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Depois de tentar a todo custo deixar pra trás o título de assassina e superar a sua sede de sangue desde que voltou do poço de Lázaro, lá estava ela com sua equipe tentando ser uma heroína e prestes a cometer um ato nada heróico: matar uma criança. Por pior que a figura de Per Degaton venha se tornar depois, neste ano em que estavam era apenas uma criança cercada pela má influência de Savage, será que não era apenas o suficiente afastar o homem dele? Ah, mas ainda tem um pequeno e gigantesco problema ao mesmo instante: o tempo quer acontecer. Pode ser por meio de Savage ou de qualquer outro lunático, e então, ele acabaria sendo o tirano e adulto Per Degaton.
Ali, com um rifle em cima do telhado ela se comunicava com Snart e graças à Deus o plano passou de assassinato de uma criança para sequestro. Não que melhorasse muito a situação.
E então o balde de água fria: nada mudou na linha do tempo.
Lá se ia o plano do sequestro. Como poderiam matar um garoto de 14 anos?
E mais uma bomba.
Como Rip poderia levá-lo para ter tudo de volta? Matar ele e consertar as coisas ficando tudo por isso mesmo?
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— Nada do nosso capitão homicida? — pergunta Snart para Sara.
— A Gideon ta procurando mas não acho que ele queira ser achado.
— E entaão..? — ele pergunta pra saber por que ela está ali com ele.
— Você deveria ir conversar com ele, Leonard.— Ela diz sobre Mick, ainda preso na nave e com assuntos não resolvidos com o capitão frio.
— Sobre o quê?— ele ri debochado enquanto se distrai com sua bolinha, a jogando para cima e pra baixo.
— Sobre as coisas, os seus sentimentos.— a loira se senta ao lado dele, despreocupada.
— Meus sentimentos por você?— ele volta sua atenção a ela, tendo a certeza de que ela estaria rindo. E ele acertou.
— Pelo Mick, Leo.
—Nós já falamos e ele deixou claro que não temos nada pra falar, loirinha.
— Tudo bem então, pode ficar aqui com a sua consciência pesada. — ela se levantou e deixou o homem sozinho.
Ela sabia que em algum momento ele reconheceria isso, mas por hora, deixaria o rapaz sozinho com seus pensamentos.
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Em um minuto estava tudo bem e no seguinte estavam sendo atacados por tropas, robôs, Savage e Dor Degaton. Ray conseguiu desativar os robôs, mas então Leonard sentiu o sangue gelar. Savage com uma adaga no pescoço de Sara , querendo trocá-la por Rip, o qual eles não sabiam onde estava.
— O capitão Hunter não está aqui — Snart começou — Mas nós podemos negociar.
— Eu quero Rip Hunter aqui em duas horas, ou esse rostinho bonito aqui não vai viver mais um dia.
Depois disso, o ataque parou e Savage levou Sara.
……
— Maldito plano!!— Leonard joga uma garrafa de bebida nas paredes da Waverider — A Sara foi levada, nem sinal do Rip e o prazo já está acabando.
— A gente precisa de um plano pra resgatar ela.— comenta Ray.
— Não sei não cara. — começa Jax — Fomos nós todos da primeira vez e ela foi levada. Não sei se é realmente o suficiente só irmos lá.
— Então, o que vamos fazer? O capitão ainda não apareceu…
— Nós vamos trocar ele por ela. — Diz Hunter no surgindo no centro de controle da nave com Per Degaton . — Vai ser melhor do que matar esse garoto, afinal.
— Vai ser melhor que ela volte inteira, porque isso é sua culpa.— ele ameaça o britânico.
Na hora combinada eles saem da nave e encontram Savage e Dor Degaton com uma Sara forte, mas ferida. Ela se mantinha em pé e atenta apesar dos ferimentos.
— Aqui Savage e Sr. Degaton, eu tenho um novo acordo. Ela por ele. E pela nossa saída daqui em segurança.
— Não façam isso, não devemos negociar com os inimigos. — o garoto bradava.
— Nós aceitamos!— Dor diz e força Savage a entregar a canário ao mesmo passo que o filho ia até ele.
A partir daí, os fatos aconteceram rapidamente. Snart ajudou Lance a se mover mais rápido para dentro da nave e então saíram de lá o mais rápido que puderam até a zona temporal.
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Na enfermaria…
— Gideon, pode cuidar dos ferimentos da Sara?— Leo questionou torcendo para que a nave não estivesse muito danificada para isso mas…. estava. — Droga!
— Tudo bem, só um curativo deve resolver não é nada demais. — ela disse levantando em direção aos suprimentos médicos com dificuldade.
— Não. Senta aí, teimosa.— ele disse firme. — Eu quase morri com você, congelado nessa nave. — o rapas pegou uma cesta e pôs tudo o que precisaria dentro — Mas eu fiquei preocupado com você nas mãos de Savage.
O rapaz desce o zíper da roupa dela devagar e começa a limpar os ferimentos.
— Ai!— ela encolheu um pouco os ombros.
— Desculpe. — Snart disse e voltou a fazer o trabalho com mais cuidado.
— Porque você está aqui? — a loira perguntou.
— Pelo mesmo motivo que você. Esse inglês sem vergonha querendo transformar a gente em herois…
— Não nesta nave, comigo. Cuidando de mim, Leonard.
— Você quer discutir os meus sentimentos por você? — ele riu de canto.
— Leo… Eu só— ela foi interrompida.
— Eu acabei aqui. — Ele falou dos curativos prontos nas costas dela. — Agora bebe isso aqui. — ele entregou remédios a ela pra dor. — Esses são fortes. Você vai dormir como um bebê esta noite.
— Leonard? — a moça chamou para que ele voltasse toda a atenção dele pra ela. — Talvez devêssemos falar dos meus sentimentos.
— Sobre hoje e Savage?— ele puxou um banco e sentou ao lado dela.
— Meus sentimentos por você, idiota. — ele ouviu calado. ela esperou uma resposta. ele sorriu divertido.
— Então são nossos sentimentos, minha canário.— maroto,snart sorriu. — Acho que esses remédios são fortes demais, você deveria deitar na maca e dormir antes que diga que me ama.
— E porque eu não posso dizer? Uma assassina não pode amar um ladrão?— ela olha fixamente nos olhos claros do capitão frio.
— Uma assassina pode se arrepender de confessar os sentimentos assim.
— Eu não confessei nada, não ainda meu querido ladrão. — e deitou na maca . — Mas eu poderia dizer que te amo, seria tão ruim assim?
— Seria. — ela sente o coração acelerar e olha pra ele sonolenta pelo efeito dos remédios— O primeiro a confessar que te ama tem que ser eu, aprendi muito sobre ser sentimental ultimamente.
— Então confesse. — ela pediu em um sussurro fechando os olhos.
Ele percebeu que a loira tinha sucumbido aos remédios quando sua respiração se tornou mais pesada na maca da Waverider.
— Eu confesso. Eu te amo minha doce assassina. Minha Sara Lance. — e sorriu já que ela não estava acordada para escutar as palavras, mas sabia que teria outras chances para se declarar pra ela e certamente o faria.
