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SOLIDÃO
1. estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento. "vive na mais profunda s."
2. Isolamento moral. Interiorização: a solidão do espírito.
DEFINIÇÃO
A solidão é um sentimento subjetivo de desconexão e isolamento, onde a pessoa sente uma ausência significativa de conexão social. Não se trata apenas de estar fisicamente sozinho, mas de sentir-se emocionalmente distante das pessoas ao seu redor.
EFEITOS COLATERAIS
A solidão prolongada pode causar hiper vigilância a ameaças potenciais (amígdala em alerta máximo), paranoia, declínio na memória (hipocampo) e função cognitiva (córtex pré-frontal), pessimismo e hostilidade (amígdala mais hiperativa) e diminuição na capacidade de confiar em outras pessoas (múltiplas partes do cérebro envolvidas).
SOLITATEM: PRIMEIRA PARTE
Este sentimento não era estranho para Bagi, e talvez, seja uma das poucas coisas constantes em sua vida, algo que estava confiante de que não desapareceria tão cedo. Quando pensava que conseguira finalmente afastar essa vazia sensação, ela retornava tão intensa quanto um soco no estômago toda vez que alguém partira. Quantas vezes isso já ocorreu? Ela perdera a conta e, a esse ponto, contar apenas seria remoer seu sofrimento e ela não seria tola de se prender a essa angústia.
Por mais que quisesse seguir em frente, seu passado a assombrava quase constantemente através de memórias insistentes daqueles que se foram. Assim era sua vida, um ciclo onde pessoas vem e vão, tão breves quanto à brisa no ar. A perda fora tão imensa que sentia como se um vazio tivesse se apossado, a corroendo cada vez mais por dentro. Nunca esteve tão certa ao dizer que não tinha nada a perder.
Bagi escapou da Ilha Quesadilla e, caso fosse honesta, fora menos empolgante do que antecipava. Ela tinha sua liberdade, porém essa liberdade parecia sem sentido quando não tinha com quem desfrutá-la. Ao ter sua liberdade, não tinha seus filhos, sua noiva e nem seus amigos ao seu lado, completamente só como um pássaro que se perdeu de seu grupo ao voar no celeste do céu. Após isso, sua vida pareceu perder todo o sentido e provavelmente era dado a seu mau costume de ter companhia e metas compartilhadas, tornou-se dependente e isso resultou em seu estado patético.
As vezes se questionava: será que estava vivendo ou apenas existindo, sobrevivendo? Esse vazio infinito é o que chamam de viver? Será que algum dia deixaria de ser uma pessoa tão oca por dentro? Bagi sempre possuía muitas perguntas, todavia nenhuma resposta. A única certeza que tinha era que nunca se deixaria apegar-se a outro de novo.
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