Actions

Work Header

Rating:
Archive Warning:
Category:
Fandoms:
Relationship:
Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Series:
Part 1 of What is your wish?
Stats:
Published:
2024-01-22
Words:
5,919
Chapters:
1/1
Comments:
7
Kudos:
30
Bookmarks:
2
Hits:
443

My Wish is You...

Summary:

Onde na Véspera de Natal, Riku recebe uma visita que muda totalmente o rumo da sua - até então - calma noite.

Notes:

olá pessoinhas que de alguma forma conseguiram chegar até essa história, bem vindos à minha querida yuriku, também conhecida como a primeira oneshot que eu escrevi na vida *aaaaaaaaaa* era pra ela ter saído no natal, mas eu acabei me enrolando e só consegui terminar por agora :((

de qualquer forma eu espero que gostem e se puderem comentem o que acharam!! por enquanto é isso e boa leitura!

ps: a história não está betada, então se tiver com algum erro por favor me avisem!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

 

24 de dezembro de 2023, Seoul, Coreia do Sul

 

RIKU JÁ HAVIA ORGANIZADO tudo que Sion havia anotado na lista de tarefas para aquele dia. Comprou os ingredientes para a ceia, encheu o pequeno apartamento com todas as decorações natalinas que encontrou nas lojinhas em que foi e até mesmo se atreveu a escolher os pares de meias que seriam colocados na árvore de Natal mais tarde.

O Maeda fazia tudo isso pelo período da manhã, enquanto Sion se ocupava em comprar os presentes para os convidados da festa – uma divisão de tarefas um tanto quanto injusta do ponto de vista do garoto. A ideia de fazer a comemoração na véspera de Natal havia sido do Oh, então por que não era ele que estava se matando agora para pendurar o pisca-pisca em cima da cortina? Se bem que Riku não estava tão a fim de enfrentar as filas enormes do shopping lotado em pleno 24 de dezembro.

Bem, pelo menos ele não teria que cozinhar já que aparentemente um outro amigo de Sion ficaria responsável por essa tarefa. Riku esperava que esse amigo fosse Daeyoung, porque o japonês nunca comera um Samgyeopsal tão bom desde que se mudou para a Coreia. 

Ao se dar conta de que seus pensamentos saíram de “tentar não cair da escada de estabilidade duvidosa” para “churrasco de carne de porco coreano”, Riku resolveu voltar o seu foco de antes e finalizar logo a decoração do apartamento. Quanto mais cedo terminasse, mais tempo ele teria para descansar antes da festa que estava por vir.

 

❆ . ❆ . ❆

 

O relógio já estava perto de marcar sete da noite, e até o momento, três convidados haviam chegado. Daeyoung foi o primeiro a aparecer – e Riku nunca agradeceu tanto por ver o Kim passando por aquela porta. Hoje ele com certeza comeria bem. 

Ryo e Sakuya, ambos primos e conhecidos da vizinhança, chegaram pouco tempo depois. Não demorou muito para que os mais novos começassem a correr pelo apartamento, tirando fotos em todos os cantos possíveis e gravando os challenges natalinos do momento. Sorte que o senhor ranzinza do andar de baixo estava viajando, ou então Riku e Sion teriam que ouvir poucas e boas durante a reunião dos moradores. 

Já Jungmin, vizinho dos garotos, havia mandado uma mensagem para os mais velhos informando que estava preso em Incheon, e aparentemente nenhum táxi estava disposto a levá-lo até a capital por conta de uma provável nevasca que estava vindo. O Lim estava bem triste e chateado consigo mesmo por ter que passar a véspera de Natal em uma pousada. Mas, ele disse que faria o possível para voltar e pegar seu presente pela manhã.

Voltando para o cenário atual, Sion e Daeyoung já estavam terminando a ceia, enquanto os três japoneses encerravam mais uma partida de Uno, com vitória para o Ryo, é claro. A essa altura do campeonato, Riku estava começando a achar que não apareceria mais ninguém, até que escutou a campainha tocando. 

– Riri, você atende por favor? Tô ajudando o Dae-ssi aqui – Escutou a voz do mais velho gritar da cozinha. Não bem gritar, já que Sion era quase incapaz de fazer isso até mesmo com uma mosca. 

– Claro, Sisi – respondeu, alto o bastante para que Sion ouvisse, rumando em direção a entrada do apartamento. No curto trajeto até lá, ele tentou pensar quem poderia ser o último convidado. Talvez fosse o primo de Sion, Minjae, ou então, o intercambista novato e bonitinho da sala deles, o Ryu. Seja lá quem fosse, a pessoa estava bem atrasada.

Quando abriu a porta, Riku se deparou com algo, ou melhor, com alguém, que fez sua respiração parar por alguns segundos. 

Era um garoto, um pouco mais baixo que si, com os cabelos em um tom claro, parecendo um vermelho desbotado. Talvez fosse rosa acinzentado? Na verdade, isso não importava no momento. Riku só conseguia focar em como o garoto a sua frente era lindo. Muito lindo.

– Boa noite – comprimentou o desconhecido. Seu tom de voz era baixo e um tanto quanto… doce de ouvir? – É o apartamento do Sion-hyung?

– Boa noite… – Riku nem ao menos percebeu que acabou respondendo o recém chegado em japonês – É… é aqui mesmo.

Ele estava vestido a caráter, assim como todos no apartamento e ele próprio. Com certeza Sion havia mandado o dress code para todos juntamente do convite. Uma touca de lã branco com enfeites natalinos cobria sua cabeça, fazendo um contraste com os fios rosados e levemente encaracolados. Usava um cachecol branco e um suéter de lã vermelho e verde. Nas pequenas mãozinhas desprovidas de luvas, ele carregava um pequeno pacote, possivelmente um presente. Foi nesse momento que Riku percebeu que estava observando-o demais. 

Quando voltou seu olhar para o rosto do mesmo, viu que suas bochechas estavam vermelhas, deduzindo que era por conta do frio que fazia do lado de fora – frio esse que ele só sentiu depois do tempo que deixou a porta aberta. O japonês também percebeu que o garoto evitava olhar para si. Talvez ele fosse tímido ou só estivesse com pressa de entrar e Riku estava justamente atrapalhando a passagem.

– Seja bem vindo – Voltou a dizer, finalmente. Dessa vez, lembrou de responder em coreano – E fique à vontade – completou, dando passagem para o menor finalmente entrar.

– Obrigado – respondeu timidamente, adentrando o pequeno apartamento. Foi impossível para Riku não sentir o perfume de jasmim do outro quando passou por si.

Céus, Riku, o que estava acontecendo?

Quando o desconhecido se afastou, ele finalmente soltou a respiração que nem ao menos sabia que estava prendendo, sentindo seu coração um pouco mais acelerado do que o normal. Que horror! Estava até parecendo um adolescente apaixonado. 

Mesmo já afastado, o japonês observou o recém chegado cumprimentando os outros meninos e sentando um pouco afastado no sofá, como se não quisesse incomodar os outros. Talvez ele não conhecesse ninguém além de Sion.

Sion-hyung… Ele quem convidou, então ele sabe quem ele é!

Riku aproveitou que Daeyoung tinha acabado de sair da cozinha e correu até o cômodo. Sion estranhou o surgimento repentino do Maeda, mas não perguntou nada.

Tentando fingir naturalidade, o japonês encheu um copo de suco e se virou para Sion, como se estivesse prestes a perguntar algo trivial sobre o tempo ou quando a ceia ficaria pronta. 

– Quem é o bonitinho? – disse em tom baixo, tentando a todo custo não olhar para o ruivinho. Sion nunca sabia disfarçar quando estavam falando de alguém próximo.

O mesmo fez uma expressão de confusão momentaneamente, tentando entender de quem Riku estava falando. Não demorou muito para que fizesse as contas e percebesse quem havia acabado de chegar.

– Ah, é o Yushi – respondeu, contendo um sorriso pequeno pela pergunta do amigo – Que bom que ele chegou. Ele é do Japão, igual você, sabia? – continuou sorrindo, enquanto cortava algumas rodelas de tomate.

Estranho.

– Yushi… – Riku repetiu o nome do garoto suavemente. Era bonito. Combinava com o dono.

Por um segundo, tanto Sion quanto Riku esqueceram o que estavam fazendo e prenderam o olhar no mais novo, que agora estava junto de Sakuya e Ryo. Possivelmente Sakuya estava inventando uma regra nova no Uno já que Yushi estava com uma expressão de confusão e um biquinho fofo nos lábios enquanto o mais novo falava sem parar. 

Riku já estava começando a achá-lo adorável.

– Da onde conhece ele? – perguntou, tentando não demonstrar muito interesse. Ele continuou segurando o copo de suco, mesmo sem beber um gole.

– Ele estuda com a gente – respondeu Sion, voltando a fazer a tarefa de antes. Já estava começando a ficar atrasado com a ceia e Daeyoung estava demorando para voltar, seja lá onde estivesse – É do nosso colégio – completou.

– Como é? – Olhou espantado para o amigo ao ouvir a resposta. 

Isso era com certeza impossível. Como aquele anjo em forma humana estudava com eles e ele próprio não sabia?

– Ele é de uma turma abaixo, entrou esse ano. Mas, sim, o Ushi estuda com a gente – explicou o Oh – Ele sempre vai aos treinos do time, inclusive.

Assim que terminou de falar, Sion acenou para o mais novo, que estava coincidentemente olhando para eles e timidamente correspondeu ao aceno. Foi impossível para Riku não perceber o que estava acontecendo. 

Ambos faziam parte do time de basquete do colégio, e apesar de Riku ser o capitão, quem chamava a atenção das pessoas era Sion. Ele era a estrela, a começar por ser considerado por quase todos o jogador mais bonito. Não era nada incomum para os dois receber várias e várias visitas durante os treinos, até daqueles que não sabiam ao menos uma regra de basquete. Todos iam para ver Oh Sion em ação – ou simplesmente fazendo nada também.

– Ah… Entendi – Era meio que óbvio o motivo da aparição de Yushi ali. Com certeza ele era mais um dos admiradores de Sion, que por sorte estava sendo correspondido. Foi por isso então que o amigo lhe pediu para comprar o visco. 

Riku sentiu-se murchar ao se dar conta da situação. Estava tão empolgado com a ideia de ter conhecido alguém, e no final das contas esse alguém já estava no radar do seu melhor amigo. 

Bem, pelo menos ele nem chegou a tentar algo. Seria melhor assim. 

– Se for assim, então boa sorte com ele, hyung!

Riku sorriu pequeno, um pouco desmotivado pela informação que acabou de receber. Ele não podia ficar cabisbaixo por um motivo assim, ainda mais na Véspera de Natal, então saiu logo da cozinha, mal dando tempo para Sion raciocinar o comentário do amigo.

– O quê?

 

❆ . ❆ . ❆

 

Para o desespero de Riku – e provável futura infelicidade de Sion – ele não conseguiu tirar Yushi da cabeça. Nem por um segundo sequer. Parecia que quanto mais ele tentava não pensar no mais novo, mais a imagem dele ficava presa na sua mente. 

Que culpa tinha? Além de lindo, Yushi estava se mostrando mais incrivelmente cativante a cada hora. Durante a ceia, foi tão educado, esperando todos terem se sentado para poder comer. Depois, se ofereceu para levar a louça de todos e ainda serviu a sobremesa e as bebidas. Tudo bem que ele quase derrubou toda a torta de morango em Riku quando foi servi-lo, mas o Maeda o achara tão fofo pedindo desculpas de forma envergonhada, que nem ao menos se incomodou.

Isso que eles mal haviam conversado naquela noite. Tirando o momento em que Yushi chegou e o incidente da torta, eles não trocaram nem dez palavras. Às vezes no jantar pediam para que o outro passasse um copo ou uma travessa, mas apenas isso.

Mais tarde, Sakuya acabou sugerindo um jogo em duplas. Óbvio que o destino não foi seu amigo e Yushi acabou fazendo par com Sion. Eles se davam bem juntos, e Yushi se mostrou bem mais aberto e interativo quando estava do lado do mais velho. E a cada vez que cruzavam o olhar, Riku percebia que havia uma conexão – muito diferente do que acontecia consigo, já que Yushi sempre desviava o olhar quando se encaravam. 

Com certeza a recepção que fez ao mais novo não tinha sido uma das melhores e talvez tenha causado uma má impressão no Tokuno. Também, quem iria gostar de alguém que assim que te conhece fica te encarando que nem um pedaço de carne? Não que Riku tenha encarado Yushi como um pedaço de carne, céus, que indecente ele seria se tivesse o feito. Ele só ficou um pouco… encantado demais?

Ele sabia que isso era besteira, até porque, tinham acabado de se conhecer – e Riku não era um dos mais adeptos ao conceito de paixão à primeira vista. Mas, mesmo assim, alguma coisa em Yushi despertou um certo interesse em Riku, interesse esse que ele estava tentando a todo custo impedir de crescer pelo bem da sua amizade com Sion.

Que belo presente de Natal que acabou recebendo…

 

❆ . ❆ . ❆

 

Patético. Completamente patético. Era isso que Riku estava pensando sobre si mesmo nesse momento.

Faltava alguns minutos para a meia-noite – 37 minutos, sendo mais específico. Todos já estavam esperando pela virada, mas Riku não deixou de notar quando um certo convidado aproveitou a distração dos outros para se afastar e ir até a sacada do apartamento.

Aquela era uma ótima oportunidade para poder ficar a sós com Yushi e conhecê-lo um pouco mais. Sion que lhe perdoe, mas ele precisava conversar logo com o Tokuno antes que ficasse louco.

Depois de ter tomado coragem para ir até o mais novo, ele tentou pensar em alguma forma de puxar assunto com o mesmo. Havia pegado uma caneca de chocolate quente na cozinha e ensaiado mil e uma frases para dizer a Yushi, mas no final das contas, simplesmente travou após chamar seu nome. 

E cá estava ele agora, encarando o ruivinho sem dizer uma palavra sequer enquanto o outro esperava ansioso – e um tanto quanto nervoso.

Yushi estava sentado em um dos banquinhos presentes na sacada do apartamento, que era parcialmente iluminada pela luz vinda da sala de estar. De onde estavam, tinham uma certa vista da vizinhança, atualmente cintilante graças às várias luzes de Natal. O vento do lado de fora balançava levemente seu o cabelo, e o presente que trouxe quando chegou estava no chão ao seu lado. 

Ele era realmente adorável. 

– Eu… eu te trouxe um chocolate quente – Foi o que Riku acabou dizendo no final das contas. Mais uma vez, patético. 

Antes que se enrolasse mais e desistisse do plano, o Maeda estendeu a caneca em direção ao garoto, que gentilmente aceitou, apesar de ainda estar um pouco confuso pela aparição repentina do mais velho.

– Ah, obrigado – Yushi sorriu pequeno pela gentileza do outro. Segurou forte a caneca vermelha, aproveitando para esquentar as mãos na porcelana quente. 

Um silêncio quase confortável permaneceu entre eles enquanto Yushi tomava um gole do achocolatado. Pela cara de satisfação do outro, Riku concluiu que acertou quando supôs que o menor gostava de doces. 

Vendo que não causou nenhum desconforto aparente no Tokuno com sua presença, Riku resolveu arriscar e sentou ao lado do garoto, em outro banquinho. Estava frio na sacada, e o Maeda segurou a tentadora vontade de se aproximar mais para poder sentir o calor do outro. 

– Tá fazendo o que aqui no canto sozinho? – Resolveu puxar assunto. Já que seu plano de preparar toda uma conversa havia ido por água abaixo, ele precisava improvisar agora. 

– Bateria social viciada – Soltou um riso antes de tomar um gole da bebida. Doce e quente do jeito que gostava – Nada contra os outros meninos, mas eu realmente não estou acostumado a ficar tanto tempo interagindo. E o que você está fazendo aqui? 

– Te fazendo companhia – respondeu sem pensar. Esperava que não tivesse soado com outro sentido, por mais que ele quisesse. 

A resposta, contudo, surpreendeu Yushi. Ele estava esperando que Riku dissesse que estava apenas lhe entregando o chocolate quente e que logo voltaria para dentro. Aquilo acabou fazendo com que o frio em seu estômago retornasse. 

– Com tantas outras pessoas na festa? Por que eu? – perguntou sem encarar Riku diretamente. Já estava sentindo suas bochechas esquentarem novamente. Só não sabia dizer se o motivo era mesmo o frio.

Riku suspirou pensativo, pendendo a cabeça para o lado antes de responder.

– Sion-hyung e Dae-ssi estão limpando a mesa e possivelmente vão limpar a cozinha também, Saku-chan e Ryo-chan estão vendo filme e não vão sair daquele sofá tão cedo. Então, por que não conversar um pouco com você? Pra nos conhecermos melhor.

Aquilo arrancou um pequeno sorriso involuntário de Yushi, que consequentemente aliviou o coração de Riku. Pelo visto não estava sendo inconveniente.

– Se for desse jeito então, eu aceito sua companhia – A voz do ruivo quase não saiu, sendo quase um sussurro – E mais uma vez, obrigado pelo chocolate quente.

Riku percebeu que Yushi estava esquentando as pequenas mãozinhas na caneca que havia lhe entregado. Sentiu-se mal por apenas ele estar usando luvas, então discretamente resolveu tirá-las, deixando com que suas mãos entrassem em contato com o gelado ar de Seoul em dezembro. Deveria ter pegado um chocolate quente também.

Não querendo prolongar muito o silêncio, Riku voltou a falar:

– Qual o seu motivo? – perguntou, dessa vez em japonês. 

– O quê? – Apesar da confusão pela pergunta repentina, Yushi questionou o outro também em japonês. No fundo, ele se sentiu aliviado por não ter que gastar seu coreano agora, principalmente porque o frio sempre fazia com que não pensasse direito nas palavras. 

– Todos que Sion-hyung convidou hoje tem um motivo para não estarem com os parentes hoje. A família de Daeyoung viajou e não puderam levá-lo junto, e tanto a de Ryo quanto a de Sakuya comemoram só amanhã pela manhã – explicou o contexto de sua pergunta – Então, por qual motivo você aceitou o convite do hyung? – Voltou a questionar, dessa vez, sorrindo pequeno para o mais novo. No fundo, Riku estava cruzando os dedos para que a resposta não fosse simplesmente “porque foi o Sion-hyung que me chamou”.

– Ah, bem… – Yushi pareceu pensar bem na resposta, e suas bochechas momentaneamente ficaram coradas novamente – Meus pais moram no Japão, então eu moro sozinho aqui. Quer dizer, não totalmente sozinho. Eu divido um apartamento com um colega, mas ele viajou essa semana, então não tinha ninguém pra comemorar…

A resposta surpreendeu Riku, que deixou sua surpresa transparecer em seu rosto. Era exatamente o mesmo caso que o seu. Talvez ele e Yushi tivessem mais coisas em comum do que imaginava. 

– Olha só, o nosso motivo é o mesmo! – comentou feliz pela coincidência que agora tinha com o outro – E da onde você é? Digo, de qual lugar do Japão? – Riku precisava maneirar nas perguntas. Já estava começando a parecer um interrogatório.

– Tóquio, e você? – Só pela entonação da resposta, o Maeda pôde perceber que Yushi estava se soltando mais. 

– Um garoto da cidade grande, olha só. Eu sou de Fukui, pelo menos foi onde eu cresci – respondeu, sem prolongar muito no assunto. Ele não entraria agora em detalhes sobre a diferença entre a cidade em que nasceu e a que cresceu.

– Notei pelo seu sotaque. Sempre quis visitar lá. Dizem que o festival de hanami de lá é um dos mais bonitos do país.

Não tão bonito quanto vo- Ah não… Sério mesmo, Riku? De tantas coisas pra pensar e você pensou na resposta mais clichê e cringe do mundo?

Estava realmente começando a ficar doido. 

– Realmente é. Fui poucas vezes, mas é realmente lindo – Voltou a dizer, fingindo naturalidade como se não tivesse se perdido em seus pensamentos pela milésima vez no dia – Quem sabe nas próximas férias, se você estiver livre, talvez eu te leve pra ver as lindas flores de cerejeira de Fukui.

– Parece até que está me chamando para um encontro – Yushi riu nasalado ao responder, tomando mais um gole do chocolate quente. 

– E se eu estivesse? – perguntou, olhando diretamente nos olhos de Yushi, este que quase engasgou e sentiu seu corpo arrepiar pela intensidade do olhar do outro. E Riku notou sua reação.

Droga, Riku!

– Desculpa, e-eu falei sem pensar – respondeu quase que num murmuro. Sabia que tinha soado direto demais, e mesmo que falasse de brincadeira, ainda não tinha intimidade com o mais novo para brincar desse jeito. Agora era o Maeda que queria enfiar a cabeça num buraco.

– Tá tudo bem – Yushi mordeu a parte interna da bochecha antes de continuar – Deve ter sido força do hábito, não é? – disse, tentando não ligar tanto para sua própria fala.

Riku franziu a testa com a resposta de Yushi, mas logo entendeu o que o outro quis dizer. E se sentiu pior ainda por isso. Do mesmo jeito que Sion era conhecido como a estrela do time, Riku era conhecido pelas suas cantadas e pela mania de flertar com todos.

Então Yushi sabia da sua fama…

– Isso… força do hábito – Sua voz por pouco não morreu antes de terminar de falar. Estava se sentindo péssimo por Yushi agora ter essa imagem de si.

Diferentemente de antes, um silêncio constrangedor permaneceu entre os dois. Yushi focou em terminar o chocolate quente enquanto Riku se martirizava por não ter pensado antes de falar. Ele ainda estava imerso em seus pensamentos quando Yushi desceu no banquinho e se sentou no chão, dando um tapinha ao seu lado como se convidasse Riku para sentar ali. Pelo olhar que lançou ao Maeda, realmente estava convidando-o.

Riku não pensou duas vezes antes de fazê-lo, tentando não soar desesperado, claro. 

Quando já estavam um do lado do outro, Yushi voltou a falar: 

– Aliás, me desculpa por mais cedo no jantar. A sobremesa, digo.

– Ah, eu nem tava lembrando disso. Até que foi bom, sabe? Aquele suéter que eu estava antes tinha cheiro de guardado. Sion-chan ficou mais preocupado do que eu no final das contas. Tenho certeza que é porque ele achou que não sobraria sobremesa pra ele – disse rindo ao se lembrar do desespero do mais velho na hora. Aquilo arrancou uma risada de Yushi também e o coração de Riku quase parou com isso.

Ambos olharam para o Oh ao mesmo tempo, que estava correndo de um lado pro outro, terminando de arrumar a mesa e ajeitando o mesmo enfeite na árvore pela terceira vez nos últimos cinco minutos. 

– Sion-kun está ansioso hoje, não é? Eu nunca o vi correndo tanto assim – Yushi comentou após reparar na pressa do atual loiro. 

– Não vou julgá-lo. Ele quer que tudo seja perfeito já que é o primeiro Natal que está passando sozinho. Quer dizer, sem os pais dele – corrigiu-se.

– Eles morreram? – questionou o ruivo, receoso, com medo de que fosse um tópico sensível. Pela expressão de Riku, aparentemente não era. 

– Com todo respeito, mas quem dera. Os pais do hyung são horríveis, as piores pessoas que já conheci. Eu não ficaria surpreso se aqueles dois odiassem ele sem motivo. Eu nunca gostei de ir à casa dele exatamente por causa dos comentários medíocres e pela grosseria deles. Assim que o hyung fez 18, ele saiu de casa, e como estava precisando de um lugar para ficar, eu o chamei pra morar comigo. Estava precisando de companhia mesmo – Deu de ombros, como se não fosse nada.

– Oh, então o apartamento é seu? – perguntou surpreso. Sion não lhe falara isso. 

– Sim, mas meus pais que pagam o aluguel já que meu mísero emprego de meio período não é o suficiente pra pagar tudo. Mas mesmo assim, Sion-hyung e eu dividimos as outras despesas – Riku percebeu que o olhar do outro se prendeu na sala, com um certo brilho de encanto, apesar da pouca visão que tinham do cômodo – Você gostou?

– Eu adorei! Ele é bem maior que o meu pra falar a verdade. E a decoração está incrível! – disse genuinamente animado. Aquilo fez o ego de Riku aumentar um pouquinho.

– Então você está convidado para vir aqui quando quiser, caro Yuyu – Sua pose confiante ao dizer isso caiu ao ver os brilhantes olhos de Yushi encarando-lhe – O-o Hyung vai adorar te ver aqui. Sion-hyung, quero dizer.

– Oh…

Sabia que Yushi havia entendido errado o que dissera. Até ele acharia que estava dizendo que apenas Sion gostaria de vê-lo no apartamento. Droga de novo, Riku! Dessa vez, nem tentou se explicar porque sabia que acabaria tornando a situação pior. 

Com medo de que criasse um clima ruim de novo, Riku coçou a garganta antes de voltar a falar:

– E como vocês se conheceram? – Indicou a cabeça para Sion. Achou melhor mudar logo de assunto, e Yushi pareceu perceber também.

– Sion-kun está na mesma turma de dança que eu.

– Você? Na turma de dança? – Aquilo pegou Riku de surpresa. Além de bonito, ele também sabia dançar?

– Parece tão absurdo assim? – perguntou, rindo nasalado. Foi a primeira vez nos últimos minutos que Yushi voltou a desviar do olhar do Maeda.

– Não, é que… Você parece tão quieto e tímido, não consigo te imaginar dançando na frente de um monte de gente.

Yushi sorriu com o comentário do Riku. Não era a primeira vez que escutava algo do tipo, mas ele não tirava a razão dele. Essa era a primeira impressão que normalmente deixava nas pessoas.

– Dançar é a minha forma de me expressar – respondeu enquanto fechava os olhos – Eu não sou bom com palavras, e desde que vim para Coreia, eu quis aprimorar ainda mais a minha dança já que ainda tenho um pouco de dificuldade com o coreano. E sobre isso, o Hyung me ajudou muito. Na verdade, ele ainda ajuda.

Yushi voltou a abrir os olhos e Riku percebeu que sempre que falavam de Sion, o ruivo sentia-se mais à vontade.

– Você deve gostar bastante dele, não é? – Perguntar aquilo doeu um pouco mais do que deveria.

– Gosto – Sorriu pequeno ao responder – Sinto que tenho uma dívida por tudo que Sion-kun já fez por mim. Desde me ajudar na adaptação na Coreia até me chamar pra cá hoje. Como eu não gostaria dele depois disso tudo? – perguntou, de forma mais retórica do que sendo uma pergunta propriamente dito. Ele só não entendeu porque Riku pareceu tão pensativo com isso – Oh, já vai dar 00:00…

Aquilo arrancou Riku de seus pensamentos, que rapidamente olhou para o relógio que ficava na parede da sala. Quando voltou a olhar para Yushi, viu que ele estava segurando o mesmo presente de antes. Ele deduziu que fosse para Sion. 

Naquele momento, a realidade bateu em si. Sentiu seu estômago afundar ao lembrar que Yushi supostamente gostava de seu melhor amigo e que talvez ter tentado se aproximar não tenha sido uma ideia tão boa. Estava tendo um conflito interno no momento, que consistia basicamente em continuar sendo amigo de Yushi ou se afastar totalmente. Não sabia qual das duas opções lhe deixaria mais doido.

Quando estava prestes a sugerir que Yushi fosse logo entregar o presente para Sion antes que desse meia-noite, o mesmo voltou a falar: 

– Eu... comprei pra você – Depois de ter juntado toda a coragem do mundo e ter ensaiado o que diria mentalmente, ele ainda foi capaz de gaguejar.

– Pra mim? – perguntou Riku, genuinamente surpreso e recebeu um aceno leve como resposta. O Yushi tímido havia voltado – Posso abrir? – Pegou o presente que estava sendo estendido para si, e suas mãos se tocaram por alguns segundos no processo. Mais uma vez, recebeu apenas um acenar tímido como resposta.

Riku segurava com toda delicadeza do mundo, já sentindo algumas borboletas no estômago por estar recebendo algo do ruivo. Enquanto isso, Yushi mordia levemente os lábios, ansioso pela reação do mais velho.

Ao desembrulhar o presente, Riku viu que se tratava de uma pequena caixa e ele logo reconheceu a marca. Era de uma bijuteria famosa que ficava no shopping perto do colégio dos garotos. Ansioso para saber do que se tratava, o mais velho logo abriu a caixa e deixou uma expressão de surpresa aparecer em seu rosto. 

Era um bracelete, daqueles no estilo berloque, decorado com vários pingentes. Riku adorava braceletes. 

Ele estava encantado, vendo cada um dos detalhes com um sorriso bobo no rosto, gostando principalmente do maior pingente, que era em formato de uma bola de basquete. Sentiu uma impressão na parte de trás do mesmo, e curioso sobre o que havia ali, ele o virou e mais uma vez se surpreendeu. 

Estava entalhado o número 03, o número de Riku no time.

Era impossível Yushi ter comprado aquilo em qualquer lojinha. Ele com certeza havia encomendado. Mas, como e por que ele havia encomendado aquele presente sendo que eles nem ao menos se conheciam até àquela noite? Sua mente estava a mil por hora agora, mas ele só conseguia reparar em como seu coração voltara a bater mais rápido.

– Você gostou? – apesar do sorriso do moreno, Yushi não sabia dizer se aquilo era bom ou não. E a demora pela resposta estava lhe matando. 

– Se eu gostei? Yushi, eu nem sei como te agradecer – O sorriso genuíno que apareceu nos lábios do Riku enquanto falava provava que estava sendo sincero – Esse deve ser o melhor presente de natal que eu já recebi. Obrigado, Yu, de verdade.

Sem nem pensar antes, Riku deixou o presente do seu lado e abraçou Yushi, que apesar do susto, logo retribuiu. O mais velho aproveitou a situação para enterrar o rosto no pescoço do menor, tendo o perfume de jasmim já preenchendo suas narinas. Riku abraçava o pescoço de Yushi, que, sem jeito, deixou as mãos repousarem perto da cintura do Maeda. Ambos permaneceram daquela forma por um tempo, sentindo o coração do outro batendo rápido em seus peitos. Estavam tão bem ali, aquecendo-se com o calor do outro que poderiam ficar daquele jeito pelo resto da noite, mesmo que o Tokuno estivesse a um passo de explodir agora.

– Eu sei que é estranho, mas eu realmente queria te entregar isso há um tempo – Sua voz soou meio abafada por ainda estar com o rosto pressionado contra Riku.

Com a fala de Yushi, um clique na mente do Maeda fez com que percebesse o que de fato estava acontecendo. As bochechas vermelhas quando se conheceram, os olhares desviados, a timidez, o presente… Yushi não gostava de Sion, mas sim de…

– Riku-chan! – Yushi acabou falando um pouco mais alto, soltando do abraço e encarando Riku com os olhos levemente arregalados – E-eu… Eu quero te contar uma coisa – Faltava pouco para dizer o que queria, mas no final, sua vergonha acabou falando mais alto, e ele acabou desistindo. Yushi suspirou – Deixa pra lá…

Enquanto procurava qualquer outro lugar para olhar que não fosse o rosto de Riku, seus olhos se direcionaram então a outra coisa, algo que estava acima dos dois. O brilho do mais novo havia mudado, e curioso, Riku seguiu seu olhar.

Eles estavam debaixo do visco. 

Que conveniente.

Uma ideia acabou passando pela mente de Riku, que teve que conter um sorriso para não parecer um maluco. Se bem que ele estava anestesiado demais com a descoberta que acabara de fazer para evitar sorrir como o bobo apaixonado. 

Para ter certeza de que a sua hipótese estava certa, ele resolveu colocar sua ideia em ação.

– Yushi, eu também tenho um presente para você – disse, com a voz agora baixa e terna, tendo um sorriso ladino nos lábios. Esse mesmo sorriso fez um arrepio percorrer o corpo do Tokuno.

–  Vo-você tem? – Por mais que estivesse tentando se manter calmo agora, Yushi estava fracassando miseravelmente em sua missão e continuou a olhar para qualquer outro lugar que não fosse o rosto do garoto ao seu lado. 

Ele não queria se mostrar tão nervoso e planejava manter o contato visual com o outro como antes, mas a essa altura do campeonato estava sendo quase impossível, ainda mais vendo como o olhar de Riku para si havia mudado. Ele também estava começando a se aproximar demais…

–  Uhum, mas eu preciso que você olhe para mim para que eu te entregue – O corpo de Yushi gelou ao sentir o Maeda segurar levemente em seu queixo, fazendo com que olhasse para ele – Consegue fazer isso? – Ele podia estar louco, mas tivera a impressão de que Riku olhara para seus lábios por um segundo. O que estava acontecendo? 

Sem conseguir raciocinar direito pela aproximação constante de Riku, Yushi apenas concordou com a cabeça. Aquele era o sinal verde que o moreno precisava. 

Foi então que aconteceu. Riku diminuiu a distância que existia entre eles e selou seus lábios com os de Yushi. Foi um contato simples e quase curto, mas o suficiente para fazer com que uma corrente elétrica percorresse o corpo de ambos.

Riku lentamente se afastou de Yushi, com um pequeno sorriso no rosto, apenas para observar a reação do outro.

Yushi estava completamente anestesiado. Sua respiração estava acelerada e seus olhos arregalados corriam pelo rosto do Maeda tentando entender o que havia acontecido. Tentava falar algo, mas simplesmente não conseguia.

– Feliz Natal, Yu-chan – Riku disse baixo, encostando suas testas e esperando agora pela resposta do ruivo.

Deu um pouco mais de espaço para Yushi, que não pensou duas vezes antes de diminuir a distância entre os dois novamente e voltar a beijar os lábios de Riku. O beijo era lento e um pouco atrapalhado, devido ao nervosismo do mais novo, mas como Riku acabou percebendo, decidiu acalmar o menor, segurando delicadamente em seu rosto e fazendo um carinho singelo nas bochechas rosadas.

As mãos de Yushi rumaram para a nuca de Riku, enquanto a livre do mais velho rumou até sua cintura para trazê-lo mais pra perto – se é que isso era possível.

Tanto o Maeda quanto o Tokuno estavam imersos um no outro. Nenhum dos dois acreditava que aquilo estava mesmo acontecendo, mas à medida que o beijo continuava, sentiam menos vontade de sair daquele momento. Assim como aconteceu quando se abraçaram antes, eles sentiram que poderiam continuar ali pelo restante da noite. 

Isso até que ouviram alguém pigarreando atrás deles, fazendo com que ambos se assustassem com a presença repentina – Yushi mais do que Riku. Quando olharam em direção ao som, tiveram uma bela surpresa.

– Será que os dois pombinhos terminaram ou vão querer um pouco mais de privacidade? – Era Sion, que inconveniente estava acompanhado de todos os outros meninos. Todos com um sorriso sapeca no rosto, em especial, o Oh. Eles estavam ali a quanto tempo?

Hyung, sabia que isso não foi nada elegante da sua parte? – Riku suspirou cansado. Não era possível que haviam sido interrompidos justo agora.

– Que vergonha… –  Yushi disse baixo, escondendo o rosto no peito de Riku. 

– A gente deixou eles constrangidos, Si. Eu disse que era melhor tê-los deixado a sós – Daeyoung como sempre sensato, pelo menos para o Maeda.

– Quem mandou ficarem se pegando na minha varanda? – Sion respondeu o Kim como se fosse óbvio.

– Nossa varanda, hyung. – corrigiu Riku, fazendo um carinho nos cabelos de Yushi. Os meninos não deixaram de perceber e seguraram os sorrisinhos que queriam soltar – Agora que já viram o que queriam, por que vocês não vão abrir os presentes, hein? – O moreno sorriu fechado, tentando manter a calma e não xingar todos por continuarem a ser inconvenientes.

– Beleza, só não demorem muito, ouviram? – Sion avisou, fazendo um sinal com os dedos de que estaria de olho nos dois.

– Tá bom, papai  – Riku revirou os olhos antes de fazer um sinal mudo para que fossem embora logo. Ryo foi o último a sair, murmurando um “Fighting” para o Maeda. Aqueles quatro estariam fritos amanhã de manhã.

Mesmo após ficaram a sós novamente, Yushi continuou com a cabeça abaixada. E nem foi preciso dizer como o Maeda achou isso adorável

– Hey, Yu – chamou pelo mais novo, levantando delicadamente seu queixo para logo em seguida distribuir vários selares no rosto de Yushi –  Os chatos já foram – riu nasalado ao ver o estado do outro.

O rosto do mais novo estava completamente vermelho e quente, e nem ao menos ele sabia se era de vergonha ou pelo beijo. Céus, ele havia mesmo beijado Riku…

– Eles não vão deixar a gente esquecer disso, não é? – Mesmo estando envergonhado, os beijos que recebia pelo rosto faziam com que não focasse tanto nisso. 

–  Não mesmo. Mas, quer saber de uma coisa? Eu não me importo, até porque, eu não quero esquecer – disse a última parte um pouco mais baixo e segurou a pequena mão que estava repousada em seu colo, entrelaçando seus dedos com os de Yushi. Aquilo aqueceu ainda mais o coração do outro.

– Nem eu – respondeu baixo, com um pequeno sorriso de felicidade, mesmo que estivesse desacreditado sobre tudo o que aconteceu.

Riku voltou a se aproximar novamente de Yushi, dessa vez, com o mesmo sorriso ladino de antes.

– E então, onde paramos?

Notes:

ninguém ama mais os yuriku do que eu aaaaaa!!! e aí gostaram?? se sim me deixem saber por favorzinho, vai me fazer muito feliz :((

é isso e beijos da cherry ♡

Series this work belongs to: