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Doces Beijos, Doces Reparações

Summary:

Alejandro precisava encontrar um jeito de compensar Rudy pelos erros que cometeu.

Notes:

  • A translation of a deleted work

ATENÇÃO: essa obra é uma tradução feita por mim. A autoria da narrativa é de @rudypie (que me deu permissão).

Se quiser deixar alguma mensagem/surto pode escrever nos comentários que depois eu os repasso, ou melhor ainda, vá diretamente na fanfic e envie uma mensagem por lá.

Enfim, espero que goste!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Cariño, olha para mim, por favor,” Alejandro implorou pela centésima vez, choramingando desesperadamente na tentativa de chamar a atenção de Rudy. Estava colado nas costas do outro, abraçando-o com força pela cintura e tentando se tornar um com ele. Estava plantando beijos carinhosos em seu ombro, pescoço e o lado do rosto, fazendo tudo que podia para reparar o que fez. “Rudy! Me desculpa, amor!”

 

Os crimes imperdoáveis de Alejandro foram roubar, sem querer, o último prato do bolo que Rudy guardou para si e causar um enorme caos na cozinha quanto queria era cozinhar para o outro. Ele sabia que não era o chef mais habilidoso, talvez nem perto de ser um bom, mas o que não entendia era como conseguia estragar cada passo da receita e acabar com os balcões cobertos de farinha e estar em pedaços, o que antes era a xícara favorita de Rudy.

 

Tudo o que ele queria era um bolo e fazer algo atencioso para que seu cônjuge e vê-lo sorrir, o qual sempre conseguia fazer desaparecer o seu cansaço e enfraquecer seu pobre coração. Depois de um longo dia para os dois, Alejandro estava confiante de que conseguiria fazer tudo sozinho na cozinha, enquanto Rudy tomava um longo banho.

 

Tudo o que ele fez foi aumentar o cansaço de Rudy, e seu marido tornou-se distante quando o expulsou da cozinha, recusando-se a deixá-lo ajudar e dizendo-lhe que não precisava de mais problemas.

 

Alejandro nunca desistiu facilmente quando se tratava de Rudy e, portanto, agarrou-se firmemente, movendo-se com ele e pedindo desculpas. “Meu coração,” Beijando a curva de seu pescoço, intenso e ruidosamente, Alejandro balançou seus corpos de um lado para o outro suavemente. “Mi sol, por favor, me perdoa.”

 

O lado chorão e infantil dele era reservado apenas para Rudy. As pessoas o conheciam como um soldado habilidoso, um líder de sangue-frio que não demonstrava emoções no campo de batalha, mas apenas seu marido tinha o poder de fazê-lo agir fora do personagem. Na verdade, se não fosse perdoado nos próximos dois minutos, Alejandro ia cair no choro. Sem qualquer expressão no rosto, Rudy permaneceu em silêncio.

 

“Prometo que não vai acontecer de novo, amor. Não colocarei nem um dedo dentro da cozinha, eu juro. Vou comprar a mesma xícara de antes também?” Conforme o som de água corrente enchia a cozinha, as sobrancelhas de Alejandro franziram em preocupação. “Devo ir atrás disso agora? Devo?”

 

Mesmo que o relógio marcasse às onze da noite e a dita xícara ter sido um presente que Alejandro comprou para ele há cinco anos, ele saquearia o país inteiro se isso significasse que seu amado iria reagir de alguma forma. Lentamente, os segundos se passaram enquanto Rudy continuava pacientemente a lavar a louça.

 

Rudy era muitas coisas, coisas amáveis, e Alejandro o adorava por todas elas. Ele era reservado, sempre calmo, educado e a personificação da tranquilidade. Raramente reagia sem pensar primeiro, porque sabia como agir como um adulto e, mais raramente ainda, ele se enfurecia.

 

Rudy não estava furioso, graças a Deus, mas ficou certamente irritado. Como sempre, ele se manteve em silêncio, embora permitisse que Alejandro se aproximasse e o beijasse continuamente. Um beijo suave em sua têmpora, um beijo demorado atrás da orelha enquanto inalava o cheiro do seu cabelo recém-lavado, mas nenhuma reação.

 

Amor?” Alejandro cutucou seu lado, ganhando pelo menos uma olhada de canto. “Mi vida?” Ele deu um beijo firme em sua bochecha macia. “Benzinho?”

 

Quanto mais Rudy continuava quieto, mais Alejandro queria chorar. Ele realmente não sabia chorar de verdade, uma das desvantagens de ter sido um soldado por mais da metade da sua vida, mas ele choraria um rio inteiro para seu marido. Tudo e qualquer coisa para ele.

 

Alejandro mudou de tática e moveu a mão até o braço do outro, parando na gola da camiseta preta. Ele então empurrou cuidadosamente o tecido por ombro abaixo, beijando a pele exposta. Os olhos fixos nele, seus lábios trabalhavam, beijinhos inocentes que se tornaram passionais, e tinham que funcionar já que Rudy gostava de beijos nos ombros. Uma tentativa de seduzi-lo, mas só durou até ele levar um tapa na testa e ser empurrado para longe.

 

Agarrando a bainha da camisa, um Alejandro mal-humorado recuou para tirar o detergente do rosto. Como se tivesse olhos escondidos na nuca para ver que Alejandro estava usando a camisa recém-lavada como guardanapo, Rudy olhou para trás por um momento.

 

Alejandro abriu um sorriso e largou rapidamente o tecido, mas Rudy apenas ajeitou a camiseta e voltou a limpar um prato. Ele estava prestes a bater os pés e clamar por perdão, porém, em vez disso, o abraçou de lado e apoiou o rosto no topo da cabeça de Rudy, choramingando ainda mais. “Benzinho, não vai falar comigo? Juro por Deus que não vou nem tentar mais ferver água.”

 

Alejandro teve um pequeno vislumbre do sorriso que tanto sentia falta nessas meras duas horas, mas durou pouco, deixando-o com o coração partido. Apesar da determinação de Rudy em se manter em silêncio, Alejandro acreditava que não havia nada que ele não pudesse resolver.

 

Colocando a mão embaixo do queixo do outro, virou o rosto de Rudy para si e se inclinou para dar-lhe um beijo impetuoso, apenas pressionando os lábios por enquanto e rezando pela pequena vitória. “Olha para mim, por favor?” Ele perguntou, beijando-o repetidamente, o movimento fazendo a cabeça de Rudy ir para trás de seu ombro. “Por favor?”

 

Finalmente, Rudy voltou sua atenção a ele, dando-lhe a esperança a qual estava prestes a perder mais uma vez, e Alejandro olhou para aqueles castanhos chocolate por um momento. Ele adorava a maneira como os olhos de Rudy pareciam se iluminar cada vez que ele olhava para Alejandro, olhos inocentes eles eram, adoráveis e promissores, eles sempre o entregavam, e era como uma palpitação - ainda com os mesmos efeitos ainda hoje e até o fim dos tempos.

 

“Me perdoa, por favor?” Alejandro estava tentando dar-lhe os olhos de cachorrinho agora, mas quando percebeu que Rudy permanecia forte, ele voluntariamente chutou seu orgulho do chão e fez um grande beicinho. “Por favorzinho?”

 

Foi quando Rudy reagiu, rindo com vontade e por muito tempo enquanto se apoiava nos braços de Alejandro. Foi revigorante e o alívio também o fez sorrir. “Você me perdoou? Isso significa que você perdoou, não?”



Então, parecendo estar se divertindo com tudo isso, Rudy ergueu as sobrancelhas e se livrou do abraço. “Saia da minha cozinha, Coronel.”



Alejandro soltou um suspiro exagerado e dramático quando sua patente militar foi mencionada. Se tornou uma regra inflexível entre eles, há anos, de não trazerem nada relacionado ao trabalho para casa, então, de repente, ele sentiu-se traído. “Não me chame assim!”

 

“Pensei que essa fosse a sua patente, não?”

 

Alejandro resmungou. “Nós não temos patentes aqui!”

 

“Saí.”

 

“Não,” Alejandro se recusou obstinadamente, pressionando-se contra Rudy e resmungando em suas costas, repetindo as mesmas promessas. “Não vai acontecer de novo! Eu disse que prometo!”

 

“Está tudo bem”, respondeu Rudy, parecendo sincero e apenas esperando ser largado. Ele deu um tapinha gentil nas mãos de Alejandro depois que ele não obteve resposta. “Me solta, a louça não vai se lavar sozinha.”

 

“Não. Diz que me perdoou.”

 

“Alejandro.”

 

Apesar do fato de Alejandro conhecer esse tom, ele ignorou e esfregou a bochecha contra a de Rudy. “Não seja malvado, cariño ,” Beijou a bochecha do outro, depois afastou-se para pegar um dos pratos sujos. “Olha, eu vou ajudar- Ah!”

 

Ele foi parado por um tapa inofensivo no topo da sua mão, mas antes mesmo que pudesse esfregar a área agredida, seu marido moveu com rapidez para reconfortá-lo e a sua dor inexistente, até chegando a dar um beijinho na área. “Vai.”

 

Aquele breve beijo foi um sinal para se comportar mais como uma criança mimada, então Alejandro o pegou pela cintura e o prendeu entre o balcão e ele mesmo, se recusando a obedecer. Sorriu de lado, se inclinando em direção do rosto do outro “Então você me perdoou?”

 

Com uma risada doce e breve, Rudy acariciou a sua bochecha antes de olhá-lo no fundo dos olhos. “Não.”

 

Após um momento de silêncio, Alejandro afastou-se repentinamente, agarrando-o pela mão e por trás do joelho. Como nenhum das suas táticas funcionou, ele teria que aumentar seus esforços. Ele ouviu Rudy dar uma inspirada ao jogá-lo por cima do ombro e, com o grito de pânico do outro, veio finalmente o alívio de ter obtido uma reação. “Alejandro! O que você está fazendo?!”

 

“Reparações.”

 

“Eu vou cair!” Rudy sacudiu os pés, agarrando com força as costas da camisa e tentou se erguer, mas sem sucesso. “Se eu cair, você vai dormir na rua por um mês! Me põe no chão!”

 

Alejandro apenas deu um tapão na bunda do outro, com força suficiente para roubar um pequeno gemido de Rudy. “Quieto.”

 

“Ale!”

 

Dado o tamanho pequeno do apartamento, a caminhada até o quarto não foi longa. Ele fechou a porta com um pontapé após entrar no quarto, enquanto isso Rudy estava o insultando sem parar. Alejandro parou em frente à enorme cama e carinhosamente jogou seu cônjuge no colchão macio, adorando o quanto ele parecia ser feito para estar ali.

 

Rudy se apoiou em seus cotovelos, com um leve sorriso nos lábios. “Isso não vai te ajudar.”

 

Quando sua mão alcançou o cinto e o desafivelou, um clique metálico foi ouvido e os olhos de Rudy seguiram o som naturalmente. Com o mesmo sorriso encantador que o deixou perdidamente apaixonado em primeiro lugar, Alejandro respondeu. “Eu discordo, amor .”

Notes:

FIM! <3

Caso note qualquer erro, me avise, por favor.