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Cárcere de Memórias

Summary:

Lapis Lazuli nunca esteve bem de verdade, desde de quando nasceu até ficar presa na fusão com Jasper.

Estava livre fisicamente, mas não mentalmente. Para superar seus traumas, dor e sofrimento, Lapis precisava aprender a voar sozinha.

Notes:

Postando mais uma história para esse projeto incrível que é o @ProjetoAniverse Na verdade, essa história é para o mês de aniversário do projeto, então FELIZ 4 ANOS ANIVERSE!!

Agora um agradecimento para as pessoas que me ajudaram nessa fanfic:

Agradeço à @Caroline_is_not_here e essijota por me ajudarem quando eu estava com um enorme bloqueio criativo, se não fosse por vocês essa história não existiria.

Muito obrigado para @dianxiayu que não só fez o título dessa história, como também me ajudou com a sinopse e leitura crítica.

E por fim, mas não menos importante, agradeço muito izajiu por fazer a correção, você tem todo o meu amor por isso!

amo tanto esse projeto e as pessoas que conheci nele que eu não tenho nem palavras para descrever <3

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Foram meses, grandes meses intermináveis que Lapis Lazuli achou que virariam anos, décadas, séculos. Mas, no fim, ela sabia que nunca mudaria a escolha que tinha feito no dia em que aquela nave caiu — ela não se importava com o que ia acontecer com a Terra se ela tivesse fugido, não se importava com o que aconteceria com as Crystal Gems, mas ela se importava com Steven o suficiente para fazer essa escolha que mudou o rumo de sua vida. Ele tinha sido o único que se importava com ela, o tipo de que só queria ajudar desde o começo, quando começaram a conversar por aquele espelho. Esse tipo de compaixão sem esperar nada em troca foi o que levou Lapis aceitar a fusão de Malaquita.

E então, de repente tudo isso tinha acabado em um piscar de olhos.

Em um momento ela tinha perdido o controle e Jasper tinha o segurado, atacando as Crystal Gems e todas aquelas melancias em formato de Steven, e no momento seguinte toda a sua raiva e cansaço se misturaram com os mesmos sentimentos de Jasper e elas não eram duas tentando tomar o controle, elas eram Malaquita expressando toda o ódio que tinha contra as Crystal Gems. Ódio pelos anos que tinha ficado presa no espelho, pela missão frustrada, por tudo aquilo ter acontecido por acharem que ela era uma traidora, por Rose Quartz ter estilhaçado a sua diamante.

Ela não sabe quando isso acabou de fato, os pensamentos tão enevoados que ela conseguia se lembrar de todos aqueles sentimentos ruins antes de piscar e encarar aquele celeiro. Tudo aquilo ainda estava rondando sua cabeça, tudo que ela queria era ficar longe de tudo e todos, ela tentou sair quando acordou, porém logo percebeu que não tinha para onde ir, ela estava sem rumo. Então, depois de Steven lhe mostrar tudo aquilo, ela conseguiu perceber que as coisas podiam mudar, a Terra fazia isso, então ela também podia.

Suas esperanças caíram totalmente quando ela ouviu a voz de Peridot.

E isso se seguiu, com ela fazendo tentativas de “compensar” tudo que haviam passado, dando presentes e seus lixos. Peridot não conseguia entender que nada ia conseguir mudar o que aconteceu, não tinha como ela esquecer ou perdoar o tempo que ela tinha ficado presa naquela espaçonave, e, ainda por cima, tudo isso era falso. Lapis podia sentir isso, ela podia ver, ninguém mais ia enganar ou fazer ela de boba, no momento em que menos esperassem Peridot viraria as costas e as delatariam para a autoridade diamante, como não podiam enxergar isso?

Quando a primeira onda de sua raiva aconteceu ela quase se sentiu culpada, Steven estava falando que deveria dar uma chance à ela, que havia mudado, ele não conseguia ver.

Esse foi o momento em que aquela espaçonave rubi apareceu e ela teve que fingir mais um pouco para tudo ficar bem, ela fez aquilo por Steven. E, também por Steven, ela decidiu dar uma pequena trégua em relação à Peridot, mas não significa que ela baixaria a guarda.

O julgamento de Lapis a fez decidir que seria melhor para ela ficar no celeiro junto com Peridot, desse modo ela não teria que conviver com as Crystal Gems de fato — seria estranho demais depois de tudo que passaram — e também poderia ficar de olha nela, se algo viesse a acontecer ela seria a única a lidar com isso.

“Bom, nós podemos usar o sistema de limitação que Steven colocou no celeiro, você fica com esse lado e eu com o outro, o que acha?” Peridot tinha falado no fim daquele fiasco de dia, uma pitada de esperança que não conseguia esconder no tom de sua voz.

“Tudo bem.” Lapis disse calmamente e então colocou a fachada neutra em em rosto e subiu as escadas de seu lado. Ela não viu, estava de costas para isso, mas o sorriso que Peridot tinha posto no rosto caiu totalmente com a indiferença mostrada.

Os dias que se passaram se foram com relativa tensão entre as duas, não do tipo igual daquele primeiro dia, era só estranho. Lazuli não procurava fazer nada contra Peridot, ela só a observava às vezes, procurando algo que fosse a delatar e conseguisse contar aquilo para Steven.

Ela não encontrou nada entretanto. Tudo que ela conseguiu foram tentativas falhas de uma conversa vindo por parte da gem verde, era desajeitado e forçado quase como se Peridot não quisesse fazer aquilo de verdade ou, melhor, só não soubesse o que fazer com Lapis.

Era fora do normal, especialmente quando suas únicas memórias dela antes de se mudar para o celeiro fossem dela tentando fazer uma interrogação na nave. Naquela época ela não teve muita visualização do que seria a real personalidade de Peridot — ela nem sabia se gems de Homeworld tinham uma de verdade, era tudo tão robotizado, só agora ela conseguia ver isso.

O fato era que, depois de alguns dias tentando conversar com Lapis, Peridot apenas pareceu ter desistido por um tempo, estava uma relativa paz naquele lugar, se não fosse aquele ocasional barulho que vinha do aparelho humano que Peridot via, seria perfeito. Como se ela, de fato, pertencesse a algum lugar.

Lapis achou que essa atitude apenas traria paz aos seus dias, todavia aconteceu exatamente o contrário, isso a fez ficar curiosa com a outra.

Mas ela guardou isso para si, não tentou conversar nem falou nada, ela apenas observou Peridot, o que ela fazia no dia a dia, por que ela o fazia. E foi aí que ela percebeu que algo ela percebeu que tinha algo de errado.

Suas ações eram caseiras demais. Assistir aquela coisa estranha, escrever em um caderno enquanto resmungava coisas sem importância e até mesmo sair do celeiro apenas para andar por aí. Tudo isso era tão fora do papel que simplesmente não fazia sentido.

Por outro lado, nada aqui fazia sentido. Steven e as outras também estavam por aí, sem nenhum tipo de propósito nem nada para fazer. Parando para pensar, até ela mesma estava daquele jeito, deitada a maior parte do tempo enquanto apenas observava, e a outra parte do tempo ela ficava encarando a paisagem fora do celeiro, como se aquele horizonte calmo fosse desmoronar em um piscar de olhos e toda essa tranquilidade ganharia seu fim.

Foi essa concepção que fez Lapis dar o braço a torcer de novo, talvez Steven estivesse certo e Peridot tivesse mudado, que a Terra mudava e mudava quem habitava nela. Então quando Peridot começou a fazer uma coisa estranha ela teve atitude para perguntar:

“O que você está fazendo?” Sua voz era monótona, calma, mas isso ainda pareceu assustar Peridot, dando um visível pulo de onde estava na parte mais alta do celeiro, a posição oposta de onde Lapis estava nesse exato momento.

A gem mais baixa olhou para ela com os olhos arregalados e piscando lentamente, ela pareceu olhar para os lados por um momento, como se estivesse se certificando que aquela era uma pergunta direta para ela. “Eu… hm, dormindo eu acho?” Ela deu de ombros, ainda surpresa com sua pergunta. “Eu não sei como isso funciona direito, Steven me disse que era só deitar e fechar os olhos.”

Um tópico seguro: Steven. Estavam começando bem.

As sobrancelhas de Lapis se ergueram em confusão, em uma clara carranca sem entendimento. “Para quê isso serve?”

Isso pareceu ser o certo a se fazer, pois no momento depois os olhos de Peridot estavam arregalados e brilhantes, ela limpou um pouco a garganta antes de começar a falar: “Humanos! Humanos são seres estranhos que molengos precisam de energia para fazerem suas atividades rotineiras normalmente. Então, para isso eles dormem, é como acumulam energia para fazerem as coisas.” A explicação foi dita com tanta rapidez que nenhum ser que precisasse respirar conseguiria entoar da mesma forma que ela havia feito isso. Havia um sorriso orgulhoso preso no rosto de Peridot como se falasse eu sou uma expert na vida terrestre humana.

“Mas por que você está fazendo isso?” Lapis volta a perguntar, suas pernas encolhendo para que ela conseguisse passar os braços ao seu redor, abraçando a si mesmo.

Ela não pensou duas vezes antes de responder, a resposta estando na ponta da língua o tempo todo. “A ametista faz isso o tempo todo, eu queria tentar.” Ela acena com a cabeça ao mesmo tempo que sua mão se movimenta de um lado para o outro. “Para falar a verdade, eu não sei se entendi muito bem. Steven disse que era só fazer isso, mas eu não sei o que eu devia fazer durante.”

A gem azul acena com a cabeça concordando, tentando se recordar se já tinha visto algo parecido antes. “Eu vou tentar.”

“Uh?” Agora era como se Peridot tivesse tido a maior surpresa de sua vida, parando todos os movimentos repetitivos que estava fazendo com as mãos. “Desculpe?”

Lapis fez um biquinho com seus lábios por um instante antes de responder, ela havia passado aqueles dias completamente em silêncio e quieta em seu canto, era normal que Peridot estranhasse essa atitude vindo dela. “Tentar dormir ou seja lá o que isso seja.” Ela deu de ombros enquanto soltava suas pernas e cruzava os braços. “É só deitar e fechar os olhos não é?”

“Isso!” Ela responde no mesmo segundo. Essa é a deixa para Lapis esticar as costas no chão e fechar os olhos. “Eu vou tentar de novo também!”

Lapis não conseguia mais ver o que acontecia ao seu redor, só sabia que aquele leve barulho era um indicador que Peridot também havia se movido em seu lugar em busca de uma posição mais confortável para dormir.

Por um momento, Lazuli apenas ficou lá, sem saber o que fazer ou o que pensar. A única coisa que pareceu certa foi tentar focalizar nos sons que vinham ao seu redor. Aquele era um celeiro, um lugar quieto e parado, mas que, se realmente prestasse atenção, tinha muitos indicadores de vida terrestre, o vento que levava as folhas, os habituais animais livres que procuravam uma área para pastar, tudo era vivo naquele lugar, como se nunca parasse de existir em nenhum momento.

Mas tudo isso pareceu sumir por um momento, foi estranho. Era como se ela tivesse apenas piscado pesadamente seus olhos para limpá-los e quando ela abriu com cuidado eles novamente toda a paisagem tinha se transformado.

Aquele habitual campo que já estava se acostumando tinha sumido para dar vez a imensidão azul sem fim. Eram quilômetros e quilômetros que não conseguia captar nada, era só ela junto com aquele peso em seus ombros e a sensação gelada em seus braços.

Como se nada tivesse mudado.

As Cristal Gems não a salvaram, ela ainda estava presa no fundo do oceano com ela, impotente de fazer algo que ajudasse a si mesma, tendo que conviver para sempre daquele jeito.

Lapis piscou mais uma vez, uma tentativa vã de sumir com tudo aquilo. Ela tentou se mover, nadar para a superfície longe daquele lugar, apenas para descobrir que não conseguia se mover, nenhum braço, nenhuma perna, nem mesmo o pescoço.

“Lapis Lazuli.” Então ela ouviu aquela voz familiar que esteve presente com ela durante os últimos meses, aquele timbre que enviava sinais de alerta por todo seu corpo, gritando para ela correr. “Lapis.” Jasper repetiu, dessa vez mais perto.

Gems não precisavam respirar, o corpo delas eram apenas projeções humanóides que não tinham esse tipo de necessidade. Seu corpo não parecia saber disso naquele momento, uma sensação de sufocamento sendo cada vez mais forte até que não ficasse insuportável.

“Lapis…” Estava bem na sua costas, poucos metros.

“LAPIS!”

O mundo todo ao seu redor ganhou cores, não mais o gélido azul que estava gravado para sempre em suas memórias. Ela ainda estava no celeiro, sempre esteve no celeiro. O que quer que tivesse sido aquilo, não tinha acontecido.

“Lapis, finalmente” Só agora ela tinha notado a presença da gem verde ao seu lado, seu rosto estava com uma leve pitada de pânico, mas Lapis não ligou para aquilo enquanto o sentimento de sufocamento era dominado por raiva. “Graças às estrelas! Você tinha começado a falar sozinha, achei que tivesse conseguido-”

Lazuli não a deixa completar, toda a expressão corporal dizendo raiva enquanto ela ficava em pé e usava seus poderes de hidrocinese, a água que estava no lago que Peridot construiu logo jogava a Gem do outro lado do celeiro, prendendo-a na parede.

“O que você fez?” Ela grita, o desespero e fúria presente em seu âmago falava mais alto do que qualquer parte racional que ainda lhe restava. Lapis só conseguia sentir, todas as emoções enchendo suas veias e não dando espaço para nada mais.

“Eu não fiz nada!” Peridot tenta se defender, mas Lapis não consegue ouvir, mesmo que tivesse uma explicação lógica, parecia que ela não queria fazer isso, não se importava com seu lado.

“Ha!” Lazuli zomba, as mãos erguidas fazendo mais força enquanto mantém a prisão da outra. “Eu sabia que não devia confiar em você. O que você colocou na minha cabeça?”

“Nada! Eu já disse!” É uma tentativa desesperada, toda a sua expressão dizia isso, estava doendo. A carranca de dor em seu rosto satisfazia em certo nível o ódio que Lápis externava, antes de balançar a cabeça e perceber o quão cruel ela podia estar sendo, mas, por outro lado, isso realmente importava? “Olha, Lazuli, eu estou tentando de verdade! Tentando fazer esse negócio de amizade e ser legal com você. Steven me ensinou isso.”

Os pensamentos da Gem azul tomam consciência por um segundo, tirando-a desse torpor que estava presa. Foi quando ela se deu conta do quão cruel aquilo era, o que ela estava fazendo? Se protegendo, claro. Foi Peridot que havia colocado aquilo na cabeça dela? Obviamente, quem mais podia ser? Não, talvez se…

“Não fale do Steven.” A fala é dita entredentes, saindo difícil, quase um sussurro impossível para a outra ouvir.

“Mas é sério, eu realmente sinto muito pelo o que aconteceu na nave!” Lapis podia sentir seu tremor passando pela água, uma demonstração do quão afetado estava, o quão honesta falava. “Eu quero que as coisas melhorem, eu estou tentando, mas você precisa tentar também!” O grito corta todo o silêncio da noite, e elas ficam caladas por um momento enquanto os ouvidos de Lapis se fecham para tudo isso, como se estivessem encharcados com água. Ainda assim, ela consegue ouvir perfeitamente a próxima frase: “O que você quer?”

Lapis Lazuli nunca esteve bem de verdade, desde que nasceu ela tinha a preocupação em se manter na linha quando se dirigia às suas superiores, o medo do estilhaçamento sempre real. Depois disso, durante a guerra, quando ela foi capturada e colocada no espelho, e então nos anos em que se seguiram com ela se perguntando se estava viva depois de tudo. Por fim, nos intermináveis meses em que ela escolheu ficar presa naquele estado. Com tudo isso, o que vem a seguir sai com facilidade.

“Tudo que eu quero é distância! Distância de tudo isso!” Lapis suspirou com pesar, aquelas palavras que estavam presas em sua garganta desde que havia parado de ser Malaquita, palavras que não queria gritar para a Gem verde na sua frente, e sim para uma outra que ninguém sabia onde estava. Ela cruza os braços, uma tentativa vã de afastar o frio de quando ela estava presa no fundo do oceano, não estava frio naquele momento, estava ensolarado com quase nenhuma nuvem no céu, mas ela ainda sentia aquele resquício fantasma em seus ombros, nunca pararia de senti-lo.

“Eu não quero falar com ninguém sobre isso, eu não quero falar.” Desta vez, ela se desestabiliza e vira as costas para Peridot, deixando toda aquela água cair e ela se libertar de sua prisão.

O medo ainda se fazia presente quando ela pensava muito sobre isso, quem sabe Jasper aparecesse na sua porta exigindo que se fundissem novamente? Jasper era forte, tinha reflexos rápidos e uma mente de guerra, enquanto isso, Lapis Lazuli era uma Terraformadora, ela era forte sim, mas não se igualava à alguém que lutou em guerras e foi literalmente feita para ser uma soldado.

Embora tudo isso, havia uma chance dela ainda conseguir escapar, se ela conseguisse correr rápido o suficiente para avisar as outras então elas a parariam. O problema de tudo isso era outro, na verdade.

O real medo de Lapis era a sua resposta. Se Jasper encontrasse um caminho até ela e exigisse que formassem Malaquita de novo, ela tinha medo que aceitasse aquilo por que, no fundo, ela sentia falta de tudo. Era tão ruim lutar pelo controle ouvindo gritos e mais gritos enquanto suas forças eram cada vez mais fracas, mas ela tinha se acostumado com isso depois de tantos meses, era uma prisão bilateral, ao mesmo tempo que as mãos de Jasper estavam presas, ela própria estava presa na mente de Jasper sem conseguir sair. E agora tudo estava tão quieto que parecia errado.

“Então eu vou embora, faço o que já ia fazer desde antes daquela nave rubi surgir.” A voz de Peridot é dura, decisiva ainda que tenha um tom de medo.

Tudo isso estava errado, Lapis só conseguia ver a ponta do iceberg depois dessa explosão, os pensamentos completos a encontrando depois de um tempo. Isso não era sobre Peridot em si, Steven devia estar certo, ela era boa e tudo que Lapis estava fazendo era projetar o medo, a apatia, a necessidade de Jasper em sua existência.

“Não.” Lapis começa, sem coragem de olhar para trás e encarar os olhos da outra. Suas asas feitas de água tomam seu lugar costumeiro em suas costas. “Eu preciso sair.”

E então ela se lança para um voo sem destino, talvez para algum dos lugares que Steven lhe mostrou, ela não sabe. Tudo que sabe é que não voltaria tão cedo, precisava de um tempo sozinha. Pensar depois de tanto tempo sozinha a faria agir melhor, colocar as coisas em seu devido lugar. Quem sabe, depois de alguns dias ela conseguisse ter uma conversa real com Peridot?

Ela precisava tentar sozinha.

Notes:

Foi isso, espero que tenham gostado de verdade

sintam-se livres para comentar se quiserem

até um futuro próximo!