Actions

Work Header

switch with me | tradução

Summary:

Sirius e Regulus são gêmeos. Eles aproveitam a semelhança e o fato de estarem em casas diferentes para enganar professores e amigos.
Em uma terça-feira, Sirius tem uma prova importante e precisa que Regulus a faça por ele. O problema? Os respectivos namorados dos irmãos não têm ideia da troca. E, pior ainda, um dos irmãos sequer sabe que o outro tem um namorado.
O que poderia dar errado?

Notes:

Work Text:

Ter gêmeos é visto como uma conquista extraordinária na comunidade bruxa — acredita-se que eles sejam mais fortes, melhores e naturalmente inclinados a trabalhar juntos para realizar grandes feitos. Alguns chegam a crer que gêmeos mágicos, especialmente vindos de famílias antigas como os Black, compartilham uma conexão mágica que lhes permite se comunicar telepaticamente.

Sirius e Regulus são poderosos, talentosos e destinados a grandes feitos na vida. Eles não conseguem se comunicar por pensamentos, mas acham divertido deixar os outros acreditarem que podem.

Foi um choque quando um dos gêmeos foi selecionado para a Sonserina e o outro para a Grifinória. Apesar de serem idênticos fisicamente, os irmãos são essencialmente diferentes.

Sirius Black é barulhento e inconveniente, sempre chamando atenção para si e aproveitando o destaque que recebe. Ele não pensa duas vezes antes de subir em uma mesa no Salão Principal e começar a cantar algo absurdo e insultante sobre sua família ou outros alunos.

Regulus Black é tão dramático quanto o irmão, mas de uma forma completamente distinta. Ele é reservado e faz questão de passar despercebido — não por timidez, mas para escutar as pessoas, descobrir seus segredos e usá-los contra elas. Ele mantém um catálogo inteiro de indivíduos em Hogwarts que lhe devem favores ou que agem conforme sua vontade.

Quando alguém insulta uma pessoa querida para os irmãos, Sirius é aquele que grita, ameaça e lança feitiços contra o agressor. Regulus, por outro lado, é quem apunhala pelas costas, planeja vinganças elaboradas e excessivamente intricadas, ou oferece um sermão gélido, acompanhado de um sorriso cortante.

No entanto, algo que une os irmãos além de sua aparência é a quantidade impressionante de pessoas interessadas em levá-los para a cama. Afinal, eles são a própria definição de beleza: cabelos negros ondulados, olhos cinzentos penetrantes, maçãs do rosto salientes, lábios perfeitamente desenhados, cílios longos e uma pele impecavelmente clara.

Desde que Sirius fugiu de casa e foi morar com a família de James Potter há um ano, a imagem dos irmãos mudou ligeiramente, revelando um lado mais livre e rebelde. Ambos usam piercings nas orelhas, delineador preto e mantêm os cabelos mais compridos do que antes. O cabelo de Regulus é ligeiramente mais cacheado que o de Sirius. Os fios de Sirius, que chegam aos ombros em ondas suaves, frequentemente estão presos em um rabo de cavalo alto ou em um coque desleixado.

Eles também conseguem se fazer parecer exatamente um com o outro, apenas mudando a postura e colocando um chapéu. Desde pequenos, usaram essa habilidade para enganar pais e professores. Quando Sirius precisa de um álibi para uma travessura, simplesmente manda Regulus falar com McGonagall, usando o brasão da Grifinória nas vestes e o cabelo preso para trás.

Regulus, cujos passatempos incluem jogar jogos psicológicos com as pessoas, costuma mandar o irmão se esconder em lugares frequentados por pessoas específicas, instilando uma sensação persistente de paranoia nelas.

Quem precisa de poção Polissuco quando se tem um duplicado?

É uma manhã de terça-feira e Sirius vem correndo pelo corredor, agarrando Regulus em seu caminho para a aula e o puxando para longe de vista.

— Reggie, rápido, troca comigo. — Sirius sussurra, tirando a capa.

— Por quê?

— Tenho uma prova de Transfiguração em dez minutos e esqueci completamente dela. Você é bom em Transfiguração. Troca comigo.

— Você vai para Herbologia no meu lugar na próxima aula? — Regulus pergunta revirando os olhos.

— Claro, pode deixar. Por favor, troca, não posso reprovar em outra prova, a Minnie vai surtar.

Regulus suspira exasperado e tira a capa. Eles trocam os suéteres, gravatas e capas com as cores ou brasões das suas casas. Sirius solta os cabelos e passa o elástico que os prendia para Regulus. O agora grifinório pega a varinha e faz um feitiço rápido no cabelo de Sirius, deixando-o um pouco mais cacheado e, assim, mais curto.

— O último boato é que a Lily está namorando a Mary agora. Estamos a favor disso, já zoei o James sobre a Lily estar fora do mercado, não precisa fazer isso de novo. — ele tira alguns piercings das orelhas.

— Eu não estava planejando. — Regulus murmura. Ele tira os piercings correspondentes – Sirius usa luas, enquanto Regulus usa estrelas, Sirius usa argolas e anéis, enquanto Regulus usa correntes penduradas e pulseiras. — O Barty e o Evan estão numa fase difícil. O Barty está de mau humor por causa disso, não fala sobre o assunto, então só faça de conta que está ouvindo ele se lamentar.

Eles trocam seus acessórios e depois trocam os anéis. Regulus tira sua pulseira, uma corrente de prata com uma coleção de pingentes planetários, com o sol faltando. Ele odeia se separar dela, mas nunca é visto sem ela, então agora precisa entregá-la a Sirius. Sirius, por sua vez, lhe dá o colar de lua em troca.

O processo é bem ensaiado e leva menos de três minutos.

— Pronto? — Sirius pergunta.

— Pronto. Depois de Herbologia, me espere perto das estufas. E não bata em ninguém dessa vez.

— Foi só daquela vez, e ele mereceu.

— Sim, mas eu não bato na cara das pessoas. Eu chuto as bolas delas. Seja consistente. Te vejo depois.

Eles desaparecem em direções opostas.

Regulus vai até a sala de Transfiguração de Sirius. Remus, James e Peter já estão sentados lá dentro. Regulus se joga na cadeira vaga ao lado de Remus e suspira.

— Bem, isso vai ser um desastre.

— Eu te disse para estudar, ontem. — Remus diz com um sorriso, inclinando-se para ele. — Você insistiu em transar comigo, em vez disso.

Black reprime a vontade de fazer uma careta. Ele gosta de Remus, realmente gosta — como amigo. Regulus e Sirius ainda não entenderam bem a questão dos namorados. Regulus insiste que deveriam simplesmente contar para Remus que trocam de lugar de vez em quando — mas Sirius continua firme que isso deve permanecer em segredo até mesmo entre os amigos, para que ninguém perceba. — É uma bobagem. Regulus os ajudou com suas travessuras inúmeras vezes, e ainda assim não perceberam o que os irmãos estão fazendo.

Regulus e Sirius chegaram à conclusão de que Regulus nunca deveria beijar Remus na boca sob nenhuma circunstância — o sonserino também não quer fazer isso. Em vez disso, ele deveria agir como um provocador e ser dramático sobre algo.

— Eu ainda acho que foi o melhor passatempo. O que é uma prova a mais para reprovar, não é mesmo? — Regulus diz sorrindo de volta para Remus.

Remus dá uma risadinha e entrelaça seus dedos sob a mesa.

Regulus olha para James e Peter. Os dois estão com as cabeças juntas, conversando baixo.

— Você acha que ele vai superar o fato da Lily estar namorando a Mary logo? — Remus sussurra. — Ele parecia bem irritado no café da manhã.

Regulus morde o lábio com força. James e Lily. Por favor, James não se interessa por Evans há pelo menos seis meses. Nem Remus nem Sirius conseguem convencê-lo do contrário. Regulus vai usar isso depois, provocar o moreno com isso, ver o que acontece. Vai ser divertido.

McGonagall silencia a sala. A prova é absurdamente fácil. Regulus erra algumas respostas de propósito, para não deixar a nota de Sirius completamente improvável. Ele escreve rápido, com letras grandes e desleixadas, imitando a caligrafia bagunçada do irmão. Eles treinaram a letra um do outro por anos, fazendo exercícios de escrita juntos para aperfeiçoar o disfarce.

Depois, ele acompanha o grupo até a próxima aula de Sirius — Poções. Ele se junta a Remus novamente. Olha para James, que está brincando com uma fina pulseira de prata em seu pulso. Um pequeno sol está pendurado nela. James gira o pingente de ouro entre os dedos enquanto ouve o Professor Slughorn.

Após a aula, Regulus sai da sala com os três meninos.

— Bem, eu tenho que ir. — James diz já se afastando. — Preciso falar com a professora Sprout antes da próxima aula.

Regulus observa-o ir embora.

— Ei, Pads. — Remus estende a mão para Regulus. — Quer subir para o intervalo?

Remus puxa Regulus para si. Claro, só deixa eu pegar o seu namorado rapidinho, pensa Regulus, olhando para a mão de Lupin. Ele odeia isso, ter que lidar com esse tipo de situação sem irritar o namorado de Sirius só porque o irmão é um idiota teimoso. Ele sorri de lado para Remus.

— Então, de repente transar comigo é um bom passatempo? — Regulus se pergunta brevemente se Sirius costuma usar a palavra passatempo. Remus não parece se importar, então talvez não faça diferença.

— Sempre é, mas de preferência depois de uma prova.

— Onde está a diversão nisso? — Regulus questiona revirando os olhos. Sirius dizia aquilo com frequência.

Remus sorri e se inclina para beijá-lo. Oh, inferno, não. Regulus coloca a mão contra o peito dele.

— Será que você consegue se segurar até chegarmos no dormitório? E ainda dizem que eu sou impaciente.

— Desde quando você é contra me beijar em público? Você é quem tem fantasias bem explícitas sobre ser fodido no Salão Principal na frente do meu ex-namorado e de toda a escola. — Remus ri, com as mãos apoiadas nos quadris do suposto namorado.

Regulus reprime o impulso de revirar os olhos. Ele pode adicionar isso à lista de "Coisas que eu não quero saber sobre meu irmão". Sirius tem uma tara por humilhação?

Ele tenta afastar o pensamento rapidamente. As mãos de Remus já encontraram o caminho para seu pescoço e sua bochecha. Regulus tem certeza de que Remus é um ótimo namorado, mas ele não é o namorado dele, e a situação está começando a ficar desconfortável. Ele precisa sair disso e encontrar Sirius. — Por que seu irmão e seu namorado têm que ser tão insaciáveis o tempo todo?

Quando ele pensa sobre isso, é até um pouco ofensivo que nem mesmo Remus e James — as pessoas que conhecem Sirius há mais tempo e mais intimamente — não conseguem diferenciá-los, nem mesmo quando estão tão próximos.

— Você tem razão, vamos para o Salão Principal agora mesmo. — Regulus sorri com malícia. — Só preciso encontrar meu irmão irritante primeiro, o desgraçado ainda me deve dinheiro do último fim de semana. — ele realmente deve dinheiro a Sirius, mas acha que merece o pagamento por essa troca.

— Tudo bem, mas sobe pro dormitório logo depois, certo? — Remus murmura.

— Claro.

Remus sorri e o encara, até que, de repente, para ao notar algo no pescoço dele. Suas mãos afastam os fios de cabelo preto e abaixam a gola da camisa social por poucos centímetros. Remus empalidece.

Regulus fica tenso. Ele percebeu?

— O que é isso? — Remus pergunta, com a voz trêmula.

— O que é o quê?

Remus o encara com um olhar duro e o empurra. 

— A porra da marca no seu pescoço, Sirius. Com certeza não fui eu que fiz, então quem foi?

Regulus leva a mão instintivamente até o pescoço, cobrindo a marca. Claro. Droga, ele esqueceu disso.

— Remus, não é o que você está pensando-...

— Não é o que eu estou pensando? — Remus sibila, olhando-o de cima a baixo, cheio de desgosto. — E o que é, então? Você tropeçou e caiu? Foi o Pirraça que te deu um chupão? Ou você tropeçou no pau dele enquanto já estava nele?

Lágrimas começam a se formar nos olhos de Remus. Ótimo, pensa Regulus, isso só piora as coisas.

— Remus, escuta, eu não sou-...

Mas Remus não deixa ele terminar. Apenas o empurra com força, vira as costas e sai correndo.

— Droga. — Regulus murmura para si mesmo. Agora ele tem que contar ao irmão que acabou de arruinar o relacionamento dele. Que divertido.

Enquanto isso, Sirius sai da estufa, com Barty ao seu lado.

— Vai ficar tudo bem. Evan não pode te ignorar para sempre. Logo, você vai ter a língua dele na sua garganta de novo, me mantendo acordado à noite.

Barty suspira, os olhos fixos em seu namorado, que saiu apressado da estufa na primeira oportunidade. Sirius realmente precisa perguntar a Regulus o que aconteceu ali. Ele vive para fofocas da Sonserina, mas não pode pedir diretamente aos amigos de Regulus que lhe contem tudo sem levantar suspeitas. Eles são muito menos ingênuos que os Marotos.

— Ei, pode ir na frente, preciso falar com a Sprout por um momento.

Barty acena com a cabeça e se afasta. Sirius permanece próximo à estufa, esperando por Regulus para que possam trocar de volta. Ele tem um período livre agora e quer usar esse tempo com o namorado no dormitório. Ele só espera que Regulus tenha se afastado do grupo antes que Remus ficasse muito à vontade.

No entanto, em vez de Regulus, ele vê James se aproximando das estufas. Sirius rapidamente assume a postura ereta e séria do irmão.

— Ei, Reggie. — James diz ao se aproximar.

— Não me chame assim. — é a frase padrão de Regulus para esse apelido.

James apenas ri. Então, como um louco, passa os braços ao redor dele, com um sorriso largo no rosto. Sirius congela.

O que diabos está acontecendo? Ele pisca rapidamente, encarando James.

— Eu sabia que te encontraria aqui. Não te vi o dia todo ontem, achei que poderia conseguir pelo menos dez minutos com você agora. É a única vez na semana inteira que consigo me livrar do Sirius. Seu irmão é um pé no saco às vezes.

Ah, é mesmo? Sirius quer gritar na cara dele. Mas reconsidera. Os braços de James estão ao redor dele, ele fala com suavidade, sorri brilhantemente, ele está — ele está se inclinando.

Instintivamente, Sirius empurra James para trás. Por que, exatamente, o melhor amigo dele está tentando beijar seu irmão? Que diabos… Sirius o encara.

Como ele ousa? Com o irmão mais novo dele?

— Não. — Sirius rosna, empurrando-o de novo. — Definitivamente não.

James o encara, confuso, depois magoado.

— Reggie, o que-...

Ah, aquela pequena serpente, seduzindo seu melhor amigo — ele vai ter uma conversa com ele. Sirius ignora James e corre de volta para o castelo.

Ele quase bate em Regulus ao entrar no corredor principal.

— Aí está você. — Sirius sibila, agarrando seu braço. Ele o puxa para o próximo corredor.

— Sirius-...

— Não. — Sirius o interrompe. — Eu preciso de uma maldita explicação. Algo realmente engraçado aconteceu. Eu estava esperando por você, e então James apareceu e tentou me beijar, quer dizer, ele tentou te beijar! Você vai me explicar isso?

Regulus pensa por um momento.

— Não. Acho que está tudo bem claro quanto a isso. Você tem um problema bem maior.

— Você não pode simplesmente mudar de assunto, Reggie, o que-...

— Olha. — Regulus afasta o cabelo e mostra a marca no pescoço. — Sim, seu melhor amigo gosta muito de brincar de vampiro comigo. Mas seu namorado pensou que eu era você e viu isso.

Sirius sente como se fosse vomitar. Remus pensou — oh, não.

— Não. — ele sussurra. — Não, não, não, merda.

— É. Eu te disse que pelo menos deveríamos contar para o seu namorado toda vez que trocássemos.

— Cala a boca. Você vai me dizer depois como estava certo. Agora, você vai comigo e vai dizer para o meu namorado que eu não fui atrás de outro cara! — Sirius agarra o pulso de Regulus e o puxa para fora do corredor. — E então você, James e eu vamos ter uma conversa sobre foder com irmãos e melhores amigos.

Eles chegam ao dormitório de Sirius. Remus está deitado em sua cama, encolhido como uma bola. James está sentado ao lado dele, com os ombros caídos, parecendo ter chorado.

— Ah, graças a Merlin, vocês dois estão aqui. — Sirius diz assim que os vê.

— Vai embora. Eu não quero te ver, Sirius, cai fora. — Remus olha para Regulus enquanto diz isso.

— Não, Moony, amor, eu não fiz nada, ele não é… olha. — Sirius puxa o elástico dos cachos de Regulus. Eles rapidamente tiram as vestes, as gravatas e os suéteres, até ficarem perfeitamente idênticos em frente aos namorados.

Remus se senta, piscando confuso para eles. James olha de um para o outro.

— O que… o que vocês fizeram? — James sussurra.

— Nós trocamos de lugar. Fazemos isso o tempo todo, fazemos provas um pelo outro, cumprimos detenções ou distraímos professores. Foi o Regulus quem fez o teste de transfiguração no meu lugar. — Sirius responde mordendo o lábio. Ele se ajoelha ao lado da cama de Remus e pega sua mão. — Eu nunca te trairia, você sabe disso. Olha, nenhuma marca estranha em lugar nenhum. — ele mostra o pescoço.

— E como eu vou saber quem é quem agora? Talvez você seja o Regulus e só esteja cobrindo pra ele. — Remus diz enquanto puxa as mãos de volta e levanta o pulso de Sirius pelo bracelete de Regulus.

— Ele definitivamente não é nem um pouco Regulus. E vocês dois realmente precisam aprender a diferenciar seu namorado e o irmão dele. Isso vale pra você também, James. — Regulus desprende a pulseira do braço de Sirius e o pega de volta.

James encara Regulus. Os olhos de Regulus suavizam. Ele oferece a mão e ajuda James a se levantar da cama de Remus. Em seguida, ele o leva até a cama de Potter e senta-se com ele.

— Me desculpe. — ele sussurra. — Sirius insistiu que ninguém deveria saber que fazemos isso de vez em quando.

— Não foi você que me empurrou lá na estufa? — James olha para ele, inseguro.

— Eu? Por acaso pareço que perdi o juízo?

James sorri levemente. Ele passa os dedos contra o pescoço de Regulus, onde havia deixado a marca há alguns dias. Cuidadosamente, ele abre os botões superiores da camisa do sonserino, até que parte de sua clavícula fique exposta. Há uma pintinha ali, uma que Sirius não tem. — Remus, nunca tendo visto Regulus nu, não pode saber disso, é claro.

— Sim, esse aqui é meu. — James sorri e olha de volta para Remus.

— Certo, isso… quando exatamente você planejava me contar sobre isso?! — Sirius pergunta se levantando.

— Não é da sua conta, Sirius. — Regulus revira os olhos e fecha a pulseira ao redor do pulso. Ele lentamente começa a tirar os anéis de Sirius, o colar e os piercings.

— É muito da minha conta. Esse é meu irmão mais novo, James! Como você se atreve?

— Eu não sou seu irmão mais novo, somos gêmeos. — Regulus resmunga.

— Você é mais novo que eu.

— Por 114 segundos!

— Sim, o que te faz o mais novo, então, você é meu irmão bebê. James, você é um pervertido.

— O quê? Eu sou mais novo que os dois!

— Certo, eu acredito que você seja o Sirius. — Remus murmura.

— Você vai me contar o que você está fazendo com meu melhor amigo? — Sirius pergunta novamente se virando para Regulus.

— Fodendo com ele, quando tenho sorte.

James fica profundamente vermelho.

— Você não pode simplesmente fazer isso! Esse é meu melhor amigo, você não pode tê-lo.

— Que bom que eu não o quero como amigo. Por que você está fazendo tanto escândalo sobre isso? Você tem seu namorado, eu tenho o meu. Você tem seu melhor amigo, eu tenho o meu. Enquanto as pessoas não se sobrepuserem em uma categoria, não há problema aqui. Você deveria se concentrar no fato de que seu namorado quase me levou para o seu dormitório para transar comigo.

— Ei. — Remus exclama e se levanta da cama. — Acho que vocês dois estão perdendo de vista sobre o que estamos discutindo aqui, ninguém se importa com quem vocês estão namorando! Vocês estão trocando de lugar e não nos contam, vocês não podem fazer isso.

Sirius morde os lábios e se vira para o namorado.

— Desculpe, amor. Sério, sinto muito. Eu apenas pensei que seria melhor manter isso em segredo. Usávamos isso em casa o tempo todo para nos livrar de problemas. Se as pessoas descobrirem que fazemos isso, ninguém mais vai acreditar na gente.

— Eu não sou qualquer pessoa. Eu sou seu namorado. Você não pode simplesmente me enganar assim. No que eu devo acreditar agora? Quantas vezes acabei falando com seu irmão ao invés de você?

— Não muitas. — Regulus responde, levantando-se. Ele vai até eles e entrega os acessórios de Sirius. — Eu tento evitar você quando finjo ser ele. Além disso, normalmente ele está com você quando eu assumo o lugar dele. Foi assim que ele manteve o relacionamento de vocês escondido de James e Peter nos primeiros meses. A gente geralmente só troca de lugar para exames e coisas assim. — Sirius entrega os acessórios de Regulus de volta para ele. O sonserino vai até James. — Você também deveria estar feliz. Meu irmão tomou meu lugar várias vezes quando eu escapava para te ver.

— Eu fiz o quê? Você disse que precisava do tempo para outros trabalhos escolares e deveres de monitor.

— Sim, você me ajudou a arranjar uma transa em vez disso. Seu trabalho é muito apreciado. — Regulus rapidamente limpa os piercings com um feitiço antes de colocá-los de volta.

— Mas o Remus está certo. — James estende a mão e ajuda Regulus a colocar um brinco em forma de estrela com corrente no lugar. — Vocês precisam nos contar quando fizerem isso. Não quero acabar quase beijando o Sirius de novo.

— Ei! Você deveria se sentir sortudo. E eu não quero que você beije meu irmão de qualquer jeito.

— Você não pode nos impedir. — Regulus diz, abraçando James. — Eu, pelo menos, prometo que sempre vou te contar. Foi Sirius quem insistiu em manter isso em segredo até mesmo de vocês dois e de Peter.

— Oh, não podemos contar para Peter. Onde está a graça nisso? Não, vamos ver quanto tempo vai demorar para ele descobrir.

Regulus revira os olhos.

Remus, por outro lado, está com um sorriso no rosto. Ele abraça Sirius por trás e dá um beijo em sua bochecha.

— Sabe o que seria divertido? Aposto que poderíamos fazer Peter acreditar que você está me traindo com James. Vamos ver quanto tempo demora para ele confrontar algum de nós sobre isso.

— Viu, eu sabia que você apreciaria o caos que Regulus e eu podemos causar nesse castelo. Desculpa não ter te contado antes. A partir de agora, prometo que vamos te avisar. — Sirius diz devolvendo o sorriso divertido.

Remus sorri e o beija nos lábios.

— Bem, de qualquer forma, já perdi o começo da minha próxima aula. James, quer voltar comigo ao meu dormitório? Se eu tiver que continuar vendo eles aqui, vou vomitar. — Regulus revira os olhos com mais força, fazendo James rir. Ele se levanta da cama, com todas as jóias no lugar.

James se anima e puxa Regulus até a porta. Regulus para antes de sair.

— Só mais uma coisa. James, seja gentil e diga a eles como você está completamente obcecado por Lily Evans.

— Lily pode namorar com quem ela quiser. Eu não ligo. Estou bastante feliz com você. — James sorri.

James dá um beijo leve em Regulus e sai do dormitório com ele.

Demora dois meses e meio e uma crise existencial para Peter finalmente confessar a Remus que está vendo Sirius beijando James o tempo todo.