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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2024-10-06
Words:
1,242
Chapters:
1/1
Kudos:
1
Hits:
18

Encantadora Liberdade (Imagine Kaeya)

Summary:

Liberdade de expressão.

Após conviver com Kaeya por muito tempo, saber de seus segredos, seus gostos e desgostos, [Nome] aprendeu a cultivar genuínos sentimentos por ele e ter a liberdade de demonstrá-los.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

Você se ergueu sobre os pés e reduziu a distância entre você e Kaeya. O desejo de permanecer ao lado dele lhe deu forças para colocar um sorriso no rosto e um brilho nos olhos.

Ele estava lendo documentos, sua atenção direcionada aos pedaços de papel com escrita formal. Vê-lo concentrado trouxe borboletas ao seu estômago. Por um tempo, você desejou sumir com elas, porém notou que eram importantes e faziam-na bem. Feliz. Você ficava feliz por vê-lo todos os dias e as borboletas em seu âmago eram o que precisava para, finalmente, aceitar o que sentia por ele.

Kaeya era um rapaz extrovertido, uma figura necessária para os cidadãos de Mondstadt. Você era apenas uma mulher simples que lutava pelo bem do povo como qualquer outro aspirante a defensor, mas, ainda assim, se sentia tão irrelevante quanto um simples mosquito.

A negação veio à mente. A paranoia cada vez mais preocupante. Você pensava: "ele não aceitaria meus sentimentos, sendo eu, uma pessoa insignificante e sem importância". Porém, não poderia estar mais enganada.

— Querida, o que houve?

Sua voz a tirou dos pensamentos. Você olhou para ele fixamente e o notou direcionar a você um olhar repleto de preocupação. Em seguida, você mordeu os lábios nervosamente. Sentiu culpa, pois não queria tê-lo deixado alarmado por causa do seu silêncio repentino.
Com um sorriso sem graça e bochechas rubras de vergonha, caminhou para mais perto do seu amado e alcançou a palma grande de sua mão, depois depositou um aperto amoroso na intenção de confortá-lo.

— Não há nada. Eu estou perfeitamente bem — respondeu delicadamente.

Kaeya lançou-a um olhar desconfiado, com as sobrancelhas franzidas e os lábios tortos em uma carranca, o viu engolir as perguntas que estavam na ponta da língua, prontas para serem o motivo de discordância perante qualquer frase falsamente reconfortante que saísse de sua boca.

Ele suspirou, desistindo.

— Acabei por aqui — Levantou de sua mesa e organizou alguns papeis na superfície de madeira, com um aceno de cabeça, você se distanciou e o esperou para irem embora. — Vamos?

Contente por finalmente voltar para o lar, permaneceu ansiosa enquanto escorava o ombro no batente da porta da sala e o observava terminar de arrumar e guardar os diversos documentos a respeito de Mondstadt. Logo depois, você separou seus lábios em um sorriso animador.

O dia havia sido exaustivo e longo; você completou missões, fez favores aos cidadãos, eliminou estorvos que teimam em destruir seus lares e projetos. Por fim, encontrou Kaeya na entrada da cidade e o seguiu até seu escritório.

No caminho para casa, você se inclinou para perto do homem e descansou a cabeça em seu ombro, respirou profundamente, expirando o seu cheiro familiar e aconchegante. De imediato, pôde sentir seus longos dedos percorrerem a extensão de suas costas.

— Eu quero que saiba que sempre poderá contar comigo. Estou aqui para ouvir você. — Ele declarou, ainda acariciando as curvas do seu corpo.

Você acenou brevemente, planejou não o responder com palavras, apenas com gesto, mas, ao notar o único olho visível coberto de expectativa de Kaeya, seu peito arfou e um chiado escapou dos lábios, inconformada do quão fácil era te deixar abalada.

— Oh, meu amor, eu sei que posso sempre contar contigo. Não quero que pense que não tenho confiança em você e em nosso relacionamento. — confessou, em seguida, depositou um selar singelo na bochecha do rapaz.

O contato íntimo trouxe um rubor, que se espalhou por todo o rosto dele e o fez limpar a garganta para se manter concentrado no caminho para casa.

O sol se punha no horizonte, dando lugar para sua companheira, a lua. As nuvens deram espaço para as estrelas brilharem no céu azul-escuro. Tudo ao redor de vocês parecia sorrir ao vê-los abraçados e compartilhando de um amor sincero.

Animada para aproveitar a noite ao lado de Kaeya, você tomou a liderança e foi em frente para destrancar a porta de entrada da casa que ambos dividiam. Ele soltou uma risadinha enquanto via você vasculhar ansiosamente os bolsos da vestimenta à procura das chaves. Após segundos de uma batalha árdua, você as achou e adentrou no lar acolhedor e seu amado seguiu seus passos.

— Finalmente, lar doce lar — Um suspiro relaxado e o farfalhar de sapatos e roupas pesadas foram ouvidos por você.

Quase de imediato, Kaeya se desmontou de seus trajes sufocantes e se esparramou no sofá felpudo. Seus ossos estavam moídos e pés fortemente doloridos. Andar de um lugar para o outro, lendo documentos e correndo atrás de seus deveres para com o povo, não era uma tarefa fácil de se suportar. A rotina era cansativa, precisava de muita força de vontade para continuar o que fazia todos os dias.

Sentindo-se tão exausta quanto ele, você o acompanhou no descanso merecido. Suas pobres costas ficaram encostadas no aconchego do móvel, e mais um suspiro pôde ser ouvido, desta vez vindo de você.

Noites como essa eram perfeitas para ficarem em silêncio, aproveitando a pausa do trabalho. No entanto, desta vez, ambos queriam passar um tempo significativo juntos, e como se estivessem alheios ao cansaço, decidiram cozinhar o jantar.

O preparo da refeição foi repleto de risadas e bagunças. O chão ficou sujo de molho de tomate, tinha farinha de trigo sobre a bancada da cozinha e a pia transbordando de louça suja eram os indícios do que havia acontecido naquele cômodo.

— Uau! Isso está fantástico! — Você murmurou, ainda com a comida quente na boca. Suas papilas gustativas apreciaram o sabor da torta de carne, que fora preparada principalmente pelo rapaz.

Kaeya arrulhou, também comendo a deliciosa refeição. Os longos dedos foram em busca do suco de uva em cima da bancada, na intenção de refrescar a garganta.

Sem demora, ambos arrumaram a desordem presente na cozinha, para ficarem livres no outro dia. Em seguida, foram para o quarto que dividiam e se livraram das vestimentas para tomar um banho relaxante.

A água do chuveiro os agraciou com sua temperatura calorosa, penetrou os poros e relaxou os músculos tensos dos corpos fatigados. Sentiram-se revigorados depois do término do banho, o vapor da água quente continuou dominando todo o banheiro mesmo depois de sair do local.

— Eu estava precisando disso — disse o homem, seu tom de voz relaxado e preguiçoso.

— Nos ajudará a dormir melhor — Você disse enquanto vestia seu pijama, consistindo em um conjunto de calça e blusa de mangas longas. Perfeito para o tempo ameno do lado de fora, que tinha como companhia o céu estrelado.

Ademais, Kaeya somente vestiu uma bermuda soltinha e se deitou ao seu lado na cama.

Ambos fixaram os olhos no teto, em silêncio ficaram. Os braços morenos e fortes do rapaz envolveram sua cintura e ali ele depositou um aperto firme, seguidamente, a trouxe para mais perto do peito definido.

Os lábios carnudos deixaram beijos fogosos no lóbulo de sua orelha, o que lhe causou arrepios na espinha.

— Eu te amo. — sussurrou em seu ouvido, feito estivesse contando um segredo que só você poderia saber.

Você nunca sentiu-se à vontade com ninguém para confessar seus sentimentos, mas com Kaeya foi diferente. Ele despertou um lado oculto seu, um que você sempre fez de tudo para manter na escuridão.

Ele lhe concedeu a liberdade de se expressar, sem timidez. Deu a você um motivo para amar e ser amada. O líder dos Cavaleiros de Favonius chegou em sua vida quando você mais precisava, e agradecida ficou por tê-lo ao seu lado.

— Eu também te amo.

Notes:

Obrigada por ler! ❤️