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Characters:
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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2023-04-26
Updated:
2023-04-26
Words:
2,108
Chapters:
1/?
Kudos:
18
Hits:
245

Maldito hóspede

Summary:

" - Será que Deus me abandonou? - pergunta o brasileiro olhando para o alto com um drama palpável. Seja lá o motivo pelo qual, o moreno era bom ator dramático
- Tu aindas perguntas, boludo? A Dios no le gustan los perdedores! - retruca Martin sorrindo vitorioso ao ver o ódio do outro com a resposta- "

~Inspirados nas queridas, Zu (@zulenha) e a Nikki (@nikkiyan). Os personagens não são criados por mim. Fanfic também postada no Spirit e no watt. Sujeita à correções~

Notes:

Estou escrevendo essa fic por vários motivos, mas o mais importante é praticar minha escrita que anda bem enferrujada. Sou daquele tipo de gente que procrastina bastante, então vou me esforçar para tentar entregar capítulos grandes recorrentes. Vocês que lerem vão notar que nem todos os países estão com os nomes certos, justamente porque ainda estou aprendendo todos. Conforme o tempo passe vou tentando corrigir erros e melhorando os textos amadores kkkk. Minhas atuais inspirações de Brarg são a Zu (@zulenha) e a Nikki (@nikkiyan). Uma coisa que acho repetitivo em fanfics é o uso excessivo de estrangeirismos, então vou tentar focar mais no Brasil possível. Incluindo os títulos, que serão todos nomes de músicas do álbum "Te amo lá fora" da talentosa Duda Beat. Também vou excluir alguns queridos dessa viagem de países, por motivos de: sou ditador! Não tenho nenhum caminho em mente para o futuro dessa narrativa, conforme escrevo vou criando maluquices, digo enredos. Acho que vou buscar seguir as músicas da querida Duda. Estou ansioso para todos os feedbacks, quero que vocês sejam possuídos pela Boscov (não falando do Harry Styles, espero. Gente, eu não sei se faço todo mundo falar português ou forço um portunhol/espanhol em toda a fic!!!!! (me digam o que acham

Chapter 1: Meu pisêro

Chapter Text

Luciano não tinha aceitado bem a derrota na copa e para piorar sua situação seu maior rival, Argentina, tinha ganho o evento e aproveitava disso para humilhar o brasileiro com piadas e sorrisos maldosos. Aquilo parecia o inferno para o moreno, esperava acordar a qualquer momento desse pesadelo. Pelo menos o boludo parecia não lembrar de algo mais humilhante ainda, aquela coisa que fazia o brasileiro se tremer de vergonha. Já para Martin aquilo era o céu, mesmo que não gostasse de ver o estado deprê e envergonhado de seu rival tinha que admitir que vencer dele era ótimo. Só odiou o sumiço repentino, era tão bom provocar o rival e o ver tão bravinho.

O tropical era exagerado, tinha passado a ignorar o loiro ao máximo nas redes sociais. Martin ria daquilo e não perdia a oportunidade de postar fotos da taça no seu close friends, que só tinha certo brasileiro. Brasil nem ao menos respondia as provocações, se limitará a desligar o celular e xingar. Ironicamente não bloqueava o argentino em nada, se focava em evitar o hermano até onde pudesse. Seus planos foram por água abaixo quando Catarina disse, encima da hora, que vinha passar o carnaval no Rio e traria o boludo consigo. Não só ele, aliás, porém a atenção de Luciano foi toda no rival. Engoliu em seco lendo a mensagem, a colombiana anunciou que vinham em dois dias. Nunca negaria uma visita dela e de seus amigos, contudo precisavam trazer o boludo de merda?

Os dois dias se passaram voando para Luciano, meio á faxinas e agendamentos de coisas para fazer. Definiu afazeres junto a Catarina, deixaram a agenda lotada de opções. Os países logo chegaram ao solo carioca em uma manhã bonita e calorosa. O brasileiro já estava no aeroporto vendo seus amigos vindo a seu encontro: Catarina, Sebastian (Uruguai), Maria (Venezuela) e até Francis e Croácia. Era quase uma quase reunião de latinos, tirando os que não puderam viajar agora e adicionando um francês intrometido, que disse merecer estar ali por causa da Guiana Francesa, e seu companheiro croata que foi arrastado pra ali. Seu amigo boliviano, junto com o paraguaio e o chileno, só chegariam 4 dias depois por causa de um voo mais barato que acharam.

Era ótimo ver tantos rostos conhecidos, estava com saudades. Após cumprimentar quase todos os seus amigos com abraços, beijos nas bochechas e sorrisos voltou sua atenção para o único que faltava. Martin já o encarava com a mesma cara convencida de sempre. As vezes tinha certeza que o argentino era a Rita da sua versão de Avenida Brasil. Foi tirado do seu pensamento por ele.

- Ora Luciano, não vai me cumprimentar? - fala no seu melhor português - Estoy mucho feliz quie vao celebrar mi victoria por una semana aqui en Brasil - disse o argentino, enquanto dava um abraço provocativo no brasileiro. O cheiro dele o envolvia e seu sorriso tinha algo malandro, mas Luc preferiu achar que era coisa de sua cabeça. Ele não poderia lembrar daquilo, mas e se? Agradecia sempre por sua pele escura esconder suas bochechas coradas.

- Pelo contrário, boludo. A gente se reúne para comemorarmos a surra que eu vou te dar - diz o moreno voltando a realidade e se soltando do abraço rapidamente, franzindo as sobrancelhas. Martin ri ao vê-lo irritado e isso faz o outro ter vontade de socar ele.

- Los dos parem com esto, parecen perro y gato. Se bien que nunca vi perro y gato con tanto teeee--- deixa pra lá - Catarina exitá e ri ao ver os dois pares de olhos raivosos na sua direção. Maria e o croata pareceu segurar a risada, enquanto Francis e Sebastian nem fazem questão. A colombiana entra no espaço entre os dois e muda o assunto - Los voos de todo mundo foram mucho longos, vamos pra casa colocar nossas malas e descansar para sairmos la noche!

- Ouiii, passei horas num avião onde fui deveras maltratado - diz Francis e é imediatamente bombardeado por um olhar crítico do croata - a comida era horrível!!! - se defendeu - Vamos pra casa comer alguma coisa gostosa, j'aime. O que fez pra gente, Luccc? - finalizou o francês com sotaque e manha fortes na entonação que logo foram julgados.

- Viado espalhafatoso - disse baixinho o croata, arrancando um risinho de Maria e Sebastian.

- Algo bueno, con mucha certeza - diz Catarina e Seb concorda passando a mão na barriga.

- Não sejam tão ansiosos, quando chegarmos na minha casa vocês descobrem! Vamos indo, Angola está esperando na van que alugamos. Minha irmãzinha está doida pra ver vocês - sorri e os guia pra saída do aeroporto. Lá fora uma mulher bonita buzina pra todos de uma van chamativa, tinha a Inês Brasil em todas as partes.

- Tu es tan brega, Luciano - disse Martin

- Se manca! - Luciano mostra o dedo do meio para o argentino.

Angola cumprimentava todos alegres, usava uma camisa da seleção brasileira que combinava com seu tom de pele escuro. Era bonita e alegre como o irmão, mas também partilhava do orgulho desse.

- Fui eu que escolhi essa van pra alugar, seu ridículo - disse fingindo estar muito ofendida, o que poderia ser real, visto que estava guardando a van como uma mãe guarda seus filhote. A conexão com a van Inês foi imediata. Acabou por rir, se juntando aos outros.

Deixou todos se ajeitarem em seus lugares e partiu rumo a casa em meio a conversas com Catarina que cochilou com o tempo, a viagem tinha a deixado cansada. Sebastian, também no carona, seguiu acordado e conversando com e Angola sobre de A Usurpador. Maria escutava Kali Uchis e admirava o Rio. Francis vinha no acento de trás cochilando deitado em um banco inteiro, enquanto o croata o olhava feio do banco de trás. O transporte era espaçoso e coube bem a todos, ou quase todos.

Infelizmente para Luciano, pra ele sobrou o banco de trás com certo argentino, se sentou ali antes de Martin e por algum motivo o loiro odonto foi pra lá. Parecia que o universo o torturava. Pretendia fugir e ir se sentar junto com Maria, isso se o argentino não estivesse na saída. Com a partida do aeroporto e a pouca chance de mudar de lugar começou a prestar atenção na janela, enquanto ouvia fofoca da conversa de Croácia e França, acordado pelo croata. Um papo estranho sobre o filme da Maria Antonietta. Estava cada vez prestando mais atenção nos detalhes estranhos do filme, "o rei era celibato?", quando é tirado dos seus pensamentos por Martin tossindo um pouco alto pra chamar atenção.

- O quê é, vagabunda? É tanta inveja que você não se aguenta? - zomba o moreno

- No es nada - diz, em bom tom, o loiro e logo sorri maldosamente vendo a curiosidade do brasileiro - apenas seu cheiro de perdedor - sussurra, para que os outros não possam ouvir.

- Ora, seu esboço de capeta! - esbraveja atraindo atenção de dois fofoqueiros da frente. Um olhar sonso do argentino chama atenção, o olhando como se não soubesse o motivo de sua raiva, igual os outros ali. Deu uma olhadela mortal pro francês e pro croata e logo esses foram espantados. O banco de trás seguiu-se em guerra por 30 minutos, Luciano falava de como Martin era um vencedor chato e o loiro dizia, debochado, que o brasileiro era um perdedor sensível. O moreno decidiu por olhar a janela e ignorar o argentino pelo breve tempo que restava até chegarem ao destino, porém o loiro não parecia ceder.

Foi no tempo rápido de desligar e pensar num plano de assassinato que chegaram na casa de Luciano. Todos saíram impressionados com o lugar e foram rapidamente pegando suas bagagens. Francis com 3 malas demasiadamente exageradas. Sobrou pro Croácia carregar as 3, enquanto o francês folgado ia entrando e elogiando a casa junto a Sebastian e Catarina ainda grogue de sono. Angola ficou pra trás para chamar a distraída Maria, Martin pegava sua mala com um sorriso vitorioso cansado. Por fim, todos entraram e começavam a notar junto o interior.

Era uma bom casebre, grande e imponente, bastante verde pra todo lado, uma piscina grande, as paredes eram verdes e douradas e a toda a casa tinha mobília de uma madeira escura, do lado de fora tinha muitas redes espalhadas, assim como armadores pra todo lado, na sala tinha uma coleção exibida de prêmios de esportes. O suficiente para todos entenderem o quão importante aquilo era para o competitivo anfitrião. Nas paredes das escadas tinham fotos com famosos brasileiros: Fernanda Montenegro, Suzanna Vieira, Renata Sorah, DG, Pedro Bial, Faustão e até uma com participantes do BBB (os subs). A cozinha era mais simples, tinha uma bancada boa e era lotada de temperos malucos. Ao que parecia o Brasil tinha muitas paixões.

Após Luciano mostrar orgulhoso para quase todos, menos para uma angolana fugitiva, sua coleção aleatória seguiu para a cozinha. Lá esquentou o almoço que tinha deixado pronto e chamou seus convidados para comer uma moqueca que tinha feito. A refeição foi na grande mesa da sala de jantar. Se sentou do lado do uruguaio e de sua irmã Angola. Sentiu-se observado e logo flagrou certo loiro o olhando, teve certo receio, mas relaxou quando o outro apenas mostrou o dedo sorrindo, nada atípico pra ele. Voltou a atenção aos outros, ninguém pareceu desgostar de sua comida, pelo contrário. O guaraná seguia sendo o sucesso que sempre foi. Quando se acabaram de comer e beber foi servida a sobremesa, gelatina de vovó. Após acabarem de comer de vez todos foram descansar um pouco antes de saírem.

Na divisão de quartos teve um pequeno erro de cálculo: Maria ficou na suíte de Angola, Croácia e Francis ficaram em um quarto de hóspedes, Sebastian iria ficar em outro quarto junto a Catalina. Para Martin sobrou o quarto do anfitrião, o que foi motivo do brasileiro implorar para trocarem com ele. Enquanto tentava ganhar empatia dos outros viu o argentino terminando de subir as escadas e indo ao seu quarto, decidiu por segui-lo para o expulsar.

- De jeito nenhum você dorme aqui!!!- exclamou o brasileiro, possessivo, querendo matar o dono de toda a folga do mundo a sua frente - Ainda têm duas redes sobrando, pode ficar com elas.

- Nem pensar que vou dormir numa rede, vai dar dor nas costas - se defendeu o argentino, falando em um tom esnobe - Por que você não dorme em uma e me deixa com o quarto? - sugere cinicamente

- Seu boludo folgado, eu não vou deixar você no meu quarto! troque de lugar com outra pessoa. Sebastian não deve ter problemas em trocar contigo - argumentou Luciano -

- Na verdade, vou ficar por aqui mesmo - diz colocando a mala e esticando a mão pra frente, impedindo o brasileiro de colocá-la pra fora - você me deve isso - finalizou sério

- Te devo? - disse um irritado Luciano

- Si, esqueceu que você me beijou e depois sumiu? - riu de canto ao perceber que ganhará. O brasileiro lembrava do que tinha feito na época da copa. fugia de Martin justamente por isso. O loiro não parecia se lembrar do que foi dito por ambos alcoolizados, pelo menos até agora. A surpresa diante a memória do outro logo fez a de Luciano voltar. Numa noite de bebedeira, após ele ganhar da Coréia, se encontrou com Argentina.

" Martin estava irritantemente bonito naquela noite, o cabelo loiro bem penteado, a roupa verde combinava com seus olhos esmeraldas e era apertada no ponto certo de realçar seus músculos. O perfume do argentino parecia envolver o brasileiro, que com muito desgosto admitia achar um ótimo cheiro. Por fim, a pior parte era que Luciano estava bêbado e a parte da bebida que traz a verdade estava agindo.

- Sabe, Martin. Essa copa tá no papo pra mim, não tem como eu perder isso! - provocou

- Quanta arrogância, boludo. Vou gostar de te ver cair do cavalo - ri divertido com a ideia - no se canta vitória assim

- Se eu cair do cavalo, o que é impossível - diz rindo e de um modo firme, com a coragem do álcool barato do hotel (onde estava liberado no Qatar) -e se você ganhar, o que é impossível também, você não tem chance contra a Holanda - proferiu - te dou outro beijo.

- Outro? - perguntou o argentino confuso e corado

Luciano se adiantou em roubar um beijo de Martin, se deixou levar pelo encanto do loiro naquela noite. Martin correspondeu, ainda surpreso. Puxou o brasileiro pela cintura a fim de o puxar para mais perto, parecia o certo, ele queria aquilo tanto quanto o outro. Contudo, Luciano rompeu o beijo e se afastou. Olhou para o argentino como se tivesse percebido o que acabou de fazer e simplesmente foi embora envergonhado, deixando um loiro confuso para trás. "