Actions

Work Header

Rating:
Archive Warning:
Categories:
Fandom:
Relationship:
Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2023-04-02
Words:
2,048
Chapters:
1/1
Comments:
4
Kudos:
12
Hits:
112

Brimstone precisava de um aumento

Summary:

Depois de liberar Phoenix, Raze e Killjoy para irem em um Show em Berlim, Brimstone se vê em um problemão quando a agente brasileira desaparece do nada, surgido em uma ilha deserta no Triângulo das Bermudas.

Agora, com os três reunidos no escritório do chefão, eles precisam dar um jeito de explicar o que aconteceu, mesmo que não se lembrem de todos os detalhes de sua aventura.

 

Crackfic// comédia// Nanobomb// Como a Raze sumiu?//16+

Notes:

Heyyy povo!! Mais uma fic de Vava vindo pra esse site!!

Há algum tempo, a Riot liberou alguns emails de voz no escritório do Brimstone, onde:
- o Phoenix pediu uma folga para ir em um show com a KJ e a Raze em Berlim
- a KJ ligou desesperada pq a Raze tinha sumido
- E a Raze ligou um tempo dps avisando q tava na ilha onde acharam o Kay/o (Breeze)

Então, eu resolvi escrever em cima disso, e criar a minha versão do que aconteceu nesse show kskskakkd

Confesso que foi uma fic difícil de escrever, já que teve MUITAS falas e pouca narração, mas eu curti bastante o resultado, espero que gostem tbm!!✨💥

💥 DICA 💥
Tentem ler imaginando as vozes dos personagens, juro, vai ficar MUITO mais legal.

 

Boa leituraaaaaaa!!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Brimstone estava estressado.

 

 

Faziam semanas desde a última vez em que ele conseguiu de fato relaxar. Os chefes do protocolo não tinham capacidade de fazer nada sem que ele ajudasse, além de ter que tomar conta dos outros agentes, que na maior parte do tempo se comportavam como verdadeiras crianças.

 

Ele dividia a chefia do protocolo com Viper, porém depois de alguns problemas técnicos em uma rede de laboratórios da Kingdom, ela fora obrigada a focar toda a sua atenção no departamento científico, deixando a creche completamente nas costas de seu parceiro fortão.

 

Tudo o que ele queria era sentar em seu escritório sem nenhuma preocupação e assistir ao campeonato de futebol americano enquanto tomava uma cerveja gelada, longe de qualquer pessoa pegando no seu pé.

 

Porém, como o destino aparentemente não ia com sua cara, naquele momento ele estava sentado em seu escritório – Sem a cerveja gelada – olhando com sua melhor cara de reprovação para três dos caçulas do Protocolo Valorant, que há cerca de uma semana haviam se metido numa baita encrenca.

 

Se há alguns dias, ele soubesse que dizer sim para um simples pedido iria lhe trazer tanta dor de cabeça, ele não teria nem mesmo aberto a porta de sua sala naquela manhã.

 

1 semana atrás.

 

 

 

– Deixa eu ver se eu entendi. – Ele coçou a garganta, mantenho o olhar cansado para o agente que o encarava cheio de expectativas. – Você, Killjoy e Raze querem uma folga para irem em um festival de música em Berlim.

 

– Isso! – Phoenix afirmou, empolgado. – Vai ser meio ruim ter que segurar vela para as duas, mas sabe como é, né? A Jett vai ter essa missão importante com a Neon e a Reyna, então eu vou ter que tomar conta das duas apaixonadinhas.

 

Ou elas iriam tomar conta dele, Brim pensou.

 

– E eu deveria confiar em vocês?

 

– Com toda certeza, você não vai se arrepender! Eu não vou fazer nenhuma gracinha, vou ser tipo um cidadão modelo!

 

Ele já estava cansado de saber que Phoenix e Raze eram verdadeiros imãs de caos, porém por mais incrível que parecesse, Killjoy conseguia ser responsável nesse tipo de situação, então ela acabaria cuidando dos dois durante a viagem.

 

No final das contas eles eram bons garotos, não custava nada ceder àquele pedido, afinal, eles só iriam para um show de alguma banda de gente jovem, o que poderia dar errado?

 

 

 

 

 

 

TUDO deu errado.

 

 

– Prestem atenção. – Ele quebrou aquele silêncio sufocante, atraindo olhares dos três que estavam sentados a sua frente. – Eu quero que vocês me contem exatamente o que aconteceu em Berlim, e como a Raze foi parar na Ilha Breeze. Sem esconder nenhum detalhe. Maldita hora em que eu acreditei na história do cidadão modelo.

 

Ele lançou um olhar mal humorado para Phoenix, que se encolheu no sofá.

 

Ninguém imaginava que depois do show, a agente brasileira iria parar numa ilha deserta que a Kingdom costumava usar para guardar algumas caixas de radianita, principalmente porque aquele lugar era extremamente difícil de se acessar.

 

Eles assentiram, iniciando uma disputa silenciosa para ver quem começaria a falar primeiro, trocando tiros invisíveis através do olhar. Após aparentemente ter perdido, o britânico coçou a garganta.

 

– Então, Brim. Tudo começou no dia que você liberou a gente. – Ele começou. – Eu falei com as meninas e a gente foi arrumar nossas malas pra sair naquela noite. Até então tava tudo de boa, chegamos em Berlim e já fomos pro hotel que a Killjoy reservou.

 

– E que hotel lindo véi! – Raze acrescentou. – Tinha um janelão no quarto que mostrava a cidade toda. 

 

– E aquele spa também era maneiro demais! – Phoenix concordou. Por pouco ele não havia perdido a hora do show graças a tarde relaxante que teve no spa do hotel.

 

– Então, voltando para a situação. – Killjoy assumiu a palavra. – O show era bem perto de onde estávamos hospedados, então fomos a pé mesmo. O caminho foi bem tranquilo, a noite estava bastante fresca e ventilada, então o clima não foi um proble…

 

– Até essa parte eu já entendi, eu quero saber como vocês conseguiram perder a Raze. – O mais velho interrompeu impaciente. – Se tivessem perdido qualquer outra pessoa, eu até entenderia, mas a Raze? Logo a mais escandalosa do protocolo?

 

– Na verdade, cara, foi ela quem se perdeu. 

 

– Quieto, Phoenix! Você nem lembra do que aconteceu! – Raze deu um soquinho no braço do agente britânico. – Na real, chefinho, nem eu lembro.

 

– Bom, depois que eu fui chamada para subir no palco e interagir com a banda, nós três decidimos que seria legal tomar uns drinks para comemorar e acabamos, ahn wir haben uns betrunken…

 

– Tá, vocês ficaram muito bêbados. E aí?

 

– E aí que a Raze levou umas bebidas que ela trouxe do Brasil pra gente experimentar. Nisso já tínhamos saído do show e estávamos numa balada do centro de Berlim.

 

– Que tipos de bebidas? – Brim perguntou, agora seu tom transparecia uma curiosidade genuína. Bastaram poucas viagens para o país sul-americano para ele descobrir que os brasileiros eram muito, mas muito criativos com bebidas alcoólicas.

 

– Então, chefinho… eu levei umas duas garrafinhas de corotinho, sabe? É tipo uma vodka, só que com sabores e tal, mas leve do que aquela cachaça que o senhor provou lá na Bahia.

 

Ele se lembrava muito bem daquela cachaça de mel e limão que o fizeram beber durante a breve viagem, e principalmente da ressaca pesada que sentiu no dia seguinte.

 

– Duas garrafinhas? Eu provei pelo menos seis sabores! – Phoenix elevou a voz.

 

– Seis!? Eram oito, não? – a agente alemã entrou na discussão, tentando se lembrar de tudo o que havia bebido. Eram tantas garrafinhas coloridas. – Limão, morango, pêssego, blueberry, menta…

 

– CHEGA! Vocês estão desviando do foco! De novo! – Ele levantou em passos calmos, mais do que sua voz, e pegou uma lata de refrigerante no frigobar do escritório. – A chefia vai me perguntar o motivo de ter usado aquele avião, então antes que isso aconteça eu preciso pelo menos saber o que aconteceu.

 

– Perdão, chefe. Agora eu vou me concentrar. – A brasileira disse com convicção, mesmo que no fundo, todos soubessem que sua concentração não duraria muito. – Enfim, nós bebemos um tiquinho, e resolvemos mudar de festa.

 

– Aquela já tava ficando chata e fomos pra uma outra balada, que ficava do outro lado da cidade. – A alemã completou. – Como eles tinham uma guia que conhece Berlim do avesso, não foi difícil chegar.

 

– Trocamos de festa umas três vezes, né? – Phoenix perguntou e elas deram de ombros, sem muita certeza. – Eu já parei de contar depois daquela boate que tinha vários painéis coloridos na parede, que vocês duas ficaram se beijando na pista de dança.

 

– Humboldthain Club? – Killjoy perguntou, embora estivesse um pouco corada por se lembrar do momento mencionado por Phoenix.

 

Ela e Raze estavam namorando oficialmente desde uma viagem que haviam feito para Salvador há alguns meses, mas tudo ainda parecia muito recente para as duas.

 

– Aquela festa tava top! – Raze comentou, trocando um olhar nada discreto com a alemã.

 

– Acho que era essa mesmo. – Ele voltou a olhar para Brimstone – Acabou que fizemos isso várias vezes até amanhecer, depois que amanheceu nós ainda fomos para um parque aquático, e do nada a Raze já não tava mais com a gente. Eu não me lembro dela estar junto quando voltamos para o hotel, antes do cas…

 

– Ela simplesmente sumiu entre uma festa e outra? – Os três assentiram com a cabeça. – E você, Raze, não se lembra de nada?

 

– Assim, eu até que sou forte com bebida, mas depois do corote de morango eu já não tava mais nem conseguindo fazer o 4. – Ela riu de si mesma. – Aí uma hora eu tava pedindo pro DJ colocar um forró pra eu dançar com a Killjoy, depois eu fui tirar um cochilo no sofá da boate e quando vi já tava no meio daquela ilha. Não lembro do que aconteceu nesse tempo.

 

– Em qual boate vocês estavam na hora do forró? 

 

– Vish eu não lembro, era uma que ficava mais afastada.

 

– Não era aquela que ficava perto do… eita porra. – Phoenix de repente preferiu encarar o chão ao invés do rosto de seu chefe.

 

– Perto do quê?

 

– Perto do Aeroporto de Berlim… – Killjoy completou, visivelmente tensa. – Deve ter sido na pista de decolagem que começamos a apostar corrida.

 

– Corrida?! – Brim e Raze perguntaram ao mesmo tempo, provavelmente a agente brasileira não se lembrava desse momento.

 

– Vocês invadiram uma pista de decolagem pra brincar de apostar corrida? – Ele perguntou.

 

– Ah por favor, não era nada que uma das minhas torretas não conseguisse fazer, e a ideia foi do Phoenix, aliás. – Phoenix concordou com a cabeça. – Eu não me lembrava quando fomos parar na pista, mas faz sentido se seguirmos a ordem que a Raze falou, estávamos em uma boate que ficava perto do aeroporto.

 

– Tá, e depois, como a Raze foi parar em uma ilha no Triângulo das Bermudas? Sendo que para chegar lá ela precisaria de pelo menos dezesseis horas de voo. 

 

– Aí eu já não me lembro mais, estávamos correndo pela pista até que ouvimos um barulho e fomos nos esconder. Na minha próxima memória já tínhamos passado no hotel e estávamos indo para o cassino. – Killjoy deu de ombros, ela já se sentia satisfeita por lembrar de mais coisas do que seus dois acompanhantes de viagem.

 

– Pera aí. – O britânico interrompeu. – E se nesse momento em que fomos nos esconder, a Raze foi parar dentro de algum avião que estava indo para a Ilha Breeze. 

 

– Pior que faz sentido. – Raze entrou no mesmo raciocínio, ela adorava brincar de pique esconde quando criança, então não era de se estranhar que ela tivesse encontrado um esconderijo muito bom. – Não tinha nenhum avião da Kingdom no aeroporto de Berlim?

 

Brim segurou as têmporas, respirando fundo para não perder a paciência. Se aquilo realmente havia acontecido, então eles não só invadiram a área restrita de um aeroporto, como também conseguiram entrar clandestinamente em um avião da empresa para qual trabalhavam.

 

– Sim, Raze. A Kingdom costuma ter rotas de carga que saem da Europa e levam as caixas de radianita para a Ilha Breeze. 

 

– Então é isso, Chefinho! Por isso que quando eu acordei eu tava no meio daquele forte abandonado, onde a gente achou o Kay/o. E aí depois você já sabe da história.

 

– Sei? 

 

– Claro que sabe, homem! Eu comecei a andar pela ilha depois que a ressaca diminuiu, achei comida e água numa sala de depósito e comecei a caçar qualquer material que desse pra consertar a antena. – A brasileira retrucou, se levantando do sofá.

 

– Deve ter sido nesse momento que eu encontrei o sinal também, e disse para você ligar para o Brim. – Killjoy disse.

 

– Espera aí! Você avisou a Killjoy antes de me avisar que estava viva? – Brimstone questionou incrédulo. Ele havia passado horas esperando algum contato sobre a situação, mas pelo visto a agente da Alemanha já sabia sobre o paradeiro de sua namorada bem antes.

 

– É óbvio! Eu não podia deixar ela mais preocupada do que já tava, né! – Ela disse, como se fosse o mais óbvio. – Agora nós já contamos tudo, não tem mais nada que você não saiba.

 

– A minha vontade era prender vocês aqui até a próxima missão, ou pelo menos até vocês me explicarem essa história do cassino. – Brimstone encarou Killjoy e Phoenix. – Mas já chega, estão de castigo e ponto.

 

– Mas Brimstone… – Os três tentaram retrucar, mas foram cortados.

 

– Nada de "mas"! Vazem logo daqui antes que eu afaste vocês três das missões. – A dureza em sua voz fez os três se dirigirem rapidamente até a porta. – E nada de bagunça!

 

Derrotados, os agentes saíram do escritório deixando um chefe exausto para trás.

 

Brimstone sabia que precisava se virar para dar uma desculpa minimamente convincente para os executivos da Kingdom que administravam o Protocolo Valorant. Ele poderia simplesmente dizer que seus agentes arranjaram confusão – o que não era uma novidade – mas sabia que aquilo poderia prejudicá-los ou até mesmo fazer com que fossem expulsos. Suas crianças eram bagunceiras e não o deixavam ter um dia de paz, mas ainda eram suas crianças no final das contas.

 

Pelo visto sua cerveja gelada e seu dia de folga precisariam esperar, era

hora de fazer um longo relatório sobre o que havia acontecido.

 

A grande verdade, era que Brimstone precisava urgentemente de um aumento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Notes:

E essa foi a história!! Gostaram?

💥Link das mensagens de voz que resumem a história 🔥

https://youtube.com/shorts/hOXaCXAjAWE?feature=share
(Phoenix)

https://youtube.com/shorts/np5wIzgMCjg?feature=share
(Killjoy)

https://youtu.be/Sp_vKf-TNas
(Raze)

Espero que tenham gostado!! Nos vemos na próxima!!🔥💥✨💚