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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2023-05-01
Words:
1,846
Chapters:
1/1
Hits:
10

A tal hipocrisia teatral

Summary:

"Contudo, seu coração confuso, pequeno e esnobe rugia de raiva pela fama do ator ocasionada na peça, as luzes sobre si, seu sorriso com dentes enfileirados prontos para discursas belas palavras e fazer com que o salão se ilumine de maravilhas prestigiadas novamente, este era o trabalho do interprete dos demasiados textos, que fez esses gestos tão bem, que acabou atraindo até você, o rato cauteloso que se esbanja apenas do que o povo mais ama, mesmo a coisa não sendo sua, seus amigos, aqueles que você odeia, que trabalham tanto a prol de si mesmo ganhar tudo sem ter feito nada, oh, que grande injustiça para os demais, o rato continua ganhando vantagem."

Uma história escrita para mostrar minha visão da música Grain de yuu miyashita

Notes:

Oi! Não acho que muitas pessoas vão ler isso, mas agradeço se você gostar e deixar um comentário sobre, talvez eu volte a postar com mais frequência, de qualquer forma, aproveite a leitura

╰(⸝⸝⸝´꒳`⸝⸝⸝)╯
~Beijinhos~

Work Text:

O frio passado pela pequena janela dispersa no ar de forma tão abrangente que pode se sentir confortável, um suspiro e seu corpo pesado descansa na poltrona mais próxima da emoldura enfileirada que havia no espaçamento construído para as pessoas utilizarem quando forem ver o espetáculo. Espetáculo este que jazia ultrajantes pessoas todas bem vestidas, suas roupas caíam bem na cena desfrutada no teatro e na encenação abaixo, que, com toda sua formosura, o artista se interpretava de forma esplêndida com alta experiência.

Contudo, seu coração confuso, pequeno e esnobe rugia de raiva pela fama do ator ocasionada na peça, as luzes sobre si, seu sorriso com dentes enfileirados prontos para discursas belas palavras e fazer com que o salão se ilumine de maravilhas prestigiadas novamente, este era o trabalho do interprete dos demasiados textos, que fez esses gestos tão bem, que acabou atraindo até você, o rato cauteloso que se esbanja apenas do que o povo mais ama, mesmo a coisa não sendo sua, seus amigos, aqueles que você odeia, que trabalham tanto a prol de si mesmo ganhar tudo sem ter feito nada, oh, que grande injustiça para os demais, o rato continua ganhando vantagem.

Mesmo quando o gato está na frente, rodeado de amigos, com toda sua beleza espalhada no salão, com seu sorriso educado, com todas as performances já feitas apenas por ele, que você gostaria de tomar proveito, quão ruim pode ser a si mesmo, que não aceita nem mesmo os esforços dos outros, a tamanha falta de vergonha que lhe traz aqui, sentado nas poltronas outroras, sugestivas de madeira antiga e simples designs dourados pela partitura do lampejo do veludo vinho contra o amadeirado, constante, porém irritado, este semblante, desconfortável, inigmático, sua córnea representando sua falta de interesse sincero que lhe trás proveito para poder vagar brevemente, isso, tão constante quanto falar a verdade.

Então, quando aponta o singelo e refinado binóculos para o atual representante da obra, oque lhe passa despercebido e a forma como seu corpo esta lá agora, seu semblante extraordinário, seu sorriso se expandindo em conquista, seus braços abertos, pronto para receber aplausos, gritos de orgulho e assovios de beleza para sua bela performance, as cortinas vermelhas fazendo contraste para sua jaqueta simples e suas roupas escolares, tão bom quanto estava sentado, as cortinas se fecham, e seu orgulho retorna, as suas conclusões para fracassar o ponto romanteiro do outro foram por água a baixo, felizmente para você, ainda há mais dias que se possa ser usado para julgar a bela peça que seu grandioso amigo pudera fazer para enlouquecer o público com aplausos e sorrisos novamente.

Porém, é noite, e seu corpo cansado e estupefato ainda se recusa a dormir, pensamentos vagando para o teatro novamente, as pessoas felizes, os passos sincronizados com a música, as temáticas que eram diferente toda história, isto lhe enlouquecia, confuso pela aura abrangente que lhe fazia ofegar descuidos e gorjear palavras enraivadas de dentro de sua garganta, pobre o rato que se irrita com a brincadeira de seu predador, este que, com certeza, nem sabia oque se havia passado na cabeça de seu malfeitor. Irritado pela sua imaginação constante, se revirou na cama de seu quarto, se levantou de mansinho, e retirou suas roupas de dormir rapidamente, se preparando para entrar no teatro tão rápido quanto a ideia de ter feito isso foi convocada.

A lanterna zumbiu levemente quando seu corpo pelejou para entrar em uma das vitrines quebradas com uma pedra para a entrada do teatro, seus pensamentos eram incógnitos, e apenas oque restava era o desejo de poder, de querer e de ser aquele quem estava no centro, o ser especial deste local, que estava escuro agora, com apenas a luz de sua lanterna podendo ser vista, um bom gesto, pois assim poderia mostrar quem era o real protagonista agora, sua real e aterrorizante escolha de fazer as coisas erradas deixavam seu pensamento louco, extasiado pelas maravilhas horríveis que sua mente poderia produzir, ele ignora, e aproveita para abrir a porta principal, onde ficava o palco.

As trancas eram simples demais para um lugar tão talentoso como este, porém, como velho, ele aproveitou para poder copular exatamente aquilo que poderia garantir sua chegada ao destino final. Bom a ele, que sorriu contente, vendo as cortinas grandes e grossas vermelhas se apossarem do palco, seu corpo se dirigiu a elas, com um olhar orgulhoso, se agarrou a elas com perfeição, e aproveitou para olhar o grande espaço em que habitava neste momento, frio, amedrontador, porém para si, ela deslumbrante, um pedaço de paraíso incrível caindo diretamente para ele, e só para ele. Que ignorância, um covarde que apenas quer uma forma de ser amado, é um deslize tão grande, sendo mascarado deste jeito, você razão de odiar aqueles que são prestigiados, aqueles quem realmente lutam, diferente de você, o rato sigiloso que apenas aproveita das piores oportunidades para sua pequena e única presença.

Agora, com tudo isso feito, você se pergunta do porque fez isso, para ganhar confiança? Mas de quem? Para ganhar elogios? Mas de quem? Novamente, você continua sendo inútil, sendo o rato inútil desde que nasceu, pois não aprende a real intenção do que fazer, e consiste em pegar aquilo que não é seu, pobre e frágil este coração que teme em cuidar de uma pessoa tão ruim como você, um pequeno e fraco covarde. Você sabe muito bem que as lágrimas que saem de seus olhos são falsas, você sabe que o fraquejo que sente em suas pernas que lhe fazem cair é falso, então porque ainda tenta? Os possíveis barulhos de passos quase inaudíveis pelo seu choro constante é considerado melódico, portas ligeiramente abertas para a frente do teatro, uma figura já conhecida se aproxima, se senta em uma das poltronas, tão hilário que é exatamente aquela que você estava sentado antes, e espera, aguarda sua expressão ansiosa e medonha fazer algo, para aplaudir, para assobiar, para fazer exatamente oque todos os outros iriam fazer.

Seus olhos pesam, e ele presume que está apenas alucinando, até porque, quem imaginaria o astro deste teatro, sentado, esperando seus próximos movimentos para serem julgados pelos olhos profissionais e atentos do jurado agora sentado pacificamente na cadeira esperando respostas que não podem ser ditas, pois não existem, já que é apenas um desejo confuso de uma pessoa confusa neste mundo. E agora, com todo este pânico instalado, ele observa o quão estranho é essa visão, como uma marionete, feita apenas para descrever algo belo e ser descartado logo depois, que hipocrisia dada quanto o ser à sua frente, que faz tudo isso e simplesmente nem se incomoda com as ações que são feitas a partir de todas as mais belas histórias contadas. Talvez isto seja sua culpa, a culpa do pobre inquilino do rato, que se pôs a fazer tanto apenas para ganhar fama, e conseguiu apenas desgosto considerável para ele mesmo, que humilhação negligente tal qual passa, sentindo-se péssimo por não conseguir fazer nada sozinho, por não conseguir ser simplesmente ele mesmo, por não conseguir ser aquele quem ele queria realmente ser. Suas lágrimas de crocodilo não funcionam agora, e oque mais pode se fazer e sentar no meio do centro do palco, e desbancar em choro, com uma dor profunda no coração, algo errado, algo que não deveria sentir, um mal presságio, um ritmo constante de depreciações formigadas juntamente ao seu peito fraco, suas mãos fracas e calejadas, que agora seguravam o capuz de seu moletom para não apareceu o seu rosto para todos os seres não presentes nessa reunião, tão rude, pois quando jogava a lanterna para frente de seu rosto sorridente, se importava menos com cada imaginação poluente de seres julgando-o pelas escolhas erradas que acabou fazendo.

Os únicos sons que pudera ser ouvido diante mão eram aplausos, aplausos constantes, assovios que lhe lembravam de quão inútil si mesmo era, e agora, ele se encontra olhando o outro ser dentro desta sala, que lhe olhava maravilhado, um sorriso singelo em seus lábios, uma simples salva de palmas e uma inclinação ligeiramente posta sobre sua coluna como símbolo de reconhecimento foram as únicas coisas belas e certas que se podia ver naquela noite, o gato, que agora se esbanjava das inúteis perdas de consolação do rato, se levantou da cadeira, sorridente, caminhou levemente de sua fileira de cadeiras, desceu pacientemente cada degrau da escadaria que podia se encontrar para o centro do teatro, e, chegando lá, estendeu a mão para o pobre garoto que ofegava em desespero por algum tipo de sorte para que aquilo seja uma falsa verdade, um sonho, um pensamento inadequado novamente, apenas para que ele não possa ter passado uma humilhação tão reverberante como esta no momento. Porém agora, hiper consciente da mão que lhe foi dada para se assegurar e levantar-se com esplendor, ele fracamente guiou sua mão para a outra gentil que ainda aguardava silenciosamente por uma resposta, e se levantou, a única coisa que ele não esperava ganhar era um simples abraço, que lhe fez acalmar, que lhe fez perder todo o medo encorajador de se sentir oprimido na frente do palco, dando total conforto e carinho que ele precisava agora, mesmo não sendo merecedor de ganhar algo tão bom, o rato entendeu, que ele não queria realmente ser aquele quem estava na frente dele, ele não queria ter todos aqueles amigos que o outro tinha, ele não queria ter todas aquelas paixões que o outro tinha.

a razão pela qual ele está aqui, é porque ele realmente queria ser amado, ele queria ser uma pessoa útil, ao menos para uma simples coisa, e, contudo, ele estava aqui, chorando nos braços daquele quem mais odiava, daquele quem tinha tudo que ele não tinha, mas mesmo assim, ele não sentia aquele ódio novamente, ele sentia conforto, ele sentia alguém que podia realmente entender seus pensamentos, alguém que ele poderia finalmente ser importante.

''Obrigado." Foi tudo que pôde ser ouvido naquele dia, e não foi para todas as pessoas que aplaudiram o real ser quem importava naquele dia durante uma peça de teatro, foi para justamente aquele quem procurava um erro, um pequeno deslize que poderia cometer para falar mal depois e se gabar disso, mas agora, tudo que importava agora era que ele realmente reconheceu o erro, o rato finalmente conseguiu entender oque havia feito de errado, e oque causou tantas coisas ruins para prejudicar a si próprio, ele entendeu que, mesmo sendo um total inútil para si mesmo, ele poderia servir, para pelo menos uma coisa, uma coisa extremamente importante na vida dos outros.

E era reconhecer o erro, uma coisa tão simples na teoria, mas porque todos que deveriam fazer isso tinha tanta dificuldade? Justamente isso foi escrito no próximo roteiro, um que o formidável e gentil gato propôs para o pequeno e abstrato rato se encontre novamente no teatro. Agora sem precauções, sem o grande ciúme que ele sentia, apenas com a intenção de vê-lo, apenas a sensação de estar ali por ele já fazia grande coisa em seu coração.

Pois ele é útil finalmente.