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Characters:
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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2022-08-10
Updated:
2022-08-10
Words:
1,267
Chapters:
2/?
Comments:
2
Kudos:
4
Hits:
45

Yindroxus One-shots

Summary:

Ninguém vai fazer fanfic, beleza, então eu vou ter que fazer

Chapter 1: The Lady and the Assassin

Chapter Text

— Lady Ying de Icaran. — Quando seu nome foi anunciado, todos os olhares se voltaram à entrada. Aquele era o ponto alto da noite, a cobiçada filha do duque de Icaran que jamais fora vista antes.

Diziam alguns boatos que Lady Ying tinha uma grave doença que a impedia de aparecer em público e apenas recentemente foi curada, porém não completamente, da sua aflição.

Ela usava um longo vestido cerceta de mangas longas e ombros à mostra, seus cabelos cor de chocolate estavam presos em um coque alto com sua franja solta. Ela desceu com cuidado a escadaria.

Todos estavam admirados com a beleza da jovem, mas em pouco tempo a multidão que se juntou em volta dela se dissipou. A chegada de um jovem príncipe intimidou uma dezena de possíveis pretendentes.

— Me concederia o prazer dessa dança? — O príncipe com pele cor de areia fez uma reverência no meio daquele silêncio. A música tinha parado quando Lady Ying chegou no recinto.

Ying aceitou a mão do príncipe e a música voltou.

Nas sombras daquele baile um penetra se esgueirava. Apenas conhecido por ser um demônio sem rosto, o assassino tinha uma missão, matar a filha do duque de Icaran.

Era uma missão simples, nada fora da rotina. Não é como se fosse grande coisa assassinar alguém da burguesia, todos eram dependentes demais de seus guarda-costas e não possuíam força nenhuma. Ainda mais se fosse um que nunca nem mesmo pôs os pés fora de sua mansão antes.

Os olhos verdes do Executor de Deuses acompanhavam cada movimento da morena esperando a menor das aberturas para atacar. Não era um sniper, mas era o método mais rápido para lidar com uma aglomeração. Ying não parecia sair do salão tão cedo.

Alguns guardas estavam rodeando o salão tanto no lado de dentro quanto no lado de fora, então ele nunca podia ficar no mesmo lugar por muito tempo. Finalmente depois de dez músicas sem nenhuma chance, a troca dos guardas.

O assassino avançou pelas sombras para o ponto cego dos guardas agora distraídos. A chance perfeita. A morena parecia alheia olhando para o teto. Ele mirou na cabeça e foi lentamente se posicionando para o tiro.

Até que esbarrou em alguma coisa. Androxus atirou acertando o alvo gloriosamente e deu um pulo para trás.

Não era fácil o assassino se surpreender, mas ficou confuso quando viu o alvo que acabou de atirar em pé na sua frente. Ying estava segurando um espelho com os olhos arregalados. Barulho de alguma coisa explodindo e todos começaram a gritar no salão.

— Você aí! — Ficou parado demais no mesmo lugar, e a comoção alertou os guardas. O executor saiu correndo para o bosque que se encontrava a algumas dezenas de metros da mansão.

Foi só quando se escondeu entre as árvores que percebeu o corte no braço que algum guarda conseguiu acertar. Impressionante, pensou ele, não era todo mundo que conseguia o acompanhar.

Androxus se sentou no chão para respirar e recarregar a arma que agora estava sem balas. Tinha falhado na missão. Apertou a ponte do nariz, aquilo não ia ficar bem no seu currículo.

— Você tá bem? Parece bem profundo.

Não sabia como ou quando, mas a morena estava mais uma vez na sua frente, encarando o corte. Androxus nunca soltava sua magnum, ela estava sempre a milésimos de distância de ser usada, o quão sortuda era essa garota?

Ying se sentou do lado dele e puxou seu braço.

— Deixa que eu ajudo. — Uma luz verde saiu do espelho que Ying estava segurando e o corte começou a fechar diante dos seus olhos.

Androxus ficou chocado com aquilo. Já tinha ouvido falar de magia de cura, mas nunca tinha visto ao vivo. Tinha que admitir, era bem impressionante.

— Prontinho. Tudo certo. — Ying cantarolou.

O assassino puxou seu braço de volta, ela só ficou encarando ele.

— O que você quer? — Androxus ficou inquieto com o olhar de Ying.

— Você não tem cara de que vai pra festas pomposas. — Ela tentou fazer uma piada com a máscara que tampava o rosto dele.

— Sim, eu não poderia competir com você. — A olhou de cima a baixo. — Não deveria estar lá atrás?

Ying desviou os olhos. Começou a fitar algum ponto inexistente do bosque.

— Eu não posso voltar de jeito nenhum.

Ela se encolheu e um silêncio se instalou entre os dois.

— Mas e você, por que saiu correndo? — A morena perguntou e Androxus lembrou do que estava esquecendo desde que Ying o curou.

A missão, é claro. Como pôde de distrair da sua missão? Ainda havia uma oportunidade.

Androxus olhou para o lado e viu Ying. Ela estava quase abraçando os joelhos e ainda fitando o nada. Ele suspirou.

— Nada de importante.