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Axl no país das maravilhas

Summary:

Axl estava muito entediado, até ver um coelho branco muito atrasado. Ele resolve perseguir o animal, até cair em uma toca e ir parar no país das maravilhas.

Chapter 1: Axl e o coelho atrasado

Chapter Text

Era uma manhã quente e abafada quando Axl Rose, completamente entediado e irritado, estava em sua varanda, deitado de costas com os pés sobre a mesa e um cigarro na mão. Ele olhava para o céu, tentando entender por que tudo sempre parecia tão sem graça, até que algo inusitado aconteceu.

De repente, no canto do seu campo de visão, algo branco se moveu rapidamente. Axl, com a atenção bem longe de qualquer coisa que não fosse seu próprio tédio, franziu o cenho.

Ele olhou melhor e viu um coelho branco, vestido com um colete muito elegante e segurando um relógio de bolso. O coelho Steven estava correndo, com uma expressão de pânico e murmurando para si mesmo.

— Merda, merda, estou tão atrasado! — disse o coelho, agora visivelmente mais ansioso.

Axl arregalou os olhos, incrédulo. — O que diabos?! — Ele se levantou de repente, jogando o cigarro de lado. — Esse coelho é tão atrasado que parece eu!

Intrigado e com a curiosidade aflorada, Axl decidiu seguir o coelho. Afinal, quem mais se meteria com um coelho de terno? Ele começou a correr atrás do bicho, mas a criatura desapareceu rapidamente em um buraco no cercado. Sem pensar duas vezes, Axl se jogou para dentro do buraco.

— Ah, filho da puta! Eu não acredito que fui atrás de um coelho maluco!

A queda parecia não ter fim. Quando finalmente aterrissou, Axl ficou alguns segundos deitado, respirando fundo, antes de se levantar e olhar ao redor.

Onde diabos ele estava? O ambiente ao seu redor parecia mais com um pesadelo psicodélico do que qualquer coisa que ele já tivesse visto. As árvores estavam com as cores trocadas, o céu tinha um tom estranho de roxo e laranja, e a grama tinha uma textura que Axl jurava ter visto em uma capa de álbum de rock dos anos 70. Ele se levantou, sacudindo a poeira da jaqueta de couro, e bufou.

— Que merda é essa, cara? — Axl olhou ao redor, sem saber o que fazer.

Foi então que ele reparou em uma pequena mesa onde garrafas de gin e whiskey estavam deixadas de qualquer jeito com uma etiqueta. Em cima da mesa, uma placa dizia: **"Coma-me para crescer. Beba-me para encolher."**

Axl ergueu uma sobrancelha, olhando para a placa. Ele não sabia se aquilo estava completamente maluco ou se ele já estava em um estado de caos total. Com uma risada cínica, Axl pegou a garrafinha e deu um gole.

Instantaneamente, seu corpo começou a crescer, seus pés batendo no chão com mais força à medida que ele ficava mais alto e mais alto. Ele estufou os pulmões e, ao perceber que estava agora gigante, soltou um grito de raiva.

— O que diabos?! Isso é uma merda! Eu só queria dar um soco naquele coelho!

Axl então se abaixou para olhar a mesa de chá de perto. A garrafinha de “encolher” estava lá, tentadora. Ele deu uma olhada ao redor e com uma expressão de desdém, pegou a garrafinha e tomou mais um gole.

Em segundos, seu corpo diminuiu para um tamanho minúsculo, e ele ficou tão pequeno que quase caiu da mesa. Ele olhou para as plantas ao seu redor, agora gigantescas, com uma expressão de total desespero.

— Ok, isso é ridículo. Sério, alguém me explica essa porra? — Axl gritou, agora com a voz aguda e irritada.

Enquanto ele continuava tentando se equilibrar sobre a mesa, ouviu um barulho vindo de um canto distante. Ele olhou e viu, em meio ao caos colorido da paisagem, o coelho branco novamente, correndo apressado e com o relógio em mãos.

Axl, já sem paciência, gritou:

— Ei, seu maldito! Para onde você está indo, porra?!

Mas o coelho não parecia ouvir. Axl olhou para a direção que o coelho estava indo e, com um suspiro de frustração, decidiu que iria atrás dele de novo. Afinal, o que mais ele tinha a perder?

— Ah, foda-se. Lá vou eu de novo. Eu vou pegar esse coelho maldito.

E com isso, Axl, agora do tamanho de uma formiga, correu atrás do coelho em direção a uma nova e ainda mais estranha aventura, enquanto o País das Maravilhas ao seu redor começava a se revelar em toda sua loucura.