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Troublesome Life

Summary:

“A vida é uma coisa problemática. Pode jogar em seus braços bebês sorridentes e chutar a sua bunda logo depois“
Os Piratas do Barba Branca encontram um bebê boiando no meio do mar e resolvem cuidar dele. Como Monkey D Luffy seria se fosse criado pela tripulação do homem mais forte do mundo?

Notes:

Resolvi postar essa fanfic aqui alem de no Spirit! Essa é uma reescrita de uma fanfic que eu escrevi a 7 anos atrás. Vi que muita gente abandonou o site antigo então vim pra cá tambem
Eu marquei essa fanfic como LawLu e ZoSan, mas como vc vai perceber essa história vai desde a infância do Luffy de ano em ano até ele adulto, então os ships são coisa do final da fanfic (que deve terminar com 40+ capítulos), eles vão aparecer um pouco antes, mas não esperem muita coisa. Eu não posso chamar de Slow Burn pq eles nem tão assando na maior parte do tempo kkkkkkkkkk meu romance é bem de leve, não vou escrever +18, então não esperem por isso
Espero que gostem!

Chapter 1: Uma mudança no meio do oceano

Chapter Text

A tempestade estava furiosa e o mar revolto parecia que ia engolir qualquer coisa que estivesse em seu caminho. Ondas gigantes faziam com que Moby Dick, o navio principal dos piratas do Barba Branca, parecesse minúsculo em comparação. A tripulação corria de um lado para o outro obedecendo ordens de seus comandantes, já acostumados com as mortais tempestades da Grand Line e trabalhando com a eficiência de quem lidava com isso a anos.

“Vocês! Chequem as cordas a bombordo, Yoi” Marco passou a mão no rosto tentando tirar a água, mas a chuva caia como baldes em cima deles, os encharcando até os ossos. Não era a pior tempestade que tinham passado, nem de longe, mas para o East Blue era impressionante. Olhou para Thatch que estava no momento resmungando enquanto amarrava mais uma corda no mastro.

“Droga, acabamos de chegar no mar mais fraco e já somos recebidos assim? Não achava que no East Blue podia ter tempestade tão fortes” Thatch disse enquanto se virava para Marco. Seu famoso topete tinha se desfeito e o cabelo do ruivo caía em seus ombros, encharcado “E de onde ela veio? Nunca vi uma tempestade chegar tão rápido assim...”

“Eu acho que...” o loiro arregalou os olhos, virando para o mar enquanto ativava seu haki “Você ouviu alguma coisa, yoi?” Marco foi em direção a popa do navio, sendo seguido pelo chef de cozinha

“Além do barulho das ondas infernais e da chuva desgraçada? Não”

“Eu acho que escutei alguma coisa. Parece... um choro de criança, yoi”

Olhou para o mar com mais cuidado, mas as águas escuras estavam tão revoltas que qualquer coisa que aparecesse sumia no mesmo segundo. Estendeu o Haki da observação novamente, mas sua atenção foi quebrada pelo resmungo de seu irmão

“Entrou água salgada no seu cérebro de passarinho? Vamos logo, temos que ajudar a terceira divisão com as velas” Thatch saiu correndo antes que Marco pudesse responder irritado. Depois de uma última olhada, deu os ombros e foi atrás do outro homem. Eles tinham coisas mais importantes para lidar no momento

--/--

Algumas horas depois o tempo tinha aberto e não havia mais sinais da tempestade que tinha causado tantos problemas. Thatch coçou a cabeça meio confuso. Parecia que o tempo tinha virado por mágica.

“Ok...Isso foi quase tão estranho quanto as tempestades da Grand Line...” Olhou para seu capitão com uma careta “O que aconteceu Oyaji? Esse mar não tinha que ser o mais calmo?”

Barba Branca deu um gole na sua bebida ignorando o murmuro irritado de suas enfermeiras. Seus filhos se preocupavam demais com seus hábitos de bebida, mas depois de uma tempestade dessas nada melhor que um bom saquê para limpar o paladar.

“Gurarara você não deve subestimar o mar, meu filho. Não importa tão calmo ele possa ser, ele ainda pode mostrar suas presas quando lhe convém.” Barba branca levantou o braço para tomar mais um gole quando foi interrompido por um grito vindo a bombordo do navio.

“HOMEM AO MAR” a voz de Izou ecoou pelo navio e em seguida o som de alguém pulando e caindo no mar

Thatch e Barba branca se entreolharam antes de ir em direção ao grito. Quando chegaram até o local já havia uma pequena aglomeração de pessoas. Namur era quem tinha pulado para resgatar a pessoa que estava boiando na água e agora estava sendo puxado por Marco e Izou.

Namur abaixou o corpo até o deck e Marco conseguiu ver que era uma mulher. Cabelos longos e escuros, pele clara. Vestia roupas simples e segurava uma cesta com uma força que tinha abandonado o resto do corpo. A respiração era rasa e seus olhos se abriam com dificuldade, mas havia uma determinação pulsante neles que fez o comandante engolir o seco.

Se ajoelhou ao lado dela enquanto Thatch tirava a cesta das mãos da mulher, que soltou um gemido sofrido como se estivessem levando algo de si junto.

“Yoi, você está bem? A ajuda está a caminho. Qual o seu nome yoi?”

Ativou suas chamas para tentar salvá-la, mas ela segurou seu pulso e fez não levemente com a cabeça. Os dois sabiam que era tarde demais.

A mulher parecia juntar suas últimas forças para agarrar a frente da camisa do primeiro comandante e olhar fundo nos olhos dele. Apesar de fraca tinha olhos decididos, escuros como a noite.

“Cuide dele... por favor...” Implorou com uma voz fraca, sua respiração cada vez mais rasa. Tossiu com força, mas continuou falando “Seu nome é... Luffy... Monkey D... Luffy... Por favor...”

“Quem é Luffy, Yoi? O que...”

“Marco” o tom de Izou era sem ar que nem o da mulher. Quando o comandante virou viu a palidez no rosto de seus irmãos e sentiu seu próprio rosto perder a cor quando Thatch tirou uma criança do cesto. Criança não, um bebê que não parecia ter nem 1 ano de idade. O pequeno dormia tranquilo, sem perceber o que se passava à sua volta.

Marco engoliu o seco novamente e olhou para a mãe moribunda em seus braços. Ela olhava para a criança como se estivesse vendo o sol pela última vez, olhos brilhando de lágrimas e um sorriso suave no rosto

“Ele tem seis meses... Meu bebê” A tosse foi mais fraca que a última, seu corpo parecendo finalmente relaxar quando viu que a criança estava segura. Seus olhos se viraram para Marco, ela parecia estar tentando juntar suas últimas forças “Por... “

“Claro, yoi” disse sem pensar nem um segundo “Vou cuidar dele”

“Obri...gada” e com um último suspiro ela soltou a camisa de Marco e se foi com um sorriso no rosto. Como se sentisse que alguma coisa havia acontecido, o bebê acordou e começou a chorar alto no colo do pirata ruivo

“Hey amigão, calma, vai ficar tudo bem...” disse sacudindo suavemente o bebê. Luffy só gritou mais alto ainda, fazendo o cozinheiro ficar ainda mais apavorado. Olhou para o capitão perguntando o que devia fazer com o menino.

“De o menino para mim e vá preparar alguma coisa para ele comer” Barba Branca pegou o bebê, que era tão pequeno que cabia na palma de sua mão. Aproximou a mão de seu rosto para olhar mais de perto e sentiu Marco pousando em seu ombro. A criança parou de chorar e começou a soltar pequenos murmúrios “Então o seu nome é Luffy” disse o Yonko. Luffy, reconhecendo o nome, olhou diretamente para o capitão enquanto mastigava seu punho fechado e Marco reconheceu os olhos da mulher na criança. “Enrolem a mulher em panos e vamos atracar na ilha mais próxima. Essa mulher merece um enterro a altura”

“E o que faremos com a criança, Yoi?”

“Vou pensar nisso... Agora vão fazer o que eu mandei seus pirralhos” Barba Branca falou alto enquanto seus filhos concordavam se moviam para mudar a rota do navio.

---/---

A ilha mais próxima era uma pequena ilha desabitada no sul do East Blue, quase no limite com o Calm Belt. Plana e pequena demais para que qualquer pessoa vivesse ali, flores se espalhavam pelo lugar pintando um cenário agradável apesar do momento fúnebre. O lugar se chamava Little Green, tão pequeno que os piratas nem perceberiam sua existência se não estivessem procurando. Era um lugar digno de se enterrar a mulher desconhecida.

Tinham feito um túmulo simples, sem nome ou datas e a única coisa que tinha escrito na lápide era

Uma mãe forte

Marco achou adequado, a mulher provavelmente tinha naufragado durante a tempestade e passado horas segurando a cesta onde o menino estava sem descansar um minuto, lutando para manter ele na superfície o tempo todo. Ele e Thatch estavam na frente do túmulo, enquanto segurava um Luffy adormecido em seus braços.

“Se eu tivesse escutado você talvez ela estivesse vida” murmurou Thatch

“O que? Do que você está falando Yoi?”

“Você disse que tinha escutado um grito de criança durante a tempestade. Se tivéssemos prestado atenção e ido atrás talvez pudéssemos ter salvado ela e Luffy não seria órfão agora”

“Acho que entrou água salgada nessa sua cabeça oca, Yoi” Marco colocou a mão que não segurava o bebê no ombro do outro homem “Talvez pudéssemos ter salvado ela, ou perdido os dois.”

“Mas...”

“Além do mais o garoto pode ter um pai por aí, não temos como saber. Não podemos ficar pensando no que poderia ter sido e sim no que será no futuro, Yoi”

“É.… você tem razão”

“E quando eu não tenho? Vamos voltar para o navio agora, está ficando tarde e Luffy vai acordar para comer daqui a pouco, Yoi” O ruivo concordou e os dois deram uma última olhada no túmulo antes de virar as costas e partir.

--/--

Luffy acordou quando chegaram no navio e estava olhando para todos e dando risada desdentadas. Ele era um bebê bem sorridente e parecia curioso com tudo. Os outros tripulantes olhavam para o pequeno e achavam graça, acenando para ele e recebendo acenos felizes de volta, junto com risadas.

“Você é bem energético Yoi!” Marco tentava fazer com que o garoto parasse quieto no seu colo. Ele ficava dando pulinhos e se contorcendo tentando olhar para tudo ao mesmo tempo. Quando chegaram até onde Barba Branca estava sentado, o menino parou por um segundo como se pensasse e então começou a se atirar em direção ao capitão, pedindo colo. O Yonko deu uma de suas famosas risadas e pegou o menino com uma de suas mãos e fazendo cosquinhas na barriga dele com a outra fazendo com que Luffy desse gargalhada.

“Eu me decidi” Disse Barba Branca chamando a atenção de todos os seus comandantes que estavam ali no momento.

“Decidiu o que Oyaji?” Perguntou Haruta, que estava curiosa com o que fariam com a criança, assim como os outros tripulantes do navio.

“Marco fez uma promessa para aquela mulher e iremos cumpri-la” Todos olharam para a fênix, que deu os ombros. Não se arrependia de ter tranquilizado a mulher nos seus últimos momentos de vida “O pequeno Luffy ficará conosco a partir de agora”

“Faz alguns anos desde que temos bebês a bordo” Jozu suspirou, lembrando de Momonosuke e Hiyori. Os piratas que estavam a mais de 7 anos no navio concordaram com a cabeça.

“Então está decidido!” Thatch afirmou com um sorriso de orelha a orelha “Certo pessoal! Vamos comemorar a chegada do nosso novo irmãozinho!”

“YOSH!” Gritou a tripulação e saíram para avisar aos outros a novidade e começar a preparar uma festa

“Esse moleque acabou de chegar e já está causando problemas Yoi” brincou Marco enquanto fazia carinho nos cabelos de Luffy, que soltou mais uma risada.

“Gurararara” Riu o capitão “Bem-vindo a família, pequeno”

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“Eu não entendia por que as pessoas ligavam tanto para seus irmãozinhos estúpidos até que eu ganhei um irmãozinho estupido! Eu só conheço Luffy por um dia e meio, mas se alguma coisa acontecer com ele eu vou matar todo mundo desse navio e depois eu mesmo!”

“Thatch, desça desse banco e me dá Luffy agora, você está bêbado Yoi”