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Chanyeol abriu a porta do apartamento onde morava e não havia uma lâmpada acesa, o que já era normal há algum tempo, então não estranhou a escuridão.
Antes disso, costumava chegar e as luzes de alguns cômodos estarem acesas, assim como o cheiro de comida caseira vindo da cozinha. Isso costumava acontecer em um tempo em que Jongin não chegava tão cansado do trabalho; o moreno costumava chegar mais ou menos uma hora antes que o Park e tinha disposição para cozinhar algo para os dois jantar, recebia o companheiro com aquele sorriso lindo — que Chanyeol achava o mais lindo de todos e que era seu motivo de ansiar o retorno para casa —, lhe dava um selinho rápido e dizia para ir tomar um banho para comerem, pois o jantar já estava quase pronto.
Agora, por conta do excesso de trabalho, Jongin chegava após o horário que costumava chegar, e muito exausto.
Se não fosse pela iluminação que vinha de fora do apartamento, a sala estaria totalmente em escuridão e assim não poderia ver que Jongin estava sentado na poltrona ao lado do sofá. Caminhou até Jongin, que estava ressonando baixinho e com a cabeça pendendo para um lado, o que com certeza o deixaria com uma dor no pescoço depois; dava um aperto no coração do Park vê-lo daquela maneira, principalmente porque não era apenas algumas vezes, mas sim a rotina atual dele: chegar em casa e desabar sobre a poltrona.
Chanyeol agachou-se em frente a poltrona e repousou sua mão sobre a mão morena do mais novo, fez um carinho nela até que Jongin abrisse lentamente seus olhos e olhasse para o mais velho. Chanyeol abriu um pequeno sorriso ao ver o semblante confuso do noivo — era tão fofo.
— Você cochilou na poltrona, de novo. — o Park falou baixo, enquanto Jongin passava uma mão sobre o rosto, como se isso fosse fazer seu cansaço esvair.
— Desculpa amor, vou fazer nosso jantar.
Jongin tentou se levantar, porém Chanyeol delicadamente o empurrou de volta para a poltrona, o encarando, enquanto o mais novo não entendia o que estava acontecendo.
— Você está muito cansado para cozinhar hoje.
— Mas temos que jan-
— Podemos pedir algo. — cortou o mais novo e sorriu — Vamos fazer o seguinte: a gente toma um banho de banheira, bem demorado, te faço uma massagem, — falou subindo suas mãos pelas coxas de Jongin, que estavam cobertas por uma calça social — e aí pedimos o jantar. O que você quiser.
O Kim sorriu para o outro e assentiu, sendo levado pela mão até o banheiro do quarto que ambos compartilhavam.
Chanyeol tirou seu paletó e abriu a blusa social branca, sentou-se à beira da cama e observou o moreno tirar suas vestes, ficando apenas com uma boxer branca, que marcava bem sua bunda avantajada. Levantou-se e caminhou até o mais novo, o abraçando por trás, colando seu nariz no pescoço moreno, que ainda tinha o cheiro do perfume que o Kim usava diariamente, mesmo após um longo dia.
Chanyeol amava o cheiro de Jongin.
— Desculpe não ter mais disposição para fazer nosso jantar. — Jongin falou baixo, mas Chanyeol ouviu.
— Está tudo bem, amor. Você não precisa cozinhar sempre, também posso fazer isso, assim você não fica mais cansado quando chegar em casa.
Jongin concordou com um aceno de cabeça enquanto Chanyeol passava o nariz pela pele exposta do pescoço do moreno. — Acho uma ótima ideia.
O mais velho dos dois os guiou para dentro do banheiro ainda abraçados, deixou alguns selares pelo pescoço e ombro do outro antes de soltá-lo e abrir a torneira para encher a banheira. Jongin encarava seu reflexo no espelho grande, reparando em suas olheiras e sua expressão cansada, soltou um suspiro e notou que Chanyeol lhe encarava pelo espelho, o que o deixou corado por estar sendo observado.
Mesmo com todo o cansaço e olheiras, Chanyeol não deixava de achar Jongin o homem mais lindo do mundo.
Mesmo quando envelhecesse, ainda seria o homem mais lindo do mundo.
Chanyeol se aproximou de Jongin e o abraçou por trás de novo, colocando seu queixo no ombro direito alheio e encarando o reflexo dos dois no espelho.
— Você é lindo, sabia?
Jongin riu envergonhado, abaixando a cabeça tentando desviar dos olhares de Chanyeol. Nem parecia que recebia aqueles elogios diariamente. Não parecia ser real ter alguém que o fizesse sentir tão bem como Chanyeol fazia. Mesmo depois de um longo dia cansativo, que o deixava com uma cara de cansaço horrível, Chanyeol ainda o olhava da mesma maneira de quando se conheceram, anos antes, como se ele ainda fosse um jovem universitário, com toda aquela beleza jovial.
— Eu te amo. Muito. — respondeu virando-se para Chanyeol e segurando seu rosto, não desviando mais o olhar — E eu quero te amar pra sempre.
Chanyeol sorriu e aproximou o rosto para perto do outro. — Eu também te amo, mais do que possa imaginar. — sussurrou. E acabou com a distância entre eles, selando seus lábios naqueles carnudos e com um gosto bom.
O beijo não demorou muito, pois Chanyeol lembrou-se da banheira, que estava quase cheia. Entrou primeiro e sentou-se encostado para o lado da parede e estendeu a mão para Jongin, fazendo o convite para que ele entrasse e sentasse à sua frente.
— Relaxe, ok? — sussurrou no ouvido do mais novo.
E Chanyeol cuidou de Jongin. Passou o shampoo e condicionador pelos fios castanhos do mais novo, fazendo uma massagem capilar e deixando-o relaxado, quase o fazendo dormir. Espalhou sabonete líquido sobre a pele morena e massageou os ombros de Jongin, tentando ao máximo diminuir a tensão por causa da exaustão.
Chanyeol encheu Jongin do carinho que ele merecia.
E após o banho, enxugou o corpo moreno e secou-lhe o cabelo, vestiu-lhe uma roupa confortável e o deitou na cama de casal que compartilhavam. Jongin estava tão cansado, que apenas puxou Chanyeol para deitar-se junto de si quando o mais velho o lembrou sobre pedir algo para comerem. Podiam comer depois, mas naquele momento, Jongin só queria aproveitar mais da companhia e dos carinhos de Chanyeol.
