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Rating:
Archive Warning:
Category:
Fandom:
Relationship:
Language:
Português brasileiro
Series:
Part 2 of Quarteto Flower
Stats:
Published:
2023-03-27
Words:
3,349
Chapters:
1/1
Kudos:
1
Hits:
47

Tulipas Amarelas - Quarteto Flower

Summary:

Onde Seonghwa não superou o amor que sempre sentiu e vai sentir por seu amado baixinho, mesmo sabendo que nunca o teria novamente.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

O Park entrou na própria casa, novamente, estava cansado do trabalho. Sinceramente, se não estivesse tão acabado, adoraria rir na cara de quem dizia que cuidar de uma empresa era fácil, ele passava um belo inferno. Ok que talvez fosse por não fazer algo que gostasse, mas isso não vem ao caso.

Assim que fechou a porta atrás de si, foi recebido pelos gritinhos felizes do pequeno bebê, recentemente o pequeno Shun estava demorando a pegar no sono, até que o pai chegasse em casa e dormisse consigo, e como Mariko estava fora novamente, as empregas precisavam se virar até que o Park mais velho estivesse em casa.

Seonghwa deixou o paletó e a pasta em cima do sofá, pegando o garotinho dos braços da empregada e a liberando para ir embora, o pequeno bebê se acomodou muito bem nos braços do pai, abraçando seu pescoço carinhosamente.

-Você ficou de birra pra comer não é mocinho? Só fica nessa manha quando não come. É tão teimoso quanto um baixinho que eu conheço.

Os dois foram até a cozinha, onde o Park mais velho tratou de fazer uma mamadeira para o bebê, tinha que se lembrar de levar o filho até um psicólogo infantil, para saber o que fazer com esse costume de não dormir ou comer sem a presença do pai por perto. Mesmo com Mariko tentando o garotinho fazia birra e não comia ou dormia por nada, o que estava deixando todos preocupados, já que obviamente não era algo que faria bem ao garotinho.

Assim que ficou pronto, Seonghwa foi até o quarto de Shun com o garotinho em seu colo, se sentou na poltrona azulada que ficava próxima ao berço, e passou a dar a mamadeira ao garotinho, que agora aceitou de bom grado, enquanto uma de suas mãosinhas se agarrava ao pingente que ficava pendurado no pescoço do pai, era um pingente de ouro que tinha apenas a inicial do próprio Shun.

-Você tem que aprender a comer sem mim aqui Shun, eu não posso te levar comigo pra empresa e te dar comida lá, por mais que eu queira. E ficar sem comer não é uma opção pra você, tem que estar bem cheinho e gordinho para quando Mariko...

O homem sequer conseguiu terminar a própria frase, que morreu no nome da esposa, de toda a mentira que sua vida havia se tornado, a única boa coisa que havia ganho era o pequeno garoto. Mesmo que não fosse seu filho biologicamente, amava o garotinho incondicionalmente, e pensar que dali um tempo seriam apenas os dois, era um pouco assustador, teria que aprender a se acostumar com a ideia.

Céus há alguns anos, quando foi avisado que conheceria sua noiva, nunca imaginaria que depois de casados, seria obrigado a armar uma morte falsa para que ela fugisse! Se sentia em um roteiro de filme americano.

Assim que notou a mamadeira vazia, a colocou em uma mesinha do lado da poltrona, e ajeitou o garotinho para se deitar em seu eito, fazendo carinhos em suas costas até que ele pegasse no sono. E estava tão cansado do dia puxado de trabalho, que o próprio Seonghwa caiu no sono sentado ali com o filho em seu peito.

Durante a madrugada, o Park acordou depois de sentir uma mão em seu ombro, encontrando o olhar da esposa, que fez sinal para pegar o bebê, ele deixou e Mariko pegou o pequeno no colo, o colocando no berço esverdeado ali ao lado. Depois de garantir que ficaria confortável, os dois adultos saíram do quarto, indo até o escritório do homem.

Assim que entraram, Seonghwa foi se sentar em sua cadeira, suspirando de cansaço.

-Eu não achei que iria voltar hoje...

-Ah sim... Rin disse que era melhor que eu voltasse, pra garantir sabe?

-E como ele está?

-Acha que está nos enrolando, porque...

-Porque me apaixonei? Não se preocupe, pode garantir a ele, a pessoa que eu amo é outra. Eu tenho noção do nosso acordo, e vou mantê-lo, vocês não tem que se preocupar.

-Essa pessoa... É aquele garoto de cabelo castanho claro do casamento, não é? Eu vi você olhando pra ele...

-...

-Eu sinto muito... Se não fosse por mim, vocês estariam juntos...

-Mariko, chega, por favor. Eu sabia o que perderia a partir do momento que decidi me casar com você para te ajudar, foi minha decisão, então em nenhum momento você precisa se culpar.

-Porém se eu nunca tivesse te falado sobre tudo... 

-Mariko, chega por favor. O que está feito, está feito. Diga ao Rin que estou fazendo o que posso, mas armar um acidente pra vocês fugirem não é fácil como nas novelas.

A Japonesa ainda se sentia culpada, há alguns anos, ela havia sido forçada por seus pais a se casar com um homem que não amava, simplesmente porque não gostavam de seu namorado, mas por alguma sorte, o seu noivo se mostrou um grande amigo, e deu total apoio para que Mariko se encontrasse as escondidas com o amado, e o próprio marido os daria cobertura se precisasse. Depois de alguns meses, a Japonesa acabou engravidando do namorado, mas o mesmo nunca quis um filho, então o Park assumiu o bebê, e mesmo depois de uma discussão por ser supostamente traído, Rin seguiu com a amada.

Neste ponto, o próprio homem procurou se encontrar com Seonghwa, pedindo para que o Park aproveitasse todo seu dinheiro, e armasse um acidente, onde o casal poderia fugir e viver em algum lugar. E o Park concordou, deixando claro que ele cuidaria do garotinho.

Assim que o assunto morreu, ambos foram para os quartos, se deitando para descansar finalmente.
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Longos meses se passaram, e Seonghwa estava gelado de ansiedade, finalmente era o dia em que o tal acidente aconteceria. Ele sabia que deveria agir normalmente, depois que tudo acontecesse, ele tinha muitas coisas para cuidar.

Estava assinando alguns papéis necessários, quando uma mensagem apareceu em seu celular apenas uma palavra.

"Obrigada"

Claramente tudo já havia acontecido, mas como deveria esperar para que a informação estourasse, já que todos deviam estar bem cientes sobre o falecimento da esposa. Foram apenas 2 horas para que o Park estivesse sendo avisado por seu secretário, e as mensagens de parentes chegando em seu celular, estava feito.

Não demorou muito para que a notícia estivesse nos programas de televisão, "A esposa do famoso Park Seonghwa, é encontrada morta em um acidente de carro". O Park não demorou a voltar para casa, indo em busca do filho, que brincava sorridente em seu cercadinho no quarto.

Logo pegou a criança no colo, sentindo as pequenas mãos agarrando seu terno, o pequeno claramente não fazia ideia do que acontecia, mas não deixaria a chance de aproveitar o colo do pai.

Os dois ficaram o resto do dia sozinhos em casa, Seonghwa sabia que muitos esperavam que ele se pronunciasse sobre o acontecimento, e ele pretendia fazer isso, mas teria que pensar algo antes, afinal não podia deixar claro que era tudo uma armação. 

Quando à noite chegou, Seonghwa está deitado na própria cama, olhando o pequeno Shun que estava deitadinho ao seu lado, segurando uma das mãos de seu papai e brincando com seus dedos.

-Somos só nós dois agora Shun... Sua mãe merecia viver o amor verdadeiro dela, não que ela não te amasse, eu sei que ela ama, mas ela teve que ir.

O pequeno Park não dava tanta atenção ao que o pai dizia, estava mais interessante brincar com sua mão.

-Talvez... Eu devesse fazer o mesmo não é? Mas, eu tenho certeza que ele não me aceitaria de volta... 
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Seonghwa estava se sentindo ótimo, depois de um bom dia com seu namorado. Hongjoong sempre o animava independente do problema que tivesse em casa, era por isso que amava seu baixinho acima de tudo. E depois de conversar por um tempo com Wooyoung, estava decidido que iria procurar se unir em matrimônio com o Kim que tanto amava.

Mas seus pais tinham outros planos.

Assim que chegou em sua casa um dia, simplesmente encontrou seus pais que estavam julgando suas fotos com Hongjoong pela sala.

-O que fazem aqui?

-Viemos lhe colocar num bom  caminho, já que aparentemente você está perdendo tempo.

-Se vieram na minha casa, para julgar meu relacionamento, podem se retirar.

-Somos seus pais, colocamos você no mundo, temos todo direito de nos envolver, visto que está jogando o nome da nossa família no ralo.

-Não me importa o que querem-

O mais velho na sala não demorou a se aproximar, dando um tapa bem dado no rosto do único filho, vendo a vermelhidão que tomou o rosto do rapaz.

-Nós sempre fizemos tudo por você, demos tudo o que quis, e você quer nos retribui jogando o nome da nossa família na lama? Por causa de um qualquer? Isso não vai acontecer!

Seonghwa estava sem reação, seu pai já havia sido grosso consigo, mas nunca havia o agredido desta maneira, era inimaginável que passaria por algo assim.

-E é para impedir que você estrague tudo que já fizemos, que marcamos seu casamento. Com uma pessoa descente! Não um pivete qualquer.

A mãe de Seonghwa, não quis se aproximar, ela dava razão a raiva do marido, eles haviam construído sua fortuna por anos com sangue, suor e lágrimas. Seonghwa era seu único filho, ele devia prezar por todo trabalho quer haviam tido, e não destruir tudo por causa de um garoto sem nome e que com certeza só queria seu dinheiro. Ela e seu marido nunca deixariam que isso acontecesse.

A mulher cruzou os braços, olhando o rapaz que agora tinha os olhos no chão, atordoado com tudo.

-O nome da sua Noiva é Mariko Okumura, ela tem uma boa família no Japão, o pai dela é sócio nos negócios. Vocês vão se casar em dois meses, acho bom que essa sua brincadeira com esse garoto tenha acabado até sexta, vamos fazer um jantar e você vai conhecer ela.

-Eu não vou me casar com uma mulher que não conheço!

-Em nenhum momento perguntamos se você queria, você vai. 

O Park mais velho segurou o rosto do filho encarando o mesmo nos olhos.

-Você tem até sexta feira Seonghwa. Tenho certeza que não vai querer que esse pivete tenha problemas.

Logo os dois mais velhos partiram, deixando um Seonghwa atônito para trás, ele não queria se casar, mas a segurança de Hongjoong estava em risco. Seus pais sempre foram manipuladores, mas não acreditava que eles estavam ameaçando uma vida, apenas para proteger seu maldito nome. Era surreal.

E foi assim que dois dias depois, Seonghwa foi obrigado a terminar com Hongjoong, seu próprio coração doía a cada palavra mentirosa que dizia sobre não amá-lo, ver seu pequeno cair no chão, chorando, lhe cortou o coração. Queria apenas abraçá-lo e jurar que nunca iria sair de seu lado.

Mas não podia.

Teve que deixá-lo, e voltar para sua casa. Não podia negar, havia chorado durante todo o caminho dentro do carro, amava Kim Hongjoong com todo seu coração, mas não podia, não podia porque seus pais eram egoístas que só se importavam com nome ao invés da felicidade do único filho.

Assim que parou, acabou envolvido na briga com Wooyoung, e mesmo se oferecendo para acompanhar o garoto na ambulância, seus pais se colocaram contra e juraram que iriam processar o garoto assim que ele acordasse. E só não o fizeram porque ficaram mais ocupados com os preparativos para o casamento,  enquanto a noiva de Seonghwa, foi a única a se preocupar com o estado deplorável dele.

-Como vocês acabaram assim?

-É uma longa história...

-Bem... Acho que devido ao que o futuro aguarda, temos tempo para uma longa história.

-Eu... Magoei uma pessoa, que eu e aquele garoto, amávamos muito.

-Dá pra ver nos seus olhos, que não é no passado.

-Tudo bem, eu ainda amo esta pessoa, mas não tem como ficarmos juntos.

A Japonesa continuou com cuidado, limpando as feridas no rosto de Seonghwa, ela sentiu uma leve pontada no peito. Não por saber que não havia sentimento no casamento, mas por saber que possivelmente ela havia estragado o relacionamento do Park, ela também não queria estar envolvida nesse casamento.

-Não parece, mas eu te entendo.

-Entende...?

-Eu também não queria estar presa nesse casamento, mas meus pais não quiseram me deixar namorar um cara comum, mesmo que eu o ame.

-Realmente, estamos no mesmo barco.

Nesta noite, Seonghwa descobriu que sua noiva não era uma megera como imaginava, afinal ambos passaram quase a mesma coisa para estarem neste casamento. E acabaram ficando amigos, onde Seonghwa prometeu que iria acobertar ela e seu amado, ele foi o único que deu liberdade para que Mariko vivesse seu tão sonhado amor.

Não demoraram meses após o casamento, para que Mariko entrasse em desespero, revelando a Seonghwa que por um descuido ela havia engravidado, mas que o amado não podia assumir o bebê, até porque ele não tinha interesse em ter filhos. Seonghwa teve pena novamente, e disse a Mariko que assumiria, e novamente os dois foram obrigados a mentir. Mariko disse ao namorado que ela foi pressionada a engravidar, mas que o Park não havia a tocado, mentiu dizendo que fora uma inseminação, e mesmo a total contra gosto, o namorado da Japonesa teve que aceitar a situação.

Foi assim que Park Seonghwa acabou se tornando pai de um pequeno garotinho, desde o nascimento, Shun sempre fora grudado ao coreano,

Mariko não ficava tanto em casa, então mesmo o pequeno bebê a amando havia um certo favoritismo com Seonghwa.
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O Park olhou o pequeno bebê, notando que já havia caído no sono. Resolveu levantar, pegando o pequeno com cuidado e o levando para o quarto ao lado e deitando o pequeno Park em seu berço, ligou a babá eletrônica, cobriu o filho e saiu do quarto, indo para a sala.

Suspirou antes de abrir um armário onde ficavam garrafas de bebidas, entre vinhos, whiskys e conhaques. Seonghwa pegou a maior garrafa de conhaque que encontrou, indo para seu escritório e se sentando. Não se importou em pegar um copo, bebia direto da garrafa sem qualquer preocupação.

Sua mente estava dividida entre se concentrar em seu filho, ou procurar se aproximar de Hongjoong e arriscar quebrar o restinho de seu coração. Anos se passavam, mas seus sentimentos pelo Kim continuavam os mesmos, amava aquele garoto, e tinha certeza que sempre amaria. Sentia falta de todas as broncas que dava em Hongjoong por ele viver bagunçando tudo, sentia falta de ter o garoto em seus braços, saudades das conversas que tinham durante a madrugada sobre coisas aleatórias, e principalmente:

Saudades dos beijos que apenas Kim Hongjoong sabia lhe dar.

Sentia os olhos cheios, e não conseguiu segurar as lágrimas que caíram sobre os papéis em sua mesa. Não podia negar o quanto sentia falta daquele baixinho, ele havia tomado seu coração, e nunca saíria dali por mais que tentasse.

-O que você fez comigo baixinho?

Não resistiu, pegando seu celular, procurando abrir o instagram e procurando o nome do Kim, e não foi difícil encontrar o perfil de Hongjoong. Uma parte de si se sentia um maldito stalker, mas o lado dominado pelo álcool, simplesmente gritava que não era nada demais, apenas saudade de uma pessoa amada com a qual não podia estar. Qualquer pessoa já havia feito isso, porque em seu caso devia ser um problema... Certo?

Uma das primeiras fotos que viu, mostrava Hongjoong na floricultura de Wooyoung, parecia estar ensinando algo a filha do amigo, e na descrição da imagem, Hongjoong elogiava a habilidade de Jongho de tirar fotos às escondidas. E nos comentários choviam elogios a beleza do pequeno Kim.

Em outra foto, Hongjoong estava com os cabelos pintados de azul, e havia escrito que nunca mais apostaria nada contra San, mesmo que estivesse gostado do estilo.

Seonghwa acabou se surpreendendo com uma foto muito recente, onde alguém estava enrolado entre lençóis numa cama, o Park reconheceu que era a cama de Hongjoong, graças a todas as pelúcias de Minion sobre a cama que inclusive a tal pessoa abraçava uma delas. Não sabia dizer quem era, mas claramente não era Hongjoong já que ao que parecia ele havia tirado a foto, a legenda fora uma surpresa ao Park, que sentiu o coração se apertar ficando do tamanho de uma sementinha de uva.

"Dois meses de namoro e já tá nessa folga toda. Não julgo, somos almas gêmeas mesmo haha"

Queria chorar, e realmente voltou a fazê-lo. Hongjoong havia seguido em frente e estava feliz, enquanto ele estava ali, preso a aquele amor do passado que não voltaria. 
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Assim que acordou, o rapaz percebeu que sua companhia não estava consigo na cama, fez um biquinho, procurando pegar seu celular, e encontrando um post-it preso a tela.

"Joongie, fui comprar o nosso café da manhã

Te amo nanico"

Hongjoong sorriu imaginando a garota escrevendo aquilo e sofrendo por estar desacostumada com a escrita coreana. Depois de ler o bilhete, o Kim se levantou, procurando ir até a cozinha, apenas para tomar um pouco de café, ou cairia no sono novamente. Indo até a grande gaiola que ficava no canto da sala, sorrindo ao ver a furoa branco em um sono profundo.

-Se ela ver você assim, vai dizer que está me imitando.

Resolveu aproveitar o sono da animal, para colocar a ração e trocar a água para que ficasse bem alimentada quando acordasse.
Terminou rapidamente, pegando a caneca de café e indo para o sofá, ficando de frente para o mural onde tinham algumas fotos, desde suas com as princesinhas de Wooyoung, até fotos com os amigos, e a agora namorada.

Era engraçado lembrar de como ele e a garota haviam se conhecido. Hongjoong tinha começado a usar de um aplicativo de troca de linguagem, porque depois de tanto ouvir músicas chinesas, ele estava apaixonado pelo idioma e queria aprender. Numa dessas conversas no aplicativo, ele conheceu Lu Keran, que inicialmente e principalmente pela foto, ele jurava que era um cara. Com a amizade criada, trocavam mensagens constantemente, até Keran lhe dizer que estava de viagem para Seoul e precisava de um lugar para ficar, e mesmo com aquele leve medo, Hongjoong ofereceu sua casa.

No dia que se conheceram, o Kim ficou surpreso ao perceber que vinha falando com uma garota por meses, não teve nenhum problema com isso, o único questionamento, era o fato de quem AINDA era baixinho até perto de Keran. Com o tempo e proximidade, sentimentos acabaram nascendo, e iniciaram um relacionamento há dois meses antes. Sempre ria quando alguém lhe perguntava sobre seu namoro, já que ninguém queria acreditar que ele namorava uma garota.

Perdeu a linha de pensamento quando ouviu a porta da frente abrir, e se levantou para receber a namorada, se surpreendendo com o enorme buquê nas mão da chinesa.

-Keke? Hoje é algum dia especial e eu esqueci?

-Sorte sua que não é baixinho. Na verdade isso chegou pra você e o segurança me entregou.

A chinesa deu um rápido beijo no namorado, lhe entregando o buquê e levando as sacolas para a cozinha, retirando o bolo e os sanduíches comprados para comerem agora que estavam quentinhos.

-Joong, lembrou de colocar ração pra Aurora?

-Já coloquei e troquei a água dela!

Hongjoong olhou o buquê, reconhecendo as flores como Tulipas Amarelas, mas não se lembrava o significado, por curiosidade perguntou a Wooyoung por mensagem, deixando o celular de lado. Procurou algum vaso, colocando as flores dentro com água, deixando o vaso perto da televisão, torcendo para a pequena furoa não subir ali.

Foi até a cozinha, sentando para comer, sorrindo ao ver que a namorada havia comprado seus favoritos para comer.

-A gente tem que procurar as roupas pro casamento do Woo e do San.

-Verdade, mais um pra você ser padrinho né Joongie?

-Minhas crias né, o pai tem que estar lá.

Enquanto ambos conversavam, o celular de Hongjoong apitou na sala, depois ele olharia o que era.


Woo: Tulipas Amarelas? - 08:00
Woo: Elas significam um amor sem esperança, quem mandou pra você? - 08:01

Notes:

Realmente espero que esteja bom.

O Próximo é a YunSang - Miosótis

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