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Pastel com caldo de cana

Summary:

Onde Richarlison e Heung Min decidem passar suas férias no Brasil, e o brasileiro apresenta para o namorado o melhor lanche do mundo: pastel com caldo de cana.

 

||Fanfic de minha autoria
||Plágio é crime
||Tudo aqui é FICÇÃO, trabalho de FÃ PARA FÃ, se não gosta, não leia

Notes:

é uma oneshot simples, mas deixo aqui o aviso de que Son e Richy não são jogadores de futebol aqui, imaginem eles trabalhando com qualquer coisa lá em Londres

enfim, espero que gostem, deixem corações e comentários se quiserem e ignorem os erros ortográficos, ainda não revisei por pura preguiça

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Duplinha dinâmica

 

 

 

O sol de 38° graus castigava a cidade do Rio de Janeiro, afinal: era verão. O verão era a estação preferida dos cariocas e dos turistas que preferiam passar suas férias no calorão da cidade maravilhosa.

 

Um coreano que tinha uma pele tão branquinha por conta de não pegar tanto sol assim em Londres, estava bronzeado e com as bochechas da cor de um tomate. Son Heung Min era o coreano que estava torrando debaixo daquele sol de quase 40° graus. Ele nunca sentiu tanto calor em sua vida, céus.

 

Acostumado só com o frio da Inglaterra, Son ficou chocado ao descobrir que no Rio de Janeiro havia um maçarico ligado em cada canto que você fosse. Richarlison havia o alertado sobre as ondas de calor, porém, ele achou que era apenas mentira de seu namorado tentando o impedir de passar suas férias na cidade.

 

Agora ele estava sentindo na pele que o platinado não estava mentindo sobre o calor.

 

— Sério, daria tudo para me jogar naquele mar agorinha. — Son disse apontando para o imenso mar de Copacabana.

 

— Depois vamos até lá. Primeiro quero te levar para provar o melhor lanche desse mundo. — o bronzeado segurou na mão do coreano e o arrastou até um dos quiosques próximo a praia.

 

Son apenas seguia o maior analisando tudo ao seu redor. Era realmente tudo tão maravilhoso. Sempre via as fotos pelo celular e era apaixonado pelo Rio de Janeiro apenas pelas as fotos. Agora estava mais apaixonado ainda por finalmente estar naquela cidade linda.

 

Richarlison surgiu com o convite de passarem as férias no Brasil e Son sugeriu que fosse no Rio de Janeiro. Claro que o brasileiro aceitou na hora — até porquê sua família tinha se mudado pouco tempo pra lá e podiam se hospedar na casa de seus pais.

 

O casal parou de frente para algo que Son não soube explicar o que era: não sabia se era uma barraca ou um trailer. Só sabia que tinha uma máquina que fazia muito barulho e algo entrava dentro dela e saia tipo um suco dentro da jarra.

 

O cheiro de fritura deixou Son em alerta pois era um cheirinho muito bom e sabia que teria que sair de sua dieta.

 

— Isso ali dentro é bambu? — o coreano perguntou apontando para os pedaços de cana sobre a máquina.

 

Richarlison soltou uma gargalhada tão boa, atraindo a atenção das pessoas que comiam seus lanches enquanto conversavam. Ele pediu desculpas e voltou sua atenção para o namorado de bochechas vermelhas quanto o potinho de ketchup á frente deles.

 

Richarlison formulou as palavras em inglês e respondeu em um inglês enrolado: — Não mô, isso se chama cana-de-açúcar.

 

Son o olhou confuso ainda sem entender. Cana-de-açúcar? O que diabos era cana? Ele nunca ouviu falar disso. Richarlison vendo a confusão no rosto do menor, tentou explicar.

 

— Aqueles pedaços você pode morder pois sai um caldinho bem docinho e gostoso. Ai quando passa naquela máquina, fica parecendo um suco. Você vai gostar quando provar bae. — brincou com a pontinha do nariz do namorado.

 

— Parece ser bom, quero provar! — disse animado.

 

Richarlison assentiu e pediu para o namorado se sentar em um banquinho para tentar descansar e se refrescar um pouco. Logo o moreno chamou umas das atendentes para fazer os pedidos.

 

— Boa tarde. Quais sabores tem de pastel? — o brasileiro perguntou para a moça.

 

— Temos de carne, queijo, frango com queijo e pizza. — a moça disse simpática.

 

Son tentava entender o que eles diziam, mas seu português básico era péssimo para entender um diálogo. Então apenas deu de ombros. Só entendeu a última palavra que a mulher falou pois era bem conhecida por si.

 

— Bae, tem pastel de carne, queijo, frango com queijo e pizza, qual você vai querer? — perguntou atraindo a atenção do coreano.

 

— De pizza? Como assim? — perguntou confuso.

 

Richarlison riu. Son parecia uma criança curiosa.

 

— Praticamente é queijo, presunto e orégano. Igual a uma pizza mesmo.

 

Son pareceu pensar um pouco, mas acabou por pedir o de pizza pois ficou bem curioso para provar o sabor. Seria um pedaço de pizza dentro do pastel? Seria loucura demais, não?

 

Richarlison então fez os pedidos e a moça pediu para eles aguardarem. O brasileiro se sentou ao lado do namorado, que acabou se assustando com o barulho da máquina de caldo de cana sendo ligada.

 

De Andrade apenas riu do menor e deixou um selar em sua testa, recebendo um resmungo em resposta.

 

— Você está todo suado e vermelho. — o brasileiro comentou enquanto secava um pouco do suor de Son com sua toalhinha. — Quer passar mais um pouco de protetor solar?

 

Son assentiu e Richarlison pegou a embalagem dentro da nécessaire que carregava consigo. Passou um pouco do protetor no rosto de Son, logo depois passou em seus braços, costas e peito — já que o coreano estava sem camisa por insistência do brasileiro.

 

— Aqui senhores. Esse é o de pizza. — a atendente chamou a atenção do casal.

 

Richarlison pegou o pastel e o copo de caldo, e entregou para o coreano. Depois pegou o seu e agradeceu a moça. O brasileiro pegou o potinho de ketchup e encharcou seu pastel com o conteúdo vermelho. Son apenas o olhou pensando "isso não vai dar dor de barriga nele não?"

 

Vendo que o namorado lhe encarava com um olhar estranho, Richarlison parou de mastigar e com a boca cheia resolveu perguntar o que havia de errado.

 

— O que foi?

 

— Você colocou o pote todo de ketchup no pastel. Devo me preocupar? — perguntou fazendo careta.

 

— Eu só como assim, Sonny. Não se preocupe com o pai aqui. Apenas se preocupe em comer o seu.

 

Son deu de ombros e passou a comer o seu salgado. Na primeira mordida que deu, foi ao céu com o sabor divino do pestel. Era muito, muito bom mesmo. Tão bom que ele nem sabia descrever como era o sabor.

 

Soltando sons de satisfação, Son fechou seus olhos em uma tentativa de poder viajar na onda do sabor. Céus, ou o pastel era muito bom, ou ele estava imaginando coisas.

 

Richarlison riu das expressões que o namorado fazia, o que atraiu a atenção do coreano para si. Son o olhou com uma sobrancelha arqueada em total desentendimento.

 

— O que foi? — resolveu perguntar.

 

— Devo perguntar se você gostou ou não?

 

— Ah. — ele sorriu e limpou a boca com um guardanapo. — Eu amei. Não, eu gostei demais, nossa. Eu gostei muito desse sabor pois lembra um pedaço de pizza. É sensacional Richy! — disse completamente animado.

 

— Eu sabia que você iria gostar. Agora prove o caldo, você vai gostar mais ainda.

 

O coreano assentiu e bebeu um gole de seu caldo. Ele com certeza estava nas nuvens ao provar aquelas delícias. O gosto docinho do caldo o deixou com mais vontade de beber, já estava viciado.

 

— E ai, o que achou? — perguntou ao dar uma golada também em seu copo.

 

— Richy, essa é a melhor coisa que eu já bebi na vida, sério. — disse em pura euforia. — Eu estava jurando que esse lanche seria ruim, mas não, é tudo uma delícia.

 

— Eu sabia que você iria gostar, por isso resolvi te trazer aqui. Fico feliz por você ter gostado, até porquê se você não tivesse gostado, eu iria terminar nosso namoro aqui mesmo e te deixaria no Rio de Janeiro sozinho.

 

— Ya, amor! Você jamais iria fazer isso comigo. — resmungou com um beicinho e Richarlison não pensou duas vezes antes de lhe roubar uma bitoca. — Deixa eu provar um pedaço de seu pastel.

 

— O meu é de frango com queijo, prove um pedaço.

 

Richarlison estava tão satisfeito em ver que Son havia gostado da combinação perfeita que era o pastel e caldo de cana. Tinha certeza de que o menor iria se deliciar comendo pastel. Aliás, quem não gostava da duplinha pastel e caldo de cana? Só poderia ser louco da cabeça.

 

O casal ainda comeu mais um pastel — cada um comendo o seu — e se embebedaram de caldo de cana bem geladinho e com pedras de gelo. Son já nem sentia tanto calor assim, o líquido de cor verde o ajudou bastante também.

 

Agora de barriga cheia, Son apenas relaxava depois de ter comido dois pastéis e ter bebido três copos de caldo. Não tinha mais disposição nenhuma para caminhar junto com o namorado pelo calçadão de Copacabana. Estava tão cheio e cansado.

 

— Adorei poder ter tido a oportunidade de provar um lanche brasileiro que todos adoram e falam tanto. — Son comentou enquanto caminhavam de mãos dadas pelo calçadão depois de terem descansado o máximo.

 

— E você ainda vai provar muito mais. Você ainda não viu nada, gatinho. — brincou arrancando risadas do menor.

 

— Quero experimentar todos os lanches brasileiro possível. Já vai preparando a carteira, brazilian.

 

— Espertinho você hein. — bagunçou os cabelos do menor. — Vamos apostar uma correria daqui até aqueles latões de lixo. O perdedor vai pagar o próximo lanche. — Son assentiu e se preparou para correr. — 3, 2, 1, let's go!

 

 

 

 

 

E nenhum dos dois conseguiram ganhar por conta de estarem com a barriga cheia e nem conseguiram correr até metade do caminho. Então temos um empate — mas Richarlison ia ceder e pagaria tudo sem reclamar.

Notes:

o final não ficou como eu queira, mas eu me esforcei a terminar de escrever isso logo (2 meses que eu venho tentando terminar essa oneshot)

talvez eu mude algumas coisas lá pra frente, enquanto é isso, vai ficar assim

comentários dizendo oq acharam são bem-vindos aqui!!

também postada no site vizinho Spir**: Dk_won
obrigada a quem leu
até a próxima (づ ̄ ³ ̄)づ