período duplo, colaborou quando disse sobre a dor que estava sentindo e talvez ele tivesse liberado a classe alguns minutos mais cedo por isso. 

Quando chegou em seu apartamento, decidiu ir logo tomar banho e botar algo mais confortável que a calça jeans que usava. Ao sair, acabou o moletom de Louis novamente, praticamente no automático. A peça era extremamente confortável cheiro do dono impregnado o sentimento bom, mesmo que ainda não percebesse esses detalhes.