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"Obrigado por me esperar"

Summary:

Tubbo estava simplesmente maluco depois do purgatório.

Maluco e muito cansado

Mas ele tinha voltado pra Ilha, o time amaldiçoado ganhou, seu time ganhou, os ovos estavam de volta.

Mas, eles não foram os únicos a voltarem.

(escrito antes das streams do dia 11, 12 e 13)

Notes:

SIM EU SÓ ESCREVO SOBRE ESSES DOIS ME PERDOEM
eu comecei isso 4 de novembro e só consegui terminar agora, sendo sincero o arco do purgatório ta sendo uma merda pra mim mas acho que as coisas vão melhorar
enfim, espero que gostem!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

 

Tubbo sinceramente queria se afogar e morrer lentamente.

 

Foi um mês muito estressante.

 

Todos pensavam que seriam só duas semanas, mas, aquele purgatório continuou por um mês inteiro.

 

Tubbo pegou muitos recursos, pensou muito, montou estratégias e matou muita gente.

 

Mas, deu tudo certo.

 

O time amaldiçoado ganhou, seu time ganhou.

 

Tudo estava bem agora, todos os ovos estavam de volta — com traumas, mas eles cuidariam disso.

 

Mas Tubbo estava exausto.

 

Tão, tão exausto.

 

Tubbo caiu em sua cama assim que a viu.

 

Seu corpo doía, ele ganhou diversas cicatrizes novas e todos os seus músculos estavam tensos.

 

Mas ele não conseguia dormir.

 

Faziam dois dias que todos tinham voltado, e Tubbo ainda não tinha conseguido dormir.

 

Ele ficou se revirando na cama por no mínimo 20 minutos, completamente incapaz de dormir.

 

Ele finalmente desistiu e soltou um suspiro. Seu comunicador vibrou e ele o olhou com olhos cansados e sem brilho.

 

Seus olhos bicolores tinham perdido o brilho a muito tempo.

 

Philza tinha o mandando uma mensagem.

 

Ele estava o chamando pra sair com Tallulah e Chayanne.

 

Tubbo encarou a tela do comunicador por, no mínimo, um minuto até finalmente responder que estava a caminho.

 

Se levantar foi uma luta imensa, seus ossos estralaram dolorosamente alto e ele tentou ignorar a dor, o banho quente que ele tomou antes de tentar dormir não aliviou muito sua dor.

 

Ao menos ele não tinha mais sangue de outras pessoas espalhado por seu corpo.

 

Tubbo apareceu na casa de Phil em um vulto de partículas roxas, ele avistou rapidamente seus sobrinhos que vieram correndo até ele.

 

— Onde vamos? — o bicolor perguntou pra Phil depois de abraçar as crianças e dar uma flor para cada uma delas.

 

Ele se apaixonou muito por flores nos últimos tempos, e o motivo disso era óbvio.

 

Fred.

 

Ele precisava achá-lo.

 

Se é que ele ainda estava vivo.

 

Tubbo fez uma nota mental para verificar se tinha alguma carta ou novidade de Fred.

 

Ele estava com saudade.

 

— Uma das missões é "colher as flores favoritas do bebê", então vamos pra um campo de flores, imaginei que você fosse gostar de ir com a gente — Philza respondeu.

 

No purgatório, sempre que eles se encontravam acabava com um dos dois mortos, era estranho não ter que lutar.

 

Mas Tubbo percebeu como Philza ainda estava com a guarda alta perto dele, só deveria ter o chamado por causa das crianças.

 

— Claro, claro, vamos, lidere o caminho!

 

Eles fizeram uma viagem estranha, mas as crianças deixaram as coisas agradáveis.

 

Tubbo não conseguia mais confiar suas costas a Philza.

 

Mas estava tudo bem! Ele ficaria bem! Se morresse ele iria renascer.

 

E ele poderia superar como ele e Phil não confiavam mais um no outro!

 

Mesmo que doesse.

 

Mesmo que a dor beirasse ao insuportável.

 

Tubbo focou toda sua atenção em seus sobrinhos, ele e Tallulah começaram a conversar sobre a linguagem das flores e Chayanne treinava com uma espada de madeira alguns movimentos, Philza olhava o garotinho e falava vez ou outra.

 

Era pacífico.

 

Era estranhamente pacífico.

 

Um mês no inferno muda as pessoas.

 

Tubbo ignorou como Philza estava olhando pra ele pelo canto do olho, como ele parecia atento e pronto pra atacar a qualquer momento.

 

Ele enterrou a dor no fundo de sua cabeça e coração.

 

Quando Philza decidiu que deveriam ir embora, Tubbo decidiu ficar, as crianças protestaram e ele colocou uma flor nos cabelos dourados de Chayanne e Tallulah, uma frésia.

 

A flor frésia é considerada um símbolo da inocência, amizade e confiança.

 

Tallulah o encarou com olhos brilhantes, ela sabia o significado, claro que sabia, mas ela escolheu ficar quieta.

 

Tubbo acenou pra família que se teletransportou pra longe dali.

 

Família.

 

Tubbo não tinha uma família.

 

Ele não sabe se já teve em algum momento.

 

Ele suspirou e se deitou no campo de flores, o sol estava escondido por nuvens.

 

O sol não aparecia direito desde que voltaram daquele lugar.

 

Ele pegou uma rosa e a cheirou, se sentia cansado, exausto, acabado.

 

Ele queria descansar.

 

Mas ele não conseguia.

 

Tubbo estava prestes a se levantar e ir consertar alguma máquina até que o corpo dele finalmente desmaiasse de exaustão, parecia um bom plano pra ele.

 

Bom, até que ele ouviu um barulho.

 

Todos os instintos de Tubbo se ativaram, os dias de matança voltaram à sua mente.

 

Ele mal se levantou e pegou a espada, o corpo arrepiado e completamente atento, mas suas mãos tremiam.

 

Ele ainda estava cansado demais.

 

— Saía! — ele disse com a voz firme, os olhos bicolores brilhando com um instinto assassino.

 

Galhos secos foram quebrados por passos leves, Tubbo estava preparado pra atacar quem quer que fosse.

 

Ou ele pensou que estava.

 

A espada caiu de sua mão assim que a pessoa misteriosa saiu de trás das árvores.

 

Ele estava imaginando coisas? Tubbo sentiu o corpo dele tremer.

 

O cabelo platinado, as orelhas de urso, a máscara branca lisa que sempre estava perfeitamente colocada sobre o rosto, a pele branca quase pálida, as roupas azuis e luvas brancas que escondiam garras afiadas.

 

— Fred…? — Tubbo perguntou baixinho.

 

O híbrido de urso o encarou por trás da máscara, um sorriso ansioso se formou, ele se aproximou ficando frente a frente de Tubbo e entregou um livro para ele.

 

“Olá. Desculpe pelo susto e pela demora.”

 

Tubbo estremeceu ao ler, e sem pensar ele se jogou em cima do urso, os dois caíram no chão mas nenhum deles se importou.

 

— Desculpa, me desculpa — ele murmurou e Fred passou os braços ao redor do mais novo, ajustando o abraço atrapalhado em que eles estavam — Eu não consegui te proteger, não consegui te achar, desculpa, desculpa, desculpa — Fred sentiu as lágrimas do maquinista molharem seu corpo e isso só o fez apertar mais o abraço.

 

Ver Tubbo assim, que sempre era tão sorridente e gentil quebrou seu coração.

 

Fred tinha sido encontrado duas semanas antes dos ilhéus voltarem para a ilha.

 

Ele ficou em observação por vários dias, estava desidratado e muito fraco.

 

Mas, quando melhorou e ouviu sobre os ilhéus voltando, sua mente ascendeu em um único pensamento constante.

 

Ele precisava ver Tubbo.

 

Precisava ter certeza que ele estava vivo e bem.

 

Ele observou de longe quando todos voltaram, as crianças também tinham voltado, mas tudo parecia diferente.

 

A desconfiança reinava naquela ilha.

 

Tubbo era um dos que mais estava afastado de todos.

 

Fred observou preocupado como o garoto não tinha conseguido dormir por dois dias inteiros, ele queria o abraçar e devolver toda a luz a ele de novo.

 

Tubbo parecia tão cansado.

 

O que fizeram com ele? O que ele sofreu? O que tinha acontecido?

 

Fred acariciou o cabelo do bicolor com uma mão enquanto a outra puxou um livro já previamente escrito.



“Imaginei que pediria desculpas e por isso me adiantei em escrever.

 

Você não me deve desculpas, Tubbo.

 

Eu nunca pediria pra você se desculpar, você não me deve isso. Quackity fez o que fez e ele deve responder pelos próprios crimes, ele foi o culpado.

 

Você não teve culpa de nada.

 

Eu sei que você fez o possível, e isso significa muito pra mim.

 

Obrigado por me esperar.”



Tubbo começou a chorar ainda mais, o corpo tremeu fortemente e os soluços aumentaram, Fred o abraçou com força.

 

— Obrigado — o maquinista murmurou em meio a lágrimas e Fred o apertou mais no abraço.

 

Tubbo deixou toda a frustração, estresse, culpa e dor de diversas traições saírem de seu corpo.

 

Ele chorou por tudo que tinha passado.

 

Ele finalmente tinha caído do topo do penhasco que tinha sido colocado à força.

 

Tubbo caia em direção a um chão que poderia facilmente o matar.

 

Mas, Fred o segurou antes dele se estraçalhar nesse chão.

 

Ele o segurou com toda a força que tinha e o deixou chorar o quanto precisava, cuidou dele com todo o cuidado, paciência e amor do mundo.

 

Eles finalmente estavam juntos de novo.

 

E dessa vez, nada iria separá-los.

 

 

Notes:

e foi isso, já digo que eu tenho um plot centrado no tubbo sendo feito e espero lançar ele essa semana e também queria escrever sobre outros casais (exemplo guapoduo) ou duplas mas estou sem ideias lol
enfim, ate a próxima!!

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