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Português brasileiro
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Published:
2022-08-27
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7,994
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1/1
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Idiotas no amor - Satzu

Summary:

[One-Shot] [ Satzu]

Tzuyu e Sana eram melhores amigas, onde havia uma, a outra estava também e vice versa. Sempre pareceu a coisa certa, como o sol no céu, água e terra e qualquer outra coisa melosa que você possa imaginar.

Afinal, elas haviam passado por muitas coisas juntas, alegria, tristeza, raiva, dor e o principal: o quase fim do mundo. Duas vezes. Mas no fim, elas sempre conseguiriam vencer seus inimigos, tudo isso somado aos anos de amizades as tornou próximas.

Apesar das piadas e indiretas de suas companheiras de time, não foi até que uma missão confundiu tudo que Chou Tzuyu começou a pensar melhor sobre seu relacionamento.

E se eles estivessem certos? E se ela e Sana fossem as últimas a notar tudo isso?

Bem, é tudo sempre uma bagunça, não seria diferente dessa vez.

Notes:

Então, era pra ser um satzu fofinho no universo marvel, mas eu não sei o que aconteceu, há sujeira eventual no final.

Já avisados, espero que gostem da leitura

Work Text:

Tzuyu se considerava um Ás no seu ramo de trabalho, afinal era raro, mas não para ela, ela tinha uma mira impecável, o corpo mais forte do que o comum devido ao soro, ela havia sido cuidadosamente treinada para executar missões de infiltrações, perseguições e assassinatos.

Não havia outra coisa se não perfeição no seu trabalho e ela se orgulhava disso, mesmo depois de vários ossos quebrados e diversas cicatrizes, missões de alto nível e quase suicidas.

Ela era uma das melhores lutadoras do mundo, então, por que ela ficava tão estupidamente corada e nervosa ao ouvir uma provocação sobre seu relacionamento com sua melhor amiga?

Era a melhor afinal, mas ainda uma idiota e não, ela não iria admitir isso para ninguém. Nunca.

Embora ela devesse admitir, ser provocada em um carro fechado por sua amiga, por mais que ela a amasse, estava a tirando do sério.

 

– Eu juro que se eu ouvir mais uma piada sobre isso, Myoui, você vai desejar não ter ficado bêbada comigo no seu aniversário. – Ela cospe as palavras, em um misto de tom serio com brincalhão. Mas garantindo que sua amiga soubesse que ela estava falando sério.

– Céus, você é como uma vó, já entendi, tudo bem, galinha pulando fora. Ok. – Sua amiga no volante, resmunga, levantando as mãos em rendição e perdendo levemente o controle do carro.

– Eles estão realmente aceitando qualquer um como um vingador esses dias, Uau. – Ela atiça, notando a falha tentativa de disfarce de sua amiga.

– Sim, com certeza, gênia. Você esqueceu que entrou depois de mim? – Mina rebate e ela sente vontade de revirar os olhos, mas acaba engolindo outra provocação.

A verdade era que Tzuyu seria uma mentirosa se dissesse que Myoui Mina não era tão excepcional como ela. Outro Às, tinha êxito em quase todas as suas missões, era silenciosa e tinha mais experiência e paciência que Tzuyu.

Elas eram mortais normalmente, mas juntas? Era como a dupla perfeita de agentes. Sempre enviadas juntas para a maioria das missões ou colocadas no mesmo time.

Sua amizade com a Myoui se fortaleceu com as incontáveis vezes que suas vidas estiveram na mão da outra, em bases inimigas lotadas de pessoas que não hesitariam em mata-las, na vezes que se escondiam juntas, esperando a poeira baixar para voltarem para o complexo, nas vezes em que deitavam ao lado da outra, em um esgoto apertado, machucadas, fugindo do perigo.

Era como um laço, rodeado de momentos de franquezas e confissões, mas ambas sabiam que se houvesse alguém que poderia as entender, sem julgamentos, era a pessoa ao lado.

– A base vai detonar em quinze minutos, então é um jogo rápido, entrar, evitar ser pega e sair com a maleta. – Sua amiga diz, voltando ao modo profissional.

– Vai ter uma troca de turno na saída B, podemos entrar por lá depois do hacker agir. – Ela aponta, lembrado do mapa que havia estudado mais cedo, praticamente memorizado em sua cabeça.

Talvez Tzuyu devesse explicar a situação, certo? Como um grande resumo das coisas, a torre as enviou para roubarem os códigos de um doutor da hidra, seu trabalho era a levar em segurança para o complexo, porém, o critério de como consegui-la era deixado para elas.

E com a incrível bunda arrogante de sua amiga, uma missão silenciosa virou um grande campo de destruição com o planejamento de acabar com a base de uma vez. Como dois acertos em uma tacada.

Mina parece concordar com sua fala, embora,durante os dois dias que elas haviam estudado a base e a região, dezenas de trajetos e planos foram montados, cada passo calculado e pensado por horas e horas acordadas.

Elas param entre as árvores, fora do radar de alerta da base já que era considerado área de turistas peregrinando por aí. Tzuyu termina de carregar sua pistola, a enfiando no coldre novamente.

Elas saem, já devidamente equipadas com suas armas e trajes de combates. Era de manhã em um lugar longe de Nova York, o frio era o suficiente para manter as pessoas em casa, mas seu traje era preparado para essas situações.

Elas repassam o plano mais uma vez, seguindo cuidadosamente os passos do plano 8, o que elas acharam ser o ideal depois das várias análises.

Mina abre a tampa de um passagem que levaria para os esgotos, indo na frente, Tzuyu leva a mão ao capacete, ligando a lanterna para as guiar.

Elas entram em silêncio, escondidas enquanto passavam pela grade que dava acesso a base, não demora para que elas encontrem a escada que levava para o térreo.

Tzuyu as guia, as fazendo evitar os guardas entre os corredores, ambas ouvindo atentamente os comandos do agente que cuidava do hackeamento.

Tudo parecia normal demais para uma base ultra secreta, isso aguçou os sentidos de Tzuyu, sempre esperando o pior. A normalidade era certamente estranha para o local, mas elas procederam.

Não foi até que elas peguem a maleta, que uma alta sirene soa, a tela que antes estava preta no laboratório, se acendendo com a imagem de um homem de óculos, o cabelo ridiculamente cheio de gel para atrás.

Ótimo, ai estava a maldita missão casual. Seria simples, eles disseram.

Tzuyu reconheceu o homem, o doutor, um cientista do projeto investigado por elas, Matt Chase, um gênio no seu trabalho e um grande perigo com suas cópias exatas dos soros para super soldados.

– E como previsto, os ratinhos dos vingadores, bem aqui, no meu laboratório! Devo dizer, é uma surpresa sua visita, mas vou levar como uma honra ao meu trabalho. – O homem diz, ajeitando os óculos com um sorriso bizarro no rosto. – Eu gostaria de ver pessoalmente meu trabalho, mas por hora, vou me contentar com as gravações. Espero que gostem do meu pequeno presentinho.

Sua câmera some, dando lugar as vistas das câmeras de segurança, mostrando diversos soldados se movendo. Mas o preocupante eram as celas dos prisioneiros abrindo, um grande número de pessoas em uniformes brancos saindo com um olhar de pura raiva presente.

O doutor aparece na tela novamente, rindo de uma maneira que Tzuyu achou idiota. Ele tinha muito o que melhorar.

– Corte a risada de palhaço, Chase. Não brilha em você como vilão, mas você já sabe disso, né? – Ela diz, prendendo a maleta em suas costas, deixando as mãos livres para suas armas.

– Como sempre a arrogância, um verdadeiro enjoou, mas vai servir para deixar o prato da noite mais saboroso e...

A tela fica preta, ela olha para sua amiga que havia acabado de desligar os cabos da sala, parecendo entediada.

– O mesmo discurso de sempre, você está pronta, Chou? – Mina pergunta, saindo da sala com uma arma em mãos, já pegando cobertura em uma parede.

– Eu nasci pra isso, você sabe. – Ela responde, seguido do barulho do trave em suas pistolas. – Já sabe onde me encontrar se nos separarmos.

Mina só tem tempo de lhe enviar um mísero aceno, o corredor sendo preenchido por vários soldados. Não demora para que os sons se tornem sobre balas e mais balas cortando a sala.

Tzuyu se joga para desviar de uma rajada de balas vindo em sua direção, indo para o lado agora cheio de solados desarmados, não, eram cobaias, na verdade, o uniforme todo branco e uma espécie de coleira em seus pescoços.

Ela mal desvia do soco de um, conseguindo no último segundo agarrar sua mão, ela o gira habilmente, chutando suas costas com força, o enviando para longe.

Ela pula na direção de um que parecia perdido, prendendo suas pernas na cabeça do homem, torcendo com força enquanto o envia para o chão.

Os sons de tiros de uma pistola reconhecida por ela a fazendo saber que Mina estava cuidando dos armados. Bom, assim ela pode se concentrar nesses caras.

Ela não tem muito tempo para comemorar, sendo cercada por mais três enquanto tentava desviar de seus ataques, infelizmente, sua arma é jogada para longe quando é acertada de raspão na mão, o impacto pegando mais em sua pobre arma no que nela.

Era forte. Isso era estranho.

A luta parece se tornar mais acirrada, quase que encurralada, mas ela sabe se virar. Tzuyu dá uma rasteira em um deles, pisando em sua perna com força.

Ela troca socos com outro a sua esquerda, mas acaba perdendo o punho de outro de pé. O golpe a envia para o chão por alguns metros, uma ardência em sua cabeça, quente, ela estava sagrando, ela supõe.

– Eles tem o soro. – Ela grita para sua amiga.

Já se levantando, ela derruba outro com um chute no queixo, se virando com uma sobrancelha levantada para o último de pé.

Ela tinha uma vantagem, eles eram fortes, mas sua resistência parecia ser mais baixa do que o comum. Não era um soro perfeito.

Mais esse último parece ser mais habilidoso, os braços erguidos em posição de luta, esperando que ela atacasse. Bem, um idiota com um pouco de cérebro, afinal.

Eles andam em círculos, mas logo a atenção de Tzuyu é chamada para um ligação no visor do seu capacete, um upgrade dado pela mulher de ferro.

Ela atende e uma imagem de uma Minatozaki Sana, o cabelo desarrumado, com uma grande camisa em seu corpo aparece no canto de seu visor.

Tzuyu sente as batidas descompassadas do seu coração, acelerando em um ritmo anormal, muito mais do que lutar com caras muito mais fortes do que o comum.

– Alguém teve uma ótima noite de sono, é? Bom dia, princesa. – Ela diz, saudando sua melhor amiga com o máximo de bom humor que conseguiu reunir.

– Bom dia, Tzu. – Sana devolve o cumprimento, coçando a bochecha em um gesto adorável, a japonesa tinha uma aparecia sonolenta. – Você disse que sua missão acabaria ontem.

– Eu sinto muito, querida, algumas coisas, ugh, não ocorreram como plan-planejadas. – Ela responde entre dentes, deslizando após realizar um mortal para desviar do homem a sua frente. Ele era um lutador treinado, ágil em deduzir os movimentos de Tzuyu.

– Tzu? Está tudo bem aí? Eu posso ir...

– A situação está sobre controle! Não se preocupe. Porra, isso! – Tzuyu a corta, finamente nocauteando o homem. – Olha, não se preocupe, Ok? Estarei de volta em breve para nossa noite de cinema.

Ela diz, tentando soar o mais sincera possível, querendo que Sana acreditasse nela.

– Eu sei, só que... anata ga koishii desu. – Sana diz baixinho, um certo biquinho em seus lábios que fazem os lábios de Tzuyu se contraírem em um sorriso.

– Por mais que eu ame sua voz falando em japonês, Sannie, eu realmente não entendo o que você diz. – Ela diz rindo, embora fosse comum em sua amizade as falas da japonesa direcionadas a ela. Tzuyu até havia tentado perguntar a Mina ou Momo, as outras japonesa do grupo, mas sempre era recebida com um revirar de olhos e um brilho conhecedor.

O soco de um soldado repentino a faz perder o rosto vermelho de sua melhor amiga, mas um olhar preocupado logo surge em seu rosto ao ouvir o gemido de dor de Tzuyu.

– O que foi isso? Você se machucou? Tzu? – Sana pergunta, preocupação atingindo todo o seu rosto.

Tzuyu esquece de responder ao levar as mãos na garganta, respirando com dificuldade ao ter sido atingida.

Por sorte, o homem cai na sua frente e Mina com um rosto irritado surge em sua frente.

– Você está seriamente falando com sua namorada no meio de uma MISSÃO IMPORTANTE!? – Sua amiga grita a última parte, fazendo Tzuyu levar as mãos aos ouvidos em uma careta.

Ela iria a responder dizendo que ela e Sana eram apenas amigas, mas a voz de sua melhor amiga preocupada a chama de novo.

– Me desculpe, San, eu tenho que ir, mas estou bem, eu prometo. – Ela responde, vendo o olhar aliviado no rosto de Sana ao ouvir sua voz. Isso era bom, pois significava que ela não tinha ouvido a reclamação de Mina.

O barulho de uma granada jogada por Mina em uma parede é o sinal para que Tzuyu desligue a ligação, uma desculpa rápida saindo de sua boca enquanto ela se despedia como um flash.

Há um resmungo irritado de Mina em sua direção, mas Tzuyu lhe envia um sorriso como agradecimento por ter ajudado com o cara agora há pouco, isso parece aliviar o clima.

Elas não tem tempo para piadas pois precisavam sair dali.

Bem, estava tudo ocorrendo bem pela maneira que havia se desenrolado.

Tirando o estresse pela missão, provavelmente comprometida por algum espião da equipe.

Elas estavam com tudo sobre o controle. Bom. Elas tinham que terminar a missão e ir pra casa. Simples.

 

XXX

 

Tzuyu tinha uma coisa a admitir:

Ela havia falado cedo demais. As coisas saíram do controle de novo e muito, muito rápido.

Era quase irônico que uma simples missão terminaria com ela lutando com um homem de corpo metálico em cima de um míssil se dirigindo para nova york.

Ah e ela não poderia esquecer sua amiga a xingando no fone em seu ouvido o tempo todo.

De qualquer forma, imprevisibilidades aconteciam o tempo todo.

Voltando sua atenção a luta, graças ao seu traje, ela poderia lutar sem se preocupar em cair, correndo em direção ao homem de metal, ela rasteja, passando entre suas pernas e o acertando com um chute por trás.

– Você tem menos de dois minutos para desligar essa coisa, sua idiota. – A voz estridente em seu ouvido a faz colocar uma mão em sua cabeça, revirando os olhos, ela bloqueia alguns dos golpes de seu inimigo, conseguindo acertar bem embaixo do peitoral metálico dele, o fazendo recuar, ela aproveita para chutar o capacete que protegia o rosto dele para longe.

O homem solta um grito de raiva, pulando em cima dela e os derrubando, Tzuyu precisa ativar a colagem em seu traje para a impedir de cair para fora do míssil.

– É mais fácil falar do que fazer. – Ela cospe para ninguém em específico, tentando tirar as mãos do homem de seu pescoço.

Isso era uma merda, certo? Péssimo jeito de morrer. Ela pensa. Resmungando enquanto alcançava a faca escondida em seu traje.

Ela consegue agarrar a ponta da arma, os virando enquanto passava por cima, deixando a faca fazer seu caminho ao ponto específico no pescoço do homem.

– Vamos precisar do serviço de limpeza, Myoui. – Ela diz, indo em direção a fiação do míssil, se abaixando ali enquanto arrancava a proteção. – Qual fio eu devo puxar? Myoui?

Ela chama outra vez, demorando alguns segundos para ter um sinal de sua voz novamente, falhando a cada palavra. Ótimo, bem o que ela precisava.

– Ok, vou fazer do meu jeito. Como sempre. – Ela murmura, jogando um explosivo ali enquanto saltava, ativando o planador do traje.

Talvez ela deva ter calculado mal o tempo do explosivo, pois quando ele detonou, a explosão do míssil pegou em uma das assas do planador, a fazendo despencar.

Várias luzes vermelhas piscam em seu capacete, a IA tentando encontrar outra maneira de fazer a parte boa funcionar. Infelizmente, ela não tem tempo de a responder, perdendo a consciência com um único pensamento em mente:

Que merda.

XXX

 

Ela geme de dor ao acordar, tendo dificuldade ao abrir os olhos e demorando vários segundos para se recompor a luz do ambiente.

– Você é uma filha da puta tão sortuda. – a voz inegável de sua amiga se faz presente e Tzuyu vira a cabeça para tentar a encarar. Outro gemido de dor sai dos seus lábios.

– É isso que acontece quando saio sem meus arcos. – Ela encontra forças para aliviar a situação, ganhando um pequeno sorriso de sua amiga, mas o olhar ainda repreendedor em seu rosto.

– Ela está certa, você vai precisar de mais do que algumas horas dessas vez. – Outra pessoa no quarto chama sua atenção, ela encontra nada menos que sua capitã ao lado de Mina. Ela culpava seu estado de recém acordada por não notar a outra mulher ali.

– Corta essa, estou pronta pra outra e eu...porra! – Ela tenta se sentar para provar seu ponto, ganhando uma dor enorme em algum ponto perto de sua costela.

– Você vai ficar dispensada de suas missões até se recuperar, depois vamos fazer algumas sessões de treinos antes de entrar em combate novamente. – A voz séria de sua capitã não deixa espaço para discordar, mas mesmo assim Tzuyu se vê revirando os olhos.

– Qual é, Jeongyeon! Eu estou perfeitamente bem e embora eu não consiga fazer isso agora, estou cruzando os braços. – Ela tenta mesmo assim, mas o olhar no rosto da outra mulher fecha a discussão. – tudo bem, eu entendi, sem missões. Vou deixar minha bunda parada enquanto vocês fazem o trabalho pesado, legal!

A capitã Yoo se aproxima, deixando um tapinha em seu ombro antes de ir em direção a porta, se virando com a mão na maçaneta, a lançando um último olhar junto de um sorriso de lado.

– E eu sinto muito, teve uma emergência em Londres, sua namorada foi junto na equipe. – E com isso ela sai, fechando a porta com um banque suave.

– Ugh, ela não é minha namorada. – Ela murmura para o nada, um biquinho em seus lábios ao ouvir a risada de sua amiga.

– Tente dizer isso pro resto do mundo, gênia. – Mina provoca, sentando em uma cadeira próxima a sua cama. – Ela ficou aqui o tempo todo sabia? E ainda deu uma bronca em Jeongyeon por manda-la a missão, toda irritadinha, mas que namorada brava você foi arrumar, hein?

– Pelo menos não tenho uma queda por uma deusa. – Ela rebate, aceitando o copo de água oferecido a ela. – Digo, um abismo.

– Achei que já tínhamos passado por isso, que saco. – Sua amiga resmunga, inclinando um pouco o copo para cima em vingança, ganhando um revirar de olhos de Tzuyu ao ter uma parte de sua camisa molhada.

– Não faça essa cara, você tem uma fonte de energia só pra você, como o Pikachu. – Ela a cutuca de novo, segurando um gemido estrangulado ao ter sua amiga beliscando um pouco acima do seu machucado.

– Você é mesmo insuportável.

As duas riem e Tzuyu se vê achando mais suportável ficar de cama.

Ela fica assim pelos próximos dias, sendo liberada para sair só depois do quinto dia da enfermaria. Ela promete a Chaeyoung que tomaria cuidado e voltaria para checarem a cada dois dias, mas de resto, ela se vê com muito tempo livre.

Ela volta para os dormitórios, assiste filmes e séries o dia todo, come porcaria, vai dormir quando o sol nasce e esquece de beber água.

Mas mesmo assim, seu estômago queima de preocupação ao ver as coisas ficarem perigosas em Londres e sabendo que não tem nada que ela possa fazer, só lhe resta ficar remoendo esse sentimento o dia todo.

No final da segunda semana, ela acorda com uma mão traçando suavemente seu rosto, ela já sabe quem é sem nem precisar abrir os olhos, provavelmente a única pessoa viva e em sã consciência que entraria no quarto de uma ex assassina e vingadora enquanto a mesma dormia, mas também, a única que realmente podia o fazer.

– Eu senti sua falta. – Tzuyu diz sem abrir os olhos, aproveitando a sensação do toque quente que passeava pelas suas sobrancelhas.

– Não mais que eu, eu aposto. – Sana a responde, o cansaço aparente em sua voz.

– Oi, você. – Ela diz, abrindo os olhos para encontrar o mar de castanho dos de Sana. Ela leva a mão para o corte pequeno em sua bochecha. – Eu cheguei a tempo para o filme.

– Ah, Eu não imaginei que chegar desmaiada e quebrada fosse contado. – Sana rir, segurando a mão de Tzuyu e deixando um beijo casto ali. – Eu sinto muito, as coisas saíram do controle por lá.

– Não peça desculpas, não foi sua culpa. – Ela murmura, sentindo Sana se mexer para deitar ao seu lado. – Você deve estar cansada, durma um pouco.

– Só um pouquinho, ainda preciso fazer o relatório. – Sana diz baixinho, sua voz diminuindo a cada palavra, mas ainda lutando contra o sono que tentava ganhar o controle. – Você vai estar aqui quando eu acordar?

– Eu vou, prometo, agora durma. – Ela acena, notando a loira ao seu lado finalmente se entregando a terra dos sonhos.

Tzuyu passa um braço envolta dela, deixando um beijo em sua testa antes de se aconchegar ao ser redor, acabando por apagar junto a garota ao seu lado.

Ela acorda horas depois, um braço agarrando sua cintura, a prendendo no lugar, seu corpo estremece ao sentir a frente de Sana contra suas costas. Ela morde os lábios, pensando em como sair dessa situação.

Olhando pela janela, o sol já havia descido, dando lugar a escuridão com a lua longe de ser vista, era tarde então, talvez perto das dez horas, ela chutou.

Sana gostaria de jantar depois de horas dormindo, ela pensou que seria bom ir preparar algo para ela, mas um aperto mais forte em sua cintura a faz cair na cama em sua falha tentativa de levantar.

– Onde você está Indo? – A voz rouca de sua melhor amiga choraminga, pressionando seu corpo contra o de Tzuyu.

Graças ao céus o quarto estava escuro o suficiente para que Sana não notasse o vermelho escuro se espalhando em seu rosto.

– Eu ia fazer o jantar, você não está com fome? – Ela pergunta, sem tirar os olhos da parede, a achando muito atraente nesse momento.

Sana parece ficar quieta por um tempo, até que ela diz não, mas seu estômago parece implorar pelo contrário. Com um gemido de vergonha, a japonesa esconde o rosto em seus ombros.

– Tudo bem, talvez eu esteja, mas só um pouquinho. – Sana murmura, a respiração quente batendo na parte de trás do pescoço de Tzuyu.

– Eu percebi, mas não se preocupe, princesa, eu já volto com sua comida. Mas primeiro, você tem que me deixar levantar. – Sana parece hesitar ao ouvir sua fala, mas depois de um momento a libera, rolando para longe, o calor automaticamente fazendo falta para a Chou.

– Não demore, Ok? – Sana pede baixinho, querendo voltar para se enterrar nas cobertas, suspirando em reclamação ao serem puxadas dela.

– Por mais que eu adoraria jantar aqui, é hora de lavar esses machucados, querida e trocar o traje da missão. – Tzuyu explica, dobrando o cobertor na cadeira e Indo até o interruptor do quarto.

– Você está dizendo que eu estou fedendo? – Sana pergunta rindo, se sentando na cama e parecendo mais acordada.

– Eu não, eu juro, mas são regras da casa, é hora de cumpri-las. – Tzuyu sai rindo, ouvindo Sana gritando sobre regras chatas.

– Já acabou a lua de mel? – Uma voz pergunta no corredor, Tzuyu pulando um pouco ao ter sido pega desprevenida.

– Não sei do que você tá falando, Im. – Ela resmunga para a mulher andando ao seu lado, notando o terno caro dela. – Você vai a alguma daquelas festas obrigatórias?

– Não, eu tenho um jantar com a próxima senhora Im. – Nayeon olha o relógio em seu pulso, pegando o caminho para o elevador. – E falando em festa, vai ter um evento beneficente na próxima sexta, todos os vingadores vão, não se atrase.

A mulher pisca para ela, as portas do elevador se fechando e a tirando do seu campo de visão. Tzuyu suspira com a nova informação, ótimo, mais uma festa de aparências.

Ela balança a cabeça, querendo espantar seus pensamentos, ela leva tempo para analisar os matérias na cozinha, decidida a fazer um simples macarrão.

Ela faz uma nota mental para avisar a Nayeon sobre precisarem ir as compras, já sabendo que Im nunca mais vai deixar a mesma pisar em um supermercado com um cartão preto dos Im's.

Grande dia, Tzuyu se lembrava de explorar os corredores com uma Sana muito animada em suas costas, entre risadas e empurrões enquanto pegavam os itens que chamavam sua atenção, terminando com um carrinho cheio de congelados e doces.

Ela se perde na boas memórias com sua melhor amiga enquanto cortava as coisas. Sana era muito importante para ela, quando a cidade no ar despencou, ela sentiu seu mundo desabando com a imagem de Sana esperando no núcleo.

O pesadelo dos escombros da cidade ainda torturavam sua mente, a sensação de vazio tomando conta como uma onda a derrubando e uma mão invisível a puxando para baixo.

Sem querer, ela aperta a faca em mãos com mais força, mal percebendo sua outra mão ainda na tábua e perdendo a sensação do leve corte em seu dedo.

– Você não deve mexer com coisas perigosas se vai se distrair, Tzu. – A voz de uma Sana preocupada diz atrás dela, não demorando para um braço envolver sua cintura e outro retirar a faca de suas mãos.

Tzuyu fecha brevemente os olhos ao sentir o cheiro doce vindo de Sana, o cabelo molhado da garota encostando em seu ombro pela diferença de altura.

– Qualquer coisa é perigosa em minhas mãos. – Ela brinca, ganhando uma risada da garota que molhava seu dedo machucado na torneira a sua frente.

– Estamos do mesmo lado com esse pensamento, mas... ter um pouco de cuidado nunca é demais. – Sana murmura, levantando suas mãos no ar para averiguar o corte, notando que ele já havia parado de sangrar. A japonesa pressiona os lábios suaves nele, deixando a marca de seu beijo ali. – Meus pais faziam isso quando eu era criança.

– Você estaria com problemas se estivesse aqui quando eu voltei da missão. - Tzuyu tenta dizer com humor, fixando os olhos nos legumes cortados a sua frente.

– Ah, Sim, você me deixaria com um grande trabalho em mãos. – Sana a responde rindo, soltando a mão de Tzuyu para passar o outro braço envolta da cintura da mais alta também, deitando a cabeça em seu ombro.

Tzuyu lambe os lábios, segurando a lembrança de um machucado perto de seus lábios, céus, era difícil raciocinar com Sana sempre tão perto.

Antes que ela possa dizer alguma coisa, novos passos entram na cozinha, mas elas não se separaram, apenas viram a cabeça brevemente para encontrar a ruiva encostada na parede, os braços cruzados com um sorriso travesso nos lábios, atrás dela, uma Jeongyeon com as bochechas muito coradas, encarando qualquer ponto que não seja Sana e Tzuyu.

– Podemos entrar ou estamos atrapalhando alguma coisa? Eu posso refazer meus passos e... – Jihyo as provoca, nunca perdendo nenhuma chance em sua vida. Ah, se essa mulher não fosse a baixinha mais perigosa que ela conhecesse.

– Não tem nada acontecendo. – Tzuyu diz, perdendo o olhar magoado no rosto de sua melhor amiga. Estando muito concentrada em mexer a massa no fogo. – Eu fiz o suficiente pra todo mundo, vocês vão jantar com a gente?

– Seria bom, estou chutando a bunda da capitã Yoo o dia todo na sala de treinamento. – Jihyo aponta suas provocações para a outra, ganhando um empurrão da outra mulher que se juntava a elas.

– Em seus sonhos, Hyo. – Jeongyeon retruca, indo em direção aos armários para arrumar a mesa, Jihyo e Sana se juntando a ela com os talheres e os copos.

– Mina não vem? – Ela nota a falta de um prato, jogando o molho no macarrão, o vapor subindo em seu rosto.

– Alguém torceu o braço metálico dela e ela teve que ir dar uma olhada com a Son. – Jeongyeon olha para a ruiva que desviava os olhos com um sorrisinho de lado.

– Ela mereceu, Tzuyu, quando você volta a treinar? – Jihyo tenta desviar o assunto, tomando um lugar na mesa enquanto a Chou colocava a panela quente no meio dela.

– Depende, tenho permissão, mamãe? – Ela pergunta ironicamente, apontando o dedo para Jeongyeon que levanta a sobrancelha para ela.

– Eu acredito que sim, mas não sou eu que você deve perguntar. – A mulher contra-ataca, arrancando risadas das outras na mesa enquanto Tzuyu cruzava os braços, revirando os olhos.

Elas passam o jantar entre piadas e risadas, acabando com uma garrafa de vinho caro da Im. Momentos como esse eram os que ela guardava perto do que ela chamaria de coração, quase que como um lar, um lar que ela nunca teve, mas poderia ter agora.

Isso era bom, aquecendo seu corpo enquanto encarava as outras mulheres na mesa. Sim, ela gostava disso.

XXX

 

A coisa sobre Sana, sua melhor amiga, era que Tzuyu a amava, de verdade e por isso, levou Minatozaki Momo como grude quando virou amiga de Sana.

E, Sim, ela amava a outra gêmea, mas as vezes, ou na maioria delas, Minatozaki Momo era um graveto enfiado em sua...

– Elas parecem estar se dando tão bem, você não acha, Tzu? – A voz irritante de sua companheira de time se faz presente, se jogando no sofá ao lado dela.

– Alguém me mate, por favor, não aguento isso novamente. – Ela pede olhando para o teto, já sentindo uma dor de cabeça se formando ao se preparar para outra sessão com Momo tentando a irritar.

Tzuyu grunhe irritada quando a velocista pega o controle em suas mãos, já voltando em um piscar para o outro lado do sofá.

Porém, o que faz a afundar no sofá é a alta risada de Sana na cozinha. A extravagante risada da deusa do trovão, Kim Dahyun a seguindo.

– Sana e Dahyun, debaixo de uma árvore, elas estão se aproximando e.... – Tzuyu interrompe a cantoria da outra, jogando uma almofada nela.

– Você não pode me deixar respirar por um minuto? – Ela pede, resmungando cansada, virando a cabeça para encarar a outra Minatozaki.

Ela nem pode agradecer por Momo ser interrompida, já que outra piada ruim de Dahyun corta o ar e a risada de Sana a segue.

Tzuyu fecha os olhos, cruzando os braços enquanto desejava que o sofá a engolisse.

– Que visão deplorável, você vai pegar rugas se ficar franzindo a testa tanto assim. – Momo diz, um vento corta perto do corpo de Tzuyu e ela automaticamente sabe que a garota havia se aproximado dela. – Você não deveria fazer alguma coisa?

Ela abre os olhos encarando uma Momo que tinha um sorriso divertido no rosto, uma perna da velocista se aproximando para passar para outro lado dela, meio que em cima da Chou.

– Que diabos, Momo? Eu realmente preciso de algo pra dor de cabeça agora. – Ela murmura, jogando a cabeça para trás, nem tentando mais empurrar a garota de cima de si, os braços de Momo a enrolando em um abraço rindo vitoriosa, conseguindo empurrar todos os botões de Tzuyu.

– Vocês deveriam pegar um quarto, acredito que a sala não seja o lugar mais apropriado para isso. Esqueceram da regra do sofá da Im? – Ambas as garotas olham para onde a voz veio, encontrando Dahyun com um sorriso gentil, as mãos ao lado de seu corpo enquanto inevitavelmente, um vento que não deveria ter ali balançava sua capa.

Bem, foda-se, sinceramente, nem se Chou Tzuyu quisesse, ela conseguiria odiar a deusa a sua frente, Kim Dahyun era simplesmente adorável, mesmo com suas piadas ruins e risadas altas, muito altas, a loira ainda exalava uma áurea gentil e aconchegante.

Mesmo com um sentimento ruim em seu peito, ela oferece um sorriso a piada da Kim.

Ela olha para a Sana ao seu lado, sem saber o que se passava pela mente da japonesa agora, o rosto trincado em uma expressão séria, sem nenhum traço da diversão anterior. Tzuyu se perguntou se ela tinha perdido alguma coisa? Talvez Dahyun tenha feito umas de suas piadas pesadas de novo?

– Obrigada pela dica, Dah, vamos manter isso em mente.– Momo responde por elas, um rubor aparece no rosto de deusa por um momento, a provocação de Momo deve ter a surpreendido por um momento.

Um suspiro alto é ouvido e todas se voltam para Sana, que parecia ter cruzado os braços, um olhar que Tzuyu não sabia identificar em seu rosto. A japonesa pede licença e sai da sala, fechando a porta com força atrás de si com sua magia.

– Isso acabou de ficar mil vezes mais interessante. – Momo diz, agora de pé a sua frente, um olhar conhecedor no rosto. – Com licença, meninas, eu vou até a garota mordida por um passarinho verde.

Elas são deixadas na sala, o rastro de sua corrida a seguindo.

Maravilhoso, Sana estava chateada por algum motivo e Tzuyu tinha a sensação que a envolvia. Realmente, perfeito, certo?

 

XXX

 

Chou Tzuyu estava frustrada. E irritada.

Sua melhor amiga parecia a evitar como uma praga por dias, sempre fugindo do local quando elas ficavam sozinhas, ignorando as noites de cinema juntas com uma desculpa que Tzuyu sabia ser falsa.

Ela achava que iria enlouquecer, se não fosse pelo treinamento com suas amigas ocupando sua mente, Tzuyu estaria perdida.

Ela sempre passava seu tempo livre com Sana, vendo suas séries antigas juntas, trocando abraços no sofá, roubando comida do armário na madrugada, entre risadas reprimidas pois todos estavam dormindo.

Fugindo da torre para se divertirem nas ruas de Nova York, correndo por aí para qualquer lugar, nada em específico, só querendo passar um tempo juntas.

Ela também teve dificuldade ao perseguir o sono a noite, tendo ficada acostumada ao dormir com Sana enrolada ao seu lado, sua risada sonolenta, seu braço quente segurando Tzuyu, sua respiração tão perto dela que a deixava com a mente em branco.

Era tudo Sana e Sana, mais um pouquinho de Sana e que levava, no final de tudo isso, a Sana de novo.

Foi então que a realização bateu nela, como uma onda inesperada na praia, que te derruba com força para a areia embaixo de seus pés.

– Puta merda. – Ela sussurra se olhando no espelho, o vestido preto descendo seu corpo. – Estou apaixonada por ela. Porra.

– Caralho, isso levou quase uma vida. – Mina se materializa ao seu lado. Como se soubesse exatamente toda vez que Tzuyu chegava a algo que poderia ser usado para a provocar. – Agora, diga que água faz bem a saúde, Tzu, está na hora de descobrir isso também.

– Você realmente não pode dar um tempo nem quando isso acontece. – Ela murmura, desviando o olhos do espelho para o chão, a risada de Mina morre em sua boca quando nota as mãos tremendo da Chou.

– Oh, pequena, vai ficar tudo bem, você não tem com o que se preocupar. - Mina pega suas mãos, as apertando para lhe mostra algum conforto. – Vocês se amam e isso é tão claro e certo, não importa o que aconteça, vocês podem passar por isso juntas se quiserem.

– Mas e se ela não gostar de mim desse jeito? eu não posso, Mina. Não posso estragar nossa amizade. – Ela deixa escapar, sendo amparada pelos braços de Mina a puxando para perto.

– Acredite em mim, Chou, aquela garota te ama, ela tem estado tão irritada e chateada quanto você com esse tempo separadas, já está na hora de resolverem isso. Vai ficar tudo bem.– Mina diz calmamente, deixando um beijo nas bochechas da Chou. – E se não ficar, o que não vai acontecer, eu estarei aqui para pegar você, Ok? Mas agora não é hora de se colocar para baixo, você tem uma garota para pegar.

Elas ficam em silêncio por alguns segundos, Tzuyu absorvendo as palavras de sua amiga. Ela balança a cabeça, se afastando, quando um sorriso surge em seu rosto.

– Ah, eu conheço esse sorriso, o que foi agora? – Sua amiga levanta a sobrancelha rindo.

– Você me chamou de pequena. – Ela diz simplesmente. Um sorriso irônico brincando em seus lábios.

– Vai se foder, da próxima vez, vou deixar você se lamentando sozinha. – Mina resmunga, saindo da sala enquanto murmura que Tzuyu era uma causa perdida.

 

XXX

 

Apesar de ter a companhia de suas amigas, a festa é um porre. Mas não se engane, Tzuyu fez seu trabalho, ela rodou pelo enorme salão, cumprimentando todos os convidados, bebendo taças de champanhe, rindo de piadas e comentários sem graças de vários riquinhos metidos.

Agora, ela estava encostada no bar, querendo um ar longe dos outros. Mas, sendo devorada pelo sentimento ruim em seu estômago. O bichinho verde.

Seus olhos estavam fixos no homem do outro lado do salão, com um sorriso estúpido em direção a Sana, essa tinha uma mão no braço do homem, rindo do que Tzuyu imaginou ser uma piada sem graça.

Ela sabia que não deveria se sentir assim, elas eram só amigas, ela não tinha direito de ter ciúmes desse jeito. Ela apertou a taça em suas mãos ao pensar se Sana se sentiria enjoada com o ciúmes em seu peito? Ela ficaria chateada? Iria embora?

– Eu não sei quem é ele, mas não gostaria de ter buracos cavados na minha cabeça desse jeito. – Son Chaeyoung aparece ao seu lado. Tzuyu fica surpresa com isso, sabendo como a cientista odiava festas, pois se sentia sufocada por elas.

– Ele não importa. – Ela murmura tentando esconder qualquer sentimento em sua voz. – Agora, você, Son! Uau, estou impressionada em ter ver sem seus jalecos brancos ou pelada.

Tzuyu provoca, vendo um arregalar de olhos da outra, um olhar corado em seu rosto enquanto ambas se lembravam de quando Chaeyoung se transformou na fera verde e sem novidades, suas roupas foram rasgadas no processo. Quando Tzuyu se aproximou para puxar Chaeyoung dos escombros, lá estava a baixinha, sem roupas e parecendo envergonhada.

– Céus, você prometeu que ia esquecer isso. – Chaeyoung gemeu de vergonha, escondendo o rosto nas mãos.

– Certo, me desculpe! Você não vai ouvir nenhuma palavra minha sobre isso mais. – Ela diz rindo, colocando a taça no balcão e tirando as mãos de Chaeyoung do rosto. Tzuyu aproxima seus rostos, uma outra provocação na ponta língua. – Você não deveria estar com uma certa capitã por aí?

Se possível, o rosto de Chaeyoung parece ainda mais vermelho, começando a gaguejar palavras que fazem Tzuyu rir. A mais alta inconsciente do olhar de uma certa japonesa em sua interação com a Son.

– Continue me provocando e vou chamar meu amigo verde aqui, Tzu. – Chaeyoung responde entre dentes, mas com um olhar brincalhão no rosto.

– Ah, é? Como é sua musiquinha mesmo, bebê, o sol já vai se por...

– Você é terrível, pelos deuses. – Chaeyoung a corta rindo, a empurrando de leve.

Uma mão aperta seu ombro, chamando a atenção de ambas, girando para o lado, ela se encontra com a dona da mão tão conhecida por Tzuyu, surpresa por ver Sana parecendo irritada. Ou melhor, louca. Totalmente. O rosto um pouco vermelho, ela só não sabia se era pelo álcool ou o motivo de seu estado assim.

Tzuyu se esqueceu de respirar ao ter a garota tão perto de si novamente, o vestido vermelho que abraçava todas as curvas do corpo da mais velha que estava a deixando louca a noite inteira, finalmente, perto dela. Como ela queria isso, deixar suas mãos passarem por...

Ela interrompe seus pensamentos, vendo uma sobrancelha se levantar da japonesa a sua frente. Por favor, que ela não tenha lido sua mente.

– Sana. – Ela murmura, ainda desconcentrada. – Você está linda, princesa. – Tzuyu não perde a chance de a elogiar. A mão da japonesa apertando seu ombro ainda mais forte.

– Posso rouba-la de você por um instante, Chae? – Sana pergunta, parecendo satisfeita com a reação de Tzuyu.

Tzuyu nota Chaeyoung encolher os ombros, mas não ouve sua resposta já que Sana logo está a puxando em direção aos elevadores. A Minatozaki não fala uma palavra durante a subida, o clima pesado que deixava a Chou desconfortável.

Havia uma tensão quase palpável entre elas em seu caminho pelo complexo.

Tzuyu mal consegue se acostumar ao novo ambiente, a sala do complexo vazia dando boas vindas as elas. Suas costas batem contra a parede, o corpo de Sana perigosamente perto do seu. O efeito do álcool deixando seu cérebro lento.

– Você realmente quis dizer isso? – Sana pergunta em um fio de voz, a boca tão perto da sua, ela poderia reivindicar seus lábios agora.

Um sorriso satisfeito surge no rosto da japonesa e Tzuyu revira os olhos ao saber que ela havia lido sua mente. De novo.

– Pergunte o que você quer, Tzu. – Sana diz, mordendo os lábios em um puxão lento e provocante. Tzuyu segura um gemido em sua garganta. Céus, isso era o álcool? Ou seu corpo chamando por Sana?

– Eu quero beijar você. – Ela admite em um sussurro. As mãos agarrando a cintura da japonesa. – Eu posso beijar você, querida?

O apelido carinhoso rola em sua língua, um brilho surgindo no rosto de Sana. No segundo seguinte, os lábios de Sana estão nos seus, uma mão da japonesa indo até seu cabelo, a puxando para baixo, para mais contato. Seu corpo derreteu enquanto ela gemia em sua boca, porra, a boca de Sana era tão boa. Muito melhor do que ela poderia ter imaginado.

Mas então, Tzuyu se lembra dos olhos da japonesa fixos nela enquanto ela tinha o corpo pressionado pelo homem de mais cedo, sussurando algo em seus ouvidos que fez um sorriso surgir na boca da Minatozaki.

– Você acha que eu não vi aquilo mais cedo, querida? – Ela pergunta, quebrando o beijo, ouvindo o choramingo vindo da boca de Sana. – Você parecia se divertir tanto com ele, me provocando enquanto me olhava.

– Me desculpe, Tzu, eu queria... – Sana tenta dizer, mas Tzuyu inverte suas posições, tirando a mão da japonesa de si. Um dedo indo em sua boca para cala-la.

– Acho que vou pegar o controle hoje, Sana, você se Importa? Não, claro que não, você foi tão malvada durante esses últimos dias. – Ela zomba, indo em direção ao pescoço da japonesa, raspando os dentes na pele sensível da região. – Você está tão deslumbrante nesse vestido, exatamente como eu pensei que você ficaria quando comprei pra você.

Ela se afasta, vendo Sana parecer um pouco tímida, o olhar fechado enquanto respirava com dificuldade.

– Abra os olhos, querida, você vai perder toda a diversão. – Ela pede, gostando do olhar escurecido da outra mulher preso nela de novo. – Posso tirar seu vestido?

Ela nota Sana morder os lábios fortemente, a garota assente balançando a cabeça em um aceno frenético. Tzuyu ri, mas passeia suas mãos pelo corpo da japonesa até os ombros, retirando a alça de ambos os lados. Empurrando Sana em direção a área de descanso, ajudando a jogar o vestido pela sala.

Ela passa o dedo pelo seu rosto, o segurando delicadamente antes de descer seu olhar para as pernas pecaminosas da garota.

– Você está ansiosa, querida? Eu aposto que você está tão pronta. – Tzuyu murmura, vendo Sana engolir em seco, as mãos da japonesa inquietas.

Sana tenta reprimir um gemido ao estar tão perto de ter Tzuyu assim, tão perto, mas a Chou parecia tão longe. A japonesa balança os quadris em um pedido silencioso.

– Isso não é maneira de se comportar enquanto recebe uma punição, Sana. – Tzuyu a repreende maliciosamente, puxando o fecho do sutiã da outra.

–Tzu, por favor. – Sana deixa escapar, quase que implorando. O que exatamente? Ela não sabia, mas no momento... – Me toque.

– Ah, Sim? Onde, querida? Use suas palavras.

– Qualquer lugar. – Sana diz soltando o ar que ela não sabia que tinha prendido.

Tzuyu parece satisfeita com o estado da outra, arrastando beijos pelo caminho que ela estava tão ansiosa em percorrer. Ela começa com uma pequena provocação, fechando a palma da mão e provocando o seio livre da outra, levando sua boca para o outro, decidida a brincar com o presente que recebia, chupando e provocando com a língua o mamilo endurecido. Gostando de ouvir Sana choramingar com suas ações, os sons pecaminosos saindo de sua boca.

Sana tinha os lábios entreabertos enquanto Tzuyu continuava seu trabalho, gemidos escapando por eles, as costas arqueadas que fizeram com que Tzuyu tivesse que segura-la, uma mão apertando a cintura dela no lugar.

Tzuyu sobe para tomar seus lábios novamente, invadindo a boca dela com a língua, ambas suspirando satisfeitas com a sensação. Sana tenta segurar seus ombros, mas Tzuyu puxa suas mãos para longe, empurrando ambas em direção ao sofá, tomando seu lugar, pairando em cima dela.

– Você não pode me tocar ainda. – Ela avisa, puxando os lábios de Sana entre os seus, devagar, provocante.

Tzuyu volta a descer seus beijos, ouvindo Sana suspirar contra ela, se contorcendo até que ficasse insuportável para ela lá embaixo. Ela sorri ao ver as mãos fechadas de Sana, cerradas em um esforço para cumprir o desejo de Tzuyu.

Ela decide ser boazinha, mas na verdade, mal contendo o desejo de tocar Sana da maneira que ela queria.

– Caralho. – Ela solta, arfando enquanto rasgava o tecido da calcinha de Sana e afundando dois dedos nela, sem resistência, tão quente e pronta para ela.

– Porra, Tzu, é isso! - Sana engasga com a invasão bem vinda, um gemido satisfeito escapando dos seus lábios enquanto jogava a cabeça para trás, movendo os quadris ao assistir Tzuyu deslizar para dentro e para fora com facilidade, a mais alta encontrando um ritmo rápido e brutal dentro dela

– Olhe só pra você, querida, pegando meus dedos tão bem. – Ela elogia, observando atentamente as reações da garota embaixo dela.

– Sim, isso... é-é tão bom, porra,Tzuyu! – Sana geme seu nome, ofegante, encontrando o ritmo de seus impulsos, o movendo junto de seus quadris, uma de suas pernas enganchando em seu joelho para lhe dar mais acesso.

Sana leva uma mão a boca para impedir seus gemidos de ficarem mais altos e também para se impedir de tocar em Tzuyu. Ela morde a mão com força ao ver a mais alta bater repetidamente naquele ponto dela, que a fazia enlouquecer.

– Eu... acho que vou...merda. – Sana responde com dificuldade e Tzuyu sorri ao sentir suas paredes apertando seus dedos, o ritmo em seus quadris diminuindo.

– Você está indo tão bem, meu amor. – Tzuyu murmura e Sana fecha os olhos, o aperto quente em seu abdômen explodindo, dando a sensação que ela poderia se perder em prazer, ela geme contra os lábios de Tzuyu, derramando em seus dedos, gritando seu nome.

Sana mal tem tempo de aproveitar seu orgasmo, abrindo os olhos quando sentiu a respiração quente de Tzuyu contra seu centro, a mais alta afastava suas coxas, apertando com força enquanto descia os lábios para provar do que a japonesa tinha oferecido a ela.

Ela suspirou de satisfação com o gosto, pegando tudo que Sana tinha dado a ela, passando a língua por suas dobras e depois lambendo devagar, ouvido os sons ofegantes escapando da boca de Sana.

A japonesa não se aguenta ao sentir seu botão ser pressionado, ela leva a mão para o cabelo de Tzuyu, agarrando com força para onde ela precisava que a garota estivesse.

Ela geme em protesto ao ter sua mão retirada, a mais alta já subindo para depositar um beijo em seus lábios.

– Você tem um gosto tão bom, Sana. – Tzuyu diz ao se afastar, soltando uma risadinha sem fôlego. A Chou permite que Sana a puxe, entrelaçando suas mãos em seu pescoço, ela descansou a testa contra a sua enquanto as duas recuperavam o fôlego. – Você me ama?

Sana engasga com a pergunta sussurrada contra ela. Tzuyu desvia o olhar, parecendo tímida e Sana sente vontade de rir, pois logo depois de tudo que elas fizeram?

– Eu faço. – Sana murmura baixinho, segurando o rosto de Tzuyu, exigindo que ela olhasse para ela. – Eu estou apaixonada por você a tanto tempo, você não faz ideia do quanto eu esperei por isso.

Tzuyu sente as palavras escapando de sua boca. Um simples eu te amo, as palavras irrompendo seus lábios com um novo significado.

Sana embalou seu rosto com tanto carinho que a Chou se pegou fechando os olhos com o toque.

– Eu te amo. – Sana diz, adoração em seus olhos. – Deixe-me mostrar a você.

Elas fecham o curto espaço entre elas, um beijo lento se iniciando, mas o barulho de um grito as fazem se virar assustadas em direção ao intruso.

– A regra do sofá! A maldita regra do sofá. – Mina berra, cobrindo os olhos. – Meu olhos, caralho.

Tzuyu revira os olhos, se levantando do sofá e puxando Sana em direção aos corredores, esbarrando em sua amiga de propósito.

– Vocês estão tão mortas, Nayeon está definitivamente ouvindo sobre isso. – Mina grita para o nada, as meninas já sumindo no corredor. – Acabei de ganhar material para o meu terapeuta, porra, preciso de uma bebida.