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Silêncio - Guapoduo

Summary:

Cellbit é um agente secreto contratado para investigar e recuperar algo da família DeLuque. Roier, é seu principal alvo e, na aproximação com um próposito apenas profissional, acabam se envolvendo num romance falso para a mídia. Cellbit se vê num conflito interno quando acaba desenvolvendo sentimentos genuínos pelo Mexicano e descobre que a família dele esconde algo sombrio, que mudou a vida do brasileiro.

Chapter 1: Determinando o propósito.

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

— Esta é a família DeLuque, uma família de elite e que detém de uma grande influência. Este é Vegetta DeLuque, o CEO dos negócios da família até então, pai solteiro de Leonarda e Roier. Leonarda tem 13 anos, tá na escola e tem um boletim ótimo. Muitos preveem que ela tomara o caminho de seu pai em relação aos negócios. O que é meio contraditório, visto que Roier é o filho mais velho, 22 anos. vocês devem conhecer considerando que é o queridinho da internet no momento, tenta ao máximo fugir das obrigações e tá sempre se metendo em confusão. Deve ser mais fácil chegar nele por conta disso, não deixem de considerar. — Philza apoia as palmas sobre a mesa. — Obviamente eles estão sempre cercados de pessoas, vocês podem estudar essas relações no arquivo a frente de vocês. Sua aproximação tem que ser estudada e cuidadosa. Nosso objetivo, como já devem ter concluído, é nos aproximar da família. Um plano a longo prazo onde recuperaremos um documento para o governo. Então, é uma missão de alta escala. Entretanto, se realizada com perfeição tenho certeza de que não encontraremos dificuldade.

 

O diretor-geral, Philza, finaliza sua apresentação introdutória e se senta na cadeira em que todos mantém a atenção. Cellbit é o primeiro a abrir o arquivo, dando de cara com a família. Há um homem mais velho, da qual ele deduz que seja Vegetta. Ele tem uma expressão séria, a mandíbula enrijecida e não abraça nenhum dos filhos, Cellbit sente um arrepio correr na espinha. Vegetta não lhe passava um sentimento bom.

 

— Por que ele não se casou? Não queria deixar a herança para alguém além dos filhos? — Foolish indagou, relaxado em seu assento.

 

Leonarda possui um sorriso travesso, apesar de toda a compostura diante da fotografia. Cellbit conseguia ver o porquê dizem sobre Leonarda ser a possível sucessora como CEO das empresas DeLuque. Aparenta ter muito orgulho da pai.

 

Cellbit solta um suspiro involuntário. Família era um assunto difícil pra ele, o mínimo que desejou na vida era alguém para sentir orgulho, admirar, ter como inspiração, mas não foi um dos agraciados com tal privilégio, pelo menos era o que ele acreditava.

 

— Vai ver ele queria dedicar todo seu tempo a empresa e aos filhos, essa Leonarda realmente parece querer seguir os passos dele. Olha pra ela. — Baghera levantou o arquivo, apontando para a criança com o indicador.

 

— Então ele deve ser daquele tipo de pai que quando tem o caçula, abandona o mais velho. — Slime larga os papéis sobre a mesa. — Esse Roier não parece muito contente, fora que ele vive dando trabalho por aí. Péssimo para o nome dos DeLuque.

 

Roier.

O brasileiro encarou aquele rosto por mais segundos do que deveria, sentiu-se atraído e não encontrou motivo aparente, então presumiu ser sua intuição. Provavelmente era com ele que deveria trabalhar.

Cellbit era um ótimo investigador, o que quer que precisem encontrar, ele será o responsável. Mas seu trabalho é em campo, odeia ficar apenas atrás de telas. Precisa investigar estando lá, conhecendo o alvo, procurando o que quer que deva achar.

E, seguindo ele, era assim que a agência seguia. Principalmente sua equipe, os B.O.L.A.S. Liderada por Philza, o diretor-geral, e composta pelos agentes de maiores escalões: Foolish, chefe do departamento de operações de campo. Slime, chefe do departamento de operações psicológicas. Baghera, subdiretora, além de lidar com as relações internacionais. Carre, chefe do departamento de combate direto. E, bom, tem o Cellbit, que basicamente faz o que acha certo, sem ter muito limite dentro da agência devido a seu bom comportamento, responsabilidade e comprometimento.

Talvez também por sua relação com Philza, mas isso é informação para outra hora.

 

— Vai ser uma daquelas missões em que nossa empresa fictícia retorna? — Cellbit dá um sorriso ladino, seguido por um som estranho saindo de um Foolish animado.

— Eu adoro quando a gente finge ter uma vida comum de ricos.

Baghera assente animada e complementa.

— Senti falta de ter todos aqueles privilégios.

— Vocês falam isso porque podem sair em campo e fingir ter a mesma vidinha que eles.

— Carre... Você sabe que não tá liberado devido aos recentes acontecimentos, não é?

Philza o repreende mas é ignorado. Carre é ótimo no que ele faz, atacar e etc. Só não é muito bom em fingir, quase entregando a última missão que participaram.

 

Por três semanas, os B.O.L.A.S. passaram investigando a família e planejando o que fariam para colocar o plano em ação e, apesar de a investigação não ter chego ao fim, hoje seria o dia de primeiro contato com os alvos.

Cellbit estava fora do comum, ansioso, ainda assim fez o seu melhor para manter a compostura, e lá estava ele em frente ao espelho arrumando a própria gravata.

— Que droga, Cellbit. Como você consegue ficar mais bonito que todo mundo nessa skin de gente rica? — Baghera estava apoiada no batente, com os braços cruzados e uma expressão falsa de empurrada.

— Você fala isso como se não parecesse que nasceu em berço de ouro.

Baghs o ajudou a finalizar a gravata, que se dependesse do brasileiro, não teria ficado pronto por pelo menos mais 30 minutos, e seguiram juntos para a limusine. Hoje, a família DeLuque, estava dando uma festa beneficente, então os agentes aproveitaram sua empresa fictícia para se infiltrar e começar a aproximação. Cellbit, Baghera e Foolish seriam os primeiros, e talvez únicos, a fazer um contato direto com a família.

— Vocês acham que eu deveria pentear meu cabelo para esse lado — Foolish apareceu de repente jogando os cabelos para os lados. — ou esse?

— Eu acho que você deveria parar de enrolar e ir logo. —Cellbit passou por ele mostrando a língua.

— Não é só você que pode ficar bonito para um evento não, Cellbit.

— Acho que assim, Foosh. — Baghera mexe no cabelo de Foolish e se afasta logo depois, permitindo que ele se olhe no espelho.

— Uau, você é muito boa nisso.

— Ou você que é muito ruim.

— Cellbit, por que você não vai cuidar da sua vida? Filho da puta.

Cellbit e Baghera seguem na frente, rindo do Foolish resmungão que vinha atrás.

 

A mansão dos DeLuque era de cair o queixo, claramente uma demonstração de sua riqueza, do quão melhores eles eram do que todos ali; Na entrada, muitos fotógrafos e repórteres esperavam ansiosos para fazer a cobertura daquele evento, inclusive tentaram contato com Cellbit e os demais, entretanto não era aquele o objetivo e não podiam dar brechas para distrações.

— É normal eu estar me corroendo de inveja agora? — Foolish cochicha para os amigos.

— Completamente normal. — Cellbit cochicha de volta.

— É normal mas foco no que vocês tem que fazer. — Philza invade a conversa pelo ponto no ouvido de cada um.

— Vocês pelo menos estão aí.

— Slime, para de reclamar. Não chegou sua hora ainda.

— Mimimi — Cellbit conseguiu imaginar Slime fazendo alguma careta para Philza e não conseguiu conter o riso.

— Não era pra gente manter o foco? Vocês estão atrapalhando.

 

E, assim que Cellbit os repreendeu, os três colegas pisaram no primeiro degrau da mansão, logo depois de caminharem pelo jardim da entrada.

Era possível reconhecer alguns nomes que já trabalharam em algumas missões, outras pessoas que mesmo fora da internet, Cellbit ainda tinha conhecimento sobre, e todas elas com um aspecto de riqueza. O brasileiro fez um grande esforço para não chacoalhar a cabeça e revirar os olhos diante da situação.

 

— Ok, prestem atenção aqui. — Se reuniram discretamente assim que passaram pelos seguranças. — A gente se separa, participa de umas conversas apenas para termos álibis e não parecermos muito desconexos, depois direto para nossos alvos.

Baghera e Foolish apenas assentem.

— Divirtam-se. — Cellbit exclama assim que apanhou uma taça de champagne de um garçom que passou por eles.

 

Entretanto, o brasileiro ignorou seu próprio comando e foi em direção ao bar, procurando diretamente por uma pessoa. Não estava com cabeça para fingir assunto com um bando de ricos, então, seu olhar foi como um radar a procura de Roier.

Como previsto, lá estava ele, bebendo com os amigos no bar do evento beneficente da família. Que casual!

Cellbit caminhou até o bar, sem encarar diretamente a Roier, pedindo apenas uma bebida. Por anos como agente secreto, Cellbit sabia que sua aparência se sobressaía, então muitas vezes, quando queria atenção, aprendeu que não precisava fazer muito esforço e, como uma prova concludente, sentiu olhares queimarem sob seu ombro.

— Você é um novo representante de alguma empresa? — encarou por cima dos ombros, não era Roier que lhe dirigia a palavra. — Eu saberia se fosse amigo da família ou celebridade, e você tá muito bem vestido então deduzo que seja ou CEO filantropo ou representante de empresa.

Cellbit franziu o cenho e virou totalmente o corpo, todo o grupo de amigos lhe encarava. Inclusive Roier, e algo queimou dentro de si com aqueles olhos com um interesse genuíno perfurando toda sua pele.

O brasileiro corrigiu a postura, não era comum ficar ansioso com uma missão e esse sentimento não era nada confortável.

—  E um CEO dificilmente viria direto para o bar. — o homem que lhe proferia a palavra era alto, mas não tinha uma postura ameaçadora ou inquisidora, apenas curiosa. — A não ser que estivesse num dia extremamente ruim.

— Bom, talvez eu esteja num dia ruim.

O homem sorriu.

— Todos estamos, talvez você seja apenas como nós. — acenou com a cabeça num cumprimento.

 

Um bando de jovens adultos que tem tudo na mão e não estão nem aí pra nada a não ser eles mesmos? Não, obrigado.

 

— Provavelmente.

Encarou os demais com uma sobrancelha erguida.

— Ah! Perdão, estes são Roier, Rivers, Luzu, Etoiles e IronMouse. Já deve ter ouvido falar deles?!

— Muito prazer, mil perdões não tenho redes sociais.

— Low profile? — Roier finalmente se manifesta. — Meio difícil encontrar alguém genuinamente assim por aí.

— Bom, você acabou de achar. — sorriu virando a bebida.

As conversas continuaram, Cellbit se entrosou bem mas não conseguia tirar sua atenção de Roier. Às vezes, sentia que ele tinha algum tipo de ímã para sua atenção, e não conseguia redirecionar o olhar para algo que não fosse o castanho dos olhos de Roier, ou o jeito que ria de alguma piada besta dos amigos, ou o franzir da testa ao demonstrar que tinha alguma desconfiança em Cellbit.

O que  o levava a pensar, o que estava fazendo de errado? Não recordou nenhuma vez que tenha sido suspeito em algo. Então, por que parecia que Roier sabia que ele estava ali para investigá-lo.

 

Notes:

E chegamos ao fim do primeiro capítulo, yey!!
Confesso que to animada, não pretendo divulgar por enquanto mas eu espero muito que vocês gostem. <3