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Jealousy, jealousy

Summary:

Jinx não consegue parar de pensar na sua própria versão do universo alternativo e tem a impressão que Ekko não lhe contou tudo o que aconteceu

ou

Ekko não contou sobre o beijo para Jinx e após a garota pressioná-lo sobre isso ele conta.

Notes:

Oii essa é a primeira vez que eu posto aqui e a primeira vez que escrevo algo q n é sobre NaLu espero que gostem. Acredito que o Ekko e Jinx estejam um pouco fora de personagem pq eu ainda não peguei as nuancias das personalidades deles, mas espero que isso não atrapalhe muito :)

Work Text:

Jinx não conseguia parar de pensar na Powder do outro universo. Ekko havia contado em detalhes o que vira lá, como Zaun era próspera, em como todos estavam bem e felizes, até Vander e Silco, com exceção de Vi que havia morrida na explosão do quarto que eles assaltaram quando menores. Contou a ela como percebeu que mesmo a azulada tivesse passado por muito e feito coisas que agora se arrependia, ela ainda podia criar algo novo e tornar a comunidade dos fogolumes, que a havia acolhido tão bem, em lugar melhor. E beneficiar também todos os Zaunitas assim como na outra realidade.

No entanto, algo intrigava Jinx, ela notara como Ekko, parecia estar escondendo algo em toda essa história. Por algum motivo, aquilo fazia seu ferver, mas ela não entendia por que sentir raiva de si mesma.

— O que foi? - disse Ekko assim que entrou no quarto que ambos estavam dividindo, desde que ela chegara a base dos fogolumes.

— Aconteceu algo entre você e a Powder?

Ekko arregalou os olhos e engoliu em seco, mas rapidamente se recompôs.

— Com você? - ele falou tentando desconversar, mas sabia que de nada adiantaria.

— Você sabe que eu estou falando da minha versão da outra realidade - Jinx olhou para o chão e começou a cutucar suas cutículas – a versão certa de mim.

As mãos de Ekko pegaram as dela, o que a fez olhá-lo surpresa, pois não tinha percebido ele se aproximando.

— Ela não é versão certa ou melhor de você, só teve uma vida diferente, vocês são a mesma pessoa.

Ela não conseguia acreditar naquilo, mas o modo que o loiro a olhava, como se tinha certeza daquilo, a convenceu, por hora, mas não era esse assunto que jinx queria discutir.

— Mas então – a menor olhou diretamente nos olhos do maior – aconteceu ou não.

Ela sentiu que o homem a sua frente quis recuar, mas segurou firmemente as mãos que ainda estavam nas suas. Ele olhava para qualquer lugar menos para ela, e aquilo foi a gota d’agua, com certeza aconteceu algo. Então, jogou suas mãos de Ekko e saiu de perto bufando.

— Jinx – ele chamou

— Ela deve ser realmente melhor do que eu – ela gesticulava enquanto andava de um lado para o outro no quarto - você nem consegue me fala nada.

— Não, claro que não – ela a alcançou e se posicionou na sua frente para que ela olhasse para ele, mas a azulada se recusava.

Ele pegou o de Jinx e fez com que ela olhasse em seus olhos. Suspirou e começou a falar.

— Teve uma festa no Última Gota…

Jinx voltou a sua atenção a ele, aquilo era uma informação nova.

— E Powder… você – acariciou o rosto dela com o polegar – e eu dançamos e parecia que o mundo estava em câmera lenta e só nós dois existíamos.

O coração da garota batia forte, a cena parecia tão vívida que ela achou ter começado a ouvir a música daquele momento. Ekko a olhava de modo penetrante.

— Saímos um pouco para tomar um ar – Ekko engoliu em seco parecendo um pouco ofegante ela estava tão concentrada nele que espelhou as suas ações – e nos beijamos – o rosto do platinado começou a se aproximar do dela…

— VOCÊ BEIJOU ELA – gritou Jinx enquanto se afastava de forma abrupta tirando o mais velho do transe.

Ele a olhava em completa confusão.

— Não me olha assim – ela colocou as mãos na cabeça, estava lutando contra a vontade de puxar os próprios cabelos – por isso que você não queria me contar, por isso resolveu ir atrás de mim e não deixou… – ela se interrompeu sentindo as lágrimas quentes rolarem pelo seu rosto.

Ekko tentou se aproximar, mas ela recuou fugindo do seu toque.

— Você queria uma substituta – ela olhava o intensamente – alguém que talvez pudesse fazer você sentir o que ela fez você sentir, mas sabe Ekko, eu não sou e nunca vou ser. 

— Eu sei – Ekko finalmente diz.

Jinx se limita a olhá-lo sentindo seu coração se quebrando, era isso, ela nunca seria o que ele queria, nunca seria a Powder que ele e a sua irmã sentiam falta. Ela era somente a Jinx a pessoa que só trazia azar, tragédia e tristeza, sempre tinha sido assim e sempre seria assim.

— Ela nunca poderia ser você

— Não precisa esfregar isso na minha cara, eu já entendi – ela diz se virando para ir embora. 

— Não, você não entendeu, a pessoa que conheci e amei foi você, não ela, a pessoa que pode me entender, porque vivemos essa merda de vida, a nossa vida, quando eu estava com ela eu só via você, porque é quem eu conheço. Eu sei que ela pode ser você e fazer as mesmas coisas, mas não era ela quem eu fiquei esperando – ele engoliu em seco – desejando por sete anos, enquanto não sabia o que Silco estava fazendo com você, não foi com ela que passei os melhores anos da minha vida, que me ajudou a construir tudo que vinha na minha cabeça e que eu via construir tudo que vinha na sua. Se eu sinto… senti algo por ela foi porque primeiro senti isso por você. Você é a minha Powder e eu sou o seu Ekko. Como ela tem o Ekko a quem ela ama e que a ama de volta. Acredito que em todas as realidades seja assim, mas eu não quero viver nelas, eu quero essa aqui por mais fudida que seja.

Jinx o olhava confusa, com as lágrimas ainda caindo por seu rosto, sentia seu cérebro trabalhando tentando absorver cada palavra que ouvira, lentamente parecia que elas estavam se encaixando, ficando marcadas para sempre na sua memória. Ekko baixou o olhar sentia que a qualquer momento Jinx sairia por aquela porta e ele nunca mais a veria, mas o que mais ele poderia fazer havia derramado seus sentimentos na frente da sua melhor amiga de infância, ele queria tanto que ela entendesse tudo o que queria dizer, mas sentiu que ainda assim não fora o suficiente e nunca seria, ele havia desistido de tudo, dos seus sonhos, dos amigos, e dela que credibilidade tinha?

O garoto riu para si sentindo um nó se formar na sua garganta, levantou o olhar esperando ver um quarto vazio, como sempre foi antes de trazer a pessoa de quem foi mais próximo pela maior parte da sua vida um relacionamento que acreditava não ser mais possível reparar, mas ela ainda estava lá lhe olhando do mesmo jeito. Sentiu seu rosto queimar e seus olhos marejarem, ele tinha desistido dela de novo, foram quantas vezes até agora?

— Você sempre me olhou de um jeito engraçado, Ekko – agora era vez dela se aproximar.

Colocou suavemente suas mãos no rosto do mais alto, ele olhava para todas as direções menos para ela.

— Então você só gostava dela porque gostou de mim muito antes.

Ele voltou finalmente o seu olhar ao dela. Ela acariciou o rosto dele, olhou as olheiras, pequenas marcas de expressões, feições fortes, moldadas pelo estilo de vida que ele, que ambos, eram obrigados a viver e se perguntou se o Ekko daquela realidade era tão diferente do que estava a sua frente quanto a Powder parecia diferente de si. Jinx sentiu uma força grande que parecia aproximar os dois. Seus rostos estavam cada vez mais próximos.

— Podemos fingir que é a primeira vez? – ela perguntou com o coração pesado.

Ekko apenas sorriu e balançou a cabeça.

Seus lábios se selaram era um beijo delicado, sem pressa, mas ainda assim cheio de sentimento, era como se ambos tivessem esperado a vida toda por aquele momento, finalmente sentiam que estavam no lugar certo no momento certo. o beijo foi seguido de outro e depois mais outro, não apenas nos lábios, mas nas bochechas, testas, exploraram cada cantinho do rosto um do outro e quando finalmente terminaram, Ekko riu.

— O que foi? – Jinx perguntou também começando a achar graça.

— Nada – ele se limitou a dizer.

— Não é nada não você vai me contar.

Ele apenas mostrou a língua para ela e começou a correr e logo a menor começou a segui-lo.

— Volta aqui você vai me contar.

— Só se você me pegar primeiro – ele gritou para ela.

— Ah é….

 

FIM