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Characters:
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Language:
Português brasileiro
Series:
Part 6 of HermosasDuo
Stats:
Published:
2024-11-01
Words:
1,231
Chapters:
1/1
Kudos:
6
Hits:
97

Instintos

Summary:

Celline cravou suas presas no pescoço de Melissa, sentindo o sangue jorrar pela ferida recém aberta. Melissa tinha gosto de sol, de uma tarde quente de verão. Celline não queria que esse momento acabasse nunca. A mistura do sabor de Melissa, com seu cheiro era o suficiente para deixar a mente de Celline turva, a fazendo abrir mão de seu lado racional, deixando seus instintos comandarem.

Work Text:

Melissa resolveu que aquela noite ela iria tentar se distrair. Fazia semanas que ela andava com um cansaço terrível, como se não tivesse dormido nada durante todas as noites.

Ela precisava de um pouco de distração,  por isso sua amiga Tina a chamou para sair um pouco. Espairecer seria bom, nem que seja por apenas uma noite.

Ela e Tina foram até uma festa que Tina havia sido convidada. Era a oportunidade perfeita para Melissa colocar seu vestido vermelho, que deixava sua tatuagem de aranha aparecendo pela fenda alta do vestido em sua coxa, e apenas deixar os outros a admirarem enquanto ela dançava. Melissa era quente. E sabia disso.

Melissa foi em direção a pista de dança,  sentindo todos olharem para ela. Era óbvio que todos na festa olhavam para ela. Ela sentia todos os olhares de desejo e admiração, mas Melissa era um prêmio para eles, e eles nunca iriam conseguir colocar suas mãos nela. 

Chegando na pista, um arrepio passou por sua nuca, como se algo sinistro também estivesse ali, observando ela das sombras. Ela percorreu o salão com os olhos, procurando algo diferente e não viu nada, mas ao olhar para um canto escuro, sua nuca voltou a se arrepiar. Seu corpo gritava para ela correr, que algo assustador a espreitava das sombras, mas Melissa gostou da sensação de ser observada pelo perigo.

Ela começou a dançar, seu corpo seguindo as batidas da música, as luzes apenas focando seu corpo por alguns instantes antes de voltar a se mover. Melissa sentia que o que quer que fosse que estivesse nas sombras, estava olhando fixamente para ela. Ela se sentia poderosa, e essa sensação de poder era inebriante. 

 

 

Celine não pretendia entrar em uma festa essa noite. Seu único objetivo era encontrar alguém vagando sozinho pela rua, se alimentar e voltar para casa. Ela precisava se alimentar logo, estava sentindo seu lado racional indo embora por conta da fome. E era muito perigoso que ela ficasse sem controle. Celine era uma vampira de centenas de anos, extremamente poderosa, que se orgulhava de nunca deixar seus instintos vencerem. 

Mas algo mudou naquela noite, enquanto Cell vagava por uma rua vazia. Um cheiro de canela e pimenta surgiu no ar, a atraindo em direção a duas mulheres que andavam pela rua, conversando, indo em direção a uma festa. 

Ela não quis se aproximar a princípio, tinha muita gente na rua, seria arriscado ir até lá. Mas aquele cheiro…ela não conseguia pensar direito, ela só precisava se aproximar um pouquinho.

E foi o que ela fez. Pela primeira vez em séculos, Cell apenas seguiu seus instintos e foi em direção a festa, procurando a morena, que cheirava tão bem.

Ao entrar no local, foi muito fácil achar a morena. Ela estava indo em direção a pista de dança, e todos olhavam para ela. Era como se Melissa - sim, ela ficou ouvindo a conversa da morena com a amiga até descobrir seu nome - tivesse uma aura que irradiava magnetismo em torno dela.

Cell se dirigiu até um canto escuro, tentando se camuflar nas sombras para não ser notada pelos presentes na festa. Melissa começou a dançar e Cell ficou totalmente hipnotizada. O vestido vermelho que marcava o corpo, com um fenda alta, deixando a mostra a coxa torneada, onde tinha uma tatuagem de aranha aparecendo levemente conforme ela se movia, os longos cabelos castanhos, caindo como uma cascata pelas costas, a boca vermelha, levemente entreaberta e principalmente a curva do pescoço, onde mesmo a distância, Cell conseguia ver o movimento que fazia sua garganta conforme o sangue de Melissa circulava ali, com seu coração batendo no ritmo da música.

Cell percebeu que Melissa notou que estava sendo observada por Cell. Normalmente, nessa hora, suas presas percebiam que algo maligno estava próximo e tentavam correr. Mas Melissa parece ter gostado. Seu coração começou a bater mais rápido, mas de antecipação, não de medo. Melissa estava dançando para Cell, mesmo sem ter como saber que ela estava lá. Era como se Melissa estivesse sendo atingida pela mesma força que atingiu Cell e a forçou a ir até ali. Esse estranho magnetismo, como se uma orbitasse em volta da outra.

Melissa se virou para a escuridão e passou a olhar fixamente para onde Cell estava. Era impossível ela ver a vampira ali, afinal, Celline estava camuflada pelas sombras, mas ela sentia que a força que a atraia estava naquele lugar. E Cell respondeu ao seu olhar, saindo do seu esconderijo e indo em direção a Melissa, deixando a morena olhar para ela pela primeira vez.

Melissa sentiu o arrepio na sua nuca ficar mais forte, mas não recuou em nada seu olhar, que estava preso naquela imensidão azul escura que eram os olhos de Celline.

Enquanto Celline caminhava em direção a Melissa na pista de dança, o ambiente começou a mudar, conforme a luz se tornava mais baixa e a música de Luis Miguel começava a ressoar nos alto falantes

 

No me platiques ya, 

Déjame imaginar

Que no existe el pasado

Y que nacimos, el mismo instante

En que nos conocimos

 

Celline se aproximou, já puxando Melissa pela cintura, tentando diminuir todo o espaço existente entre as duas. O corpo de Melissa era quente, principalmente em contato com o seu que era extremamente gelado. A mistura do calor do corpo de Melissa com o cheiro inebriante dela estava deixando os instintos de Celline à flor da pele. Ela precisava de Melissa, precisava senti-la, precisa saber qual o sabor de seu sangue.

Celline afundou seu rosto na curva do pescoço de Melissa, sentindo seu cheiro e se preparando para prova-la. Melissa colocou uma de suas mãos na cintura de Celline, enquanto a outra pressionava a nuca da loira, a trazendo para ainda mais perto de seu pescoço. Os instintos de Melissa gritavam que ela deveria estar apavorada e sair correndo dali, mas Melissa não se movia. Ela precisava estar ali, nos braços da loira. Melissa cravou suas mãos nos cabelos de Celline, e guiou sua cabeça para cima, trazendo a boca de Celline para junto da sua, onde seus lábios se roçaram, em um movimento quase delicado, mas preenchido pela necessidade que uma sentia da outra. 

Celline cravou seus lábios nos de Melissa, em um beijo ávido, sentindo o sabor de tequila vindo da morena. A vampira mordeu o lábio inferior de Melissa, sentindo o gosto do sangue mais delicioso que ela já tinha provado em toda sua longa existência.

No mesmo instante que o sangue de Melissa tocou a língua de Celline, as presas da vampira apareceram, e a necessidade de morder Melissa tomou conta do corpo de Celline, porém pela primeira vez ela ficou com medo de machucar sua presa.

Melissa percebeu que Celline estava tentando se conter, e não pensou duas vezes, levando a boca de Celline até seu pescoço, em um claro sinal de permissão para seguir em frente.

Celline cravou suas presas no pescoço de Melissa, sentindo o sangue jorrar pela ferida recém aberta. Melissa tinha gosto de sol, de uma tarde quente de verão. Celline não queria que esse momento acabasse nunca. A mistura do sabor de Melissa, com seu cheiro era o suficiente para deixar a mente de Celline turva, a fazendo abrir mão de seu lado racional, deixando seus instintos comandarem.

Pela primeira vez em séculos, Celline sentiu que estava no lugar certo, que estava em casa.



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