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Denki estava furioso.
Não bastava ser pobre, o banco ainda fazia questão de não entregar seu novo cartão e impedir que ele recebesse seu dinheiro suado após se matar de trabalhar o mês inteiro.
Aguardando que sua senha fosse chamada, sentou-se em uma das cadeiras disponíveis na pequena área de espera, apenas a alguns passos de distância dos guichês.
Os olhos dourados percorreram o local, analisando o pequeno grupo distinto, todos pareciam tão satisfeitos quanto ele por estarem ali.
Poucos minutos depois, uma garota de curtos cabelos rosados entrou. Ela parecia agitada ao mexer no telefone, mordiscando as paredes internas das bochechas enquanto se escorava contra a parede mais próxima da porta.
Kaminari rapidamente se endireitou, seu Sentido Fofoca repentinamente ativado.
Inclinando-se para ouvir melhor, escutou a jovem gravando uma mensagem de áudio.
— Hanta, não! Você não pode dizer isso para ele! Não, não, se acalma…
Hanta está em perigo?, pensou o loiro. Claro, ele não sabia quem era esse, mas a pergunta estava na ponta da língua. Ele queria saber o que estava acontecendo!
Com os olhos brilhando em expectativa, Kaminari assistiu à desconhecida continuar tentando alertar o tal Hanta; ele poderia facilmente dizer que seus esforços eram inúteis.
Quando ela, enfim, parecia prestes a liberar mais informações, o irritante som que indicava a próxima senha sendo chamada tocou, tirando a atenção de Denki. A tela exibia o seu número.
Droga!, pensou, dividido sobre ficar ali para ouvir o final ou resolver seu problema. Ele cogitou até mesmo pedir para o segurança contar-lhe o desfecho se o pegasse.
Levantando-se, decidiu que seria rápido e descobriria o resto da história.
Infelizmente, quando retornou, a garota de madeixas rosas já havia ido embora.
[...]
Fazia duas noites desde que Denki havia conseguido dormir, o cansaço era visível em suas olheiras marcadas.
Naquele dia em questão, seu amigo Eijiro o convidou para almoçar, querendo apresentar a ele sua namorada.
Subiu as escadas do condomínio, após ser liberado por Jin, o já conhecido e simpático "tio da portaria", e bateu na porta.
Kirishima o recebeu com um abraço e um largo sorriso, levando-o para dentro rapidamente.
— Pode deixar a mochila em cima do sofá! — Apontou, caminhando até a cozinha para chamar sua namorada. Eijiro não era um cara que gritava muito. Quando ele voltou, foi acompanhado de uma bela garota de olhos dourados e cabelos rosa. — Denki, essa é Ash, mas a gente chama ela de Ashido.
— VOCÊ! — gritou o loiro, assustando o casal, enquanto segurava os ombros de Ash. — Foco! O que aconteceu com o Hanta?!
