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Português brasileiro
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Published:
2023-06-18
Words:
4,244
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1/1
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Olha pro céu ( TobiIzu )

Work Text:

A noite estava fria, mas estava bela. As estrelas estavam bem espalhadas pelo céu, pequenos pontinhos brilhantes que deixavam aquele céu escuro com mais vida, uma vida fria mas ainda assim uma vida, uma perfeita obra de arte natural que tornava-se ainda mais perfeita com a esplêndida super lua cheia que emanava o seu brilho.

 

O vento frio não incomodou o dono dos olhos ônix que desceu do carro do professor de filosofia da escola da pacata cidade sulista brasileira.

 

Izuna Uchiha, não era aluno daquela escola mas era o irmão mais novo de Madara Uchiha, o professor de filosofia. Ele morava em Konoha, uma cidade do interior do Japão onde exercia sua profissão em artes visuais. Estava no Brasil para visitar o irmão e conhecer assim uma das mais belas tradições daquele país… engana-se quem pensou carnaval, a comemoração mais bela e mais brasileira que existe é a de São João.

 

Não há nada mais brasileiro do que aquilo.

 

E isso seria perfeito para seu novo quadro, onde estava retratando a cultura de alguns países em uma única obra.

 

As bandeirinhas coloridas que agitavam-se com o vento, a fogueira alta e a roda de dança com certeza teriam que estar no quadro de Izuna ao final de seu trabalho. Os olhos ônix brilhavam e só quando chegou ali que Izuna compreendeu o motivo pelo qual Madara havia arrumado aquela roupa tão fofa para Izuna.

 

O garoto não se importava com um gênero para se vestir, por esse motivo não se importou em usar as roupas que seu irmão comprou para ele. Izuna adorou aquelas peças, o cropped vermelho deixando sua barriga lisinha à mostra combinando com a mini saia xadrez vermelha com preta com alguns babadinhos que combinavam perfeitamente com a meia calça cor de pele acompanhada com uma bota quentinha e nos cabelos para completar o visual havia dois pares de trança envolvidas com fita xadrez, feito o tecido de sua saia e algumas flores.

 

Madara disse que uma maquiagem brega era o tipo perfeito e com o auxílio do irmão Izuna fez um simples delineado sobre as pálpebras e exagerou no blush na região de suas bochechas onde Madara fez pintinhas no rosto do irmão e Izu finalizou com um batom rosinha.

 

E agora ali estava Izuna produzido para a festa em meio a muita roupa xadrez e maquiagens bregas que estavam nas pessoas pelo local.

 

O frio não era problema para Izuna, pois a meia o aquecia assim como as botas. Seus braços e sua barriga não sentiam a intensidade do frio… o calor da fogueira enorme era acolhedor.

 

— Onde está o Hashi? — Perguntou Izuna

— Ele foi buscar o Itama no aeroporto hoje a tarde, logo mais estará aqui. — Respondeu Madara

— Bom, pelo menos não é o Tobirama. — Disse Izuna rindo e Madara balançou a cabeça em negativo.

 

Izuna e o segundo filho do Sr Senju, definitivamente não se davam bem… bom, esforçaram-se para que todos vissem que odiavam-se. Mas Madara sempre riu do irmão quando este demonstra seu ódio pelo segundo Senju.

 

— Vocês se amam Izuna. Não negue, o ódio e o amor andam lado a lado. — Disse Madara

— Você e Hashirama nunca se odiaram nii san, como pode falar isso? — Rebateu Izuna que ficou orgulhoso ao ver que deixou o mais velho sem palavras

— Ah cale a boca, venha deixa eu te apresentar para alguns colegas.

 

Após alguns minutos Madara havia apresentado Izuna para todos os colegas que encontrou pelo caminho, o menor estava agora escorado no irmão enquanto comia um doce chamado de maçã do amor, nada mais era do que uma maçã caramelizada que era extremamente deliciosa. O doce deixou os lábios do Uchiha bem vermelhinhos assim como estava as bochechas dele, tanto pela maquiagem quanto pelo rubor de sua pele que sentiu queimar quando recebeu um elogio nada discreto de um dos colegas do irmão.

 

Madara por sua vez mostrou o dedo do meio para o colega e disse para ele ir ciscar em outro e logo o irmão se desculpou com Izuna que sorriu e disse. — Eu não entendi nada do que ele disse, mas ele me olhou de um jeito que tenho certeza que estava falando coisas ao meu respeito. — Disse Izuna. Apesar de ter ido para o Brasil, essa era a última língua que pensou em estudar devido a ser uma das mais complexas que existem no mundo.

 

— Izuna!!!!!!! — Disse uma voz conhecida e o menor se virou a tempo de abraçar Itama que tinha um pouco mais de conhecimento na língua do país, logo se comunicava melhor com as pessoas dali, afinal sua namorada era brasileira. Em seguida Hashirama cumprimentou Izuna mas o sorriso em seu rosto logo se desfez ao ver uma terceira presença.

 

— Aff… — Disse Izuna revirando os olhos e o albino um pouco distante de Hashirama fez o mesmo ao ver Izuna.

 

— Mas já vão começar? — Perguntou Hashirama rindo e Izuna acenou em negativo e disse segurando o braço de Itama. — Venha, me ensine essa coisa brasileira já que você conhece melhor do que eu.

 

Itama riu e seguiu com Izuna para perto de onde as pessoas dançavam animadas músicas do tema junino. Itama deixou claro que não fazia ideia de como dançava tudo aquilo mas tentou arriscar enquanto Izuna desengonçado tentava também.

 

— Você e meu irmão podiam aproveitar essa festa para tirar esses emburros da cara né? — Disse Itama segurando nas mãos de Izuna, enquanto tentavam acompanhar todos que dançavam.

— Como assim? — Perguntou Izuna e o menor revirou os olhos enquanto agora entraram em uma roda, onde Izuna por ser a “prenda” teve de ir na frente do menor seguindo aqueles passos tradicionais.

 

— Ele gosta de você e você gosta dele Izu, você tem que se assumir de uma vez. — Disse Itama quando fingiu se proteger de algo quando alguém falou “olha a chuva” e quando veio o “é mentira” a roda voltou ao normal

 

— Eu não gosto dele! Ele é um grosso, estupido, sem educação e além de tudo é ridículo. Ele se acha o garanhão com aqueles cabelos diferentes e bonitos, se acha exótico com aqueles olhos acobreados que só ele tem e acha que é o homem mais lindo do universo por ter aquelas vadias sempre por perto. — Disse Izuna fazendo bico indicando o albino com a cabeça que estava conversando com uma mulher de longos cabelos loiros, que usava uma roupa semelhante a de uma vadia, na mente de Izuna, composta com um top junino de mangas bufantes, xadrezinhos e uma micro saia que mal cobria a bunda , no mesmo modelo xadrez do top fazendo assim o conjunto daquelas peças.

 

Itama lhou em direção ao irmão que estava claramente tentando se livrar da conversa com aquela mulher e o Senju mais novo riu para Izuna e se assustou quando todos pularam e no impulso pulou junto quando o locutor falou “olha a cobra” e após o “é mentira” Itama segurou os pulsos de Izuna o tirando da roda e disse. — Você gosta dele sim e agora eu vou te ajudar, só preciso de uma ajuda espere aqui.

 

— ITAMA! — Berrou Izuna e o garoto travesso foi até Madara e pediu uma ajuda e o mais velho mais que depressa aceitou. E logo Madara foi até Izuna e o levou para um ponto da festa enquanto Itama e Hashirama foram até o Senju do meio para ajudá-lo a se livrar da garota que parecia ter grudado nele.

 

— Vem Tobi, quero te apresentar uma brincadeira junina bem legal. — Disse Hashi e mesmo sem o irmão aceitar eles puxaram a mão de Tobirama que provou que até nos trajes típicos caipira, ele ficava bonito. Aquele Jeans com remendos vermelhos e xadrez exagerado caíram bem no homem que usava também uma camisa xadrez azul e branca.

 

Quando chegaram no lugar da brincadeira, Hashirama tirou o chapéu de palha que o irmão usava e colocou por cima do chapéu de Itama e logo vendou o olho de Tobirama. E não demorou para Madara chegar ali com Izuna vendado também. Hashi posicionou o irmão diante de uma maçã que pendia no ar por um fio enquanto Madara posicionou Izuna do outro lado e logo Hashirama disse. — A regra dessa brincadeira é, quem morder maçã primeiro ganha, não pode tirar a venda e não pode tirar a mão de trás das costas. É simples. Então…. Ó a maçã está aqui. — Disse Hashi fazendo o irmão sentir o cheiro da maça e o mesmo fez a Izuna deixando a maça entre eles.

 

— Valendo! — Disse Hashi

 

E com isso o albino deu alguns passos a frente buscando pela fruta, toda vez que tentava abocanhar a mesma ela escapava e assim percebeu a dificuldade daquela brincadeira mas seguiu, o mesmo fazia Izuna que por várias vezes soltou as mãos para tentar se apoiar em algo mas Madara colocou as mãos dele para trás.

 

Mas o maior acabou com a brincadeira de Itama ao conseguir abocanhar a maçã sem que o plano da fruta escapasse e eles se beijassem. O que deixou Itama com um enorme bico e logo Madara retirou Izuna dali antes que Tobirama tirasse a venda. Esse logo disse em seguida. — Que brincadeira mais besta é essa. — Ele riu e roubou a maçã dali para terminar de comer a fruta.

 

— Nem é, você que é sério demais Tobi. — Disse Hashi e passou os braços sobre os ombros de Tobirama e Itama. Mas o menor logo parecia ter se lembrado de algo e saiu dali correndo sem dar chance de falar qualquer coisa.

 

O albino ficou sem entender nada assim como Hashirama mas não importava, Hashi levou ele agora para a barraca de quentão com marshmallow onde o albino tomou de bom grado. A ideia do vinho quente repleto de especiarias e com a cobertura do doce realmente caiu bem para a ideia. Não demorou muito uma moça com um vestido junino comportado, com marias chiquinhas laço na cabeça e um largo sorriso chegou até eles saltitando no ritmo da música e entregou um papel em forma de coração para Tobirama e Hashirama riu quando a moça parecia perdida ao procurar mais papéis e entregou mais seis para ele e saiu dali saltitante e sem entender nada que estava escrito na maioria ele olhou para o irmão que pegou os papéis e foi falando.

 

— Isso se chama correio elegante meu irmão. É quando pessoas declaram anonimamente seu amor ou admiração por alguém da festa. Esse aqui diz assim — Hashi ergueu o primeiro coração “ O seu nome é wi-fi? Porque estou sentindo uma conexão entre nós gato”

 

Ambos riram daquela mensagem, ok que Hashirama gargalhou, mas partiu para o próximo. “Pula fogueira, queima balão posso ficar com seu coração?” — Óbvio que Hashirama gargalhou mais uma vez e Tobirama riu mas acenando em negativo com cada coisa ridícula que estava ouvindo.

 

Hashi partiu para o próximo “ Quer ser meu par na quadrilha gato? Me adc no whats meu numero é ..” E Hashirama disse o número da pessoa anônima e entregou o bilhete para o irmão outra vez e partiu para o próximo "Viva o arraiar viva o amendoim eu quero te pegar mas você tem que dar em cima de mim"

 

E assim seguiu mais algumas mensagens com os dois rindo, Tobi chegou a quase chorar de tanto que riu daquelas mensagens escritas por pessoas bêbadas ou desesperadas e logo que chegou no último Hashirama escondeu o bilhete dos olhos de Tobirama pois reconheceria facil o garrancho de Itama. — Ai, ai o último.

 

“A gente se conhece há muito tempo, mas nunca quis falar sobre isso, mas agora acho que.. Essa festa é a nossa chance, vem falar comigo por favor. I. Uchiha”

 

Tobirama arqueou a sobrancelha e tentou puxar o bilhete da mão de Hashirama que escondeu o mesmo atrás do corpo. — Deixa eu ver isso. — Disse o albino tentando pegar o bilhete, quase abraçando Hashirama e logo Madara chegou e disse olhando Tobirama. — Que merda é essa? Quer pegar meu marido?!

 

Tobirama revirou os olhos e Hashirama entregou o bilhete a Madara que leu reconhecendo também o garrancho de Itama e revirou os olhos e em uma distração, Tobi tomou o papel da mão de Madara e reconheceu também a letra e disse. — Eu mato aquele moleque, onde ele está?

 

Tobi olhou em volta procurando itama no pátio enorme e cheio de obstáculos tampando sua vista, ele tomou mais um gole do quentão e saiu dali foi andar pelo pátio procurar Itama para socar o mais novo, quando o encontrou, Tobirama segurou Itama pela orelha e o mais novo riu enquanto abraçou o irmão e disse. — Desculpa, foi brincadeirinha. Venha deixe eu me redimir. — Disse Itama e logo levou Tobi para uma barraca de pescaria onde pegou um peixe de dentro da areia que deu de presente uma caixa de estalinhos que Itama jogou no chão perto de pé de cada um que passava perto demais dele fazendo as pessoas se assustarem.

 

— Se comporta. — Disse Tobirama em meio ao riso e Itama viu Izuna de longe e teve uma ideia, logo ele tirou a gravata que usava e passou no olho do irmão. — Porra Itama que merda é essa?! — Disse Tobirama e Itama sorriu e falou levando o irmão para a próxima brincadeira, onde estava Izuna vendado. Ele pediu uma venda para quem coordena a brincadeira e de imediato colocou sobre os olhos de Tobi também e explicou para o irmão que foi em uma brincadeira como aquela que ele encontrou a namorada.

 

— É simples tá nii san. Fica aqui em pé. — Itama o posicionou vendado enquanto Tobirama disse. — Que fantasia é essa dos brasileiros de ter venda em quase todas as brincadeiras. É um fetiche estranho. — Itama gargalhou e deu um tapa no braço do irmão que riu também.

 

— Vai passar um cartãozinho, você suga ele e passa para a pessoa do lado sabe, se o cartãozinho cair você precisa beijar a pessoa do seu lado, apenas isso. E ai voce perde o jogo. — Tobirama riu da brincadeira idiota que Itama o enfiou mas aceitou.

 

A brincadeira começou e o cartão foi passando de pessoa em pessoa, chegando a Izuna no lado do Senju, o garoto tateou o braço alheio para ter atenção do mesmo, uma forma de avisar que era a vez dele, já que um não podia ver o outro. Mas izuna já sabia quem estava ali, reconheceu o Senju pela voz inconfundível enquanto esse conversava com Itama e nem por isso recuou, como na brincadeira da maçã também.

 

O cartão foi passado e o Senju o segurou com os lábios como deveria ser mesmo, em seguida ele virou e tocou o braço da pessoa ao lado que pegou o cartão também.

 

Assim o jogo seguiu, quando o cartão voltou a garota ao lado de Tobirama não conseguiu segurar o cartão e o mesmo caiu no instante que ela ia levar o mesmo até ele, roubando assim um selinho do mesmo fazendo quem via ali assobiar e gritar animados , afinal era o que esperavam daquela brincadeira que prosseguiu.

 

Passaram mais quatro rodadas e o cartão não caiu entre Izuna e Tobirama e nem com as pessoas a lado de ambos, mas na quinta rodada quando Izuna foi passar o cartão para Tobirama o mesmo escorregou parcialmente fazendo assim o moreno pressionar metade dos lábios no cartão e outra metade nos lábios do albino, que não tinha a mínima idéia que era Izuna ali. Izu segurou nos braços dele enquanto tentava ajeitar o cartão para conseguir pegar ele sem derrubar enquanto quem via gritava e assobiava de novo com a cena querendo logo que o cartão caísse e quando conseguiu cobrir todo o lábio com o papel o albino foi para o próximo ao seu lado que pegou o cartão de forma certa e o jogo seguiu para a tristeza de quem assistia e também para a tristeza de Itama e dos HashiMada que havia chego ali.

 

Já na oitava rodada, outra vez o cartão escorregou, mas dessa vez Izuna fez de forma proposital. Ele deixou parte do cartão escorregar e mais uma vez eles pressionaram os lábios um ao outro, metade no papel e metade nos lábios alheios.

 

Izuna decidiu em um instante de “loucura” que essa era a chance e decidiu não desperdiçar a chance que lhe foi dada e ele levou ambas as mãos ao rosto do albino e soltando o cartão tratou de unir seus lábios aos do albino que segurou na cintura dele retribuindo o beijo por alguns segundos, sentindo o lábios quentes junto aos seus mas quando sentiu que a lingua alheia queria invadir sua boca ele segurou mais firme a cintura alheia e afastou a pessoa. Retirou a venda e o olhar para quem estava ali foi pura surpresa. Nem percebeu os gritos ao redor daqueles que adoraram aquela cena e o albino soltou a cintura de Izuna e saiu dali deixando aquela maldita venda na mão de Itama, enquanto se afastou o mais rápido que podia dali.

 

— Tobi! — Izuna chamou ele e logo entregou a venda para o Itama também e foi atrás dele. — Tobi! .

 

— O que mais você e meu irmão estão querendo, hun? — Perguntou Tobirama se virando repentinamente para Izuna e parando muito perto dele o encarando de cima. — Eu não sou o brinquedinho de vocês, não está bem?

 

— Tobi… — Disse Izuna levando a mão ao rosto dele, e Tobirama segurou o pulso do menor e disse aproximando mais o rosto do dele. — É divertido pra você brincar assim comigo? É divertido pra você fazer esses joguinhos idiotas Izuna? — Izuna fez um não com a cabeça e logo Tobirama se aproximou ainda mais dele, tentando ficar com raiva daquele garoto que sempre odiou, ou achava que odiava. — É divertido me iludir? — Perguntou Tobirama quase aos sussurros.

 

— Não.. — Foi o que Izuna respondeu antes de agarrar o rosto de Tobirama e puxá-lo para um beijo que dessa vez foi retribuído pelo mais alto, na mesma intensidade, um beijo afoito, como se a anos estivessem esperando por isso, mas o albino logo afastou o garoto outra vez e disse. — Não faça isso, eu sei que me odeia então… só…. Não faça isso. — Disse Tobirama soltando os braços de Izuna e seguiu em direção a saída do pátio e Izuna foi atrás dele.

 

Tobirama por um instante perdeu total a noção de onde estava, chegando até mesmo a esquecer que não estava em Konoha, muito menos com seu carro ali ou com sua casa perto para voltar correndo para seu porto seguro, ao chegar perto do carro de Hashirama ele se virou para voltar para dentro e viu Izuna correndo atrás dele, o albino revirou os olhos e disse. — Izuna para com isso, essa brincadeira já foi longe demais.

 

— Tobirama cala a boca e me escuta, não é brincadeira nenhuma. Poxa, eu gosto de você! De verdade… eu só… — O Menor olhou para baixo e passou a mão na trança tirando a flor que estava na mesma. — Eu só.. Nunca tive coragem de falar. — O menor ergueu o olhar para o mais alto e sorriu para ele que parecia confuso. — Eu sempre amei você Tobi. Nunca contei isso para ninguém e sempre…

 

Izuna foi interrompido pelos lábios do albino em meio a fala. Os braços do Senju envolveram a cintura de Izuna enquanto ele beijava o menor que ficou na pontinha dos pés, retribuindo o beijo de Tobirama, envolvendo o pescoço dele com os braços.

 

Os lábios de ambos ficaram a deslizar um junto ao outro enquanto as mãos do albino trouxeram Izuna para ainda mais perto dele o apertando no abraço que envolvia o menor.

 

Após alguns instante o beijo entre o casal cessou, Tobirama abriu os olhos lentamente ao encostar sua testa na de Izuna notando os olhos ainda fechados do menor, e um doce sorriso estampado nos lábios carnudos do garoto e com isso o mais alto sussurrou. — Sinceramente eu não acredito nisso...

 

— Em nós? — Perguntou izuna abrindo agoras os olhos e afastando um pouco o rosto do dele, para poder olhar melhor o homem sorridente que agora lhe acenava em negativo com a cabeça e esse disse em seguida. — Que precisamos cruzar o mundo, literalmente, para estar assim...

 

Izuna riu e abraçou Tobirama de novo roubando-lhe um selar demorado entre seus lábios e o garoto disse enquanto ficou com as mãos na nuca do albino. — Precisávamos de novos ares para colocar os pensamentos no lugar, longe da nossa vida agitada e corrida em Konoha. Talvez isso... estivesse... bem... sei lá, nublando nossos pensamentos? — Disse Izuna como se não soubesse se falava coisa com coisa. O que fez ambos rirem e logo voltarem a se beijar.

 

O beijo foi interrompido instantes depois pela voz do mais velho dos cinco, Hashirama tinha um tom alegre ao falar quando se aproximou do casal junto com Madara e itama. — Vocês sabiam que para os brasileiros essa festa é dedicada a três santos?! — Após Tobirama e Izuna, junto com Itama acenar em negativo Madara foi quem continuou a falar. — São João e Santo Antônio sendo são João protetor dos amantes e Santo Antônio o santo casamenteiro.

 

Hashirama sorriu e disse ao tocar o ombro de Izuna e de Tobirama olhando de um para o outro. — E tenho certeza que ele ajudou nisso.

 

— HEY! Meu nome não é João nem Antônio. — Resmungou Itama emburrado.

 

Os quatro riram da reação de Itama e Izuna disse em meio ao sorriso se soltando de Tobirama e bagunçando os cabelos do mais novo. — Talvez o terceiro seja São itama? — Perguntou Izuna confuso e Hashirama riu dizendo que era são pedro.

 

— Um é santo de amantes, outro de casamentos e esse tal Pedro é do que? — Perguntou Tobirama já esperando mais alguma resposta melosa de Hashirama, aquele bobão e eterno apaixonado. Mas o irmão mais velho olhou para o marido ao lado dele e Madara encolheu os ombros e disse indiferente. — Santos dos pescadores e guardião da chuva.

 

Os cinco ficaram se olhando por um instante, claramente tentando buscar sentido o que o último tinha a ver com os outros dois. Mas não encontraram sentido algum. Apenas sorriram e Hashirama disse erguendo ambas as mãos em rendição. — É a cultura deles, não fui eu que criou as regras disso. Mas a festa é muito legal. Vamos lá, ainda estão dançando.

 

Hashirama e Madara deram as mãos e seguiram para dentro da escola de novo enquanto o albino abriu um dos braços para aconchegar Izuna e o abraçou o envolvendo sobre um dos ombros enquanto um dos braços de Izuna deslizaram pela cintura de Tobirama e Itama foi atrás deles resmungando sobre o fato de ser vela.

 

Enquanto retornavam, Itama disparou, passou correndo do lado dos dois casais e correu para o pátio deixando os quatro sem entender nada, logo com muita insistência dos mais velhos Izuna e Tobirama acabaram indo para aquela roda de dança, eles estavam perdidos de início mas os passos eram fáceis de aprender, e não levaram mais de três minutos para se acertar com todos ali e com a ajuda de Hashirama e Madara, ficou ainda mais fácil. Cumprimentos, túnel, troca de lugar, grande roda, caminho da roça. Tudo era indicado nos momentos pelo locutor e até quem nunca tinha visto isso antes, conseguiria acompanhar a dança típica.

 

Em uma das passagens do suposto "túnel" Hashirama e Madara que estavam ao lado de Tobirama e izuna viram Itama passar junto com uma garota de cabelos longos e negros de olhos extremamente claros que deixavam a moça ainda mais linda. Imediatamente Tobirama reconheceu a garota das fotos que Itama mostrava para ele. Era Hanabi Hyuuga, a namorada de Itami, era do Japão, mas como foi, ainda pequena para o Brasil, acabou se naturalizando daquele país.

 

Quando a dança típica acabou e começou outras músicas para quem quisesse dançar, Tobirama e Izuna deixaram o redor daquela grande fogueira, onde houve a dança e foram para um canto da festa, onde o albino se serviu de mais um copo daquele vinho quente que era estranhamente bom e Izuna também se serviu daquela bebida e eles foram se sentar em um dos bancos da escola onde ficaram olhando de longe Madara, Hashirama, Itama e hanabi se divertindo.

 

Izuna olhou para Tobirama que fez o mesmo e sorriram um para o outro, selando seus lábios e com as mãos livres um abraçou o outro e Izuna perguntou. — Você volta quando?

 

— Semana que vem, e você? — Disse Tobirama olhando o menor.

 

— Eu também, o que acha de fazer turismo juntos aqui no sul nesses dias? — Perguntou o menor exibindo um largo sorriso. — Eu ia fazer isso de qualquer jeito, estou em busca de inspirações brasileiras para minha obra, e fazer essa busca com você ao meu lado vai ser ainda melhor.

 

O albino sorriu e selou os lábios de Izuna que sentiu o gostinho do quentão alheio em seus lábios e o homem logo disse em meio ao lindo sorriso que ele tinha e que poucas pessoas tinham a oportunidade de ver, já que Tobirama era um homem extremamente sério. — Eu acho que vai ser interessante, vamos turistar por aí. — Disse o mais alto e após outro selar eles se aconchegarem um no abraço do outro e ficaram ali por mais um tempo antes de se levantarem e se misturarem entre as pessoas que dançavam alegres aquele ritmo junino em meio ao frio que parecia nem existir, tamanha alegria de todos por ali comemorando aquela festa aos santos que chamavam de festa junina.