Work Text:
Em outra vida, as cores aparecem para ele quando G tem oito anos e está sentado num balanço, tendo os braços segurando a barriga enquanto tentava respirar com o que era possivelmente (com certeza) costelas quebradas.
"Ei." diz um garoto. G olha para cima e as cores são preenchidas quando ele encontra o olhar do outro. O verde da grama e o vermelho do balanço, o azul da borracha envolvendo as correntes e no céu. O castanho claro da pele do garoto e o mesmo tom mais escuro nos seus olhos brilhantes.
"Oi," G sorri.
"Parece que somos almas gêmeas." o menino diz, sorrindo de volta e então se aproximando com a mão estendida. "Meu nome é Sam."
G paralisa, sua mão perdida entre se manter na sua barriga ou se estender para aceitar a do outro. Ele diz então "Eu não sei meu nome."
"Não esquenta", Sam diz. "minha mamãe pode te dar um nome. Ela escolheu o meu e eu achei uma boa escolha."
"Eu também acho."
-
"O nome do seu pai era George," a mamãe de Sam diz, afastando uma mecha de cabelo de seus olhos. "O que acha? Gostaria de ser chamado assim?"
Ele ergue o olhar para ela e sorri ao dizer "Sim, eu gostei muito."
"Okay, querido," ela se inclina e planta um beijo carinhoso e molhado na bochecha dele, "vamos logo ou nos atrasaremos para o voo."
-x-
Em outra vida, as cores aparecem para ele quando G tem dezoito anos e está na esquina de uma rua em Coronado, simplesmente esperando que o sinal de trânsito mude.
Então um homem, alto e suado, no meio de sua caminhada, para do outro lado da rua.
Não demora muito para que seus olhos se encontrem.
E, por algum motivo que G não entende... ele entra em pânico, dá meia volta e começa a correr.
"Espera!" ele ouve atrás dele. (Ele ignora.) "Por que diabos você está correndo?!"
"Eu não quero interromper seu exercício!" G grita por cima de seu ombro, desviando e trançando pelos pessoass na multidão.
"Qual o seu nome?" o homem pergunta, pulando sem hesitar pela lixeira que G jogou no meio do seu caminho (G tenta não ficar impressionado).
"Qual o seu?" ele devolve.
"Sam," o homem responde... sua voz de repente muito mais próxima.
"Como conseguiu me alcançar?" G exige saber, fazendo um curva díficil e indo em direção a praia.
"Eu acabei de terminar o DSB/S*," Sam diz e G range os dentes com a ideia e com sua maldita sorte. É claro que sua alma gêmea tinha de ser um porra de um SEAL!
"Isso não quer dizer mer..." G estava dizendo quando Sam o se jogou por cima dela na areia, enfim o parando.
-
"Por que você saiu correndo?" Sam pergunta. "E qual o seu nome?"
"Eu não sei" G responde "e eu não sei."
Sam só ergue uma sobrancelha e G dá de ombros. Ele olha para onde Sam entrelaçou os dedos com os seus... ainda incerto do motivo de estar tolerando esse contato. Sim, claro, já que o mundo havia ficado colorido, Sam com certeza era sua alma gêmea, mas G passara a maior parte (se não toda) de sua vida não deixando ninguém se aproximar demais.
Ele suspirou. Parecia que Sam seria a exceção para as muitas regras de G.
"É uma longa história." G fala depois de um momento apenas.
"Eu acho que temos tempo." Sam sorri.
-x-
Nesta vida, G tem 36 anos e Hetty está comentando sobre o SEAL que ela vai adcionar ao time.
"Se existe alguém com que você conseguirá trabalhar..." ela diz "...tem que ser um SEAL. Quem sabe... talvez fogos de artifício** estourem."
Ele não fala para ela que as chances dele ver cores na sua idade são ridículas de tão pequenas.
(Ela parece ouvir o que ele não disse e ainda por cima sorri como se soubesse de algo que ele não sabe.)
G encara a parede, pergutando-se se de fato precisa de um parceiro até ouvir a porta se abrir e a voz de Hetty vindo daquela direção.
"Aposto que ele não será assim tão ruim." Eric diz. "SEALs tem que ser bons em trabalhar disfarçado, certo?"
G o ignora e se vira para a porta... pronto para recepcionar seu mais novo membro porque, droga, ele é um profisional e agirá de acordo se essas são suas ordens.
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Nesta vida, G tem 36 anos quando ele conhece Sam e seu mundo explode em cores.
-z-
The End.
