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Falling in Love

Summary:

Em seu aniversário o médico Bang Chan deseja encontrar o amor verdadeiro, ele só não imaginava que o seu cupido Yang Jeongin é quem se arriscaria para conseder seu pedido.

Notes:

Agradeço a Maju minha beta 💓
Esse é o plot #38 aproveite!

 

Se for em português leia o original, desligue o tradutor automático do Google.

Pode conter gatilho envolvendo "morte"

Último capítulo reformulado :)

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: Birthday Wish

Chapter Text

Na terra celeste o dia nunca termina, os seres que nela habitam sempre andavam ocupados em seus cargos. O que é exceção para um certo cupido, esparramado no gramado dourado perto da rua onde morava Jeongin um ser angelical lê um livro de romance, os minutos passam e ele fica entretido com a leitura.

Fecha ele abruptamente ao ouvir o som de uma trombeta no ar, é a convocação para se apresentarem no prédio dos cupidos. Tira pequenas poeiras da roupa e se levanta esticando as costas. Vai até a bicicleta que fica estacionada na estrada.

Pedalando tem um vislumbre do ambiente perfeito onde viviam, um lago que é tão limpo que refletia a imagem, as árvores e todas as criaturas são brilhantes, ele jurava que tinham jogado glitter em tudo.

A cidade é grande, comportava várias classes e hierarquias, os cupidos tem um prédio nada óbvio, seu tom rosado faz diferença entre os outros.

Parando perto de vários carros extravagantes pensa que o apelido de pomposos servia bem para eles.

As portas se abrem automaticamente, reunidos todos conversam animados, se apressando Jeongin procura um rosto conhecido, não demora muito e lá está, seu amigo e ajudante Seungmin.

 

Onde estava?... demorou pra chegar…

 

Oi também Seungmin…não sabe que o mais bonito vem por último?

 

Bonito?... é o apelido de alguém? - finge procurar algo perto dele.

 

Eu mereço viu… - cruza os braços no peito.

 

Naquele horário eles recebiam uma nova ordem, um sinal de fogo aparecia e depois um bilhete com informações, os mais requisitados recebiam mais pedidos e outros como Jeongin, esperavam até dias por alguém.

 

Aposto que não vai receber ninguém hoje…azarado… - com dois papéis na mão Jae zomba dele.

 

E eu…aposto o contrário…hoje é meu dia de sorte… - tenta não se sentir rebaixado, essas piadas sempre acontecem, mesmo não sendo o melhor se esforçava para mudar.

 

Ainda com a mão levantada, Jeongin vê a maioria rir dele, ninguém acreditava nele, para espanto geral uma uma faísca surge fazendo o fogo dançar em sua palma, ele mesmo fica assustado ao pegar o papel.

 

Haha!... sabia que ia conseguir…chupa seu otários! - comemorando Seungmin mostra a língua.

 

Seungmin!!...o que vão pensar…que eu não ensino você direito! - repreende ele mas faz uma careta se segurando para não rir.

 

Mas foi você mesmo que… - antes que termine Jeongin o leva para longe.

 

Esse menino é bobo…gente… - balança a cabeça se desculpando.

 

O mais importante é que tinha ganhado um pedido, e nada poderia deixar ele tão entusiasmado, desenrola o bilhete que revela o nome do seu novo protegido, é da capital e se chama Bang Chan, foi feito em uma festa pois cheira a bolo, uma peculiaridade dos cupidos.

 

Vamos lá Seungmin…precisamos pesquisar…o trabalho me espera! - esfrega as mãos de satisfação, com Seungmin iria pegar o elevador para a sala de arquivos.



Os seres humanos na sua maioria adoravam comemorar o nascimento de uma pessoa, suas formaturas e claro casamentos. Ganhar mais um ano de vida perdia a graça ao passar do tempo para alguns, já para Chan é diferente, quer aproveitar o seu dia especial com tudo que mais amava.

A manga do seu jaleco é puxada por uma pequena e graciosa paciente, a menininha com suas tranças amigavelmente guia seu doutor para o ele já tem ideia. Esperando na sala de reuniões sua família, amigos e colegas cantam contentes com a entrada de Chan.

 

Parabéns pra você…nessa data querida… - em conjunto o coro emociona o aniversariante.

 

Jogando o jaleco em uma cadeira Chan também bate palmas com todos, seu sorriso gigante não nega a alegria de receber a homenagem, gargalha ao ver o bolo em formato de lobo que fizeram. Com um isqueiro seu pai acende a vela.

 

Vai lá…faz um pedido Chanie! 

 

Eu quero… - continua com os olhos fechados e as mãos entrelaçadas.

 

Podia pedir o comum, a saúde, dinheiro, sucesso, mas já se convenceu que tinha tudo isso, deseja algo bom para todos os presentes e também para os seus pequenos pacientes da pediatria, suas vidas merecem um constante milagre. E quem sabe ter um verdadeiro amor? – não que duvidasse do namorado - mas sente a falta de um pedaço e isso sempre deixava ele confuso. Ao apagar a vela os convidados aplaudiam, ela se apagava ali mas se acendia em outro lugar.

 

O primeiro pedaço vai para… - cortando o bolo Chan faz suspense.

 

Eu…é claro! - segurando um prato Jisung aponta para si.

 

Vai ficar por último…aqui mãe… - entrega para ela rindo da cara do amigo.

 

O judas…eu daria pra você…

 

Nossa…sem nenhum encontro antes? - dramático põe a mão na boca.

 

Você é baixo!... - com os olhos semicerrados Jisung encara ele.

 

Na verdade eu sou um pouquinho maior que você Jiji… - segura em sua cintura e mede ele com a outra mão. Protestando Jisung se debate e ataca Chan com cócegas.

 

Após comer e beber cada um vai se despedindo, entregam presentes e lembranças que Chan nega merecer, é meio que um defeito seu, mesmo sendo um anjo em pessoa. A última coisa que oferecem para ele é o que mais precisa.

 

Resolvemos…dar uma folga pra você nesse plantão…tem o restante da noite Chan… - sua chefe anuncia deixando ele surpreso.

 

Na adolescência ele imaginava como seria ajudar as pessoas de alguma forma, sua família apoiou totalmente sua escolha, queria fazer medicina. Antes quebrou as barreiras que impediam seu sonho, se esforçou para passar na concorrida prova de entrada e depois trabalhar meio período em uma lanchonete para arcar o curso. No final tudo valeu a pena, ser o orgulho dos pais e acima de tudo fiel ao que acredita. O problema é que Chan não parava, desconhecia a palavra descanso. Vez ou outra tinham que forçar ele a viver.

 

Acho que deixei…isso faltando…aqui… - tirando um envelope do bolso Jisung o entrega. – Tem um horário no seu restaurante favorito…aproveite.

 

Sério…nem sei como agradecer… - alisa o papel na mão.

 

Então vai logo…já é daqui a pouco… - nada delicado Jisung expulsa o amigo pela porta.



Vestindo uma roupa social, Jeongin pede para Seungmin achar um dos itens que deveria levar, especificamente o relógio para nós se perder no mundo dos humanos, vasculhando uma das gavetas acha perdido no fundo, é meio infantil, do homem aranha.

 

Onde…comprou isso? - olha curioso para o objeto.

 

Uma pessoa que eu ajudei…tinha um filho que gostava dos vingadores…me vi na obrigação de pegar pra mim…

 

Você é meio esquisito… - coloca o relógio no pulso de Jeongin.

 

E tu é chato…para de encher a paciência.

 

O último detalhe é pegar o colar de rubi em formato de coração, ele possuía um encanto que ligava os cupidos a terra celeste evitando que ficassem presos em outra realidade. Põe a corrente por dentro da camisa e ajeita o cabelo no reflexo do espelho.

 

Bem vou indo…se comporta enquanto eu não estiver Minie! - dá um beijo no topo da cabeça dele que reluta em aceitar.

 

Não seja meloso…boa viagem! - seu cenho franzido deixa Seungmin mais fofo que o normal.

 

Indo para fora da sua pequena casa, Jeongin bate com as mãos duas vezes uma na outra, deve abrir um portal que o levaria direto para onde quisesse. Tenta visualizar o local para onde estava indo, já aconteceu antes de ir para em lugares muito estranhos como em um banheiro ou até cair no teto de alguém, sua pior experiência. Pensa no estacionamento do lado do restaurante, se concentra e se joga na luz.

Abre os olhos e avalia a situação, toca em seu corpo para ter certeza que está tudo certo, olha para cima e vê as estrelas brilhando naquela noite, respira aliviado por estar no lugar certo, prepara a carteira e pede um assento próximo onde Chan iria sentar. É um belo restaurante com uma arquitetura francesa linda, a cara de um cupido.



Entrando no ambiente Chan é guiado pelo anfitrião até sua mesa, a decoração sempre prendia sua atenção por isso é o seu preferido, é surpreendido ao ver seu namorado Hae sentado nela, seu brilho vai sumindo quando nota que eles não estão sozinhos, tinha uma desconhecida que veio junto dele.

 

Olá Chan…parabéns meu bem…pode se sentar… - aponta a cadeira em sua frente.

 

Ah obrigado…oi… - se sentando cumprimenta a garota que só balança a cabeça. 

 

Essa é a minha colega de trabalho…Yoona…não se importa de ter trazido ela não é…bebê?  

 

Não Hae…tudo bem… - tenta disfarçar seu embaraço com a situação. Ele aceitaria tudo que o namorado pedisse mesmo que não gostasse muito.

 

Já pedi antes de você chegar…daqui a pouco vão servir…deve estar morrendo de fome… - dá uma risada no final.

 

Um garçom circula pelo lugar, ao passar pela mesa Hae pede uma garrafa de vinho e logo é atendido, Chan fica de olho na embalagem, é tão caro que devia valer o preço do seu próprio carro.

 

Vou trabalhar amanhã…acho que eu não deveria beber demais… - olha a própria taça sendo enchida até em cima.

 

Também tenho Chan!... é seu aniversário…vamos comemorar…só hoje…

 

Sim…sim…um brinde… - os dois batem suas taças.

 

A diferença entre eles é evidente, um tinha prazer em trabalhar com crianças, sobretudo Chan vivia para os outros, já Hae administrava uma clínica particular, lidar com pessoas ricas o tornou extremamente controlador com tudo.

 

Olha Yoona…ele não aguenta um copo de vinho… - entre risadinhas os dois observam o rosto de Chan ficando vermelho, ele não bebia muito e quando acontece fica facilmente bêbado.

 

Do lado da mesa deles, Jeongin saboreia um prato com peixe, amava ir a terra e comer a comida dos humanos, não precisava se alimentar na terra celeste então faz questão de devorar tudo que via.

 

Se fosse mais barato…acho que ia estar acostumado melhor…

 

Sério Hae…você tá sendo… - coloca a mão na cabeça tonto pela bebida.

 

Terminando de comer o último pedaço, Jeongin limpa a boca com o guardanapo, faz um ruído alto ao se levantar e afastar a cadeira, caminha a passos firmes indo até lá.

 

Mas tu é um idiota…canalha! - bate com as mãos em cima da mesa encarando Hae.

 

Quem é você?? - espantado com a chegada repentina, Hae fica exaltado, sua colega pensa em falar algo mas desiste.

 

Quer sair comigo…daqui? - oferece a mão para Chan que hesita mas aceita se levantando.

 

A comida ainda não chegou!... isso foi caro Chan! - falando alto Hae faz o cupido perder o compostura. Voltando, Jeongin pega um copo com o restante do vinho e joga em cima dele.

 

Pega seu vinho…e aproveita seu jantar com a água de chuchu aí! - faz um escândalo apontando para eles. Sem dar brecha pega na mão de Chan e o leva embora dali.

 

No estacionamento Chan tenta avaliar o que aconteceu, não pensa muito bem pois a bebida ainda faz sua cabeça dar voltas, se sente frustrado por estar tendo uma noite desse jeito e pior dando trabalho para um desconhecido. Amava cuidar dos outros, mas se sentia um trapo quando era ao contrário. Toma a água que ele oferece depois de ter comprado uma garrafa para si, nada muito sábio da sua parte mas está morrendo de sede e nunca negaria.

Abrindo a porta do carro de Chan ele coloca seu protegido confortavelmente sentado no banco do carona, dando a volta se prepara para pegar trânsito, verifica se estão com o cinto de segurança e mexendo no GPS se pergunta onde era a casa dele.

 

Sabe…dirigir?... - curioso Chan observa ele.

 

Sim!...faz tempo… - se lembra Jeongin de ter aprendido em mais anos atrás do que Chan tinha de vida.

 

Ah…pensei que era mais…novo…

 

Hehe…não é bem assim…me diz a sua idade… - tenta disfarçar pois seria loucura falar quantos anos tinha. Para um cupido ele é bem jovem, não viveu o suficiente ainda mas para os humanos é um velho centenário.

 

Hoje é meu aniversário…faço vinte e cinco… - seu semblante recai um pouco.

 

E eu tenho vinte e dois…viu é bem próximo…Ah e parabéns…qual seu nome mesmo?

 

– Sou o Chan…Bang Chan…

 

– Prazer…e eu Yang Jeongin… - oferece um sorriso reconfortante para ele.

 

Tá mas chega de enrolação…coloca o seu endereço…ou a gente vai ficar aqui a noite inteira…

 

Digitando na tela os dois seguem o percurso, a direção de Jeongin é rápida e meio imprudente, na sua terra só gostava de andar com bicicletas e dispensava ir de carro pois para ele não fazia sentido nenhum. Passando por um sinal vermelho e outro em atenção, Chan pensa que foi andar justo com um doido.

Entrando no prédio onde ele morava, Jeongin achou tudo bonito, a paisagem é o que mais chamava sua atenção, podia observar toda a cidade na grande janela, ficava brilhante e pequena pela noite.

Indo para a cozinha procura algo para fazer mas não encontra nada, nem nada geladeira e armários, está mais vazio que a casa de um cupido.

 

Eu não como…muito em casa… - ele se desculpa, passava boa parte do tempo no hospital.

 

Tô vendo…as formigas devem tá aproveitando sua ausência… - toca na ilha com uma fina poeira.

 

Pode pedir pra entregar…se quiser… - oferece o celular para ele.

 

Arregaçando as mangas, Jeongin dobra a camisa, tira o relógio deixando em cima da bancada, liga para o primeiro número que pesquisa, pede um bibimbap para eles e encerra a ligação esperando o pedido. 

Preocupado ele olha a careta que Chan faz ao colocar a mão na barriga, se curvando ele corre para o banheiro.

Em pé ao lado dele pega em sua cintura e o puxa para cima, pega um papel e limpa seu rosto.

 

Já falaram que você parece…um anjo? - a mão de Chan faz um caminho quente em sua bochecha.

 

O tempo todo…acredita… - desviando o olhar, envergonhado sai para atender o entregador.

 

Ajeitando a comida em cima da mesa, olha a própria mão tremer, nunca sentiu nada igual perto dos humanos, a sensação faz seu pensamento ficar desordenado, tenta focar no que está fazendo. Voltando para a sala Chan se senta mexendo no seu prato.

 

Não é muito bom em beber Chan… - ri enquanto prova a comida, se comeu antes não importava, quanto mais, melhor.

 

Prefiro pegar um plantão…é menos estressante… - vai engolindo com dificuldade, toma um pouco de água para resolver.

 

Plantão?... tipo uma planta grandona? - alarga as mãos em demonstração.

 

Você é engraçado…tô falando do hospital! - ri da piada de Jeongin, era fácil de perder a seriedade.

 

Ah sim…trabalha lá então? - se faz de desentendido enquanto continua comendo.

 

Sim!... eu sou pediatra…é o que amo!...e você?... - se anima ao falar sobre sua profissão.

 

Comida?... não digo… - ri se atrapalhando. – Meio que sou cozinheiro…mas queria fazer gastronomia…e virar um chef… - arruma uma história convincente e que faz sentido para ele mesmo.

 

Tenho certeza que vai conseguir…eu aposto nisso…

 

Será que eu vou… - se perde em seus pensamentos, seu novo protegido é a primeira pessoa que Jeongin sentiu precisar ajudar de todo seu esforço, não queria falhar com Chan pois ele valia a pena.

 

Vai…e vou provar o que você fazer…é só me chamar! - aponta os palitos para ele que sorri tímido.

 

Terminando a refeição silenciosamente Jeongin recolhe os pratos e volta para a cozinha arrumando as coisas no lugar, um espaço tão bonito mas infelizmente pouco usado pelo dono, por sinal Chan fica quieto observando o vai e vem dele, fica preso na beleza que ele exalava simplesmente andando de lá pra cá com um pano no ombro ajeitando tudo, faz seu coração esquecer de todo o seu dia e focar no rapaz em sua casa. Sua atenção volta quando percebe que ele já tinha terminado e está bem próximo o encarando confuso.

 

Está com a cabeça em outro lugar?... - confere se não tinha nada faltando para fazer por ele.

 

Na verdade…bem aqui… - olhando de baixo para cima Chan lança um olhar malicioso que faz o cupido perder o fôlego.

 

Acho que…eu já vou indo…pois tá tarde e… - respira desordenado buscando sair o mais rápido possível, interrompendo seu plano Chan diminui a distância entre eles colocando sua mão outra vez em seu rosto. É surpreendido pelo toque quente dos lábios dele em sua boca, a sensação de intimidade do gesto é única, não era todo dia que um cupido era beijado por um humano.

Pousando calmamente o braço ao redor da cintura de Chan, sentia que pertencia a esse lugar nele, que deveria estar nesse exato momento conectado com ele. Balançando a cabeça ao se separar, vê a besteira que está fazendo, tenta se desligar do que aconteceu.

 

Me desculpa Chan…eu preciso ir…agora… - põe a mão na cabeça para voltar a realidade.

 

Tudo bem…obrigado Jeongin…por hoje…tudo! - se sente agradecido por ter conhecido ele.

 

Sim Chan…eu nunca vou me esquecer de você… - volta para abraçar ele se despedindo.

 

Virando as costas Jeongin vai rápido para fora, não percebeu o seu protegido balançando as mãos para ele, faz o necessário para fugir da atração de ficar ali junto com Chan. Fechando a porta atrás de si, se apoia na parede e esconde o rosto nas mãos trêmulas, tinha cometido a maior loucura que um cupido poderia fazer e o pior, não se arrepende nenhum pouco do que fez.