Work Text:
Uh... Algo de errado com o último experimento da HexTech.
– "O que houve?"
Bem...
Viktor ficou grávido.
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"Isso é ridículo. Nunca vi coisa igual!" Heimerdinger disse indignado vendo o resultado dos exames de Viktor. O homem esfregou levemente a parte de trás de seu pescoço e suspirou.
"O Professor Heimerdinger sabe como reverter?" Viktor não queria dar a luz, isso doeria de mais e ele nem tinha certeza se seu corpo fraco e doente suportaria.
Tudo começou há pouco mais de um mês atrás. Viktor e Jayce se estressando ao máximo no laboratório, e parecia que ninguém nunca os ajudava, nunca conseguiam fazer o mínimo e eles estavam ficando estressados. Foi quando ambos tiveram uma idéia: "e se tentarmos fazer um assistente?".
Logicamente falando, era impossível, eles sabem. Então pensaram em fazer um robô ou algo do tipo, mas Singed entregou a Viktor suas antigas pesquisas não concluídas sobre clones. Pensaram em criar um ser com a mente clonada de um deles, para que tivesse o mesmo intelecto, conseguisse os acompanhar, mas... Bem...
Deu errado. Decidiram pôr os genes de Jayce e Viktor combinados, mas foi uma má idéia confiar isso aos experimentos Hextech utilizando o recém descoberto HexCore. Houve uma explosão, um estranho contato com coisas além da compreensão humana e vida arcana. No final, quando se recuperaram, descobriram que o "clone" de ambos juntos misturados estava agora crescendo dentro de Viktor.
Viktor tinha um HexÚtero recém formado!
Eles ficaram boquiabertos, riram muito, e então ficaram preocupados e mortalmente horrorizados.
Agora estavam aqui.
"Não há o que fazer, rapaz. Já é uma vida dentro de você, e bem, tecnicamente, é seu filho e de Jayce." Heimerdinger cruzou os braços e os rostos de Viktor e Jayce ficaram azuis ao ouvir aquilo.
"Invés de pensar em como se livrar, recomendo que pesquise sobre maternidade e comece seus exames semanais. Vejo vocês no concelho!"
Ele parou antes de se virar, "A propósito; parabéns aos futuros pais! Nenhum casal do mesmo sexo teve tal dádiva de modo natural antes." E com isso, o pequeno ser peludo saiu do cômodo, os deixando sozinhos.
Jayce e Viktor olharam um para o outro, completamente perplexos. Não, eles não eram um casal! Além disso, não tinha como eles se tornarem pais agora. Droga, eles eram parceiros. Bem, ->agora<- eram pais...
"Eu vou encontrar alguém, volto logo." Viktor tinha que encontrar Singed, foi ele que o entregou a pesquisa, ele saberia o que fazer. Isso certamente foi um erro grave, sempre há erros e acertos em experimentos, esse erro só foi um pouco mais grave. Só. Um. Pouco...
Muito grave...!!
Mas nada poderia ser feito, e derrotados eles sentaram juntos no sofá do laboratório. Viktor estava com seu rosto enterrado em suas mãos e Jayce estava com sua mão sob o ombro de seu amigo. "Viktor... Vai ficar tudo bem. Olha, não é tão grave, poderia ser pior."
"Você diz isso porque não é você que está grávido." Grávido... Ugh, isso soava tão estranho e antinatural.
Bom, ele tinha um ponto, Jayce tinha que admitir. "Hm... mas pensa bem; Heimerdinger tem razão. Nunca nenhum casal do mesmo sexo conseguiu tal coisa antes. Você é um homem biológicamente, e está grávido! Se parar pra pensar é muito impressionante. Até mesmo revolucionário." De verdade. Seu sorriso de consolo deixou o outro homem um pouco melhor.
Uh, bom... Okay, vendo por esse lado.
Viktor suspirou. "Bem, se pensar por esse lado, fizemos uma grande descoberta. Mas eu ainda não quero ser mãe-... Pai." Deus, isso era tão estranho... Ele colocou sua mão sob seu ventre. Ele lembrou como Jayce apelidou isso de HexÚtero e teve que conter sua risada.
"Jayce, isso vai atrasar nosso trabalho, e também, nunca tive vontade de ser pai para ser sincero."
"Você não deve pensar só em trabalho. Além disso você não está sozinho nessa, eu vou ser pai também. Também é minha responsabilidade, Viktor, e eu não vou te deixar sozinho nessa." Não importa o que aconteça.
Viktor se tranquilizou um pouco, colocando sua mão sob a mão do maior que estava em seu ombro, e Jayce deu a ele um pequeno olhar de conforto.
Eles realmente iriam ser pais...?
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Meses depois, Viktor e Jayce estavam completamente conformados. Viktor estava até aliviado, pois, apesar de estar grávido, pelo menos era com Jayce.
E falando no homem, ele teve que dar um explicação incrível pra Mel sobre porque ele havia engravidado acidentalmente seu parceiro.
O homem grávido havia passado a morar com Jayce, e além de seus próprios quartos agora tinha ali um quarto de bebê. Eles estavam tão curiosos. Seria como Jayce? Como Viktor? Ou uma mistura dos dois?
Viktor estava assistindo Jayce preparar o jantar enquanto resolvia um exercício de palavras-cruzadas para passar o tempo. Estar grávido era desafiador... O homem estava uma bagunça. Seus pés inchavam, suas costas doíam muito por causa da barriga agora grande e pesada, ele conseguia sentir seu filho chutar e era e desconfortável, além de seu apetite, toda a bagunça hormonal e várias outras coisas.
Mas, independentemente do quão difícil fosse, Jayce nunca saiu de seu lado.
"Você está com fome? Está quase pronto." O maior sorriu, um pouco animado de mais conforme a barriga de Viktor ia crescendo e crescendo. Era... Um alívio ver que Jayce estava feliz.
Realmente feliz.
Viktor pensou que ele assumiria por obrigação, mas não, o homem estava satisfeito com a idéia e até mesmo animado. Ele se sentia um pouco mal de ter roubado essa primeira vez como pai de Jayce, pois devia ser com alguém no qual Jayce amasse...
Não ele.
Ele havia esquecido de responder verbalmente, o que deixou o outro preocupado. Jayce se sentou ao seu lado, "Ei, Viktor? Você está passando mal de novo?" O homem colocou uma mão em sua testa. Não parecia ter febre. O gestante negou, mexendo com a cabeça.
"Não é isso..." Ele respirou fundo. "Você está realmente bem com isso? Ter um filho comigo."
Que pergunta era essa agora?
Jayce tornou sua expressão compreensiva. Viktor era tão tenso. Ele não havia notado nesses 6 meses com Jayce ao seu lado durante sua gravidez?
"Viktor, nós somos parceiros pra vida, não só no laboratório. Estou feliz que seja com você de todas as pessoas." Ele sorriu e esfregou seu polegar na bochecha de Viktor, sua mão grande quase escondendo completamente a bochecha do menor. "Eu 'tô meio assustado." Ele riu baixinho, "Mas caramba, isso é incrível."
Viktor sorriu um pouco, e Jayce ficou perdido naquele sorriso por um tempo.
"Você tá muito fofo assim..."
"Ah pelo amor de Deus." O menor riu e o afastou, "Sua comida ta cheirando a queimado." Jayce riu e aproximou seu rosto, divertido. Eles ainda estavam ali, só olhando um ao outro nos olhos, um pequeno sorriso em seus lábios. Não havia como evitar esse sentimento, mas talvez agora não fosse o momento certo pra isso.
-Viktor já estava estressado com a gravidez.
-Ele não queria incomodar Jayce com isso.
Jayce se levantou e foi até o fogão para desligar o fogo. Ele mexeu um pouco na panela e a deixou destampada. Não estava queimado, era só esperar esfriar. O doutor falou que Viktor tinha que adotar uma alimentação mais saudável, então ele estava fazendo de tudo para que seu amigo tivesse todos os nutrientes necessários.
"Sabe, eu espero que seja mais como você do que como eu." Jayce comentou enquanto pegava duas tigelas do armário da cozinha.
"A mim?" Viktor arqueou uma sombrancelha. Bem, tecnicamente falando, não era uma criança normal, então seria como os dois. Era como Jayce e Viktor combinados ali.
"Sim. Sabe, eu sempre te admirei Viktor. Você é forte, inteligente, corajoso, não tem medo de falar o que pensa e de se impor quando precisa." Ele olhou para o menor. "Você tem essa aura em você, de que não importa o que aconteça, tudo vai ficar bem..." Fazia Jayce se sentir seguro, como se não importa que decisão tomasse, se Viktor estivesse ao seu lado tudo ficaria bem...
"Você acha?"
"Claro que eu acho. Você é incrível." Ele estendeu ao seu amigo uma tigela de sopa antes de se sentar ao seu lado para jantarem juntos enquanto assistem TV.
Viktor estava comendo quieto, distraído, e Jayce tomou a coragem de puxa-lo para mais perto. O moreno notou como o mais baixo pareceu surpreso com sua ação, mas não se afastou. Ele esfregou o ombro de Viktor com sua mão e continuou focado na TV, sentindo como o olhar do outro o perfurava.
Jayce sabia que estava sendo descarado, mas... Agora, só parecia certo.
Quando terminaram o jantar Viktor se banhou e foi se deitar, era desconfortável achar uma posição agradável com essa barriga, então quando encontrava uma ele só queria não precisar se mover.
Jayce logo apareceu na porta de seu quarto, perguntando se ele estava com frio e se precisava de algo, mas Viktor só negou com a cabeça, quietinho. O maior sorriu vendo isso, e se sentou ao seu lado na cama. Viktor tinha enjoos frequentes e muito fortes, então geralmente Jayce ficava com ele em seu quarto para cuidar dele. Era... Bom. Antes disso, Jayce costumava virar a noite no laboratório de vez em quando.
Aquela noite só foi um pouco diferente, Viktor realmente parecia bem.
Mas ainda assim, Jayce não queria sair de seu lado.
Eles ficaram juntos, quietos, satisfeitos apenas com a presença um do outro.
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Quando Jayce acordou, Viktor não estava mais ao seu lado. Provavelmente teve alguma idéia e estava trabalhando na Hextech no exato momento.
Jayce esfregou seu rosto e se sentou. Caramba, suas costas doíam. Essa cama de Viktor era horrível, ele não entendia como o garoto gostava disso...
Após ficar pronto e tomar seu café da manhã, ele parou na porta do quarto do bebê e olhou para dentro, suspirando. Era estranho ele estar tão feliz? Ele só... Se sentia realizado. Nunca pensou que fosse sentir isso.
Conforme o tempo ia passando e os meses voando, Viktor estava já no final da gravidez, reclamando ao seu lado na cama enquanto Jayce lia um livro de teorias que Viktor o entregou e pediu para analisar, mas estava difícil com o menor reclamando em seu ouvido. Não que Jayce não o entendesse.
Ele deixou o livro de lado e se virou para Viktor, começando a massagear suas pernas cansadas, e viu seu amigo respirar fundo de satisfação.
"Assim está bom?" Jayce perguntou, subindo a mão até as costas do outro, pressionando diferentes lugares. Viktor assentiu. "Isso é muito bom..." Ele quase poderia esquecer do quão dolorido seu corpo estava.
"Diga quando quiser que eu pare." Mas da forma como Viktor se aconchegou e grunhiu prazerosamente, não parecia que ele iria querer parar tão cedo.
"Mhm..." O homem gestante sorriu aliviado, "Sério, você não tem idéia do quanto é exaustivo." Jayce tinha uma idéia, vendo como ele estava.
O moreno se aproximou um pouco e apertou levemente os músculos doloridos enquanto dava um beijo na parte traseira da cabeça de Viktor. "Você tá melhor?"
O menor assentiu e se aproximou, deixando-se ser segurado. Eles estavam ficando muito mais afetuosos nesses últimos meses, Viktor estava influenciado por seus hormônios talvez? Jayce não pensava muito na causa, mas nunca o afastava. Na verdade, era ele quem estava atrás de Viktor 90% do tempo. Cuidava de sua alimentação, o levava pra todos os exames, monitorava suas horas de trabalho pra ter certeza de que Viktor não estava se esforçando de mais, e várias outras coisas.
O momento estava tão bom, tão pacífico. Sinceramente? Eles estavam felizes, o que era estranho, pois ambos nunca pensaram que esse seria um tipo de vida no qual encontrariam felicidade.
Só parecia certo.
"Jayce." A voz o chamou baixinho.
"Hm?"
Viktor se virou pra ele, o olhando nos olhos. "Eu..."
Droga, ele estava procurando as palavras exatas para se expressar, mas parece que agora todas fugiram de sua cabeça e ele não sabia o que dizer, mas sabia o que sentia.
Ele só queria que Jayce sentisse também.
Mas não sabia como dizer...
Jayce sabia, ele entendia. Suas mãos grandes seguraram os ombros de Viktor e ele o abraçou, forte e protetor.
"Eu sei..." Ele disse, sua voz levemente baixa.
Sabe...?
"Como...?" O gestante queria perguntar, mas Jayce o interrompeu, "Eu sei exatamente como se sente."
...
Suas bochechas coraram levemente.
"Ótimo... Me livrou de um momento bem constrangedor." Viktor admitiu, e Jayce só conseguiu rir. "Você pode tentar não ser um pé no saco?" Ele brincou e olhou bem para Viktor ali ao seu lado, a diferença de tamanho o deixando meio sexy.
Viktor nunca esteve tão lindo... Seus cabelos longos até os ombros, sua pele antes pálida agora estava saudável graças aos cuidados de Jayce, seu corpo magro havia ganhado algum peso e ele nunca pareceu tão vivo. Era a primeira vez que ele via as bochechas do menor coradas.
Era... De tirar o fôlego.
"Você é muito lindo... Muito lindo." As palavras saíram antes que ele pudesse conte-las, e Viktor ficou surpreso por um momento antes de ganhar um pequeno boost de confiança, encorajado por seus hormônios a flor da pele graças a gravidez.
"É mesmo?" Ele esfregou suavemente o braço de Jayce e sorriu, seu tom de voz sínico, "Me ver assim te agrada?"
"..."
O coração de Jayce acelerou, "Muito..."
De mais. Ele não se lembrava da última vez que se sentiu assim.
Viktor aproximou seus rostos lentamente, olhando o outro nos olhos como se pedisse permissão silenciosamente, e quando viu que Jayce não se afastou, ele o beijou.
Foi suave e bem recebido, mas Jayce parecia estar com a necessidade de um faminto e segurou o rosto de Viktor com suas duas mãos, aprofundando o beijo lentamente para não assusta-lo.
Eles exploraram a boca um do outro por um tempo, era bom, o beijo encaixava perfeitamente e Viktor nunca se sentiu tão seguro, e era incrível como os hormônios faziam Viktor se sentir excitado facilmente agora, suas mãos vagaram pelo peitoral coberto de Jayce, explorando o corpo quente.
Cada toque suave, cada suspiro, era tudo perfeito.
Eles estavam perdendo o controle lentamente, cedendo pela primeira vez à atração que sentiam um pelo outro após todos esses anos, e agora que cruzaram essa linha eles não desejavam mais parar.
Jayce devorou seus lábios com a fome de mil homens e se afastou apenas para devorar o pescoço de Viktor, que sentiu sua pele arrepiar.
Antes de tudo isso acontecer, antes de sua doença ficar mais forte, antes de conhecer Jayce; Viktor costumava sair com outros caras com muita frequência, mas após tudo o que houve ele estava tão viciado em trabalho e obcecado com a Hextech que esqueceu de suas próprias necessidades.
Então, é, ele estava a flor da pele.
Bem, na verdade, ambos sabiam que não podiam ir até o final já que não era recomendado durante a gravidez, mas não significava que não podiam explorar um pouco da intimidade juntos.
O corpo inteiro de Viktor parecia tão sensível... Não importa onde tocasse, ele reagiria. Jayce acariciou suas coxas e apertou, massageando levemente enquanto mordiscava o pescoço de Viktor.
Eles exploraram seus corpos durante grande parte da noite, antes de ficarem exaustos e caírem de sono, agarrados um no outro. A relação deles mudou naquele dia, e não podiam mais negar seus sentimentos.
E honestamente? Eles não suportariam mais negar.
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Jayce correu pelos corredores do hospital, ofegante, passando direto pela recepção e ouvindo a recepcionista reclamar do balcão de atendimento. Ele correu sem olhar pra trás até chegar no quarto em que Viktor estava, e já conseguia escutar o choro baixo de criança conforme se aproximava, seu coração acelerou.
Ele parou na porta, se apoiando enquanto recuperava o fôlego. "Viktor!" Ele olhou para seu agora namorado.
Viktor estava deitado na cama de hospital, um olhar cansado em seus olhos mas um sorriso feliz enquanto olhava para Jayce, mostrando o bebê em seus braços.
Jayce sentiu seu olho lacrimejar e se aproximou. Ele beijou o tipo da cabeça de Viktor, tão feliz por ele estar bem, e então olhou para sua filha. "Olá, pequena..." Jayce sorriu, tocando o rostinho pequeno de sua menina. "Ela é tão miudinha."
"Ela estava chorando até agora, acho que já sabemos qual pai ela prefere." Viktor riu exausto, deixando Jayce segurar o bebê.
Parecia tão pequeno em seus braços grandes, tão delicada, Jayce tinha medo de machuca-la com o menor toque. Em pouco tempo a enfermeira chegou no quarto com uma mamadeira em mãos.
Viktor não podia amamentar então teriam que fazer deste modo.
"Você quer dar pra ela ou prefere que eu dê?" A enfermeira perguntou, e Jayce assentiu, "Eu faço... Me dê aqui." Na verdade ele não fazia idéia de como, mas a moça o ajudou de bom grado. Ele estava tão feliz que seu coração parecia estar em um oceano quentinho.
Ele se sentou na cadeira ao lado da cama de Viktor enquanto amamentava seu filho.
"Você parece exausto." Jayce disse enquanto olhava para o menor. Viktor suspirou cansado, "Cinco horas de parto, pensei que fosse morrer." Mas ele estava aliviado que deu tudo certo.
Jayce se sentia culpado, era pra ele ter estado ao seu lado, mas ficou preso numa conferência do concelho e só ficou sabendo que Viktor deu a luz no final. Ele ficou irado de raiva, sabendo que não o contaram antes apenas para que ele não saísse mais cedo.
Mas era tarde pra chorar pelo que passou, agora ele estava aqui.
"Estourou a bolsa sozinho?" Ele estava curioso sobre como esse HexÚtero funcionava.
O outro assentiu, "Sim, nem mesmo senti contrações, quando percebi já havia estourado." Curioso... Eles deviam anotar isso depois, precaução caso viesse a acontecer novamente no futuro.
Eles conversaram enquanto Jayce dava a mamadeira para sua filha, e foram interrompido quando escutaram uma batida leve na porta. Era a mãe de Jayce, ela estava com um sorriso emocionado, lágrimas contidas em seus olhos.
"Meu deus, é essa nossa menina?" Ela pergunto enquanto se aproximava do bebê. Jayce mostrou a ela o rostinho de sua filha. "É tão bonita." Ela acariciou a cabeça da pequena.
"É Grace." Jayce contou a ela, sorrindo.
"Grace... É perfeito. Combina com ela." Sua mãe abraçou Viktor e então segurou um pouco a menina em seus braços, ela era muito melhor nisso do que Jayce.
"E como foi?" A senhora perguntou, e o homem na cama grunhiu. "Exaustivo... Espero nunca mais passar por isso."
Ela riu, "Diz isso agora, no futuro nem vai se lembrar da dor."
Uh... ele duvidava disso.
Não demorou muito para que Cait, Cassandra, Heimerdinger e Mel invadissem o quarto também, todos felizes e os parabenizando, eles estavam tão ansiosos quanto eles. Viktor estava cansado para tantas visitas, mas agradeceu aos deuses que todos viessem, pois assim ele teve um tempinho pra dormir.
Quando acordou todos já haviam ido embora, menos Jayce, ele ainda estava ali andando pela sala com Grace em seus braços, tentando fazê-la dormir. Assim que viu seu namorado acordado, Jayce sentou ao seu lado.
"Conseguiu descansar um pouco?" Ele perguntou preocupado, mas Viktor estava bem, se sentia muito melhor. "Sim... quando tempo eu dormi?"
"10 horas." 10 horas?!
Viktor se sentou mas Jayce o parou. "Não, não. Você está de repouso."
"Mas-"
"Não, Viktor."
O menor protestou antes de se deitar novamente. Seus pontos estavam meio doloridos...
"Você cuidou dela esse tempo todo?"
"Sim, ela é uma boa menina." Mas vendo pelos cabelos arrepiados de Jayce, não parecia que ela facilitou tanto assim.
Viktor riu.
"Parece que você acabou de sobreviver a um furacão e você diz isso?" Ouvindo isso, Jayce fez beicinho. "Em defesa dela, eu era muito pior quando era um bebê." Ele disse enquanto colocava sua bebê adormecida no berço e ia se juntar a Viktor.
"Tô tão feliz que você esteja bem." Ele beijou seu namorado e o abraçou. "Você não tem idéia de como estava preocupado com você..." Quando as únicas informações que tinha era que seu amado estava dando a luz no hospital. Foram sufocantes os longos minutos até chegar correndo no hospital.
"Eu não vou a lugar algum." Ele esfregou suavemente a mão de Jayce. "Nem eu, nem Grace."
O moreno sorriu, "Estou orgulhoso de você." Viktor lhe deu uma linda menina. Ele não poderia estar mais orgulhoso. "Ela é incrível, você é incrível, eu tenho sorte de ter vocês." A pele morena, os cabelos escuros, a garotinha era tão parecida com ele, e Jayce se sentia honrado por isso.
O menor curvou seus lábios em um pequeno sorriso, roubando outro pequeno selinho dos lábios do outro.
"Parece que você enfrentou o fim do mundo." Ao julgar pelos cabelos arrepiados e desarrumados do maior. Jayce riu, "Estive perto." Ele estava feliz que Viktor conseguiu descansar, quando Grace começava a chorar, ele andava com ela pelo hospital para não acorda-lo.
"Você acha que damos conta?" Viktor perguntou, se referindo a paternidade.
Que pergunta boba...
"É claro que sim."
