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Drama de febre

Summary:

Boruto pega um resfriado e age como se estivesse à beira da morte. Kawaki, armado de paciência e chá quente, precisa lidar com um namorado manhoso que exige atenção a cada cinco segundos.

Work Text:

O apartamento estava silencioso, exceto pelo som da chuva fina batendo contra a janela e…

— Kawaaakiii… — A voz arrastada de Boruto ecoou pelo quarto como um lamento trágico.

Kawaki, que estava na cozinha preparando um chá, respirou fundo e fechou os olhos por um segundo, reunindo paciência antes de voltar para o quarto com uma xícara em mãos.

— O que foi agora? — Ele disse, parando na porta.

Boruto estava esparramado na cama, afundado no meio de um ninho de cobertores, lençóis amassados​​espalhados ao redor dele como se fosse o campo de batalha de uma guerra contra a gripe. Seu cabelo loiro estava desgrenhado, as bochechas coradas de febre, e os olhos semicerrados em um olhar pidão.

— Eu tô morrendo… — Ele choramingou, estendendo a mão dramaticamente para Kawaki, como se esperasse que ele a segurasse em seu último suspiro.

Kawaki revirou os olhos.

— Você está com febre, não terminal.

— Mas eu sinto que vou morrer…! — Boruto gemeu, se afundando ainda mais nos cobertores. — Meu corpo dói, minha cabeça dói, minha alma dói… Eu nunca mais vou me recuperar disso…

Kawaki suspirou e caminhou até a cama, ele olha para a pequena mesa ao lado da cama, avistando uma cartela de remédios que deixou mais cedo. Ele coloca a xícara sobre a mesa antes de se sentar na cama, ao lado do loiro.

— Você tomou o remedio que eu deixei?

— Eu esqueci… — Boruto fez um biquinho trêmulo.

— Claro que esqueceu — Kawaki pegou o copo de chá e o entregou a Boruto. — Primeiro, bebe isso.

Boruto estreitou os olhos para a xícara como se fosse veneno.

— Isso tem gosto de remédio?

— Isso tem gosto de chá. Agora para drama e bebe. 

Boruto gemeu mais uma vez antes de pegar uma xícara e tomar um gole hesitante. Fez uma careta, mas não protestou. Kawaki o observou beber mais um pouco antes de pegar um comprimido e entregá-lo.

— Agora o remédio.

Boruto suspirou alto, como se aquilo fosse a maior injustiça do mundo, mas obedeceu. Depois de engolir o comprimido, ele se jogou contra o peito de Kawaki, agarrando sua camisa como se o namorado fosse sua única fonte de calor.

— Você vai me deixar sozinho na minha hora final? — Ele resmungou contra o peito dele.

— Pelo amor de Deus, Boruto… — Kawaki passou uma mão pelo rosto, segurando o riso. — Você não vai morrer.

— Eu posso morrer de saudade se você sair daqui.

Kawaki franziu a testa, puxando Boruto um pouco para olhar seu rosto.

— Você tá sempre assim quando está doente?

— Só quando eu estiver cuidadoso.

O moreno piscou lentamente.

— Então sempre?

— Humpf.

Boruto escondeu o rosto no pescoço dele, resmungando algo incompreensível. Kawaki suspirou, mas deixou os braços se ajustarem naturalmente ao redor do corpo quente do loiro.

— Tá bom, tá bom, eu fico aqui. Mas só até você dormir.

Boruto levantou a cabeça, os olhos azuis brilhando com uma súbita energia dramática.

— Mas e se eu nunca mais acordar?!

— Pelo amor de… — Kawaki o empurrou de volta contra o travesseiro e manteve o cobertor sobre ele. — Você vai acordar, e eu vou estar aqui. Agora durma, antes que eu te jogue na banheira com água fria.

Boruto fez um som de protesto, mas depois soltou um suspiro satisfeito ao sentir Kawaki se ajeitar ao seu lado, seu corpo quente o cercando como um casulo confortável. Boruto entrelaça seus corpos, abraçando confortavelmente Kawaki e sorrindo contra o peito dele.

— Você é o melhor namorado do mundo…

Kawaki revirou os olhos, mas Boruto se sentiu quando ele abriu o abraço de leve.

— É melhor você lembrar disso quando melhorar.

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