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Afastado de Londres, com apenas algumas casas ao redor e uma vasta vegetação majestosa e harmônica, encontra-se o prestigiado Eton College, um internado para filhos da nobreza e realeza.
Nos escuros e frios corredores, dois vultos de preto andam ansiosos, virando uma esquina ali, um corredor lá, bem familiares com a estrutura da escola. Assim que chegam ao corredor da ala sul, uma pintura grande suficiente para cobrir uma porta estava pendurada na parede, e os dois vultos pretos a afastaram e entraram na pequena porta que tinha ali. Desceram pelas escadas redondas de pedras e finalmente chegaram a um salão com luz de velas iluminando o lugar.
No centro do salão, estava uma mesa grande de madeira com alguns papeis, e um corpo deitado em cima, com seus membros inferiores e superiores amarrados em cortas e sua boca calada com uma maçã. Ao redor, havia vários outros meninos com mantos pretos cobrindo seus rostos, e mais próximo a mesa estava o anfitrião, com um capuz vermelho sangue. Ele segurava uma adaga muito bem ornamentada com joias, e como se fosse em câmera lenta, ele estava a adaga e abaixou em direção a pessoa deitada na mesa.
Algumas semanas antes….
Os agentes do MI6 estavam sentados na sala da sede que usavam como faixada, sentados no sofá estavam Albert, Moran e James, na poltrona tinha Louis e ao seu lado Moneypenny; no sofá a frente, tinha Sherlock, William e Billy, o restante estava em pé apenas esperando e ouvindo.
-Bom, como alguns já ouviram falar, nos últimos meses tem tido uma ordem de mortes de estudantes da Eton College. -Começa Louis, de pernas cruzadas, ele joga o jornal na pequena mesa ao meio na página que informava mais uma morte de um estudante bolsista da ETON COLLEGE. -Não é preciso uma análise detalhada para saber que todos os alunos mortos eram bolsistas ou filhos de comerciantes. Eu e meus irmãos estudamos no Eton College, e isso é algo que também sentiu aquele tempo… desejou.
Assim que Louis termina a fala, tanto Moneypenny como James olham surpresos para Louis, enquanto Billy parecia perdido a tudo isso. William tinha contato com o pessoal a uns anos atrás sobre as coisas inesperadas que realmente aconteceram no Eton College, porém para os “novos” membros, ainda eram desconhecidos essas histórias macabras.
-Infelizmente é uma realidade no Eton College. - Começou William, ele parecia aflito sobre aquilo, então colocou a mão sob a perna de Sherlock para conseguir ter um pouco de apoio - Naquela época por sermos filhos de um conde, eu e Albert fomos convidados para participar de um clube chamado Clube Vermelho. Esse clube entrava apenas os filhos com status elevado, ou com um grande nome. Ninguém sabia o que sentia dentro desse clube, nem mesmo sabia qual lugar ele estava. Só um ano depois, quando Louis entrou, é que começou a desconfiar desse clube.
Louis e William estavam com os uniformes do colégio, esperando Albert para guiá-los. Enquanto andavam pelos corredores intensos, alguns meninos da idade e William e Louis se aproximaram, Albert reconheceu de cara que eram os filhos do Duque e do Marques, eles eram conhecidos e populares por seus títulos, porém também eram seres despresiveis aos olhos dos três irmãos .
Tanto o filho do duque quanto o do marques desprezavam os pobres e as classes abaixo do conde, achando que todos aqueles que estavam no colégio deveriam obedecer a ele.
-Hey Algust, olha quem encontramos, Albert Moriarty e seus irmãoszinhos. - Provocou o filho do duque, ele passou o olhar esnobe e arrogante por eles até para em Louis, que estava escondido atrás de William. - E quem é esse mesmo? Seu bichinho de travar? Sabia que tinha sentido cheiro de vira-lata.
William viu Albert apertar os punhos e Louis também, porém teve que manter a pose, e pegou a mão de Louis e guiou para longe deles, ignorando as risadas e comentários.
Alguns dias se passaram e desde então Louis era perturbado pelos filhos do Duque e do Marques e sua gangue. Albert não iria permitir isso, e então em uma noite, William trouxe aos irmãos um novo plano.
-Ouvi os professores falarem que o clube vermelho fará uma reunião para decidirem quem serão os novos membros, e o nome de Albert está na lista. Essa será nossa chance, não é de hoje que fico desconfiado desses casos de morte de meninos bolsistas, e meu receio é que o próximo seja o Louis… - William falou baixo, segurando uma lamparina e deixando em cima da folha com os planos escritos. - O irmão Albert irá entrar nesse clube, e com isso poderei bolar um plano mais certeiro, enquanto isso, Louis, aguente um pouco mais os insultos e os irrite, precisaremos que você seja um alvo em potências deles para termos vantagens.
E foi assim que o plano foi bolado, ambos os irmãos já tinham aulas com Jack, então poderiam se defender e lutar. O dia da reunião chegou e como previsto, Albert foi chamado a participar, que aceitou sem nem pensar.
Eles tiveram os encontros toda sexta noite, num salão comunal no subterrâneo da escola, uma entrada situada atrás de uma pintura na ala Sul. Descobriram também que eram eles que sequestravam alunos bolsistas ou quem os irritava e faziam tipo um ritual para saciar toda a última sexta do mês. Eles conseguiram fazer Louis de isca, e graças a William, conseguiram fazer uma bomba de fumaça para interromper sem ar, e assim morrerem como se sofreram um suicídio coltivo, como um auto abastecimento para a escola. Nos dias depois, o diretor da época decidiu encerrar o clube para bem dos estudantes, e selar o salão de encontros para que não voltasse a se repetir.
Quando terminou de contar a história hoje, todos na sala olharam com olhos arregalados, e Billy, que comia uma maça, atendeu: - Eu já ouvi boatos que a nobreza inglesa era observada, mas não nesse nível. Achei fascinante e burro.- Moran riu do comentário, ele também disse o mesmo na época quando ouviu a história pela primeira vez.
-Parece que voltou com o Clube Vermelho, pode não ser o mesmo nome, porém o acontecimento é, ainda mais agora que muito mais famílias estão mandando seus filhos para escolas prestigiadas para estudarem. - Diz Albert, bebendo um pouco de chá na sua xícara, ele lança um olhar para Mycroft, ansioso. - Ouso chutar que você já esteve ciente disso desde o começo não? Já que também tem professores envolvidos no Clube.
Mycroft apenas ri. - Sim, desde aquela época também tinha professores envolvidos, eu analisei alguns documentos antigos naquela época com os atuais, e ainda existem seis professores que continuam a trabalhar lá, mesmo mudando o diretor eles ainda continuaram, então um deles pode ser o alvo que vocês procurar. - Ele diz deixar duas pastas com 6 fichas cada uma, uma datada da época em que os irmãos Motiarty frequentavam a escola e outra do ano atual. James pegou algumas fichas e as examinou junto com Sherlock, para melhorar a foto do rosto de cada professor.
-Eu me lembro desse professor, ele na época não era professor oficialmente, apenas um substituído que cuidava dos corredores na maior parte do tempo, ele também que me passava, agora parece que oficialmente conseguiu se tornar alguém que os alunos respeitassem. - Comente William para a ficha que Sherlock olhou, ele teve que se aproximar mais do rosto do detetive para olhar, já que seu o detetive estava em seu lado esquerdo, onde infelizmente ele usava o tapa olho. Sherlock sentiu o cheiro dos cabelos loiros e abriu um sorriso, aproximando-se para beijá-los rapidamente sem que ninguém notasse, se notaram, fingiam não ter visto nada. Menos Louis, que olhou pra ele com um olhar de quem iria o matar enquanto tomava banho.
-Precisamos que pelo menos duas pessoas se infiltrarão no colégio para descobrirmos sobre. A princípio pensei em mim e em Bonde como professores, mas tem um risco de algum professor me reconhecer. Por isso queríamos saber se tudo bem, Fred e Billy, vocês se infiltrarão como estudantes?
Louis olhou para eles, Fred era o mais baixo deles, e logo depois tinha Billy que parecia também um adolescente, seria fácil se infiltrar neles. Moran começou a rir e iniciou para os dois, seguido por Bonde.
-Os dois mais baixinhos! Ha!! Louis você é muito atento e atencioso mesmo hahahaha não sabia que você tinha humor hahaha. -Ele tava quase chorando quando parou por uma maçã entrando em sua boca e quase se afogando.
-Entendo onde você quer chegar com seu plano, Louis, porém não será meio ruim para mim ir lá? Se for como Willian-Senpai disse de só aceitarem pessoas com nome e status, eu sendo americano não entraria? -Billy pergunta se animando com a ideia de finalmente participar de uma missão como um espião, não como um pistoleiro. Fred baixou quieto, Billy já se acostumou com isso, porém era outro ponto que deveria se questionar: Fred conseguiria ser sociável o suficiente para isso?
– Pensamos nisso desde o começo, por isso iremos mandar Bonde. Fred será Henry J. Holmes, filho de algum dos Holmes e voce Billy, será seu primo americano que fez intercâmbio junto com o primo. Bonde permanecerá infiltrado como um dos funcionários, para pode passar informações para nós e ajudar qualquer coisa.
Todos de acordos, todo o plano explicado, a reunião acabou e o trio Sherlock, William e Billy se despediram dos demais, William iria passar a noite na 221B e Billy iria voltar para seu hotel também.
Enquanto andavam pelas ruas de Londres lado a lado em um silêncio gostoso, o sol já se escondia atrás dos prédios e as lamparinas já começavam a se ligavam.
–William-Senpai, esse colégio tem doces? É uma coisa importante para se pensar. - Billy quebrou o silêncio, William olhou para cima sentindo a brisa fresca balançar seus cabelos e suspirou, tentando se lembrar do cardápio daquela época, e sorriu depois. - Não se preocupe, mesmo que não tenha, Bonde irá dar um jeito de lhe entregar frutas. Mas…
Ele parou de falar pensativo, Sherlock tocou no cotovelo dele, tentando pensar também telepaticamente com Liam.
– Tem algo que está me incomodando nessa história… - Comentou por fim, tocando o próprio queixo, quando deu por si estava na Beker Street, mas não conseguiu saber ao certo o que era, então apenas abandonou os pensamentos enquanto Sherlock esperava com a porta aberta para entrarem.
Se passou alguns dias desde então, Fred e Billy esses dias aprendendo sobre etiqueta da nobreza, a planta de todo colégio passou e o que mais fosse necessário. Fred estava até acostumado a agir como nobreza, já que viveu ao lado dos nobres por muitos anos, porém Billy parecia ter dificuldade e apenas permitiu ele ser ele mesmo. Mycroft ficou a cargo de preparar documentos e a matrícula dos dois, não foi algo difícil já que o próprio era um Holmes, e James Bonde por último estava muito ansioso para ver onde isso iria dar. Ele seria o informante de dentro e de fora do colégio Eton.
Logo no começo da manhã uma carruagem excêntrica os esperava, com o brasão colorido em ambas as portas.
Billy usava seu próprio cabelo, estilo americanizado, e o uniforme padrão preto e branco, era até estranho não estar portando sua arma ao lado do corpo, porém tinha sido autorizado a portar ela dentro do colégio, que seria entregue por Bonde. Fred usava seu cabelo mais arrumado, com o mesmo uniforme e um toque Holmes em seus jeitos. Assim que entraram na carruagem acompanhados de Mycroft e Bonde, começaram então a partida para o colégio Eton para filhos da nobreza.
O colégio Eton é a séculos um dos sinónimos de elite, nobreza e aristocracia. Muitos reis e pessoas importantes passaram por aquela escola, porém foi somente depois do Lorde do Crime ser capturado que o atual diretor conseguiu abrir chances para rapazes casados, assim tanto os filhos da nobreza como os bolsistas aprenderiam a viver em igualdade e veriam que ambos podem ser amigos, sem obediência. Fundada em 1440 pelo rei Henrique VI para educar crianças pobres, mas sua fama só veio quando a nobreza começou a mandar seus filhos, expulsando as crianças pobres de seu ensino. E agora, vamos voltar com essa ideia.
Era o que dizia no panfleto, se foi mesmo o diretor que escreveu isso, ele era um cara de respeito ao ver de Fred, dificilmente alguém com uma carga tão saborosa nessa situação seria a favor da igualdade social. Eles já haviam chegado dentro dos imensos muros e jardins arrumados, quando saíram da carruagem, Bonde tocou a cabeça de Fred e bagunçou um pouco.
-Não fique emburrado Fred, aposto que fará muito amigos aqui! - Bonde diz em um tom como que se falasse com uma criança em seu primeiro dia de aula, se abaixando para ficar na sua altura e apertar sua consideração. Depois virou-se para Billy que olhou os arredores e piscou para ele. - E você, juízo hein, não é por que estarei aqui de babá que vocês vão aprontar muito.
-Bonde, pare de deixar as crianças com vergonha. - Até mesmo Mycroft entra na brincadeira, pelo seu tom e cara saborosa, deixou tudo melhor. Porém o momento de descontração não durou muito, pois o próprio diretor em pessoa veio para recebê-los. Ambos os “adultos” ajeitaram sua postura rapidamente.
-Muito, muito bem-vindos cavalheiros! Mali acreditei quando li a carta de recomendação diretamente do governo! É de tamanha honra que vocês receberam aqui. - O diretor começou a dizer assim que se aproximou suficientemente dos quatros. Ele era um homem velho, pela cara já dizia que tinha uns 60 e poucos anos, e sua cabeça calva reluzia sob a luz solar do dia. Atrás de si continha duas seguranças.
-Eu é que devo agradecer ao Sr. Diretor, por aceitar meus sobrinhos em sua escola estimada. Infelizmente, eu e meu irmão não participaram nela em nossa época, mas fico contente que o nome Holmes finalmente possa estar pelos corredores tão bem falados de Eton. - Mycroft assumiu a liderança, fazendo uma pequena reverência para o diretor. - Deixe-me apresentar-lhes: Esse é Henry j. Morgans Holmes, meu sobrinho e filho de minha irmã mais nova, e esse é William, filho adotivo do meu irmão Sherlock Holmes.
Apresentações sempre eram estranhas, tanto Fred como Billy se sentiam envergonhados por terem conseguido aquele papel, principalmente Billy por imaginar sendo filho do Rabo de Cavalo-Senpai e de William- Senpai, não falava nada disso nos planos! Mas não era pela primeira vez que confundiam ele como filhos dos dois… aquilo lhe dava arrepios só de relembrar. Felizmente essa conversa não durou muito, e poucos minutos depois os três estavam andando pelos corredores e extensos da Eton, Mycroft ia ao lado do diretor ouvindo ele contando sobre a grade curricular que preparou para os meninos até sobre futilidades, enquanto Fred e Billy iam lado a lado com a postura meia torta e envergonhados, Bonde aproveitou o bate papo para se infiltrar na escola sem desconfiar.
-Por fim, esse foi nosso primeiro tour pelo colégio, espero que amanhã consigam olhar melhor e se enturmarem! Seus dormitórios ficam na ala norte, o toque de recolher é as nove horas da noite, a menos que tenha autorização para não poder sair do seu quarto. - O diretor se virou para a dupla, ambos pensaram na mesma coisa: Como eles poderiam sair a noite da ala norte para ala sul? Esperavam que James e Mycroft acalentaram tudo já. Mas outro pensamento também veio somente para Billy; esse diretor era familiar. Olhando mais atentamente ele se tocou de quem se tratou, era o antigo professor substituído que William lhe contorna!
O resto do dia se seguiu então, Mycroft voltou para Londres e a dupla começou a procurar bonde discretamente pelos corredores, enquanto passavam pelo jardim, tinha alguns alunos lendo livros ou conversando, mas tinha um homem jovem com um rastel em mãos, e pela falta de habilidades com o instrumento, Fred já sacou de quem se tratou.
-Você tem que segurar com as duas mãos, e firmar o pulso. - Fred diz, Bond olha para eles e sorri. - Sei que é um disfarce mas poderia ser gentil com as rosas.
-Oi Fre- Henry, relaxe, essa função será temporária eu conseguir achar um zelador até. E já monitorei e mapeei a ala Sul, espero me encontrar com vocês no corredor do seu quarto hoje as dez da noite, não durmam. -Logo que termina a frase, Bond sai apressado, talvez ele tenha o pior papel naquele plano.
Billy se vira para voltar pro onde veio mas acaba se encontrando com dois meninos, um loiro e outro moreno mais baixo, Fred também olha para eles expressão sem.
-Vocês são os Holmes, estou certo? Somente esse nome para deixar pessoas estranhas como vocês entram aqui. Sou Clifort, filho do Duque de Gales, e esse é Ermet, filho do Marquês de York. - Clifort sorri estendendo a mão para Fred, que de primeira fica relutante se aperta ou não, porém antes de se mover Billy toma a frente e aperta a mão dele. Se seria filho de Sherlock-Senpai deveria fazer valer a fama.
-Prazer, sou William, filho de Sherlock Holmes, e esse quietão é meu primo, Henry. - Diz abraçando de lado Fred. - Chegamos hoje e estamos meio perdidos, então se não for nos ajudar a chegar na sala de aula vamos nos despedir por aqui. Bye-bye - Diz já guiando Fred para dá a volta por eles dois, mas tem seu braço segurodo com força.
-Já entendi, já entendi… Você acha que só por ser filho ********adotado******** de Sherlock Holmes, o maior detetive de Londres, tem o direito de desrespeitar sua posição na autoridade da sociedade? Vocês como bolsistas ao menos sabem como funciona a escola? Fufu - Esnobando sem parar, Billy revira os olhos e sem paciência segura no antebraço do filho do Duque e desgruda de si.
-Como eu disse; se não for nos ajudar a chegar na sala de aula, saia do meu caminho. - Por fim, saio apressado com Fred, que olhou aquilo quieto, Billy nunca viu ele perder a calma ou até mesmo falando alto, será que nem com isso era suficiente?
Sobre as aulas, bem, Mycroft disse que eles não deveriam se preocupar com isso, apenas precisam seguir o plano de William, mas talvez o plano A esteja arruinado.
Plano A: Se infiltrar na elite escolar, obter informações sobre o clube e reportar a Bonde no final do dia.
Era isso por enquanto, e o tempo parecia correr devagar naquele quarto vazio do dormitório. Billy estava esparramado na cama de cabeça pra baixo brincando com uma bolinha e Fred olhou de 2 em 2 minutos para o relógio e para a porta, esperando algum sinal de Bonde.
Como um sininho da vitória, um toc toc seguido como código morse foi ouvido, e no mesmo instante a porta se abriu e James entrou. Agora ele vestia uma roupa de algum trabalhador de fábrica, mas tinha bordado no bolso da camisa a palavra “Zelador”, e ele segurava um balde com uns panos por dentro.
-Consegui sair e pegar as coisas com Moran. Aqui está sua arma, Billy, Herder fez ela para ser silenciosa e pequena suficiente para você colocar dentro da camisa, assim não irá perceber. E Fred, Will mandou entregar essa carta com instruções mais discípulos do que aprendeu e a planta da escola atualizada. - James entrega tudo para os dois enquanto explicava sobre o que descobriu até agora da escola.
-Ao que parecer, um tal de Clifort é um suspeito alto de está no clube, vou tentar descobrir com os professores algo, mas toleras de controlar na mira desse menino, vocês precisam entrar de um jeito ou de outro. - Por fim, Bond coloca um bigode e se prepara para sair. - Irei ficar na ala sul monitorando o tempo todo, então sempre vão para lá. Durante o dia vou ficar andando por ai tentando descobrir algo.
Assim que Bond sai do quarto, Fred se dirige para a mesa com uma lamparina acessa, abrindo uma carta de William.
Para Fred e Billy,
Nas pesquisas recentes que eu e o MI6 descobrimos, parece que está andando pelos vigilantes uma pessoa denominada de “ópio”, não sabemos se esse aluno ou professor é um vendedor de ópio ou se é apenas um apelido, ouvindo de ouvidos atentos sobre isso também. Se tiver ópio envolvido nesse clube, a escola correrá o risco de ter sua imagem manchada, então tudo que vocês faram precisa ser pensado em como a maior escola da Inglaterra.
Ademais, deixei com Bond uma planta atual datada de dois anos atrás do colégio Eton, mas pelo que parece que eles estão construindo mais alojamentos, investiguem para afirmei se não pode está sendo realizado lá algo a mais, formei também planos de reservas para caso vocês precisem de orientação, junto com um pequeno diário que Albert pensou com anotações dessa época.
Espero honestamente que vocês consigam terminar isso o mais rápido possível, mas não deixem para trás quem vocês veem que precisa de ajuda.
Tenham ambos uma boa semana e julgamento crianças.
-Ok, agora acho que até o William-Senpai entrou na brincadeira que somos realmente crianças. Bah, que coisa. - Billy comenta após Fred ler a carta em voz alta.
-Se até o senhor Holmes entrou, não me resta dúvida que nestas horas eles estão bebendo e tirando sarro de nós. - Fred complementa, suspirando olhando para o lado de fora da janela, por agora eles decidiram dormir e amanhã explorar a ala Sul e esses novos alojamentos em construção.
Do outro lado de Londres…
Enquanto Fred, Billy e James conversavam sobre o plano da missão, no coração de Londres a sede do MI6 estava barulhenta.
Após um jantar com todos juntos, Moran e Albert aguardam uma competição de bebidas pelos velhos tempos, não era preciso dizer que Moran perdeu no momento em que deitou a cabeça na mesa e dormiu, enquanto Albert bebia sua 60ª taça de vinho e conversava sorridente com William e os outros sobre como eram os tempos em Eton.
Com todos aqueles risos e piadas, Sherlock conseguiu ver que tinha algo incomodando Liam desde que os meninos foram mandados para o colégio. E como um companheiro atencioso, ele esticou seu braço sobre os ombros de Liam e falou depois de um tempo quieto.
-Bom, a conversa é boa e tudo mais, porém Liam tá já se sentindo cansado e eu também. Então já vamos indo. - Ele se levanta e pega Liam para se levantar também, ele abre um dos sorrisos favoritos de Sherlock e olha pros irmãos.
-Sim, amanhã continuaremos a conversa quando tivermos informações de Bond, boa noite e obrigado pela comida Mestre. - Se despedindo de todos, o casal saiu da sede e chamou uma carruagem simples. Assim que entrou o sorriso e a cara feliz de William desabou no chão.
-Sherly… sinto que tem algo errado nessa história, mas não sei o que, e isso está me tirando a concentração. - Tocou a mão na testa, deixando ficar vulnerável ao lado de Sherlock, que o abraçou e beijou sua orelha, o confortando.
-Notei isso o dia inteiro, mas não falei nada para não alertar os outros e te pressionarem. Liam, tente relaxar agora até em casa, chegando lá irei preparar um banho quente e te fazer relaxar para amanhã.
William sorriu com a doçura de Sherly, o jeito que ele era atencioso e sabia o que o parceiro precisava sem falar nada era único, e era nesses momentos do dia que William via a sorte que era ter Sherlock em sua vida, sempre pensaria nisso todo dia.
Chegando na Beker Street 221B, o casal entrou sem fazer barulho para não acordar a Sr. Hudson. E como falou, Sherlock preparou um banho quente para ambos, ele gostava de banhar Liam e cuidar de seus cabelos, cuidar dele num todo.
E como ninguém é de ferro, no fim o ''relaxamento" de Liam foi ficar até madrugada acordado com Sherlock na cama, trocando carícias e palavras afetuosas que não podiam falar durante o dia.
