Actions

Work Header

Imprinting

Summary:

Uma eternidade pareceu se estender sobre eles, até que Ray finalmente partiu os lábios para falar.

“Não é nada mau, mesmo,” disse.

E era o timbre mais belo que Sand tinha ouvido na vida. Belo, melancólico e o marco cabal de um elo que Sand jamais pensou que formaria com alguém, principalmente com um estranho: um imprinting.

Notes:

Regras deste universo ABO:
- Relacionamentos entre Alfa x Alfa, Omega x Omega, e Beta x Omega/Alfa são basicamente impossíveis, pois não é possível formar uma marca (daí a brincadeira durante o diálogo na cafeteria);
- O elo da "marca" pode ser desfeito através de tratamento médico;
- Um imprinting é um elo forte e raro, mas não significa que o casal deve ficar junto. Porém, se os dois formarem a marca, ela não poderá ser desfeita. Portanto, imprinting é meio que um tabu;
- Genes dominantes são raros e apreciados, mas não existe uma hierarquia definida quanto a isso (alguns acham grande coisa, e alguns acham besteira);
- Não existe uma hierarquia de gêneros (Alfas não são superiores a ninguém);
- Hierarquias sociais baseadas em poder político e econômico se mantêm (Capitalismo, meu povo).

Agradecimentos a amigues que leram e opinaram enquanto eu produzia 🧡✨

Chapter 1: Mito de Aristófanes

Summary:

“Enfim,” Yok pescou a atenção de Sand de volta à conversa, “Se está mesmo interessado em saber, por que não pergunta diretamente?”

“E quem disse que eu tô interessado?” Sand refutou.

“Você não para de olhar pra ele.”

Sand bufou.

“Todo mundo tá olhando pra ele,” apontou o óbvio.

Yok deu de ombros pela última vez antes de se levantar com sua bandeja vazia em mãos —um perfeito contraste com a de Sand, que curiosamente mal havia comido.

“Não como você, amigo,” Yok sublinhou.

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

“Que cheiro é esse?”

“Feromônios?”

Era o início do semestre. Os calouros de cada departamento estavam alinhados no pátio da universidade para a cerimônia de boas-vindas, e o falatório se alastrava pelo ambiente aberto. Sand revirou os olhos. As vozes eram tão nítidas que já não fazia mais sentido as pessoas cochicharem. Era ridículo até mesmo no modo como alguns betas inalavam audivelmente por suas narinas tentando identificar algum odor diferente no ar —o que lhes era categoricamente impossível.

Sem que fizesse nenhum esforço, porém, Sand podia sentir o tal aroma. Era pouco doce, quase acre, mas certamente pertencia a um ômega. Cheirava diferente de qualquer outro feromônio que Sand já tivesse sentido.

Ele inconscientemente virou-se na direção de onde o aroma vinha, notando uma figura em roupas casuais e rodeada de mais três indivíduos que, aparentemente, tentavam bloquear a vista alheia enquanto escoltavam a pessoa em questão até o lavabo mais próximo. Sand não viu mais que um relance de cabelos negros, mas sentiu seus antebraços expostos se arrepiarem.

 

. . .

 

“O nome dele é Ray Pakorn,” Yok proveu, do outro lado da mesa.

Provavelmente tinha notado que Sand espiava um certo ômega em uma mesa a alguns metros de distância dali —não que ele tivesse feito questão de disfarçar.

Yok o encarou por mais um momento, analisando sua expressão fajuta de desinteresse, e riu pelas narinas, revirando os olhos.

“Fizemos o ensino médio na mesma escola. Não na mesma turma, é claro,” Yok continuou casualmente. “Ele e eu somos de ligas diferentes.”

“E?”

Yok deu de ombros, tomando um gole de seu smoothie.

“Aconteceu alguma parada com ele durante o segundo ano,” recontou. “Dizem que surtou e cortou as próprias glândulas.”

Sand franziu o cenho ao ouvir isso.

“Por que alguém faria isso?” Indagou, pouco convencido.

Yok deu de ombros novamente.

“Sei lá. Havia vários rumores,” pausou novamente para tomar seu smoothie. Então pegou uma batata frita da bandeja de Sand e apontou na direção da mesa em que estava o ômega em questão. “Tá vendo aquele cara de óculos?”

Sand olhou discretamente e assentiu para que Yok continuasse.

“Dizem que foi porque se apaixonou por ele.”

Sand franziu o nariz, levemente insatisfeito —mais até do que deveria.

“Mas ele é um ômega também,” frisou.

“Ei, eu não tenho culpa se as pessoas adoram criar fanfics com esse tipo de coisa!” Yok se defendeu, exasperade —e foi a vez de Sand revirar os olhos. “Bom, mas é verdade que algo aconteceu com as glândulas dele. Digo… Olha só pra ele.”

E Sand já estava olhando. Não conseguia parar de olhar para o ômega desde que tinha adentrado a cafeteria da universidade.

“Tudo nele grita ‘dominante’,” Yok acrescentou.

Ray Pakorn era bem mais alto que a maioria dos ômegas —era cerca de apenas uma cabeça mais baixo que Sand, um alfa dominante. Além disso, a delicadeza e beleza de seus traços físicos, que mais faziam-no parecer um personagem de webcomics, eram muito superiores à beleza padrão, já atrativa e comum aos ômegas. E também o aroma refinado de seus feromônios.

“Não é comum que um ômega como ele tenha descontrole hormonal, ainda mais na nossa idade,” Yok concluiu.

Sand assentiu em concordância. Pelo que pôde identificar nos feromônios de Ray, mais cedo, o ômega não estava em seu ciclo. E no momento, mesmo com a interferência dos supressores, Sand ainda conseguia sentir o cheiro de Ray suavemente pairando no ar. Era como um jovem ômega em seu primeiro dia de aula após ter recém-apresentado seu subgênero —apreensivo; ansioso; timorato.

“Enfim,” Yok pescou a atenção de Sand de volta à conversa, “Se está mesmo interessado em saber, por que não pergunta diretamente?”

“E quem disse que eu tô interessado?” Sand refutou.

“Você não para de olhar pra ele.”

Sand bufou.

“Todo mundo tá olhando pra ele,” apontou o óbvio.

Yok deu de ombros pela última vez antes de se levantar com sua bandeja vazia em mãos —um perfeito contraste com a de Sand, que curiosamente mal havia comido.

“Não como você, amigo,” Yok sublinhou.

 

. . .

 

Um trimestre inteiro se passou, mas na percepção de Sand parecia ser um semestre e meio.

Faz História da Música, Sand —eles disseram”, murmurou em voz teatral e anasalada com o rosto escorado em uma pilha de livros sobre a mesa. “ Vai ser legal —eles disseram. ‘Você leva jeito!’

Yok e Nick riram do outro lado da mesa, mas suas feições estavam tão mórbidas quanto a do músico. Enormes olheiras adornavam os olhos do trio, em combinação com tocos de barba aparentes —por parte de Sand e Nick— e uma palidez quase cadavérica. As mãos de Yok, antes muito bem manicuradas, estavam completamente roídas em volta de alguns dedos —mais ou menos como a maioria das tampas de caneta de Sand.

“Veja pelo lado bom,” disse Yok. “Pelo menos você pode compor uma serenata pro seu crush .”

“...Não acho que ele precise ser formado pra escrever uma serenata,” Nick ponderou inocentemente com a cabeça inclinada para o lado —e merecidamente recebendo um pontapé de Yok por baixo da mesa.

Sand apenas fechou os olhos e ignorou a piada sem graça de Yok. Porém, sentiu um cheiro familiar no ar e sentou-se abruptamente, olhando na direção do corredor através do vidro da pequena sala onde ele e os amigos decidiram se reunir na biblioteca do campus.

Ray Pakorn e seu trio de amigos passaram por ali, e Sand respirou fundo inconscientemente, inalando o aroma do ômega.

Yok e Nick se entreolharam, não mais impressionados com a reação de Sand —coisas similares já tinham acontecido outras vezes naquele período de três meses.

O silêncio se estendeu entre os três e Sand apenas suspirou e endireitou-se em seu assento, voltando a atenção para o livro que estava lendo —ou tentando ler— anteriormente.

Nick, por outro lado, limpou a garganta caricata e audivelmente, provocando uma carranca no semblante de Sand.

“O quê?” O alfa praticamente rosnou.

Apesar de ser um beta, Nick instintivamente esticou o pescoço e encolheu-se em seu assento.

“Nada,” disse, fino.

Yok continuava rabiscando notas musicais em uma folha avulsa de sulfite. Os sons de seu grafite arranhando a superfície do papel parecendo subitamente aplificados aos ouvidos de Sand em uma frequência irritante, e de algum modo o alfa podia jurar que era proposital.

Um excruciante momento depois, Sand fechou o livro com um baque alto, causando um sobressalto em Nick e um sorriso ladino nos lábios de Yok, que manteve o olhar no papel que rabiscava.

“Fala logo o que quer dizer,” Sand rosnou, finalmente sem paciência.

Yok mordeu a ponta da língua para segurar o riso e ergueu o olhar de encontro ao do alfa, cujas íris começavam a morfar para uma coloração âmbar —a prova irrefutável do gene dominante de Sand.

“Nada,” Yok imitou a resposta de Nick, e por um momento quase conseguiu ver a fumaça saindo das orelhas do alfa.

Sentiu vontade de rir novamente, mas se recompôs e expôs o pescoço em forma de submissão para aplacar o rompante do amigo —e talvez para suavizar a afronta de suas próximas palavras.

“Só acho que, pra quem não tá interessado, você se afeta demais com a presença dele,” Yok formulou calmamente.

Sand sabia que havia lógica no que Yok dizia, mas isso apenas o frustrava ainda mais. Ele mesmo não sabia explicar o motivo de reagir tão fortemente aos feromônios de Ray, os quais ninguém mais parecia perceber exceto o próprio Sand.

Depois do ocorrido na cerimônia de boas-vindas, não houve mais nenhum comentário sobre algum aroma estranho no ar. Porém, Sand ainda conseguia sentir. Não importava onde, Sand conseguia notar a presença de Ray, mesmo sob os bloqueadores que o ômega ocasionalmente usava.

O único erro de Sand foi perguntar se Yok conseguia sentir o aroma também, o que tornou Yok mais insistente em suas insinuações sobre um suposto interesse da parte de Sand em relação a Ray. E sim, Sand tinha algum interesse —ao menos isso ele tinha que admitir. Mas o que ele sabia sobre Ray? Eles não estavam matriculados no mesmo curso e não compartilhavam uma cadeira sequer. Era provável que nem mesmo gostassem de coisas similares. Sand e os amigos eram muito diferentes de Ray e o grupo de amigos dele. Até onde Sand sabia, a única coisa que ele e Ray tinham em comum eram seus genes dominantes. E ainda assim—

“Não vou ser só mais um alfa aos pés dele,” disse numa voz profunda e confiante, apenas para no segundo seguinte ser atingido em cheio na cabeça pelo livro que Yok tinha surrupiado de Nick.

“Acha que estamos em um romance de harém? Idiota,” Yok retrucou, estalando a língua em desgosto. A submissão de um momento atrás completamente escoando por alguns segundos antes delu se recompor, devolvendo o livro a Nick —que tinha os olhos um pouco arregalados.

“E você é o único alfa que olha pra ele,” Nick corajosamente acrescentou.

Sand sibilou, coçando a cabeça onde a pancada de Yok tinha atingido. Em seguida abriu o próprio livro de volta no segmento que deveria estudar, mas foi novamente interrompido —desta vez pela mão de Yok, teimosamente repousando sobre a página.

“Eu convidei ele e os amigos pra sua apresentação de hoje, no YOLO,” Yok comunicou.

“Você o quê?!” Sand vociferou. Os olhos completamente âmbar —e Nick quase se escondeu debaixo da mesa por impulso.

Yok, por outro lado, apenas deu de ombros e recolheu a própria mão, soprando algum pó inexistente em suas unhas.

“Pode me agradecer depois,” disse.

Sand rosnou e enterrou o rosto no livro novamente.

 

. . .

 

Sand estava concluindo seu repertório daquela noite no bar. Seus olhos procuraram Yok na aglomeração de pessoas na pista de dança só para ver a expressão de contentamento no rosto dx amigue ao ouvir Sand e a banda tocarem uma música da Banda Micro —que não tinha lá muitos fãs na faixa etária deles.

Para sua surpresa, Yok não era a única pessoa vibrando com aquela música. Ray Pakorn estava bem ao lado de Yok e seus lábios moviam-se em sincronia perfeita com os de Sand, entoando a letra da música enquanto dançava sozinho em frente ao palco, ocasionalmente erguendo os braços para aplaudir e agitar entre um verso e outro.

Ray parecia feliz, e isso inexplicavelmente fez o coração de Sand estremecer como as cordas tensas de sua guitarra. Talvez por isso ele tenha prolongado um pouco mais aquela apresentação, absorvendo para si a animação do ômega e convertendo-a em música para envolver o restante da galera em uma vibe cíclica.

Quando a música terminou, Sand sentia-se um pouco atordoado, como se estivesse voltando do embargo de algum entorpecente. Ele guardou a guitarra de volta na case enquanto seus olhos seguiam Ray e Yok, que subitamente começaram a se mover multidão adentro.

O músico deixou sua guitarra junto aos outros instrumentos da banda e seguiu na direção onde os dois tinham desaparecido, cruzando a aglomeração até avistar Yok adentrando o lavabo do bar que era destinado a ômegas.

Antes mesmo de se aproximar do sanitário, Sand já conseguia sentir o aroma forte dos feromônios de Ray invadirem suas narinas. Havia uma mistura de angústia e medo que fazia os instintos de Sand gritarem para que resgatasse o ômega.

“Yok?” O músico berrou logo que chegou à entrada do lavabo.

Yok logo emergiu, parecendo aflite, mas ao mesmo tempo aliviade em ver Sand.

“Cadê ele?” O músico não pôde evitar de inquirir.

Esperava ouvir alguma retórica boba sobre o nervosismo visível em sua voz, mas Yok parecia preocupade demais para isso e se aproximou de Sand para falar melhor sob o som da música eletrônica que tinha começado a tocar logo que Sand e a banda finalizaram suas performances.

“Sand, ele não parece nada bem,” disse Yok, quase berrando e sua voz mesmo assim sendo praticamente engolida pela música. “Você viu os amigos dele?”

Sand balançou a cabeça em negativa e ouviu Yok xingar, passando as mãos pelo rosto.

“O que tá acontecendo?” O músico perguntou. A voz bem mais potente que a de Yok.

Foi a vez de Yok balançar a cabeça em negativa. Então se aproximou novamente para berrar ao ouvido do amigo.

“A gente precisa tirar ele daqui!”

Sand assentiu com a cabeça e Yok desapareceu lavabo adentro, emergindo algum tempo depois com Ray Pakorn rebocado em volta de seu ombro.

O ômega parecia mais pálido que o normal. Seu belo rosto estava contorcido pelo desconforto e o rapaz suava profusamente, tornando sua pele gélida ao toque. Ele olhou para Sand com um certo receio e sangue começou a escorrer de suas narinas ao passo em que suas pernas finalmente perderam a força. Sua consciência parecia estar se esvaindo.

Sand não pensou muito e abaixou-se diante de Yok, que tacitamente colocou o ômega sobre suas costas. E com o auxílio dos feromônios dominantes de Sand, o trio facilmente conseguiu abrir caminho até a saída dos fundos do bar.

Do lado de fora, Yok se apressou em chamar uma ambulância para socorrer o ômega, mas foi interrompide quando o próprio Ray segurou seu pulso fracamente.

“Sem hospitais,” balbuciou o ômega.

Yok olhou para Sand em busca de um aliado, exasperade, mas o músico apenas assentiu em concordância com Ray.

“O que vamos fazer, então?” Yok andava de um lado a outro no beco. “Não podemos deixá-lo aqui, e eu não sei cadê a porra dos amigos dele.”

“Cadê o Nick?” Sand indagou —ao que Yok ergueu as sobrancelhas, sem conectar os pontos. “Liga pra ele e pede pra te ajudar a procurar os amigos do Ray. Fala que é urgente.”

“E você?” Yok perguntou de volta, já ligando para Nick.

“Eu fico aqui com o Ray.”

Yok concordou de imediato. Era muito mais seguro deixar o ômega vulnerável sob a proteção do músico. O sangramento nasal não parecia ter sido grande coisa e já havia parado, mas a consciência de Ray estava em estado intermitente. Além disso, embora no momento Sand fosse o único capaz de sentir os feromônios que Ray exalava sutilmente —mesmo através dos adesivos supressores que Yok tinha aplicado sobre as glândulas do ômega mais cedo, no lavabo—, era impossível saber até quando os efeitos dos supressores durariam e poderia ser perigoso se os feromônios de Ray fugissem do controle novamente.

Nick atendeu a chamada após a segunda tentativa. Apesar de não ter conseguido compreender muito bem a situação, ele entendeu que era urgente e pediu para Yok encontrá-lo na entrada do bar.

“Se acontecer alguma coisa, me liga,” Yok frisou antes de sair.

Sand se encostou na parede do beco e ajudou Ray a sentar-se no chão ao seu lado. O concreto do canteiro não era confortável, e o cheiro de urina fazia Ray franzir as sobrancelhas e resmungar sobre o ombro de Sand, onde estava apoiado.

O músico suspirou e decidiu liberar um pouco de seus feromônios, já que estavam apenas os dois nos fundos do YOLO Bar.

“Melhor assim?” Ele inquiriu, rolando o ombro esquerdo para sacudir Ray levemente.

Em resposta, o ômega apertou os olhos e prensou os lábios, visivelmente prendendo o ar, e Sand rolou os olhos, que já começavam a adotar uma coloração amarelada.

“Riquinho maldito,” murmurou sob sua respiração. “Escuta aqui… Talvez meu cheiro não esteja à altura do seu pedigree , mas tenho certeza que não é tão ruim assim!” O alfa rosnou, virando-se para encarar o ômega.

Então toda a frustração que sentia no momento anterior se dissipou. Seus olhos, porém, estavam completamente cor de âmbar com um anel dourado ao redor das íris. Encarava os olhos de Ray, que tinham agora um tom terroso, como se fossem feitos de cobre polido. Estavam tão próximos um do outro e ao mesmo tempo, longe demais. Ambos sentiram a necessidade imediata de reduzir a distância a nada —de fundirem-se em um, como no mito de Aristófanes—, mas nenhum dos dois moveu um músculo.

Uma eternidade pareceu se estender sobre eles, até que Ray finalmente partiu os lábios para falar.

“Não é nada mau, mesmo,” disse.

E era o timbre mais belo que Sand tinha ouvido na vida. Belo, melancólico e o marco cabal de um elo que Sand jamais pensou que formaria com alguém, principalmente com um estranho: um imprinting .

Notes:

Ehr... Não existe previsão de nada pra isso aqui. É apenas uma ideia solta (com um plot). Talvez eu escreva mais; talvez não.
De todo modo, resolvi postar aqui pra compartilhar com amigues (e quem quiser ler)🧡✨